quarta-feira, 3 de junho de 2026
GOVERNO DE PERNAMBUCO GARANTE 18 MIL TONELADAS DE FERTILIZANTES PARA FORTALECER AGRICULTURA FAMILIAR CANAVIEIRA DA ZONA DA MATA
OPERAÇÃO DA PF INVESTIGA ESQUEMA DE CORRUPÇÃO E DESVIO DE VERBAS EM CONTRATOS MILIONÁRIOS DA PREFEITURA DO RECIFE
As investigações tiveram início em 2025 a partir de elementos descobertos durante outra apuração da Polícia Federal, denominada Operação Firenze. Na ocasião, a apreensão de canhotos de cheques levantou suspeitas sobre pagamentos de vantagens indevidas a um agente público apontado como integrante do alto escalão da administração municipal. A identidade e a função exercida pelo servidor não foram divulgadas pelas autoridades responsáveis pela investigação.
De acordo com a Polícia Federal, o foco da apuração está em contratos relacionados à terceirização de mão de obra celebrados em 2020. Uma das empresas investigadas recebeu naquele ano aproximadamente R$ 25,8 milhões da Prefeitura do Recife. Desse montante, cerca de R$ 17 milhões tiveram origem em recursos federais, o que levou à atuação conjunta da PF e da CGU no caso.
Os investigadores trabalham com a hipótese de que o esquema pode ter provocado prejuízos significativos aos cofres públicos. Além disso, a Polícia Federal informou que a empresa investigada já mantinha contratos com a administração municipal em anos anteriores, circunstância que amplia o alcance das investigações e levanta a possibilidade de que os danos ao erário sejam ainda maiores do que os inicialmente identificados.
A Operação Check-in busca reunir provas que possam esclarecer a participação de empresários, servidores públicos e demais envolvidos na suposta organização criminosa. Entre os crimes investigados estão corrupção passiva, corrupção ativa, fraude em licitação ou contrato administrativo, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Apesar da gravidade das suspeitas, nenhuma prisão foi realizada durante a ação desta terça-feira.
Os agentes federais realizaram buscas em endereços ligados aos investigados com o objetivo de recolher documentos, equipamentos eletrônicos, registros financeiros e outros materiais que possam contribuir para o aprofundamento das apurações. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou oficialmente quais itens foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados.
O caso chama atenção pelo volume de recursos movimentados e pelo fato de envolver verbas federais destinadas a serviços públicos. A expectativa é que a análise do material recolhido permita rastrear possíveis pagamentos irregulares, identificar beneficiários do esquema e dimensionar o alcance dos prejuízos causados aos cofres públicos.
Em nota encaminhada à imprensa, a Prefeitura do Recife afirmou que não é alvo da Operação Check-in. Segundo o comunicado, a investigação está relacionada a contratos celebrados em 2020 com uma empresa terceirizada que prestava serviços ao município. A gestão municipal declarou ainda que permanece à disposição dos órgãos de controle e das instituições responsáveis pelas investigações para colaborar com os esclarecimentos necessários.
Com o avanço das diligências, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deverão aprofundar a análise dos contratos, movimentações financeiras e eventuais vínculos entre agentes públicos e representantes da empresa investigada. O resultado desse trabalho poderá definir a extensão das responsabilidades e apontar se houve efetivamente desvio de recursos públicos e favorecimento indevido em contratos custeados com dinheiro da população.
"SOU ATACADO MANHÃ, TARDE E NOITE POR MILÍCIA DIGITAL", DIZ JOÃO CAMPOS
"Tenho sido atacado de manhã, tarde e noite por uma verdadeira milícia digital que está instrumentalizada de forma inorgânica, com a presença de robôs, informações falsas e automatizadas feita por pessoas da política que querem atacar um adversário político", afirmou.
Ainda de acordo com o socialista, toda a ação envolvendo o seu nome já foi denunciada e atualmente se encontra nas mãos da Polícia Federal. "(os ataques) precisam ser esclarecidos. Imagino que tenham outras pessoas no Brasil sofrendo também dessa violência de forma artificial", continuou.
Para ele, "o mais importante é entender quem está por detrás disso"
TRE-PE APERTA O CERCO ÀS FAKE NEWS E SE PREPARA PARA A ELEIÇÃO MAIS DESAFIADORA DOS ÚLTIMOS ANOS
O presidente do TRE-PE, o desembargador Fernando Cerqueira, garantiu que a Corte está estruturada para atuar em qualquer contexto eleitoral, reforçando mecanismos de fiscalização, transparência e combate à desinformação. A preocupação central é evitar que notícias falsas, manipulações digitais e conteúdos enganosos influenciem o voto dos pernambucanos.
Entre as principais ferramentas que serão utilizadas está o Projeto Aletheia, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco. A iniciativa monitora a circulação de informações falsas e conteúdos suspeitos nas redes sociais, permitindo uma atuação mais rápida da Justiça Eleitoral diante de possíveis tentativas de manipulação do debate público.
O desembargador destacou que a inteligência artificial deverá ter presença significativa nas campanhas eleitorais do próximo ano. No entanto, ele lembrou que existem regras claras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral para impedir abusos. Entre as restrições está a proibição do uso de deepfakes — vídeos, áudios ou imagens manipulados para simular falas e comportamentos que nunca aconteceram. Além disso, qualquer conteúdo produzido com inteligência artificial deverá ser identificado de forma transparente ao eleitor.
A preparação do TRE-PE também envolve uma atuação conjunta com órgãos de segurança pública. O trabalho integrado reúne instituições como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco. O objetivo é monitorar possíveis crimes eleitorais, combater irregularidades e garantir tranquilidade durante todas as etapas do processo eleitoral.
Outro ponto que recebe atenção especial é o enfrentamento da violência política, principalmente aquela direcionada às mulheres que participam da vida pública. O tribunal pretende ampliar ações de prevenção e fiscalização para coibir práticas que possam intimidar candidatas ou dificultar sua participação na disputa eleitoral.
No ambiente digital, a vigilância também será intensificada. Com o crescimento das redes sociais como principal espaço de debate político, o TRE-PE pretende acompanhar mais de perto a circulação de conteúdos enganosos, campanhas de difamação e possíveis ataques coordenados que possam comprometer a lisura das eleições.
A Justiça Eleitoral também prepara uma série de ações voltadas à inclusão e à acessibilidade. Entre as medidas estudadas estão a ampliação da oferta de transporte gratuito para eleitores em diversas regiões do estado, a instalação de seções eleitorais mais próximas das comunidades e a adoção de recursos que facilitem o exercício do voto por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Além disso, o tribunal promete reforçar a fiscalização do cumprimento das cotas de gênero e raça, tema que ganhou relevância nas últimas eleições. O combate às chamadas candidaturas fictícias, utilizadas apenas para preencher exigências legais sem participação efetiva na campanha, continuará entre as prioridades da Justiça Eleitoral.
Outro desafio será ampliar o diálogo com a população sobre a segurança das urnas eletrônicas. O TRE-PE pretende investir em ações educativas e de transparência para esclarecer dúvidas dos eleitores e fortalecer a confiança no sistema eletrônico de votação, considerado uma das bases do processo democrático brasileiro.
Com um cenário político que promete ser marcado por disputas intensas e pelo avanço das novas tecnologias, a Justiça Eleitoral pernambucana busca se antecipar aos desafios para garantir que a vontade do eleitor seja respeitada e que a eleição de 2026 ocorra dentro dos princípios da legalidade, da transparência e da democracia.
LEI APROVADA NA ALEPE GANHA FORÇA EM GARANHUNS E REFORÇA PROTEÇÃO DE CRIANÇAS CONTRA EROTIZAÇÃO EM EVENTOS PÚBLICOS
A medida foi adotada pela promotora de Justiça Larissa Albuquerque, titular da 3ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Garanhuns, que instaurou um procedimento administrativo com o objetivo de fiscalizar e prevenir situações que possam estimular a erotização precoce ou a adultização de menores de idade durante grandes eventos públicos promovidos na cidade. Entre as festividades que estarão sob acompanhamento estão o Viva Garanhuns e o tradicional Festival de Inverno de Garanhuns, um dos maiores eventos culturais do Nordeste.
A iniciativa do Ministério Público surgiu após relatos encaminhados pelo Conselho Tutelar do município, que registrou ocorrências durante a edição de 2025 do Festival de Inverno. Os episódios levantaram preocupações relacionadas à participação e exposição de crianças e adolescentes a apresentações, conteúdos e situações consideradas incompatíveis com a faixa etária dos menores, levando o órgão ministerial a adotar medidas preventivas para evitar novas ocorrências.
A Lei nº 18.897/2025 estabelece regras rigorosas para impedir a produção, exibição, divulgação, promoção ou patrocínio de conteúdos que envolvam erotização infantil ou incentivem a adultização precoce de crianças e adolescentes. A norma alcança materiais físicos, digitais e eletrônicos, além de vedar a realização de eventos, concursos, desfiles, apresentações ou qualquer atividade que tenha como finalidade, ou que resulte, na exposição de menores a contextos de conotação sexual.
Além das restrições, a legislação prevê punições para os responsáveis por eventuais infrações. As sanções incluem multas que variam entre R$ 1 mil e R$ 10 mil, podendo haver ainda a cassação de alvarás de funcionamento de estabelecimentos ou organizadores que descumpram as determinações legais.
Durante pronunciamento na tribuna da Alepe nesta terça-feira (2), o deputado Coronel Alberto Feitosa comemorou a utilização da lei pelo Ministério Público e destacou que a norma nasceu de um amplo debate parlamentar. Segundo o parlamentar, a aplicação da legislação demonstra sua relevância como ferramenta de proteção social e defesa dos direitos das crianças e adolescentes.
Feitosa ressaltou que a iniciativa da promotora de Justiça representa um importante passo para garantir que eventos culturais e festivos mantenham ambientes adequados ao público infantojuvenil. O deputado também afirmou que a legislação foi construída para atender demandas contemporâneas relacionadas à proteção da infância diante das transformações culturais e da crescente circulação de conteúdos em diferentes plataformas.
A atuação do Ministério Público em Garanhuns reforça um movimento crescente de fiscalização e acompanhamento de eventos públicos em Pernambuco, especialmente aqueles que recebem grande participação de famílias e menores de idade. A expectativa é que a aplicação da lei contribua para fortalecer políticas de proteção integral previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), promovendo ambientes mais seguros e adequados ao desenvolvimento saudável da população infantojuvenil.
Com a adoção da legislação como fundamento para ações de fiscalização e prevenção, Pernambuco passa a consolidar mecanismos de controle voltados à defesa dos direitos das crianças e adolescentes, colocando a proteção da infância no centro das discussões sobre cultura, entretenimento e responsabilidade social nos espaços públicos.
MASTERBOI RECEBE SELO EMPRESA VERDE PERNAMBUCO 2026 E FORTALECE POSICIONAMENTO EM ESG
ROBERTA ARRAES DEFENDE DECISÃO COLETIVA E COBRA REUNIÃO DA FEDERAÇÃO PARA DEFINIR CANDIDATURA AO SENADO EM 2026
Ao comentar as movimentações em torno da escolha do nome que representará o grupo na disputa pelo Senado, Roberta destacou que a definição não pode ocorrer de forma isolada ou individualizada. Para ela, a decisão precisa ser debatida e validada pela executiva da Federação União Progressista, reunindo dirigentes, parlamentares e demais lideranças políticas que integram o projeto.
Segundo a deputada, a legitimidade da escolha está diretamente ligada ao respeito às regras internas e à construção de consensos. Em sua avaliação, uma candidatura majoritária exige diálogo amplo e alinhamento político entre os partidos que compõem a federação, especialmente diante da importância estratégica da eleição de 2026 para o futuro político de Pernambuco.
“Não existe candidatura avulsa em um projeto coletivo. A definição do nome ao Senado precisa passar pela executiva da Federação, com diálogo e participação de todos que integram esse grupo político. É assim que fortalecemos nossa unidade e construímos decisões legítimas”, afirmou a parlamentar.
A declaração de Roberta Arraes surge em um momento de intensificação das articulações nos bastidores da política pernambucana. Com lideranças de diferentes correntes buscando espaço na composição da futura chapa majoritária, cresce a pressão para que a Federação União Progressista estabeleça critérios claros para a definição dos nomes que irão disputar os cargos mais relevantes do pleito.
Nos bastidores, a fala da deputada foi interpretada como um recado em defesa da institucionalidade e do respeito às decisões coletivas da federação. O posicionamento reforça a tese de que qualquer projeto eleitoral deverá ser submetido à avaliação dos órgãos partidários competentes, evitando disputas internas que possam comprometer a unidade do grupo.
Com forte influência no Sertão do Araripe e presença consolidada em diversas regiões do Estado, Roberta Arraes tem sido uma das vozes mais atuantes na defesa do fortalecimento político da Federação União Progressista. Sua manifestação também evidencia a preocupação de lideranças do interior em participar diretamente das decisões estratégicas que definirão os rumos da oposição e das forças políticas que buscarão protagonismo na sucessão estadual.
À medida que o calendário eleitoral se aproxima, a discussão sobre a vaga ao Senado tende a ganhar ainda mais relevância dentro da federação. A expectativa é que as conversas avancem nos próximos meses, culminando na realização de reuniões formais para a construção de um entendimento capaz de unir os diferentes segmentos políticos do grupo e apresentar ao eleitorado uma candidatura respaldada pelo consenso interno e pela força da aliança partidária.