terça-feira, 15 de setembro de 2026

PRF APREENDE 232 KG DE QUEIJO COALHO TRANSPORTADOS SEM REFRIGERAÇÃO EM CAETÉS

Uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) terminou com a apreensão de 232 quilos de queijo coalho transportados sem refrigeração, nesta segunda-feira (14), na BR-424, em Caetés, no Agreste de Pernambuco.

A mercadoria seguia de Venturosa para Palmares, na Zona da Mata Sul, quando o veículo foi abordado pelos policiais durante uma fiscalização de rotina. A caminhonete transportava duas câmaras frias com mais de duas toneladas de queijo refrigerado, mas os agentes encontraram também barras do produto acomodadas no banco traseiro, fora das condições adequadas de refrigeração.

Além do problema envolvendo o transporte da carga, a fiscalização identificou outras irregularidades. O motorista não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o reboque utilizado no transporte não estava licenciado. As devidas autuações foram emitidas pela equipe da PRF.

Diante da situação, a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) foi acionada para avaliar e tomar as providências relacionadas aos produtos apreendidos.

Já a parte da carga que estava devidamente refrigerada foi liberada para continuar a viagem, desde que conduzida por um motorista habilitado.

A ocorrência chama atenção para os cuidados necessários no transporte de produtos de origem animal, especialmente alimentos que dependem de condições adequadas de armazenamento para garantir a qualidade e a segurança para o consumidor.

JOÃO CAMPOS TENTA JUSTIFICAR R$ 45 MILHÕES EM ADITIVOS, MAS EXPLICAÇÃO NÃO CONVENCE

O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), teve que sair da defensiva nesta segunda-feira (14), durante entrevista à TV Globo, ao ser questionado sobre os aditivos que elevaram em cerca de R$ 45 milhões os valores de duas obras realizadas durante sua gestão à frente da Prefeitura do Recife. A explicação apresentada pelo ex-prefeito, porém, ficou longe de encerrar os questionamentos.

No caso da revitalização da orla de Boa Viagem, o contrato passou de R$ 109 milhões para aproximadamente R$ 146 milhões. Já a reforma do Mercado de São José recebeu cerca de R$ 8 milhões em acréscimos. João Campos sustentou que os aumentos ocorreram dentro da legalidade e que obras de grande porte estão sujeitas a imprevistos. “Imprevistos acontecem durante o serviço. Nós superamos os imprevistos dentro da lei”, afirmou.

Segundo o candidato, a obra de Boa Viagem envolve uma série de intervenções subterrâneas, como redes de saneamento, abastecimento de água, gás, energia elétrica e telecomunicações. Ele argumentou que essas estruturas acabam provocando interferências durante as escavações.

A justificativa, entretanto, não elimina a principal dúvida: até que ponto um projeto de engenharia de grande porte poderia ter antecipado parte dessas situações antes da contratação e do início dos trabalhos? João Campos explicou que alterações precisam passar por engenheiros, projetistas, fiscais, secretarias responsáveis e órgãos de controle. Para ele, o procedimento demonstra que os aditivos obedeceram às regras.

“Tem gente que faz obra e tem gente que não faz obra”, repetiu o candidato, numa tentativa de colocar a discussão no campo da realização de obras públicas. O problema é que a legalidade de um aditivo não encerra, por si só, o debate sobre planejamento, dimensionamento inicial dos contratos e custo final para os cofres públicos. E foi justamente nesse ponto que a resposta de João Campos não conseguiu ser totalmente convincente.

No Mercado de São José, os acréscimos chegaram a aproximadamente R$ 8 milhões. João Campos atribuiu parte da elevação dos custos a uma descoberta arqueológica durante as escavações. Segundo ele, o trabalho inicialmente realizado com máquinas precisou ser interrompido para que arqueólogos atuassem manualmente na preservação dos vestígios encontrados.

“Foi feito um dos maiores achados arqueológicos da história do Recife”, afirmou. O argumento pode explicar parte das alterações, mas também deixa espaço para questionamentos sobre o planejamento de uma intervenção em um equipamento histórico com mais de um século de existência.

Ao longo da entrevista, João Campos aproveitou para transformar as explicações sobre os contratos em uma comparação política com a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD). O ex-prefeito voltou a citar obras e programas realizados no Recife e afirmou que pretende levar o mesmo modelo para o restante do Estado.

Quando questionado sobre problemas estruturais, falta de profissionais e rodízio de horários em creches da Prefeitura do Recife, o candidato classificou os casos como pontuais e afirmou que a situação melhorou após a nomeação de novos profissionais e a requalificação das unidades. João Campos também destacou a expansão da rede municipal e afirmou que o Recife triplicou o número de vagas em creches, com atendimento em horário integral e cinco refeições por dia.

Na comparação com o Estado, voltou a explorar uma das principais bandeiras de sua campanha: a promessa de construção de 250 creches pela gestão Raquel Lyra. Segundo João, menos de 15 unidades teriam sido entregues até agora, enquanto o Recife teria aberto mais de 100 novas creches.

A entrevista mostrou João Campos tentando transformar questionamentos sobre custos, aditivos e problemas na rede municipal em uma disputa sobre quem mais realizou obras. A estratégia é clara: colocar de um lado a gestão que ele apresenta como executora e, do outro, um Governo do Estado que tenta caracterizar como lento.

Mas, quando o assunto são milhões acrescentados aos contratos, repetir que “tudo foi feito dentro da lei” não responde completamente às dúvidas sobre planejamento e aumento dos custos. João Campos apresentou suas justificativas, mas não conseguiu afastar a sensação de que algumas respostas ficaram mais no campo político do que no esclarecimento objetivo dos números.

No debate eleitoral, a conta das obras tende a continuar sendo um dos assuntos mais explorados pelos adversários. E, nesse primeiro momento, a explicação apresentada pelo ex-prefeito não parece ter sido suficiente para fechar essa conta.

HELINHO ARAGÃO MOSTRA FORÇA NAS RUAS DE SANTA CRUZ AO LADO DA GOVERNADORA RAQUEL LYRA

Santa Cruz do Capibaribe viveu, neste domingo (13), mais uma grande demonstração de força política e mobilização popular. Ao lado da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, o prefeito Helinho Aragão comandou o Foguete Folia, evento que reuniu milhares de pessoas pelas ruas da cidade.

Recebida por Helinho Aragão e por todo o grupo político, Raquel Lyra participou da mobilização em meio a uma multidão que acompanhou o percurso, ocupou as ruas e demonstrou apoio ao projeto político liderado pelo prefeito em Santa Cruz do Capibaribe.

O evento reforçou a capacidade de articulação e mobilização de Helinho, que vem consolidando sua liderança política no município e ampliando o diálogo com importantes lideranças estaduais.

Durante o percurso, a governadora foi recebida com entusiasmo pela população e acompanhou de perto a força do grupo nas ruas. Bandeiras, camisas, músicas e manifestações de apoio marcaram o Foguete Folia, transformando o domingo em um dos maiores atos políticos realizados nesta campanha no município.

Para Helinho Aragão, a presença expressiva da população demonstra o reconhecimento ao trabalho que vem sendo realizado em Santa Cruz e à parceria construída com o Governo do Estado.

“Santa Cruz mostrou mais uma vez a sua força. Ver milhares de pessoas nas ruas, recebendo a nossa governadora e caminhando junto com o nosso grupo, mostra que estamos no caminho certo, com trabalho, união e compromisso com o futuro da nossa cidade”, destacou Helinho.

A participação de Raquel Lyra também reforça a proximidade política e administrativa entre o Governo de Pernambuco e a gestão municipal. A parceria tem sido apresentada pelo grupo como estratégica para garantir novos investimentos, obras e ações para Santa Cruz do Capibaribe.

Milhares de pessoas acompanharam o evento ao longo do percurso, o Foguete Folia consolidou mais um momento de grande mobilização da campanha e evidenciou a força política de Helinho Aragão nas ruas de Santa Cruz do Capibaribe

GOVERNO DE PERNAMBUCO E CONSELHO DELIBERATIVO FORTALECEM O MEMORIAL DA DEMOCRACIA COM PROGRAMAÇÃO ESPECIAL EM SETEMBRO

Vinculado à SJDH-PE e gerido em diálogo com seu Conselho Deliberativo, o espaço reúne mais de 70 mil documentos e registros de resistência, promovendo a formação cidadã e a reflexão sobre direitos humanos
No dia 15 de setembro, data em que se celebra o Dia Internacional da Democracia, o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Executiva de Direitos Humanos (SEDH) e da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), em articulação com o Conselho Deliberativo do Memorial da Democracia, destaca a relevância do Memorial da Democracia de Pernambuco Fernando de Vasconcelos Coelho. Localizado no histórico Sítio Trindade, em Casa Amarela, no Recife, o espaço consolida-se como um patrimônio de preservação da memória política e social do Estado, reunindo milhares de documentos, depoimentos e registros fundamentais sobre as lutas contra o autoritarismo e as violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar (1964-1985).

Fruto de uma gestão comprometida com a reparação histórica e com o fortalecimento das diretrizes democráticas, acompanhada de perto pelo seu Conselho Deliberativo, o percurso expositivo do Memorial conduz os visitantes desde os movimentos de resistência à escravidão até o enfrentamento ao regime militar. Esse período histórico é ilustrado pela atuação de figuras emblemáticas como Paulo Freire, Abelardo da Hora e Francisco Brennand, cujas atividades foram interrompidas pela repressão da época. Um dos pontos centrais da visitação é a sala dedicada à memória das pessoas que combateram o regime e às vítimas da ditadura, exibindo imagens de manifestações e prestando homenagem aos 51 mortos e desaparecidos políticos nascidos ou atuantes em Pernambuco.

"O Memorial da Democracia não é apenas um guardião do nosso passado, mas um instrumento vivo de fortalecimento da cidadania e dos direitos humanos em Pernambuco. Cuidar deste espaço e integrá-lo às agendas da nossa sociedade, especialmente neste mês dedicado à democracia, é reafirmar o compromisso intransigente do Governo do Estado com a liberdade, a justiça e a reparação histórica", pontua a secretária de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência, Joanna Figueirêdo.

A dimensão educativa e participativa do espaço é uma das prioridades estabelecidas pelo Governo do Estado e pelo colegiado gestor. O Memorial foi concebido não apenas para visitações públicas, mas como um polo vivo de pesquisas, estudos, palestras e debates voltados à formação cidadã, estimulando o senso crítico das novas gerações acerca da liberdade e da justiça. Essa vocação dialoga diretamente com o Sítio Trindade, território marcado por séculos de resistência, desde o Forte Arraial do Bom Jesus no século XVII até a sede do Movimento de Cultura Popular entre 1960 e 1964.

 "A construção de um plano museológico, com a participação da sociedade civil integrante do Conselho Deliberativo do Memorial da Democracia, representa um avanço significativo para esse importante espaço de memória, além de representar a mais legítima afirmação do compromisso do Governo do Estado de Pernambuco com a pauta democrática. Precisamos reafirmar, dia após dia, os princípios do estado democrático de direito, para garantir que não haja nenhum retrocesso", reforçou a Secretária Executiva de Direitos Humanos e presidente do Conselho Deliberativo Tayne Bezerra.

Programação especial em setembro

Para marcar o mês da democracia, o Governo de Pernambuco e o Conselho Deliberativo prepararam uma agenda especial. No dia 18 de setembro, das 9h às 11h30, o espaço receberá participantes do II Seminário Nordeste de Estudos Culturais em Educação (II SNECE), unindo acadêmicos, docentes e estudantes em torno de debates sobre memória e direitos humanos.
Já entre os dias 21 e 25 de setembro, o Memorial participa da 20ª Primavera dos Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), com a atividade “Sua memória constrói o Memorial: escuta participativa para o Plano Museológico”. A iniciativa convidará visitantes, moradores e familiares a contribuírem ativamente com expectativas e percepções que vão estruturar o Plano Museológico para os próximos cinco anos, reafirmando que o Memorial da Democracia de Pernambuco é uma construção coletiva, permanente e essencial para a defesa da cidadania.

Para participar do seminário e da primavera dos museus, basta comparecer presencialmente no Memorial, localizado na Estrada do Arraial, 3259, Casa Amarela. O agendamento de visitações ocasionais é feito atrfolhadosertaoum@hotmail.comavés do preenchimento de um questionário forms, que pode ser encontrado ao fim da página inicial do site sjdh.pe.gov.br, e para demais informações, fica à disposição o telefone (81)98494-1739.

Créditos: Divulgação 

NA LUPA: JOÃO CAMPOS DESCOBRIU O ‘FURA-TETO’ AGORA? QUANDO ERA CHEFE DE PAULO CÂMARA, A CONTA ERA OUTRA

João Campos resolveu transformar o salário de Raquel Lyra em uma das principais armas de sua campanha. O candidato do PSB voltou a atacar a remuneração da governadora e afirmou, nesta segunda-feira (14), durante encontro com delegados de Polícia Civil, que a legislação que permite a Raquel optar pelo salário de procuradora do Estado é “inconstitucional”.

João foi além. Disse que não estava emitindo uma opinião, mas apresentando um “fato concreto” previsto na Constituição. Para o socialista, governador deve receber o subsídio do cargo e não uma remuneração de aproximadamente R$ 60 mil referente ao vínculo efetivo.

O discurso parece firme. O problema é que, quando se olha para dentro de casa, a história começa a ficar bem menos confortável para o candidato.

João Campos não chegou à política ontem. Antes de disputar a Prefeitura do Recife e muito antes de se apresentar como candidato ao Governo de Pernambuco, ele ocupou um cargo estratégico justamente no governo de Paulo Câmara, seu correligionário e antecessor no Palácio do Campo das Princesas.

João foi chefe de gabinete de Paulo Câmara. E Paulo Câmara, governador do PSB, também fez opção por receber a remuneração referente ao seu cargo efetivo de auditor do Tribunal de Contas do Estado, em vez do subsídio de governador.

Não é interpretação de adversário. Não é invenção de campanha. O caso foi registrado publicamente e, posteriormente, o próprio TCE-PE autorizou formalmente a opção feita por Paulo Câmara, utilizando inclusive o artigo 38, II, da Constituição Federal e jurisprudência do Supremo Tribunal Federal como parte da fundamentação.

Ou seja: o artigo 38 que João Campos apresenta hoje como uma espécie de placa de “proibido passar” já estava na Constituição quando Paulo Câmara governava Pernambuco.

E João estava lá.

Essa é a parte da história que o candidato parece ter convenientemente deixado fora do discurso.

A pergunta é inevitável: João Campos só descobriu agora que existe o artigo 38 da Constituição?

Porque se o dispositivo é tão “claro e taxativo” como ele afirma, por que essa certeza não apareceu quando Paulo Câmara, governador do PSB, optou pela remuneração do cargo efetivo?

E tem mais.

A discussão envolvendo Raquel não surgiu de uma canetada isolada da governadora. Em 2023, a Assembleia Legislativa aprovou a Lei Estadual nº 18.139, estabelecendo a possibilidade de opção remuneratória para servidor público que esteja exercendo mandato eletivo. Parlamentares do PSB participaram da votação da matéria.

Portanto, o PSB não pode agora agir como se tivesse descoberto uma aberração administrativa surgida ontem no Palácio do Campo das Princesas.

A regra estava sendo discutida e votada dentro da Assembleia.

E os mesmos políticos que hoje fazem discurso inflamado sobre “teto” precisam explicar por que o assunto não mereceu o mesmo tratamento quando o beneficiário político estava do lado de lá.

É aí que a crítica começa a cheirar mais a estratégia eleitoral do que a preocupação repentina com o contracheque do governador.

João tem todo o direito de discordar da interpretação jurídica utilizada para justificar a remuneração de Raquel. Pode defender que o governador deve receber exclusivamente o subsídio do cargo. Pode pedir que o Judiciário declare a lei inconstitucional.

O que não pode é vender uma controvérsia jurídica como se já existisse uma sentença definitiva condenando Raquel.

Até porque não existe.

O TRE-PE autorizou a campanha de João a questionar a remuneração da governadora. Isso é uma coisa. A Justiça Eleitoral ter declarado que Raquel recebe ilegalmente ou que a lei é inconstitucional é outra completamente diferente.

A campanha socialista sabe disso.

Mas eleição é eleição.

E quando a munição acaba, qualquer contracheque vira palanque.

Raquel, por sua vez, sustenta que não recebe simultaneamente o salário de governadora e a remuneração de procuradora. A tese da governadora é de que fez uma opção pela remuneração do cargo efetivo, exatamente como ocorreu com Paulo Câmara em relação ao seu vínculo de auditor do TCE.

É justamente essa comparação que deixa João Campos diante de uma saia-justa política.

Porque ele conhece Paulo Câmara.

Não apenas conhece.

Trabalhou diretamente com ele.

João foi chefe de gabinete do governador que adotou a opção remuneratória que hoje ele apresenta como algo incompatível com a Constituição.

É muita coincidência para passar despercebida.

O eleitor pernambucano pode até decidir que Raquel não deveria receber os quase R$ 60 mil. Pode achar que governador deveria receber somente o subsídio do cargo. Pode concordar integralmente com João Campos.

Mas antes precisa responder outra pergunta: por que aquilo que era juridicamente aceitável para um governador do PSB passou a ser apresentado agora como escândalo quando a governadora é do PSD?

Porque, se a regra vale para Raquel, precisa ter valido para Paulo.

E se não valeu para Paulo, João precisa explicar por que agora deveria valer de maneira diferente.

Não se trata de defender salário de ninguém.

Trata-se de defender coerência.

E coerência, em política, costuma ser aquele item que desaparece justamente quando a eleição aperta.

O curioso é que João Campos fala em “dois pesos e duas medidas” ao criticar Raquel, mas é justamente essa acusação que pode voltar contra sua própria campanha.

Afinal, o problema é o valor?

É a origem da remuneração?

É a interpretação do artigo 38?

É a lei estadual?

Ou o problema só apareceu porque, desta vez, quem está recebendo a remuneração é Raquel Lyra?

Essa é a pergunta que o PSB precisa responder.

Porque apontar o dedo para o contracheque da adversária é fácil.

Difícil é explicar o contracheque do aliado.

E mais difícil ainda é explicar por que o que ontem era opção remuneratória para um governador socialista hoje virou, no discurso eleitoral, “fura-teto”.

Na política pernambucana, a memória pode até ser curta.

Mas o arquivo não é.

Na Lupa, quando a régua muda conforme o partido de quem ocupa o Palácio, o problema talvez não esteja no teto.

Pode estar na régua.

JOBSON ALMEIDA E GABRIEL PORTO REFORÇAM ARTICULAÇÃO POLÍTICA NO SERTÃO DE PERNAMBUCO

Agenda reuniu vereador de Tacaratu e lideranças de diferentes municípios sertanejos

 eleitoral já começa a movimentar os bastidores políticos do Sertão de Pernambuco. Em mais uma agenda de articulação, os candidatos Jobson Almeida, que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa, e Gabriel Porto, candidato a deputado federal, estiveram reunidos com lideranças políticas e amigos da região.

O encontro contou com a presença do vereador Teno, de Tacaratu, além de Welber e do tenente-coronel Fradiki Lopes, de Carnaubeira da Penha, e de Sandoval, de Serra Talhada. A reunião serviu para fortalecer o diálogo com representantes de diferentes municípios e ampliar a construção política dos candidatos no interior.

Para Jobson Almeida, a presença no Sertão faz parte de uma estratégia de percorrer Pernambuco, ouvindo lideranças e conhecendo de perto as demandas de cada região.

“Chegando ao Sertão de Pernambuco, tive a alegria de reencontrar amigos e lideranças que acreditam em um Pernambuco mais forte e desenvolvido. É assim, ouvindo as pessoas, dialogando com as lideranças e conhecendo de perto as necessidades de cada região, que seguimos percorrendo Pernambuco e construindo um projeto para o nosso Estado”, afirmou.

O candidato também agradeceu a receptividade durante a passagem pela região e destacou o compromisso dos aliados com a construção do projeto político.

Muito obrigado aos amigos pela receptividade e compromisso”, completou Jobson.

A movimentação reforça a estratégia de Jobson Almeida e Gabriel Porto de ampliar a presença política para além dos grandes centros e estabelecer uma rede de apoios em diferentes regiões de Pernambuco. No Sertão, onde as articulações municipais têm peso importante na formação das chapas proporcionais, cada encontro pode representar novos caminhos para a disputa de 2026.

JOÃO CAMPOS LEVA CARREATA PARA A ZONA OESTE DO RECIFE E TENTA AMPLIAR FORÇA ELEITORAL NA CAPITAL

Candidato ao Governo de Pernambuco percorreu dez bairros, reuniu aliados e apostou na força da militância para movimentar a campanha na capital

A campanha de João Campos (PSB) voltou a apostar no peso das ruas nesta segunda-feira (14). O candidato ao Governo de Pernambuco comandou uma carreata pela Zona Oeste do Recife, mobilizando apoiadores, lideranças políticas e moradores em um percurso de aproximadamente 14 quilômetros.

A agenda passou por Curado, Coqueiral, Totó, Sancho, Jardim São Paulo, Barro, Caçote, Estância, Areias e Imbiribeira. Durante o trajeto, bandeiras, buzinaços e manifestações de apoio marcaram a passagem da comitiva.

A movimentação serviu também para João Campos reforçar um dos principais argumentos de sua campanha: apresentar a experiência acumulada durante sua passagem pela Prefeitura do Recife como uma espécie de cartão de visitas para uma eventual gestão estadual.

Em seus discursos, o socialista destacou obras e investimentos realizados na Zona Oeste durante sua administração na capital, principalmente nas áreas de infraestrutura e requalificação de espaços públicos.

“Quando a gente olha para o Recife, a gente vê o resultado de uma gestão que fez obra, que cuidou das pessoas e que transformou a vida de quem mora na cidade. É esse mesmo compromisso que a gente quer levar para Pernambuco, fazendo as obras que o estado precisa e entregando resultado para a população”, afirmou.

A carreata também teve forte presença do grupo político que sustenta a candidatura. Estiveram ao lado de João o candidato a vice-governador Carlos Costa, o prefeito do Recife, Victor Marques, o deputado federal Pedro Campos, que disputa a reeleição, e o candidato a deputado estadual Rodrigo Farias, além de outras lideranças e apoiadores.

A escolha da Zona Oeste não foi por acaso. A região concentra uma parcela expressiva do eleitorado recifense e é considerada estratégica para qualquer projeto político que tenha como objetivo transformar a força eleitoral da capital em votos para uma disputa estadual.

Com a campanha entrando em uma fase cada vez mais intensa, João Campos busca manter a mobilização nas ruas e fortalecer a imagem de candidato com capacidade de transferência de uma experiência administrativa do Recife para o conjunto de Pernambuco.

Na prática, a ordem da Frente Popular é clara: ocupar as ruas, manter a militância mobilizada e transformar a força política do Recife em combustível para a corrida pelo Palácio do Campo das Princesas.

ROMERO SALES MOBILIZA TAMANDARÉ EM CARREATA AO LADO DE CARRAPICHO E SILVIO COSTA FILHO

O deputado estadual e candidato à reeleição Romero Sales mostrou força política neste domingo (13), em Tamandaré, durante uma grande carreata pelas ruas do município. Ao lado do prefeito Carrapicho, da primeira-dama Maria Luiza, do vice-prefeito Irmão Valdi e do deputado federal e candidato à reeleição Silvio Costa Filho, Romero participou de uma mobilização marcada pela presença de apoiadores e pela receptividade da população.

A carreata percorreu as ruas de Tamandaré reunindo carros, lideranças e moradores que acompanharam a passagem do grupo. Para Romero Sales, a mobilização reforça a confiança da população no trabalho desenvolvido pelo time político.

“Foi uma carreata histórica, com muita energia nas ruas e uma recepção que mostrou a força desse time e a confiança da população de Tamandaré no nosso trabalho”, afirmou Romero.

O deputado também agradeceu aos moradores que participaram da mobilização ou acompanharam a carreata das portas de suas casas.

“Meu muito obrigado a cada pessoa que participou, acompanhou, acenou das portas e fez parte dessa grande festa. É esse apoio que aumenta ainda mais a nossa disposição para continuar trabalhando por Tamandaré e por Pernambuco”, completou.

A agenda reforça a movimentação de Romero Sales no litoral sul de Pernambuco, onde o parlamentar busca ampliar sua votação na disputa pela renovação do mandato na Assembleia Legislativa.