sexta-feira, 30 de outubro de 2026

FACHIN DEVOLVE INVESTIGAÇÃO DO INSS A ANDRÉ MENDONÇA, MAS SEGURA CASO MASTER NO STF

A movimentação nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) continua revelando o tamanho da turbulência que envolve a Corte. O presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, decidiu devolver ao ministro André Mendonça a condução das investigações sobre os descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. A decisão, porém, não significa que Mendonça também reassumirá o caso do Banco Master. Esse procedimento continuará sob responsabilidade da Presidência do Supremo por até 90 dias.

A decisão de Fachin estabelece uma separação importante entre duas investigações que acabaram envolvidas em uma mesma disputa institucional. De um lado, está o escândalo dos descontos associativos não autorizados nos benefícios de aposentados e pensionistas, que já estava sob a relatoria de André Mendonça. Do outro, está o caso do Banco Master, envolvendo o ex-controlador Daniel Vorcaro e informações extraídas de seu aparelho celular que provocaram questionamentos e desdobramentos dentro do próprio STF.

A devolução do inquérito do INSS acontece depois de Fachin avaliar os elementos apresentados durante a discussão sobre a atuação de Mendonça. A Procuradoria-Geral da República foi chamada a se manifestar e não identificou elementos suficientes para sustentar uma acusação de abuso de autoridade contra o ministro na condução das investigações. Com isso, perdeu força o argumento para manter o procedimento sob controle da Presidência da Corte.

Já o Banco Master permanece em uma situação diferente. Fachin decidiu conservar os procedimentos sob sua responsabilidade durante um período de até 90 dias, enquanto são examinadas questões relacionadas aos relatórios da Polícia Federal e às manifestações apresentadas pelos envolvidos. A medida também está ligada à discussão sobre a competência e a forma de distribuição das petições que envolvem referências a integrantes do próprio Supremo.

O episódio ganhou dimensão nacional depois que a Polícia Federal analisou mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro. O material trouxe referências ao ministro Alexandre de Moraes e provocou uma crise que ultrapassou os limites de uma investigação financeira. Moraes apresentou questionamentos sobre a condução dos procedimentos por André Mendonça, enquanto os desdobramentos do material apreendido abriram uma discussão sobre a atuação de autoridades e a imparcialidade das investigações.

A divergência chegou ao plenário do STF. Ministros apresentaram posições distintas sobre a reunião das petições, a distribuição dos procedimentos e a necessidade de separar os questionamentos relacionados aos relatórios policiais. A discussão deixou evidente que o caso Master não representa apenas um problema envolvendo uma instituição financeira, mas também um delicado desafio institucional para a própria Corte.

Com a decisão mais recente, Fachin sinaliza que não pretende misturar os dois procedimentos. Mendonça volta a conduzir a investigação sobre as fraudes envolvendo os benefícios previdenciários, enquanto a Presidência do Supremo mantém temporariamente o controle do caso Master.

O prazo de 90 dias, entretanto, não significa que a investigação estará concluída ao final desse período. Trata-se de uma janela estabelecida para a condução e análise dos procedimentos, sem representar encerramento das apurações ou julgamento definitivo sobre os fatos.

O Brasil continua esperando respostas sobre o escândalo financeiro e suas possíveis conexões com figuras do poder. Também espera que as instituições demonstrem que investigações envolvendo autoridades sejam conduzidas com transparência, independência e respeito ao devido processo legal.

No Supremo, a questão agora vai além de quem assina os despachos ou de qual ministro ficará com cada processo. O desafio é garantir que a apuração dos fatos não seja contaminada pelas disputas internas e que ninguém esteja acima dos mecanismos de fiscalização da Justiça.

O caso Master continua aberto, cercado de questionamentos e com novos desdobramentos no horizonte. E Brasília sabe que essa história ainda está longe de terminar.

Edney Souto | Blog do Edney — A notícia verdade.

JUSTIÇA DECRETA PRISÃO DE EMERSON FREITAS, DEPUTADO ESTADUAL ELEITO EM PERNAMBUCO; POLÍCIA TERIA IDO À CASA DELE

Mandado foi expedido nesta quinta-feira (29), em investigação por suspeita de extorsão. MDB diz que acompanha o caso e defende o respeito ao devido processo legal.
A política pernambucana ganhou um capítulo de forte repercussão nesta quinta-feira (29). O deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB), que conquistou 49.254 votos nas eleições de 2026, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de Pernambuco. Horas depois, uma nova informação aumentou a repercussão do caso: segundo o Portal Ricardo Antunes, policiais teriam ido à residência do parlamentar eleito para cumprir o mandado e solicitado que ele se entregasse. Até a última atualização consultada, não havia confirmação independente do cumprimento da ordem judicial.

A decisão foi assinada pelo juiz Abérides Nicéas de Albuquerque Filho, da 15ª Vara Criminal da Capital, no âmbito de um processo que apura suspeita de extorsão. A ordem judicial tem como referência o artigo 158 do Código Penal, que trata desse crime, e foi fundamentada nos artigos 311, 312 e 313 do Código de Processo Penal. A necessidade de manutenção da prisão cautelar deverá ser reavaliada no prazo de 90 dias, conforme informações divulgadas pelo Jornal do Commercio.

CASO ENVOLVE DENÚNCIA DE FALSA IDENTIDADE POLICIAL

O caso não surgiu agora. No início deste ano, Emerson tornou-se réu em uma ação relacionada à suspeita de ter se apresentado como policial militar a uma mulher vítima de violência doméstica. Segundo reportagens sobre a investigação, ele teria usado o nome de “sargento Emerson” e mencionado um suposto plano para matar a mulher, tentando obter vantagem financeira sob a alegação de que poderia protegê-la.

A investigação foi revelada pela Marco Zero Conteúdo. Durante diligências, a Polícia Civil realizou buscas em endereço ligado ao investigado e apreendeu materiais que incluíam munições de uso restrito, um distintivo policial e um gorro da Polícia Militar, segundo informações publicadas pela imprensa.

É importante separar os fatos: a prisão preventiva é uma medida cautelar, e a investigação e o processo não equivalem a uma condenação definitiva. As acusações precisam ser examinadas pela Justiça, com garantia do contraditório e do direito de defesa.

MDB SE MANIFESTA

Diante da repercussão, o MDB de Pernambuco informou que tomou conhecimento do mandado por meio da imprensa. O partido declarou que acompanhará o caso e aguardará os esclarecimentos das autoridades competentes, reafirmando seu respeito ao devido processo legal, ao amplo direito de defesa e à presunção de inocência.

E A VAGA NA ALEPE?

Emerson Freitas foi eleito com 49.254 votos e tem posse prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando começa a nova legislatura da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

A ordem de prisão abre um novo capítulo jurídico e político, mas não significa, por si só, perda automática do mandato conquistado nas urnas. Eventuais consequências eleitorais ou parlamentares dependerão das decisões das autoridades competentes e das regras aplicáveis ao caso.

Até a última atualização das reportagens consultadas, não havia confirmação oficial de que o mandado tivesse sido cumprido. O espaço permanece aberto para manifestação de Emerson Freitas e de sua defesa.

FLÁVIO BOLSONARO QUER SER O DONO DA DIREITA, MAS ATÉ OS ALIADOS PUXARAM O FREIO

Derrotado por Lula, senador tenta se autoproclamar líder da oposição, acusa o sistema eleitoral sem apresentar provas e recebe um recado incômodo do próprio campo político: a eleição acabou e o resultado precisa ser respeitado.
Por Edney Souto | Blog do Edney

A política tem dessas ironias que dispensam qualquer roteirista. Flávio Bolsonaro perdeu a eleição presidencial, atravessou o oceano e, já nos Estados Unidos, resolveu anunciar que será o grande líder da oposição brasileira. O problema é que esqueceu de combinar o roteiro com os próprios aliados. A carta que deveria marcar o início de uma nova liderança acabou expondo justamente o contrário: a dificuldade de transformar ambição pessoal em consenso político.

A reportagem da Reuters, publicada nesta quinta-feira (29), mostra que a tentativa de Flávio de se apresentar como o legítimo líder do país não conseguiu o respaldo esperado de figuras importantes da direita e do centro. Em vez de uma adesão em bloco, vieram declarações defendendo o respeito ao resultado das urnas e a necessidade de seguir em frente.

O primeiro recado veio de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, partido de Flávio. Questionado sobre a carta, Valdemar não escondeu a insatisfação. Disse que não gostou da iniciativa, embora reconhecesse que o senador havia passado por uma situação difícil. E completou com uma frase que vale mais do que muito discurso de palanque: é preciso tocar o país para a frente.

Traduzindo para o português da política: o partido não parece disposto a transformar o inconformismo de um candidato derrotado em estratégia permanente de sobrevivência.

Outro sinal veio de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e aliado importante de Flávio durante a campanha. Segundo a Reuters, Tarcísio afirmou que o resultado eleitoral precisa ser respeitado e que é hora de seguir em frente. A declaração tem peso porque a direita brasileira não se resume ao sobrenome Bolsonaro, por mais que a família tenha tentado ocupar todos os espaços de protagonismo nos últimos anos.

A situação ficou ainda mais delicada quando o próprio Rogério Marinho, senador citado por Flávio como nome a ser apoiado para a presidência do Senado em 2027, rejeitou a acusação de fraude eleitoral. Marinho afirmou que não havia provas para sustentar essa alegação e classificou a carta como um desabafo diante de um resultado inesperado.

E aqui está o ponto central da história: até aliados que reconhecem a força política do bolsonarismo fazem distinção entre apoiar uma liderança e endossar qualquer declaração que ela resolva publicar.

Flávio perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno de 25 de outubro, por uma diferença superior a quatro milhões de votos, segundo a apuração citada pela Reuters. A vitória de Lula foi reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral, por observadores internacionais e pelo próprio PL. Mesmo assim, o senador passou a falar em golpe eleitoral, sem apresentar provas que sustentassem a acusação. 

A tentativa de contestar politicamente uma eleição é uma coisa. Apresentar uma acusação grave sem demonstrar sua sustentação é outra. E querer que todo um campo político embarque nessa narrativa, sem questionamentos, é uma terceira.

O episódio também reacende a disputa pelo comando da direita. Tarcísio tem um governo estadual para administrar e relações políticas que ultrapassam o núcleo familiar bolsonarista. Outros nomes também possuem interesses próprios, bancadas, partidos e projetos eleitorais. Ninguém precisa entregar o futuro político de seu grupo a uma decisão individual de Flávio.

O senador pode, evidentemente, disputar a liderança da oposição. Tem mandato, capital eleitoral e o apoio de milhões de brasileiros que votaram nele. Mas liderança não se estabelece por decreto, nem se conquista apenas com uma carta nas redes sociais. Exige articulação, confiança, capacidade de diálogo e disposição para reconhecer os limites impostos pela realidade.

É aí que o projeto enfrenta seu maior desafio. Flávio parece querer transformar os votos que recebeu em uma procuração permanente para falar em nome de toda a direita. Só que eleitores não são propriedade de candidato, partidos não são extensões automáticas de uma família e aliados não são figurantes obrigados a aplaudir cada movimento.

A derrota eleitoral abriu uma nova fase da política brasileira. Para a oposição, o caminho passa por reorganização, fiscalização do governo e apresentação de propostas. Para Flávio, o desafio adicional é convencer os próprios aliados de que sua pretensão de liderança representa um projeto coletivo, e não apenas uma tentativa de manter o sobrenome Bolsonaro no centro do palco.

No fim das contas, o recado é claro: Flávio pode querer ser o comandante da direita, mas não basta se declarar chefe para que o restante do grupo entre em formação. Na política, até os aliados mais próximos sabem que uma coisa é ter votos; outra, bem diferente, é conseguir que todos sigam suas ordens.

E, pelo andar da carruagem, a primeira batalha de Flávio depois da derrota não está sendo contra Lula. Está sendo para convencer a própria direita de que ele deve continuar no comando.

PETROLÂNDIA GANHA NOVO CARTÃO-POSTAL: ORLA FLUVIAL É INAUGURADA COM LETREIRO TURÍSTICO E MINIATURA DA IGREJA SUBMERSA

Petrolândia está de cara nova e com mais um motivo para atrair visitantes. A Prefeitura inaugurou, nesta quarta-feira (28), o novo Calçadão da Orla Fluvial Gilberto de Sousa, entregando à população um espaço revitalizado, com estrutura ampliada e um novo atrativo turístico que promete virar cenário de fotografias e lembranças de quem passa pela cidade.

Um dos destaques da inauguração foi o descerramento do letreiro turístico colorido com o nome de Petrolândia. O equipamento ganhou um detalhe especial: uma miniatura da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, conhecida nacionalmente como Igreja Submersa, um dos maiores símbolos da identidade e da história do município.

A iniciativa transforma o local em um novo ponto de encontro para moradores e turistas, valorizando a memória afetiva da cidade e fortalecendo sua identidade turística.

Mas a entrega vai além da beleza visual. A intervenção também contemplou a ampliação do calçadão, melhorias na iluminação da faixa de areia e reforço no sistema de drenagem. São investimentos que buscam garantir mais conforto, segurança e condições de utilização de um dos espaços públicos mais importantes de Petrolândia.

A solenidade contou com a presença do prefeito Fabiano Marques, do vice-prefeito Rogério Novaes, vereadores, secretários municipais e representantes da sociedade civil. Familiares de Gilberto de Sousa, que dá nome à orla, também participaram da cerimônia, marcada pela leitura da biografia do homenageado.

Para Fabiano Marques, a entrega representa um investimento na qualidade de vida da população e no potencial econômico do município.

“Estamos entregando um espaço pensado para as famílias de Petrolândia e para todos que visitam nossa cidade. A Orla é um dos nossos grandes cartões-postais, e investir na sua estrutura é valorizar nossa beleza, nossa identidade e a qualidade de vida da população”, destacou o prefeito.

Fabiano também ressaltou que a requalificação pretende ampliar a circulação de visitantes e fortalecer a economia local, criando novas oportunidades para comerciantes, empreendedores e trabalhadores ligados ao turismo.

Petrolândia tem na sua história, nas paisagens do São Francisco e na emblemática Igreja Submersa elementos que a diferenciam no mapa turístico de Pernambuco. Com a nova estrutura da orla, a gestão municipal aposta na valorização desses patrimônios e na transformação dos espaços públicos em ambientes de convivência, lazer e geração de renda.

No Sertão, onde beleza natural e história caminham juntas, Petrolândia ganha mais um espaço para receber bem seus moradores e visitantes. E agora tem um novo cenário para aquela fotografia que registra: eu estive em Petrolândia!7

BILIONÁRIOS DO BRASIL PERDEM R$ 61 BILHÕES APÓS REELEIÇÃO DE LULA; VEJA QUEM MAIS PERDEU

A reação imediata do mercado financeiro aos desdobramentos eleitorais e às incertezas sobre a condução da política fiscal no país provocou fortes oscilações no patrimônio dos maiores empresários do Brasil. O grupo dos dez maiores bilionários do país acumulou um saldo negativo conjunto de US$ 11,42 bilhões (cerca de R$ 61 bilhões) nos pregões subsequentes à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo levantamento baseado em dados do Bloomberg Billionaires Index (indicador que acompanha em tempo real a riqueza das pessoas mais ricas do planeta).

No momento de maior movimentação durante as negociações do primeiro pregão após o pleito, a perda teórica do grupo chegou a se aproximar da casa dos US$ 15 bilhões (aproximadamente R$ 80 bilhões), configurando a maior desvalorização diária desde o início da série histórica do índice da agência, em 2012.

A queda não ocorreu de forma homogênea, ela afetou os empresários cujos patrimônios são lastreados em empresas de capital aberto e que dependem fortemente do cenário macroeconômico doméstico, como juros futuros e consumo interno.

O maior impacto individual foi sentido pelo banqueiro André Esteves, principal acionista do BTG Pactual. O seu patrimônio registrou oscilação entre US$ 3,6 bilhões e US$ 4,4 bilhões (cerca de R$ 19,3 bilhões a R$ 23,7 bilhões), puxado pela liquidação de papéis de instituições financeiras e bancos de investimento.

A exceção ficou por conta de Jorge Paulo Lemann, principal acionista da Anheuser-Busch InBev (AB InBev/Ambev). O investidor viu seu patrimônio registrar uma ligeira alta de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão). Analistas do mercado explicam que Lemann pode não ter sido afetado pela queda por causa da internacionalização dos seus ativos e porque os setores de cerveja e alimentos industrializados são menos vulneráveis a períodos de volatilidade financeira do que setores bancários.

Confira a lista completa de quanto cada bilionário perdeu ou ganhou:

André Esteves: Perdeu aproximadamente R$ 19,3 bilhões. Fundador e principal acionista do BTG Pactual.

Jorge Moll e família: Perderam cerca de R$ 13,9 bilhões. Fundadores e controladores da Rede D'Or São Luiz.

Fernando Moreira Salles: Perdeu por volta de R$ 7,5 bilhões. Co-controlador do Itaú Unibanco e da mineradora CBMM.

Pedro Moreira Salles: Perdeu próximo de R$ 7,5 bilhões. Co-controlador do Itaú Unibanco e da mineradora CBMM.

Eduardo Saverin: Perdeu quase R$ 6,4 bilhões. Cofundador do Facebook (Meta) e investidor de tecnologia.

Carlos Alberto Sicupira: Perdeu em torno de R$ 3,5 bilhões. Sócio da 3G Capital (AB InBev, Kraft Heinz e Lojas Americanas).

Walther Moreira Salles Jr.: Perdeu aproximadamente R$ 2,7 bilhões. Acionista do Itaú Unibanco e da CBMM.

João Moreira Salles: Perdeu cerca de R$ 2,2 bilhões. Acionista do Itaú Unibanco e da CBMM.

Marcel Telles: Perdeu próximo de R$ 535 milhões. Sócio da 3G Capital e da AB InBev.

Jorge Paulo Lemann: Ganhou por volta de R$ 1,6 bilhão. Principal acionista da AB InBev (Ambev) e sócio da 3G Capital

JOVEM DE 24 ANOS É MORTA POR FAZENDEIRO DE 63 ANOS QUE NÃO ACEITOU FIM DO RELACIONAMENTO

A Justiça do estado de São Paulo decretou a prisão do fazendeiro João Roberto Bolelli, de 63 anos, suspeito de matar a ex-companheira Priscila Lacerda Custódio Pribya, de 24 anos. A jovem tentava terminar o relacionamento e o homem não aceitava. O crime aconteceu na terça-feira (27), em Rifaina, no interior paulista. O caso é investigado como feminicídio.

De acordo com as investigações, Priscila foi até uma propriedade rural para devolver um carro que pertencia ao pecuarista. A jovem estava acompanhada do irmão e de uma amiga. Os dois decidiram acompanhá-la porque ela teria relatado ameaças anteriores e tinha medo do pecuarista.

Testemunhas relataram que durante o encontro houve uma discussão e Priscila teria reafirmado que não queria continuar o relacionamento. Segundo informações do jornal O Globo, Bolelli sacou uma arma e atirou contra a jovem, que foi atingida no braço e no tórax. Ela chegou a ser socorrida para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

O irmão da vítima também teria sido ameaçado pelo suspeito, mas conseguiu escapar. Após os disparos, o pecuarista fugiu e ainda não havia sido preso pelas autoridades.

Suspeito tem histórico de violência

De acordo a polícia o investigado possui registros anteriores relacionados à violência doméstica e ao descumprimento de medida protetiva.  

A prisão preventiva foi decretada pela Vara Única de Pedregulho, devido ao risco às testemunhas do caso. Até a última atualização, a defesa do pecuarista não havia sido localizada para se manifestar. O corpo de Priscila foi sepultado em Perdizes (MG).

POLICIAL É EXPULSO DA PM DOIS ANOS APÓS ASSASSINATO DE PERSONAL TRAINER EM PETROLINA

O policial militar Murilo Ribeiro de Araújo foi expulso da Polícia Militar de Pernambuco, dois anos após ser acusado de assassinar o personal trainer Giovanny Diniz, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado no último sábado (24).

A expulsão representa um avanço no caso, mas a família da vítima continua aguardando o andamento do processo criminal e espera que o julgamento pelo Tribunal do Júri aconteça ainda este ano.

Segundo Giorgenes Diniz, irmão de Giovanny, a notícia trouxe alívio e renovou a esperança por justiça. Ele pediu apoio da população para divulgar o caso nas redes sociais e cobrar a realização do júri.

“Foi um alívio grande receber essa notícia, mas a luta ainda não acabou. Está no começo apenas, porque temos que estar divulgando nas redes sociais. Peço o apoio de todo mundo para estar divulgando também, porque precisamos que o júri aconteça ainda esse ano”, declarou.

A advogada de acusação, Maria Rita Sá, também considerou o encerramento do processo administrativo na corporação um passo importante. Ela ressaltou, porém, que a decisão não representa uma vitória diante da gravidade do crime e das consequências deixadas para a família.

“É uma forma de ver que a justiça está começando a ser feita. Não é uma vitória porque numa situação dessa não existe vitória. Um pai de família foi morto brutalmente, quatro crianças ficaram sem ter o direito de crescer com seu pai”, destacou.

Após a primeira fase do processo criminal, que tramita em segredo de Justiça, a defesa do réu apresentou um recurso no Recife. A acusação, por sua vez, já solicitou que o caso retorne à comarca de Petrolina para dar continuidade aos trâmites judiciais.

RELEMBRE O CRIME

O personal trainer Giovanny Diniz foi assassinado a tiros no dia 21 de outubro de 2024, em frente à casa onde morava, no bairro Vila Mocó, em Petrolina. Ele vinha sofrendo ameaças antes de ser morto.

O crime foi registrado por câmeras de segurança do condomínio. As imagens mostram Giovanny saindo de casa sem camisa e caminhando em direção ao carro, estacionado em frente ao prédio. Outro veículo estava parado atrás do automóvel da vítima.

Em seguida, o personal trainer aparece correndo na tentativa de se defender de um homem encapuzado e armado. Segundo relatos de vizinhos, foram ouvidos pelo menos sete disparos.

Após os tiros, as câmeras registraram a fuga do suspeito e o desespero da mãe de Giovanny, que tentou socorrer o filho.

Murilo Ribeiro de Araújo foi preso no dia seguinte ao crime, a poucos metros do local do assassinato. Na ocasião, ele foi conduzido à 26ª Delegacia Seccional de Petrolina e, posteriormente, encaminhado ao Centro de Reeducação da Polícia Militar, no Recife.

Dois anos após o assassinato, a família continua cobrando o julgamento e espera que o caso avance para que os responsáveis sejam julgados pela Justiça

ASSESSOR DE TRUMP PROVIDENCIOU JATO PARA FLÁVIO FUGIR AOS EUA, DIZ NYT

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou a entrada temporária do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país, e um integrante da Casa Branca teria providenciado o jato particular usado na viagem. As informações são do jornal norte-americano The New York Times, que ouviu autoridades dos EUA sob condição de anonimato.

Segundo a publicação, Flávio e familiares entraram nos Estados Unidos por meio do chamado “parole”, mecanismo que permite a permanência temporária de estrangeiros no país por razões humanitárias urgentes ou por benefício público significativo.

Trump concedeu o visto temporário a Flávio, que “provavelmente terá uma residência permanente assegurada posteriormente”, afirma o jornal norte-americano.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos confirmou ao jornal que o senador e os familiares que o acompanhavam passaram por inspeção do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras e foram liberados ao fim do procedimento.

Na quarta-feira (28/10), o presidente norte-americano confirmou publicamente que Flávio havia recebido permissão para entrar no país.

Flávio deve solicitar green card

Uma autoridade norte-americana afirmou ao The New York Times que Flávio Bolsonaro deve solicitar futuramente o green card, documento que concede residência permanente nos Estados Unidos. Segundo a fonte, o pedido poderá ser processado de forma acelerada, como ocorreu com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão mais novo do senador, que obteve residência permanente em julho deste ano.

O jornal também identificou, por meio da análise de registros públicos do governo norte-americano, indícios de que Flávio apresentou um passaporte diplomático brasileiro já cancelado ao chegar aos Estados Unidos.

Na segunda-feira (26/10), a Polícia Federal (PF) solicitou que o senador entregasse os passaportes em até 24 horas. A medida ocorreu em meio a investigações sobre os vínculos de Flávio com um advogado brasileiro, Willer Tomaz, acusado de lavagem e dinheiro por meio de um esquema envolvendo jogos de azar on-line.

O senador também é investigado por suspeitas relacionadas à arrecadação de recursos para financiar o filme, Dark Horse, sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, com dinheiro atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em um amplo esquema de corrupção.

Como Flávio não entregou os documentos até a manhã de terça-feira (27/10), as autoridades brasileiras os cancelaram e emitiram um alerta migratório para impedir sua saída do país, segundo o jornal.

A PF afirmou não ter registro oficial da saída do senador do Brasil e informou que investiga as circunstâncias da viagem e um possível descumprimento de determinações judiciais. A corporação ressaltou, porém, que restrições de circulação e o cancelamento de documentos não tornam automaticamente uma pessoa fugitiva nem justificam, por si só, uma prisão.