sábado, 4 de abril de 2026

RELÍQUIA SOBRE RODAS: OPALA CUPÊ 1988 ZERO QUILÔMETRO SOBREVIVE INTACTO EM PERNAMBUCO E IMPRESSIONA PELA CONSERVAÇÃO HISTÓRICA

Em um cenário automotivo marcado pela constante renovação de modelos e pelo desgaste natural do tempo, um exemplar do clássico Chevrolet Opala desafia a lógica e atravessa décadas praticamente intocado. Trata-se de um Opala cupê 1988 que jamais foi emplacado ou utilizado nas ruas, preservando não apenas sua estrutura original, mas também uma história que se confunde com a própria trajetória da marca no Brasil e no Nordeste.

Guardado por anos como uma verdadeira peça de coleção, o veículo permaneceu sob os cuidados de uma tradicional concessionária da Chevrolet em Pernambuco, longe das intempéries e da rotina comum dos automóveis. O carro carrega consigo o simbolismo de uma despedida: ele representa o último ano de produção da carroceria cupê do Opala, modelo que marcou gerações e consolidou-se como um dos mais emblemáticos da indústria nacional.

Equipado com o robusto motor 4.1 a álcool, de seis cilindros em linha — uma das configurações mais desejadas da época — o modelo também conta com câmbio manual, característica que reforça sua identidade clássica. A pintura vinho, mantida sem alterações, contrasta com o interior escuro, igualmente preservado, criando um conjunto que remete fielmente ao padrão de fábrica do fim dos anos 1980. Cada detalhe, do acabamento aos componentes mecânicos, permanece como saiu da linha de montagem, um feito raro mesmo entre colecionadores.

A origem dessa preservação meticulosa remonta à decisão de Severino Nunes, fundador da tradicional Caxangá Veículos, no Recife. Ao adquirir o automóvel zero quilômetro, ele tomou uma decisão incomum: não colocá-lo em circulação. O motivo foi carregado de significado — a confirmação de que aquela unidade seria a última versão cupê do Opala recebida pela concessionária. A partir daí, o carro deixou de ser apenas um produto e passou a ser tratado como um símbolo, um marco de encerramento de ciclo.

Durante anos, o Opala foi apresentado ao público apenas em ocasiões especiais, como aniversários da concessionária e eventos comemorativos, sempre despertando curiosidade e admiração. Não se tratava apenas de um automóvel antigo, mas de uma cápsula do tempo, capaz de transportar entusiastas e admiradores para uma era em que o Opala dominava as ruas e representava status, desempenho e sofisticação.

Mesmo após o falecimento de Severino Nunes, em 2012, aos 84 anos, a história do veículo continuou sendo cuidadosamente preservada por sua família. O automóvel passou a integrar o acervo mantido pelo grupo, atualmente localizado em Carpina, onde segue guardado com atenção quase museológica. Com pouco mais de 90 quilômetros rodados — número que reforça sua condição praticamente inédita — o carro deixa o repouso apenas para procedimentos básicos de conservação, garantindo o funcionamento mecânico e a integridade de seus componentes.

Mais do que um item raro, o Opala cupê 1988 preservado em Pernambuco se transformou em um verdadeiro patrimônio afetivo e histórico, refletindo uma relação singular entre o homem, a máquina e o tempo. Em um país onde poucos veículos conseguem escapar do uso cotidiano, sua existência intacta representa não apenas um feito extraordinário, mas também um testemunho vivo de uma das fases mais marcantes da indústria automobilística brasileira.

DANÇA DAS CADEIRAS NO AGRESTE, COM AS RENÚNCIAS PARA DISPUTA ELEITORAL NOVOS PREFEITOS ASSUMEM O PODER EM CASINHAS E BOM JARDIM

O cenário político no Agreste pernambucano ganhou novos contornos nesta semana com a oficialização de mudanças no comando de duas prefeituras estratégicas da região. Em cumprimento rigoroso à legislação eleitoral, os gestores municipais de Casinhas e Bom Jardim deixaram seus cargos para entrar na disputa por novos espaços no Legislativo, abrindo caminho para a ascensão de seus vice-prefeitos ao comando do Executivo local.

A movimentação ocorre dentro das regras estabelecidas pela Constituição Federal e pela Lei Complementar nº 64/1990, que determinam a chamada desincompatibilização — mecanismo que obriga ocupantes de cargos do Executivo a renunciarem até seis meses antes das eleições caso pretendam disputar outros cargos eletivos. A medida busca garantir equilíbrio na disputa e evitar o uso da máquina pública em benefício de candidaturas.

Em Casinhas, a saída da então prefeita Juliana de Chaparral marca o início de um novo ciclo administrativo sob a liderança de José Lúcio da Silva, que assume o desafio de manter a estabilidade política e administrativa do município em um momento sensível. Aos 45 anos, Lúcio chega ao cargo respaldado por uma trajetória que combina experiência técnica e vivência na gestão pública. Natural de Umbuzeiro, na Paraíba, ele construiu sua carreira política em Pernambuco, especialmente no município de Orobó, onde atuou como secretário de Finanças antes de exercer o mandato de vice-prefeito entre 2021 e 2024.

Com formação em Administração de Empresas, Lúcio carrega consigo a expectativa de uma gestão voltada ao equilíbrio fiscal e à continuidade de projetos estruturantes. Nos bastidores, aliados avaliam que sua experiência na área financeira pode ser determinante para atravessar o período de transição sem sobressaltos, sobretudo em um ano marcado por incertezas eleitorais e necessidade de prudência administrativa. Casado com a médica Mônica Martins e pai de três filhos, o novo prefeito também busca imprimir um perfil conciliador, capaz de dialogar com diferentes forças políticas locais.

Já em Bom Jardim, a mudança traz ao centro do poder um nome até então pouco conhecido no cenário político tradicional, mas com forte trajetória na iniciativa privada. Arsênio Medeiros de Oliveira, o Arsênio do Minério, assume a prefeitura aos 47 anos carregando a marca de um gestor técnico e pragmático. Natural do Recife, ele construiu sua carreira ao longo de três décadas no setor mineral, onde acumulou experiência prática e formação especializada.

Sua trajetória inclui formação técnica em Mineração pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, além de estudos em Relações Humanísticas no Trabalho pelo SESI/SENAI. Arsênio também buscou qualificação internacional, com especialização em extração de pedras graníticas ornamentais em Portugal, o que reforça seu perfil voltado à produção e ao desenvolvimento econômico. Antes de assumir o cargo público, exercia a função de encarregado geral de extração de granitos na empresa Minérios de Bom Jardim S/A, posição que deixou para ingressar definitivamente na vida política.

A chegada de Arsênio ao comando do município representa não apenas uma mudança administrativa, mas também simbólica: a entrada de um gestor oriundo do setor produtivo em um ambiente historicamente dominado por lideranças políticas tradicionais. A expectativa, segundo interlocutores, é de que sua gestão priorize eficiência, geração de emprego e fortalecimento das atividades econômicas locais, especialmente ligadas à mineração.

As renúncias de Juliana de Chaparral e do prefeito Janjão não apenas redesenham o comando municipal, mas também sinalizam o início de uma disputa eleitoral que promete ser intensa. Ao deixarem seus cargos para concorrer a vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, respectivamente, ambos apostam no capital político construído em suas gestões para alçar voos maiores.

Enquanto isso, em Casinhas e Bom Jardim, a população passa a observar de perto os primeiros movimentos dos novos prefeitos, que terão a missão de garantir continuidade administrativa sem perder a oportunidade de imprimir suas próprias marcas. Em meio a um calendário eleitoral cada vez mais próximo, cada decisão ganha peso estratégico — e cada gesto pode definir não apenas o presente das gestões, mas também o futuro político da região.

A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM, EM MENOS DE UMA SEMANA, ROMERO E ANDREZA EXPÕEM NEGOCIAÇÃO, ENSAIAM SAÍDA E RECUAM AO PSB

Em plena janela partidária — período em que trocar de legenda é não apenas permitido, mas esperado — o deputado estadual Romero Albuquerque e a vereadora do Recife Andreza de Romero conseguiram transformar uma movimentação comum em um dos episódios mais comentados dos bastidores políticos de Pernambuco neste início de pré-campanha. Não pelo ato em si, mas pela velocidade, pela sequência e, principalmente, pelo recuo.

O roteiro foi tão rápido quanto revelador. Primeiro, o alinhamento ao Partido Socialista Brasileiro, legenda que tem como principal liderança no estado o prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo, João Campos. A filiação ao PSB indicava uma escolha estratégica: aproximar-se de um projeto competitivo, garantir espaço e reforçar um discurso político alinhado com a principal força emergente no cenário estadual.

Mas o que parecia definido virou ensaio. Em poucos dias, o casal anunciou mudança para o Progressistas, num movimento que sinalizava reposicionamento e tentativa de ampliar margem de negociação. Tudo dentro da legalidade da janela partidária, sem qualquer risco de perda de mandato — como manda o manual eleitoral. Ainda assim, o gesto gerou ruído imediato. Não pela troca em si, mas pela rapidez com que ela ocorreu após a primeira decisão.

E foi justamente esse intervalo curto que disse mais do que qualquer nota oficial. Porque antes mesmo que a nova escolha criasse raízes, veio o terceiro ato: o retorno ao PSB. Em comunicado, Romero e Andreza afirmaram que, após “ampla e intensa avaliação” junto ao grupo político e às lideranças da causa animal, decidiram permanecer na legenda socialista, reafirmando confiança no projeto liderado por João Campos e compromisso com Pernambuco.

No papel, a justificativa é protocolar. Na prática, o episódio escancarou o que raramente é dito com tanta clareza: houve negociação. E mais do que isso, houve ajuste de rota em tempo real. A ida ao Progressistas funcionou como teste de terreno — político, eleitoral e estratégico. O retorno ao PSB, por sua vez, indicou que as condições encontradas fora não superaram o que já estava posto dentro.

Não se trata de ilegalidade, incoerência inédita ou sequer de exceção. A janela partidária existe justamente para isso: permitir movimentos, corrigir caminhos e ampliar possibilidades. O que chama atenção, neste caso, é a transparência involuntária do processo. Quando as decisões acontecem em ritmo acelerado, o discurso não acompanha — e o que deveria ser articulação discreta vira exposição pública.

Nos bastidores, a leitura é direta: o casal testou forças, mediu espaço e voltou para onde o ambiente se mostrou mais seguro politicamente. O “alinhamento com o projeto” de João Campos, citado na nota, parece menos uma descoberta recente e mais uma reafirmação após uma tentativa que não prosperou como esperado.

Romero Albuquerque segue na disputa pela reeleição para a Assembleia Legislativa de Pernambuco, enquanto Andreza de Romero se prepara para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, ambos novamente sob a bandeira do PSB e com a causa animal como principal ativo político.

No fim, o destino não mudou — mas o caminho até reafirmá-lo disse muito. Entre idas, vindas e recuos em menos de uma semana, ficou a sensação de que a política, quando acelerada demais, deixa rastros difíceis de disfarçar. E, nesse caso, nem foi preciso bastidor: o próprio movimento contou a história.

Porque, no final das contas, foi exatamente isso — a clássica volta dos que não foram.

ZÉ QUEIROZ VOLTA AO MDB, REENCONTRA SUAS ORIGENS E LANÇA PRÉ-CANDIDATURA À ALEPE EM ATO POLÍTICO DE PESO EM CARUARU

Em um movimento carregado de simbolismo político e memória histórica, o ex-prefeito de Caruaru, Zé Queiroz, oficializou nesta sexta-feira (3) seu retorno ao Movimento Democrático Brasileiro, legenda que marcou momentos decisivos de sua trajetória pública. A filiação, realizada em Caruaru, foi acompanhada por lideranças de destaque, entre elas o prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, e o presidente estadual da sigla, Raul Henry.

O ato político não apenas sacramentou o retorno de Queiroz ao MDB, como também marcou o lançamento de sua pré-candidatura a deputado estadual, reposicionando seu nome no cenário eleitoral pernambucano. Ao assinar a ficha de filiação, o ex-prefeito fez questão de destacar o caráter emocional da decisão, classificando o momento como um reencontro com suas raízes políticas.

“Meu primeiro mandato de deputado estadual, em 1978, foi no MDB, em um período em que o Brasil vivia a limitação das opções partidárias. Também fui eleito prefeito de Caruaru pela primeira vez, em 1982, pela mesma legenda. Hoje retorno com a confiança de estar ao lado de lideranças sérias, como Raul Henry, e com o aval do presidente nacional do partido, Baleia Rossi”, relembrou.

Após quase quatro décadas de militância no Partido Democrático Trabalhista, Queiroz afirmou que a mudança foi motivada por circunstâncias políticas e pela intenção de fortalecer seu projeto voltado para Caruaru. Segundo ele, a pré-candidatura à Assembleia Legislativa representa um novo capítulo em sua vida pública, com foco no desenvolvimento do município.

“Nosso objetivo é conquistar um mandato que represente Caruaru. Vamos dialogar com a população e construir propostas alinhadas com o que pensamos para a cidade. Quero o melhor para Caruaru”, enfatizou.

O presidente estadual do MDB, Raul Henry, destacou a relevância do retorno de Queiroz à legenda, ressaltando não apenas sua trajetória, mas também sua credibilidade política. Em um discurso marcado por lembranças pessoais, Henry relembrou os primeiros contatos com o ex-prefeito ainda na infância.

“É uma honra enorme receber Zé Queiroz de volta ao MDB. Ele é uma referência da política pernambucana, uma reserva moral e um exemplo de compromisso com o povo. Lembro de quando eu era criança, em Catende, e acompanhava seus comícios. Sua história fala por si”, afirmou.

O evento também contou com a presença de outras figuras de peso no cenário político estadual e nacional, como o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, e a pré-candidata ao Senado pela Frente Popular, Marília Arraes, ambos filiados ao PDT, o que evidenciou o prestígio e a articulação política em torno do ex-prefeito.

A volta de Zé Queiroz ao MDB não apenas resgata sua história dentro do partido, mas também redesenha o tabuleiro político em Pernambuco, especialmente no Agreste, onde sua influência permanece significativa. Com a pré-candidatura lançada, o ex-prefeito sinaliza disposição para mais uma disputa eleitoral, agora mirando uma vaga na Assembleia Legislativa, apoiado por alianças estratégicas e pelo peso de sua trajetória.

EX-CANDIDATO A PREFEITO DE GRAVATÁ, BRUNO SALES SERÁ CANDIDATO A DEPUTADO FEDERAL PELO REPUBLICANOS

O ex-candidato a prefeito de Gravatá e ex-vereador do município, Bruno Sales, anunciou sua pré-candidatura a deputado federal pelo Republicanos nas eleições de 2026. A confirmação ocorre após articulações políticas dentro da legenda em Pernambuco, que tem ampliado seu quadro de lideranças com foco na disputa proporcional.

Bruno Sales ganhou projeção política em Gravatá ao disputar a prefeitura do município e também ao exercer mandato como vereador, mantendo uma forte atuação na região do Agreste pernambucano. Ao longo de sua trajetória, tem defendido pautas ligadas ao desenvolvimento econômico, geração de emprego e fortalecimento dos municípios do interior do estado.

A entrada do ex-candidato na corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados é vista pelo partido como estratégica para ampliar a representatividade do Republicanos em Brasília. O presidente estadual da legenda, Silvio Costa Filho, destacou a importância da pré-candidatura.

 “Bruno é uma liderança jovem, preparada e que conhece de perto a realidade do interior de Pernambuco. O Republicanos tem trabalhado para montar uma chapa competitiva e nomes como o de Bruno fortalecem nosso projeto de ampliar a bancada federal do partido”, afirmou Silvio Costa Filho.

Ao confirmar seu nome na disputa ao mandato de deputado federal, Bruno Sales afirmou que pretende levar para Brasília as demandas da população pernambucana, especialmente dos municípios do interior.

 “Recebo essa missão com muita responsabilidade. Nossa pré-candidatura nasce do diálogo com a população e com lideranças de várias regiões do estado. Queremos representar Pernambuco em Brasília com compromisso, defendendo investimentos, oportunidades e mais atenção para os municípios”, declarou.

DIOGO MORAES MARCA PRESENÇA NA PAIXÃO DE CRISTO AO LADO DE JOÃO CAMPOS

O deputado estadual Diogo Moraes (PSB) acompanhou, nesta sexta-feira (03), a apresentação do espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, ao lado de João Campos, em sua primeira agenda como pré-candidato ao Governo do Estado.

Realizado no município de Brejo da Madre de Deus, o espetáculo é considerado o maior teatro ao ar livre do mundo e reúne, todos os anos, milhares de visitantes, consolidando-se como um dos principais eventos culturais e turísticos de Pernambuco e do país.

Durante a ocasião, Diogo destacou a importância da valorização da cultura pernambucana e do fortalecimento de iniciativas que movimentam a economia local e preservam tradições. “A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é um patrimônio do nosso povo. Um espetáculo grandioso, que emociona e reforça a nossa identidade cultural”, afirmou o parlamentar.

Ao lado de João Campos, Diogo também ressaltou o simbolismo do momento, marcado por reflexão e fé.  A agenda marca o início de uma série de compromissos em diversas regiões de Pernambuco, fortalecendo o diálogo com a população e lideranças locais.

Foto: Antônio Albuquerque

FELIPE CARRERAS CONSOLIDA VIRADA POLÍTICA E AMPLIA BASE NO INTERIOR COM APOIOS ESTRATÉGICOS NO AGRESTE MERIDIONAL E NOVOS POLOS DE INFLUÊNCIA

A trajetória recente do deputado federal Felipe Carreras evidencia uma transformação política consistente e estratégica. Antes identificado como um parlamentar com atuação mais concentrada na Região Metropolitana do Recife, Carreras vem consolidando um novo perfil, marcado por forte presença no interior de Pernambuco e, especialmente, por uma atuação robusta no Agreste Meridional.

Essa mudança não se limita ao discurso, mas se traduz em uma rede concreta de apoios políticos distribuídos em diversos municípios, envolvendo prefeitos, lideranças de oposição e uma ampla base de vereadores. No Agreste, um dos principais pilares dessa expansão está em Garanhuns, onde o deputado mantém aliança com o prefeito Sivaldo Albino e também com o deputado estadual Cayo Albino, formando um eixo político de grande relevância na região. A dobradinha fortalece não apenas a presença institucional de Carreras, mas também amplia sua capilaridade eleitoral em um dos municípios mais importantes do interior do estado.

Em Lajedo, a parceria com a gestão municipal reforça sua atuação próxima às demandas locais, enquanto em Jupi e Cachoeirinha o deputado mantém alianças que se traduzem em ações concretas e presença frequente. Já em Paranatama, Carreras avança com o apoio do grupo de Luciano Brito e, ao mesmo tempo, mantém diálogo com a oposição, demonstrando habilidade política em cenários plurais.

Esse modelo também se repete em Pesqueira, onde sua aproximação com o grupo do delegado Rossine, aliada à interlocução com setores oposicionistas, amplia seu alcance político. Em São Bento do Una, o apoio do prefeito Batite e de uma expressiva base de vereadores garante sustentação sólida, reforçando sua presença no município.

Outras cidades como Bonito, Jucati e Calçado também integram esse mapa de expansão, com atuação institucional e articulação por investimentos. No Sertão do Pajeú, Santa Terezinha e Itapetim registram sua presença política crescente.

Outro avanço importante ocorre em Santa Cruz do Capibaribe, onde Carreras se aproxima do prefeito Helinho, ampliando sua influência em um dos principais polos econômicos do Agreste. A movimentação reforça sua estratégia de ocupar espaços relevantes não apenas no Agreste Meridional, mas também em regiões de grande peso econômico e eleitoral.

Mesmo nas cidades maiores, como Recife, Caruaru e Cabo de Santo Agostinho, o deputado mantém presença ativa, dialogando com diferentes grupos políticos e garantindo espaço em cenários mais competitivos.

Além das alianças com prefeitos, um dos diferenciais da estratégia de Carreras é a construção de uma base pulverizada formada por vereadores em diversos municípios pernambucanos. Essa rede amplia sua capilaridade e garante sustentação política em regiões onde, muitas vezes, não há domínio do Executivo local, mas há forte identificação com seu mandato.

A marca dessa nova fase é a presença constante. Felipe Carreras intensificou visitas aos municípios, acompanha obras, participa de agendas institucionais e leva prefeitos e lideranças a Brasília, onde atua diretamente junto a ministérios para garantir recursos e viabilizar projetos. Essa atuação próxima e resolutiva tem consolidado sua imagem como um parlamentar atuante e comprometido com resultados concretos.

Com isso, Carreras redefine seu papel no cenário político pernambucano. De um deputado com atuação predominantemente metropolitana, ele se consolida como uma liderança estadual com forte penetração no interior, especialmente no Agreste Meridional, onde construiu uma base sólida, diversificada e em expansão. O conjunto dessas articulações projeta um cenário competitivo para 2026 e confirma sua ascensão como um dos nomes mais estruturados politicamente no estado.

GEOGRAFIA DO PODER NA ALEPE SE CONSOLIDA APÓS JANELA PARTIDÁRIA E REDESENHA FORÇAS POLÍTICAS EM PERNAMBUCO

A poucos minutos do encerramento da janela partidária deste sábado, o cenário político na Assembleia Legislativa de Pernambuco já se apresenta praticamente definido, revelando uma nova correlação de forças que promete impactar diretamente o jogo político estadual nos próximos meses. O período, conhecido por permitir que deputados mudem de partido sem sofrer sanções por infidelidade partidária, foi marcado por movimentações intensas, articulações de bastidores e mudanças estratégicas que redesenharam o mapa de poder na Casa de Joaquim Nabuco.

O dado que mais chama atenção é o equilíbrio numérico entre duas forças de peso: o PSD, legenda da governadora Raquel Lyra, e a federação formada por PT, PV e PCdoB, ambos com oito parlamentares cada. Esse empate, no entanto, não traduz exatamente igualdade de influência, já que o alinhamento com o Palácio do Campo das Princesas tende a pesar nas votações mais estratégicas.

Enquanto isso, a Federação União Progressista desponta como a maior bancada da Alepe, reunindo 12 deputados — sendo 11 do PP e um do União Brasil. Integram o grupo nomes como Kaio Maniçoba, Cleiton Collins, Dannilo Godoy, Gleide Ângelo, Francis Hacker, Joel da Harpa, Adalto Santos, Junior de Tércio, Henrique Filho, Claudiano Martins, Romero Albuquerque e Antonio Coelho, formando um bloco robusto e com forte capilaridade política em diversas regiões do estado.

Já a federação PT/PV/PCdoB reúne cinco parlamentares do PT — João Paulo, Rosa Amorim, Doriel Barros, Dani Portela e João Paulo Costa — e três do PV: Gilmar Junior, João de Nadegi e Joaquim Lira, compondo uma bancada com forte perfil de oposição e atuação em pautas sociais.

O PSD, por sua vez, chega com Antonio Moraes, Socorro Pimentel, Débora Almeida, Izaías Régis, Joãozinho Tenório, Aglaison Victor, Romero Sales Filho e William Brígido, consolidando-se como uma das principais forças governistas na Assembleia.

O PSB mantém sete deputados: Simone Santana, Sileno Guedes, Waldemar Borges, Francismar Pontes, Eriberto Filho, Diogo Moraes e Rodrigo Farias, preservando uma bancada experiente e com tradição no cenário político estadual.

O crescimento do Podemos chama atenção. A sigla passa a contar com Luciano Duque, Gustavo Gouveia, Wanderson Florêncio, Fabrizio Ferraz, Edson Vieira, Jeferson Timóteo e Mário Ricardo, após articulações de última hora que garantiram musculatura política ao partido.

Já o PL permanece com três representantes: Alberto Feitosa, Abimael Santos e Nino de Enoque. O MDB conta com Álvaro Porto e Jarbas Filho, enquanto o Republicanos fica com apenas um nome, Junior Matuto, legenda ligada ao ex-ministro Sílvio Costa Filho. O Novo, por sua vez, passa a ter representação com o deputado Renato Antunes.

As mudanças de última hora foram decisivas para esse desenho final. O Podemos foi diretamente beneficiado com a chegada de Jeferson Timóteo e Mário Ricardo, enquanto o Republicanos sofreu perdas importantes. Já o movimento de Romero Albuquerque, que deixou o PSB para se filiar ao PP poucos dias após ter ingressado na legenda socialista, simboliza o grau de imprevisibilidade e estratégia que marcou essa janela partidária.

Com a nova configuração definida, a Alepe inicia a próxima semana com um cenário político redesenhado, onde cada voto ganha peso e cada articulação pode ser determinante. Mais do que números, o novo quadro revela um ambiente de intensa disputa por espaço, influência e protagonismo no rumo político de Pernambuco.