O delegado da Polícia Civil e ex-vice-prefeito de Arcoverde, Israel Rubis, se pronunciou após a confusão que ganhou as redes sociais, mostrando o momento em que ele precisou ser contido durante um princípio de desentendimento envolvendo o advogado Eldy Magalhães. Em contato com a imprensa local, Rubis afirmou que foi diretamente provocado durante o uso da tribuna.
“O cara vai usar meu nome, fazer graça. Fui lá ver ele falar e ele veio onde eu estava me provocar e colocar o dedo na minha cara”, declarou. O delegado ainda reforçou que não teve intenção de agressão e criticou a postura do advogado durante sua fala na Câmara. “Se eu quisesse agredir, teria ido direto à Tribuna. Agora o cara vai pra tribuna da Câmara pra poder ofender os outros”, completou.
Do outro lado, Eldy Magalhães também reagiu publicamente, adotando um tom duro e de advertência em comentário nas redes sociais. “Israel Rubis, só saiba de uma coisa: providências serão tomadas. E tenho família. Me deixe em paz e não terá que correr pra Paraíba”, escreveu, ampliando ainda mais o clima de tensão.
A confusão teve início durante a Tribuna Livre aberta pelo presidente da Câmara, vereador Luciano Pacheco, para a manifestação de advogados ligados ao empresário Micael Lopes, em um processo que culminou na abertura de procedimento político contra o então vereador Claudelino Costa (PSB), que acabou renunciando ao mandato pouco antes da sessão.
Durante o pronunciamento, o advogado Eldy Magalhães ultrapassou o campo técnico da defesa e passou a direcionar críticas a vereadores, advogados e ao próprio Israel Rubis, o que elevou rapidamente o tom do debate e desencadeou a reação no plenário.
O episódio, no entanto, não se limitou às falas e ao tumulto. Nos bastidores e entre participantes da sessão, passou a crescer também a avaliação de que a condução dos trabalhos contribuiu para o agravamento da crise. A postura da presidência da Casa, exercida por Luciano Pacheco, passou a ser questionada sob a leitura de que faltou firmeza para conter os ânimos no momento em que o clima começou a sair do controle.
A crítica feita por parte dos presentes é de que não houve intervenção mais enérgica para restabelecer a ordem quando o debate começou a ganhar contornos pessoais, permitindo que a situação evoluísse até o ponto de confronto e tumulto no plenário.
O conjunto do episódio expõe mais uma vez o ambiente político tenso que se instalou em Arcoverde, onde disputas jurídicas e embates pessoais têm extrapolado o campo institucional e transformado sessões legislativas em cenários de forte desgaste público.