O cenário mais crítico foi registrado em Paulista, município que acumulou 104 milímetros de chuva em apenas 12 horas, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). O índice fez da cidade a que mais recebeu precipitações em todo o Grande Recife durante o período. Em vários pontos, a água tomou conta das vias, dificultando a circulação de veículos e pedestres. Entre os locais mais afetados está a Rua Comendador Figueiroa, no bairro do Janga.
Também em Paulista, a força da água provocou um desmoronamento no calçadão da orla do Janga. Uma enorme cratera se abriu, destruindo parte da estrutura, fazendo o piso ceder e "engolindo" bancos de concreto instalados no local. O trecho foi imediatamente isolado para evitar acidentes.
A Prefeitura de Paulista informou que equipes da Defesa Civil Municipal estiveram na área logo após a ocorrência para realizar o isolamento preventivo e iniciar a avaliação dos danos. O município também comunicou o caso à Defesa Civil Nacional, que acompanha a situação em conjunto com os técnicos locais. Apesar do grande susto, não houve registro de feridos. A recomendação é que a população evite circular nas proximidades da erosão até que as análises sejam concluídas.
Por causa das fortes chuvas, as prefeituras de Paulista e de Jaboatão dos Guararapes decidiram suspender as aulas da rede municipal no turno da manhã. Segundo a administração de Paulista, a medida foi adotada de forma preventiva para preservar a segurança de estudantes, professores, servidores e de toda a comunidade escolar diante das condições climáticas adversas.
Em Olinda, o temporal também provocou diversos pontos de alagamento. Entre as áreas mais atingidas estão a Avenida Regina Lacerda e as ruas Caetano Ribeiro e Jornalista Édson Régis, no bairro de Casa Caiada, nas imediações do Canal do Fragoso, onde motoristas enfrentaram dificuldades para trafegar.
No Recife, os pluviômetros do Centro de Operações da Prefeitura registraram até 68,7 milímetros de chuva em 12 horas na estação de Nova Descoberta, na Zona Norte da capital. O volume representa mais de 40% da média histórica de todo o mês de agosto, que é de 161 milímetros.
A Defesa Civil do Recife informou que recebeu, nas últimas 24 horas, 31 solicitações da população, a maioria relacionada à colocação de lonas em barreiras e pedidos de vistorias. Segundo o órgão, todas as ocorrências foram consideradas sem gravidade.
A previsão meteorológica indica que a instabilidade deve continuar ao longo desta terça-feira, mantendo o alerta para novos episódios de chuva moderada a forte em municípios da Região Metropolitana. As autoridades orientam que a população evite áreas de risco, redobre a atenção em locais com histórico de alagamentos e acompanhe os avisos emitidos pelos órgãos oficiais de monitoramento.
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