Conhecido por sua atuação combativa na Câmara Municipal do Recife, Eduardo Moura construiu, em pouco tempo, um mandato marcado pelo enfrentamento direto à gestão socialista da capital. Com discurso técnico, postura firme e forte atuação fiscalizatória, o vereador se consolidou como uma das vozes mais duras da oposição a João Campos dentro do próprio território político do PSB. Seus requerimentos, denúncias, fiscalizações e críticas públicas atingem áreas sensíveis da administração municipal, como saúde, segurança, saneamento e uso dos recursos públicos, tornando-o um nome incômodo e permanentemente observado pelo Palácio do Capibaribe.
A ascensão de Moura no debate estadual não ocorre por acaso. Jornalista de formação, ele levou para o parlamento municipal a lógica da investigação e do confronto baseado em dados. Ao longo do mandato, passou a ocupar espaço relevante nas redes sociais e no debate público, extrapolando os limites do Legislativo recifense. Esse crescimento chamou a atenção do núcleo político da governadora Raquel Lyra, que também travou um rompimento definitivo com o PSB e passou a estruturar uma narrativa clara de oposição ao grupo que governou Pernambuco por quase 20 anos.
É nesse contexto que surge a possibilidade de Eduardo Moura integrar a chapa majoritária estadual. A avaliação interna é de que sua presença como vice teria peso simbólico e eleitoral: reforçaria o discurso de enfrentamento ao socialismo recifense, ampliaria a presença de Raquel Lyra na capital e dialogaria com um eleitorado mais crítico, liberal e antiprivilégios, hoje distante tanto do lulismo quanto do PSB.
Dentro dessa engenharia política, Priscila Krause passaria a cumprir outro papel estratégico. Aliados próximos avaliam que a vice-governadora poderia ser relocada para uma disputa majoritária nacional, seja como candidata à Câmara Federal, seja como nome competitivo ao Senado, fortalecendo o palanque de Raquel Lyra em Pernambuco e ampliando a presença do grupo no Congresso Nacional. Priscila, que tem histórico de atuação combativa na Assembleia Legislativa e trânsito entre diferentes campos políticos, seria peça-chave para sustentar a base aliada fora do Executivo estadual.
A eventual reorganização da chapa sinaliza que Raquel Lyra pretende transformar 2026 em uma eleição de confronto direto entre projetos. De um lado, o modelo político representado pelo PSB e por João Campos; do outro, uma frente ampla que uniria centro, direita moderada e setores independentes, com discurso de gestão, controle de gastos e enfrentamento às velhas estruturas de poder.
Se confirmada, a chapa Raquel Lyra–Eduardo Moura, com Priscila Krause disputando uma vaga federal ou ao Senado, representaria uma das movimentações mais ousadas da política pernambucana nos últimos anos. Mais do que uma simples composição eleitoral, seria um recado claro de que o embate com o PSB deixaria os bastidores e ganharia as ruas, os palanques e o centro do debate público.
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