A morte do senador foi anunciada na tarde desta quinta-feira
Por iG Último Segundo
Reprodução
O jornalista de 33 anos está intubado
O assessor do senador Major Olímpio (PSL-SP), que morreu na tarde desta quinta-feira (18) por complicações da Covid-19 , está internado e intubado com a mesma doença no hospital Asa Sul, em Brasília. O jornalista Diego Freire tem apenas 33 anos. As informações são da coluna Grande Angular ao portal Metrópoles .
Um militar que trabalhou com o senador confirmou ao portal que a situação de Diego Freire é grave. "Foi um baque enorme a morte do major e, agora, o assessor dele nesta situação delicada. Como ele é bastante novo, estamos torcendo pela sua breve recuperação", disse o servidor, que preferiu não se identificar.A morte de Major Olímpio foi comunicada pela família nas redes sociais do próprio senador na tarde de hoje. Após o anúncio, alguns nomes da política se manifestaram publicamente e lamentaram o ocorrido .
O presidente do Senado disse que a morte do senador Major Olímpio foi uma "notícia devastadora"
Por iG Último Segundo
Marcos Oliveira/Agência Senado
Presidente do Senado Rodrigo Pacheco (DEM-MG)
Na tarde desta quinta-feira (18), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que a morte do senador Major Olímpio (PSL-SP) foi uma "notícia devastadora" para os parlamentares que conviviam com ele. De acordo com ele, os senadores entraram em prantos após a confirmação da morte pela Covid-19. Pacheco também pediu um "pacto nacional" de combate à doença
"É uma notícia que fez desolar diversos senadores com quais conversei. Recebi um telefonema agora do senador Rogério Carvalho, do PT, em prantos com a notícia. O ex-presidente [do Senado] Davi Alcolumbre está comigo aqui agora, absolutamente desolado, em prantos", disse Pacheco em entrevista ao programa "Brasil Urgente", da TV Bandeirantes .
"Por certo a reação do Major seria reagir, e precisamos mais do que nunca de uma união nacional, um pacto nacional contra essa doença. Nossa tristeza que estamos sofrendo, com pessoas próximas, é uma tristeza que milhares de pessoas estão sofrendo no Brasil, e é preciso que nós da classe política façamos alguma coisa", acrescentou o presidente do Senado.
Pacheco também lembrou que foi deputado federal junto a Olímpio na Câmara até 2018, quando os dois se elegeram ao Senado juntos. "Até nas nossas divergências éramos capazes de sorrir um para o outro. Eu sei que ele gostava muito de mim e eu muito dele. Brincava nos corredores da política do café com leite, de Minas com São Paulo. Era um homem de posições muito firmes, de ideias muito concretizadas. Defendia aquilo que acreditava e defendia muito o estado de São Paulo, então é uma perda irreparável", concluiu
Alexandre Giordano, o primeiro suplente, deve assumir vaga do senador vítima da Covid-19
Por iG Último Segundo
Repordução Agência Pública
Major Olímpio durante diplomação em 2018, ao lado dos suplentes
Alexandre Giordano, empresário do ramo da mineração, de 49 anos, deve assumir a vaga do senador Major Olímpio (PSL-SP) , que teve morte cerebral confirmada nesta quinta-feira (18) após passar cerca de duas semanas internado após ser diagnosticado com Covid-19.
Nas eleições de 2018. Giordano, filiado ao PSL , declarou possuir R$ 1,5 milhões em bens, e também atestou ser socio de empresas do ramo de mineração e de metais.
Em 2019, se envolveu em uma polêmica quando participou de tratativas com o governo paraguaio para comprar energia excedente da usina hidrelétrica de Itaipu , localizada entre as fronteiras dos países.
Segundo publicações paraguaias, o suplente do Major teria usado o nome do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas negociações, se apresentando como representante do governo.
As tratativas geraram forte crise política no Paraguai , quase ocasionado o impeachment do presidente Mario Abdo Benítez.
O segundo suplente eleito com Olímpio é o astronauta Marcos Pontes , conhecido por ser o primeiro brasileiro a viajar para o espaço.
Desde o início da gestão de Bolsonaro , ocupa o cargo de Ministro da Ciência e Tecnologia. Com o falecimento do senador, Ponte passa a ser primeiro suplente de Giordano
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cancelou sua ida ao Congresso Nacional na tarde desta quinta-feira (18) após a notícia da morte cerebral do senador Major Olímpio (PSL). As informações são do canal GloboNews. Bolsonaro entregaria nesta tarde o texto da medida provisória que retoma o auxílio emergencial para pessoas vulneráveis durante a pandemia.
O anúncio da morte do parlamentar, e líder do PSL na Casa, foi realizado através da conta do político no Twitter. "Com muita dor no coração, comunicamos a morte cerebral do grande pai, irmão e amigo, Senador Major Olimpio. Por lei a família terá que aguardar 12 horas para confirmação do óbito e está verificando quais órgãos serão doados. Obrigado por tudo que fez por nós, pelo nosso Brasil", diz a publicação
A debandada aumenta no Ministério da Economia, de Paulo Guedes.
André Brandão já estava sendo fritado após ter apresentado um plano de enxugamento de gastos no Banco do Brasil, o que desagradou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Veja o informe do Banco do Brasil (BB):
"O Banco do Brasil (BB) comunica que o Sr. André Guilherme Brandão entregou, nesta data, ao Exmo. Sr. Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, ao Exmo. Ministro da Economia, Paulo Roberto Nunes Guedes, e ao Ilmo. Presidente do Conselho de Administração do Banco do Brasil, Hélio Lima Magalhães pedido de renúncia ao cargo de presidente do BB, com efeitos a partir de 01 de abril de 2021".
O senador Major Olímpio (PSL-SP), de 58 anos, teve morte cerebral nesta quinta-feira (18) após ter sido diagnosticado com covid-19 em São Paulo. Ele foi o senador mais votado do Brasil em 2018.
"Com muita dor no coração, comunicamos a morte cerebral do grande pai, irmão e amigo, Senador Major Olimpio. Por lei a família terá que aguardar 12 horas para confirmação do óbito e está verificando quais órgãos serão doados. Obrigado por tudo que fez por nós, pelo nosso Brasil", afirma nota da assessoria de imprensa do senador.
Sérgio Olímpio Gomes, conhecido como Major Olímpio, estava internado desde 2 de março no Hospital São Camilo, na capital paulista, e no dia 5 de março foi transferido para uma unidade de tratamento intensivo (UTI).
Natural de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, Olímpio completaria 59 anos em 20 de março. Foi deputado federal e deputado estadual em São Paulo por dois mandatos. Antes de se dedicar à carreira política, Olímpio serviu como policial militar no estado de São Paulo por 29 anos.
O senador deixa esposa e dois filhos.
Além de Olímpio, também já morreram de coronavírus, desde o início da pandemia, os senadores José Maranhão (MDB-PB), de 87 anos, e Arolde de Oliveira (PSD-RJ).
Futuro ministro da Saúde afirmou que Bolsonaro lhe deu autonomia para montar sua equipe
Por Fabio Murakawa, Valor — Brasília
Indicado para o cargo de ministro da Saúde, o médico Marcelo Queiroga disse nesta quinta-feira que tentará construir "um grande diálogo nacional" com Estados, municípios e a sociedade civil sobre o combate à covid-19. Ele afirmou que o presidente Jair Bolsonaro lhe deu autonomia para montar sua equipe e, questionado sobre o que fará de diferente de seu antecessor, respondeu que "o diferente é seguir a ciência".
Queiroga deu as declarações a jornalistas ao chegar ao Palácio do Planalto para reunir-se com Bolsonaro. Ele foi chamado para substituir o general Eduardo Pazuello, em data ainda não definida, no momento em que o Brasil atravessa seu momento mais grave da pandemia, com recorde de mortes, colapso no sistema hospitalar e falta de vacinas para imunizar a população.
"Vou me reunir com o presidente. Estamos muito empenhados em reverter a situação complexa na saúde pública aqui no Brasil", afirmou.
Jair Bolsonaro e Marcelo Queiroga — Foto: Reprodução Instagram
"O presidente já me determinou que tomasse medidas, sobretudo no diálogo amplo com secretários de saúde, secretários estaduais e municipais e com a sociedade civil de uma maneira global", disse. "E vocês [jornalistas] são parte importante. Vão nos ajudar a construir um grande diálogo nacional. Quando eu tomar posse, nós vamos conversar amplamente e vocês vão poder me questionar, perguntar sobre as medidas que serão colocadas em prática."
Segundo Queiroga, essas "são todas medidas que já têm sido divulgadas de maneira reiterada pela ciência". "Vai dar tudo certo. Conto com vocês", disse.
Questionado sobre o número recorde de mortes por covid-19 no Brasil, ele afirmou que é preciso "criar as condições para melhorar a assistência hospitalar, sobretudo, mais UTIs [Unidades de Terapia Intensiva]". O cenário é de emergência de saúde pública internacional, com a peculiaridade de que no Brasil há "um ambiente com variantes do vírus", afirmou.
Queiroga comemorou o fato de haver uma campanha de vacinação sendo implementada no país, com perspectiva de ampliação. Mas reconheceu que a vacina não resolve o problema de curto prazo. Como solução, defendeu uma "política de distanciamento social inteligente" e a melhora da assistência nas UTIs.
"A vacina, como sabemos, não vai resolver a curto prazo esses óbitos. O que resolve? Política de distanciamento social inteligente e melhorar a qualidade de assistência nas unidades de terapia intensiva", disse.
O futuro ministro afirmou ainda que o governo não reduzirá os trágicos números "por mágica".
"Governo nenhum tem uma vara de condão para resolver todos os problemas. Existe a ciência do nosso lado, existe a necessidade de implementação de protocolos assistenciais para qualificar os nossos recursos humanos pra buscar resultados melhores", disse. "É uma situação complexa e que precisamos nos empenhar para vencer o inimigo comum, que é o vírus."
Quando questionado sobre o que pode ser feito de diferente pelo governo, respondeu: "Já está sendo feito. O diferente é seguir as recomendações da ciência". "O presidente escolheu um médico para o ministério. Um médico que é oriundo de uma sociedade científica da Sociedade Brasileira de Cardiologia, que foi sempre que protagonizou a medicina baseada em evidência."
Queiroga pediu "paciência" aos jornalistas para montar a sua equipe e trazer "medidas adicionais" para tirar o país da fase aguda da pandemia. "O presidente me deu autonomia para montar minha equipe. E eu peço a vocês um pouco de paciência para que, num curto prazo, nós consigamos trazer medidas adicionais às que tem sido colocadas em prática pra que esse cenário melhore", disse.
O futuro ministro disse que sua posse ainda não foi marcada por Bolsonaro, "por que é necessário questões documentais".
"Não há dois ministros da saúde. Ministro da Saúde é Eduardo Pazuello", afirmou. "O presidente já me indicou. O presidente vai publicar no Diário Oficial. Existem trâmites legais. Existe serviço público. Tem que seguir as regras da lei. É o presidente que define isso."
A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) registrou, nesta quinta-feira (18), 2.139 infecções e 53 óbitos por Covid-19.
O registro de mortes é o segundo maior deste ano no Estado - dois dias antes, na última terça-feira (16), haviam sido registrados 60 óbitos.
Agora Pernambuco totaliza 11.563 mortes pela Covid-19 e 325.315 casos confirmados da doença, sendo 34.050 graves e 291.265 leves.
Ainda de acordo com o Portal Folha PE, entre os casos confirmados nesse boletim, 130 (6%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 2.009 (94%) são leves.
As mortes aconteceram entre 22 de julho de 2020 e essa quarta-feira (17).
Os detalhes epidemiológicos serão repassados ao longo do dia pela Secretaria Estadual de Saúde.
Maiores marcas de casos desde o início da pandemia, em março de 2020: 1º) 2.512 (30 de dezembro de 2020) 2º) 2.482 (16 de março de 2021) 3º) 2.279 (16 de maio de 2020) 4º) 2.226 (18 de fevereiro de 2021) 5º) 2.139 (18 de março de 2021)
Maiores marcas de casos em 2021, desde janeiro: 1º) 2.482 (16 de março de 2021) 2º) 2.245 (17 de março de 2021) 3º) 2.226 (18 de fevereiro de 2021) 4º) 2.139 (18 de março de 2021) 5º) 2.124 (26 de janeiro de 2021)
Maiores marcas de mortes desde o início da pandemia, em março de 2020: 1º) 140 (27 de maio de 2020) 2º) 132 (22 de maio de 2020) 3º) 124 (18 de maio de 2020) 4º) 122 (16 de junho de 2020) 4º) 122 (4 de junho de 2020) 5º) 103 (9 de junho de 2020) 5º) 103 (29 de maio de 2020)
Maiores marcas de mortes em 2021, desde janeiro: 1º) 60 (16 de março de 2021) 2º) 53 (18 de março de 2021) 3º) 49 (12 de março de 2021) 4º) 39 (17 de março de 2021) 4º) 39 (13 de março de 2021) 4º) 39 (20 de janeiro de 2021