domingo, 5 de abril de 2026

TIROS, CORRERIA E TENSÃO EM PORTO DE GALINHAS: AÇÃO POLICIAL CONTRA TRÁFICO TERMINA COM TRÊS PRESOS E PÂNICO ENTRE TURISTAS

Um dos destinos turísticos mais movimentados de Pernambuco foi cenário de momentos de tensão na tarde deste sábado (4). A tranquilidade típica da praia de Porto de Galinhas foi interrompida por uma ação policial que resultou em correria, medo e apreensão entre banhistas e comerciantes que estavam na faixa de areia.

De acordo com a Polícia Militar de Pernambuco, equipes do 18º Batalhão foram acionadas após denúncias de tráfico de drogas em um dos acessos à praia. A área, conhecida por concentrar grande fluxo de turistas, estava bastante movimentada no momento da ocorrência, o que ampliou o impacto da operação.

Ao chegarem ao local, os policiais identificaram quatro homens em atitude considerada suspeita. Segundo a corporação, o grupo tentou fugir ao perceber a aproximação das viaturas. Três deles foram alcançados rapidamente, enquanto o quarto conseguiu escapar em meio à movimentação intensa.

Durante a abordagem, ainda conforme a PM, houve resistência por parte dos suspeitos, o que desencadeou luta corporal com os agentes. Um policial ficou ferido, apresentando escoriações e uma torção na perna após ser empurrado durante o confronto.

O clima de tensão aumentou quando populares passaram a interferir na ação. Testemunhas relataram que algumas pessoas tentaram impedir a prisão dos suspeitos, chegando a arremessar objetos contra os policiais e até tentar retirar os detidos à força, além de investidas para subtrair armamento dos agentes.

Relatos de quem estava no local apontam que o episódio foi marcado por disparos, provocando pânico generalizado. Turistas correram em busca de abrigo, enquanto comerciantes fecharam barracas às pressas temendo uma escalada da violência. Em resposta, a Polícia Militar informou que utilizou força considerada proporcional à situação, além de agentes químicos para dispersar a multidão, e destacou que não houve registro de feridos por arma de fogo.

Na ação, foram apreendidas 45 porções de uma substância semelhante à maconha. Os três suspeitos detidos, com idades de 19, 24 e 28 anos, foram encaminhados à delegacia local.

A Polícia Civil de Pernambuco confirmou que os homens foram autuados em flagrante por tráfico de drogas pela 43ª Delegacia de Porto de Galinhas. Após os procedimentos, eles seguiram para audiência de custódia e permanecem à disposição da Justiça.

O episódio reacende o debate sobre segurança em áreas turísticas de grande circulação no litoral pernambucano. Frequentemente associada a cenários paradisíacos, Porto de Galinhas também enfrenta desafios ligados ao crescimento urbano e à presença de atividades ilícitas, exigindo ações cada vez mais estratégicas das forças de segurança para garantir a tranquilidade de moradores e visitantes.

PSD GANHA FORÇA NA ALEPE E PROJETA SALTO HISTÓRICO COM CHAPA ROBUSTA E DISPUTA ACIRRADA POR VAGAS


A movimentação política que consolidou a chegada do deputado estadual Jarbas Filho ao PSD redesenhou o tabuleiro da Assembleia Legislativa de Pernambuco e elevou o partido da governadora Raquel Lyra a um novo patamar de protagonismo. Com a nova configuração, a sigla passa a ocupar posição de destaque, formando uma das maiores bancadas da Casa e ficando atrás apenas da federação União Progressista, em um cenário que antecipa uma disputa intensa nas eleições proporcionais.

A base atual do partido reúne nomes com forte capilaridade eleitoral em diversas regiões do estado, como Antônio Moraes, Aglaílson Victor, Débora Almeida, Izaias Régis, além do próprio Jarbas Filho, Joãozinho Tenório, Romero Sales Filho, Socorro Pimentel e William Brigido. Parte desse grupo já sinaliza novos rumos, com nomes mirando voos maiores na Câmara Federal, o que abre espaço para uma renovação interna e amplia a competitividade dentro da própria legenda.

A estratégia do PSD, no entanto, vai além da manutenção de seus quadros. A legenda estruturou uma chapa ampla, incorporando lideranças com densidade eleitoral e forte presença regional, como Raimundo Pimentel, Davi Muniz, Andréa Medeiros, Professor Lupércio, Fábio Aragão e Marconi Santana, entre outros nomes que chegam com potencial de transferência de votos e influência local.

Dentro dessa engenharia eleitoral, um nome começa a ganhar destaque nos bastidores como um dos favoritos na disputa por vaga na Assembleia: Janjão. Com forte presença política e capacidade de mobilização, ele aparece entre os candidatos com maior potencial de alcançar uma votação expressiva, figurando no grupo competitivo que deve brigar diretamente pelas cadeiras mais disputadas da chapa.

A composição revela uma estratégia que combina candidatos com histórico consolidado e novos atores políticos com potencial de crescimento. O objetivo é atingir uma votação expressiva, somando não apenas os votos individuais mais robustos, mas também uma base significativa de candidatos de menor densidade eleitoral que contribuem para o chamado “voto de legenda”, fator decisivo no cálculo final das cadeiras.

Dentro dessa projeção, nomes tradicionais da legenda aparecem como puxadores naturais de votos, com desempenho competitivo esperado em diferentes regiões do estado. Ao mesmo tempo, candidaturas emergentes despontam como peças-chave na disputa pelas últimas vagas, especialmente em um cenário onde a diferença entre eleitos e suplentes tende a ser definida por margens apertadas.

A disputa interna no PSD promete ser um dos pontos mais observados do processo eleitoral. A expectativa é de que a legenda alcance uma votação próxima à marca de um milhão de votos, o que colocaria o partido em posição privilegiada na distribuição das cadeiras da Assembleia Legislativa. Esse desempenho representaria um salto significativo em relação ao último pleito, quando a sigla não conseguiu estruturar uma chapa competitiva.

Nos bastidores, a leitura predominante é de que o PSD poderá eleger uma bancada expressiva, com uma base inicial consolidada entre os nomes mais conhecidos e uma disputa acirrada pelas últimas vagas, que devem ser definidas no chamado “bolo” das sobras eleitorais. Nesse cenário, candidatos com votações intermediárias ganham protagonismo e passam a ter chances reais de conquistar mandato, dependendo diretamente do desempenho coletivo da chapa.

O desenho atual indica uma bancada que pode crescer de forma consistente, com possibilidade de alcançar dois dígitos em número de parlamentares, consolidando o PSD como uma das principais forças políticas de Pernambuco e fortalecendo ainda mais o grupo liderado pela governadora no Legislativo estadual.

IRMÃ IOLANDA ENTRA NO REPUBLICANOS E MIRA CADEIRA NA ALEPE COM FORÇA DA BASE EVANGÉLICA E SOCIAL

A movimentação política em Pernambuco já começa a ganhar novos contornos com vistas às eleições de 2026, e um dos nomes que passa a integrar esse cenário com mais protagonismo é o da ex-vereadora de Paulista, Irmã Iolanda. Com trajetória consolidada na política municipal e forte atuação junto às comunidades, ela oficializou sua filiação ao Republicanos com o objetivo de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

A decisão representa mais do que uma simples mudança partidária: é o reposicionamento de uma liderança que construiu sua base ao longo de três mandatos consecutivos como vereadora e que, mais recentemente, esteve no centro do debate político local ao disputar a vice-prefeitura de Paulista nas eleições de 2024. Mesmo sem alcançar a vitória, Irmã Iolanda saiu do pleito com sua imagem fortalecida, ampliando sua visibilidade e consolidando apoio em segmentos estratégicos.

Reconhecida por sua atuação próxima às comunidades, especialmente nas áreas mais vulneráveis, ela construiu um capital político baseado em ações sociais e no diálogo direto com a população. Sua ligação com o público evangélico também é um dos pilares de sua trajetória, garantindo capilaridade e engajamento em diversas regiões da cidade e, agora, com potencial de expansão para outras localidades do estado.

Nos bastidores, a filiação ao Republicanos é vista como estratégica. O partido tem buscado fortalecer seus quadros em Pernambuco, apostando em nomes com densidade eleitoral e forte identificação com bases específicas, como é o caso de Irmã Iolanda. A legenda, que tem presença marcante entre lideranças religiosas, oferece um ambiente político alinhado ao perfil da pré-candidata, o que pode potencializar sua caminhada rumo ao Legislativo estadual.

Aliados destacam que a experiência acumulada na Câmara Municipal de Paulista será um diferencial importante na disputa. Durante seus mandatos, Irmã Iolanda esteve à frente de pautas voltadas à assistência social, defesa da família e apoio a projetos comunitários, construindo uma imagem de atuação prática e comprometida com resultados.

A entrada na disputa pela Alepe também amplia o alcance de sua atuação política. Se antes seu foco estava concentrado no município de Paulista, agora o desafio será dialogar com um eleitorado mais amplo, levando sua pauta e sua identidade política para outras regiões de Pernambuco.

Com o cenário eleitoral ainda em formação, a chegada de Irmã Iolanda ao Republicanos reforça a tendência de fortalecimento de candidaturas ligadas a segmentos organizados da sociedade, especialmente o religioso. Sua pré-candidatura surge como uma das apostas da legenda para conquistar espaço no Legislativo estadual, combinando experiência política, base consolidada e capacidade de mobilização.

Nos próximos meses, a expectativa é de intensificação das articulações e da construção de alianças que possam sustentar sua candidatura. Enquanto isso, Irmã Iolanda já começa a se posicionar como um nome competitivo, pronta para transformar sua trajetória municipal em um projeto de alcance estadual.

LEI QUE PRIORIZA ARTISTAS LOCAIS REVOLUCIONA EVENTOS EM PERNAMBUCO E REACENDE DEBATE SOBRE USO DE RECURSOS PÚBLICOS

Uma mudança significativa no cenário cultural pernambucano começa a ganhar forma com a promulgação de uma nova legislação estadual, na última quinta-feira (2), que estabelece regras mais rígidas para a contratação de atrações em eventos financiados pelo poder público. A medida determina que 60% das vagas dessas programações sejam destinadas a artistas e grupos locais, reforçando a valorização da identidade cultural do estado e promovendo uma redistribuição mais equilibrada dos recursos.

A nova lei, fruto de iniciativas dos deputados estaduais Luciano Duque e Coronel Alberto Feitosa, também impõe que, no mínimo, 20% dos investimentos públicos em eventos culturais sejam direcionados a manifestações tipicamente pernambucanas. A proposta altera a legislação anterior, sancionada em 2012, que já tratava da definição de artistas locais, mas não estabelecia percentuais tão claros nem mecanismos de proteção mais robustos.

O impacto da nova norma deve ser ainda mais evidente durante o período junino, uma das épocas mais emblemáticas do calendário nordestino. Nesse contexto, a legislação prevê que pelo menos 50% das vagas sejam ocupadas por expressões culturais ligadas às tradições regionais, com prioridade para o forró e outras manifestações que compõem a base da cultura popular pernambucana.

A iniciativa surge em meio a críticas crescentes sobre o alto custo de grandes atrações nacionais contratadas por estados e municípios, muitas vezes com recursos públicos elevados. Em entrevista ao Diario de Pernambuco, Luciano Duque destacou que a medida busca provocar uma reflexão sobre a aplicação desses recursos. Segundo ele, há uma concentração de investimentos em artistas de fora, o que acaba limitando o apoio aos talentos locais e comprometendo outras áreas prioritárias da gestão pública.

Para o parlamentar, a discussão vai além do entretenimento. Ele argumenta que é necessário equilíbrio entre promover eventos e garantir responsabilidade fiscal, ressaltando que os cofres públicos não podem sustentar gastos excessivos com poucos artistas enquanto a base cultural local permanece subfinanciada. A crítica atinge diretamente o modelo atual de grandes festas, que, embora populares, demandam investimentos considerados elevados.

Já Coronel Alberto Feitosa reforça que a proposta não se limita à preservação cultural, mas também tem um caráter econômico. A ideia é manter a circulação de recursos dentro do próprio estado, fortalecendo cadeias produtivas locais e evitando o esvaziamento financeiro dos municípios. Para ele, existe o risco de “inanição cultural” quando artistas da terra deixam de ser contratados, perdendo espaço para atrações externas.

A legislação também detalha quais manifestações são reconhecidas como expressões culturais pernambucanas, incluindo ritmos e tradições como frevo, maracatu, coco, ciranda, caboclinho, cavalo-marinho, brega, manguebeat e capoeira, entre outros. A lista, validada pela Fundarpe, reforça o compromisso de preservar não apenas a música, mas todo o patrimônio imaterial do estado.

Especialistas avaliam que a nova regra pode provocar uma mudança estrutural na organização de eventos públicos em Pernambuco. Além de ampliar oportunidades para artistas locais, a medida deve estimular a profissionalização do setor cultural e fortalecer a economia criativa, que já desempenha papel relevante na geração de renda e emprego.

Por outro lado, o tema ainda divide opiniões. Enquanto defensores da lei celebram o incentivo à cultura regional, críticos apontam possíveis limitações na diversidade das programações e questionam o impacto na atração de público em eventos de grande porte.

Mesmo diante das divergências, a nova legislação marca um passo decisivo na tentativa de equilibrar tradição, economia e gestão pública. Em um estado reconhecido pela riqueza cultural, a medida reacende o debate sobre identidade, pertencimento e o verdadeiro papel dos investimentos públicos na promoção da cultura.

PV GANHA FORÇA EM PERNAMBUCO, AMPLIA PROJEÇÃO ELEITORAL E SE CONSOLIDA COMO PEÇA-CHAVE NO TABULEIRO POLÍTICO ESTADUAL

O cenário político de Pernambuco começa a desenhar novos contornos com o avanço estratégico do Partido Verde (PV), que vive um momento de crescimento expressivo e renovado entusiasmo entre suas lideranças. Em meio à reorganização partidária e à consolidação de alianças, a legenda comemora o fechamento de sua chapa dentro da federação, projetando um desempenho robusto nas próximas eleições, com a expectativa de eleger até nove deputados estaduais e quatro deputados federais.

Esse movimento de expansão não é visto como um fenômeno isolado. Pelo contrário, reflete uma tendência nacional de fortalecimento do PV, impulsionada, segundo dirigentes da sigla, pela atuação articulada do deputado federal Clodoaldo Magalhães, que ocupa também a vice-presidência nacional do partido. Nos bastidores, o nome de Clodoaldo é apontado como peça central na reestruturação da legenda, contribuindo para ampliar sua capilaridade, atrair novas lideranças e fortalecer o discurso político em diversas regiões do país.

Em Pernambuco, esse crescimento ganha contornos ainda mais evidentes com a atuação do vice-presidente estadual João Pedro, que tem desempenhado papel decisivo na articulação interna e na construção de uma base sólida para a legenda. Ao lado dele, nomes como João de Nadegi e Joaquim Lira surgem como protagonistas nesse novo momento, sendo reconhecidos como quadros estratégicos para consolidar a presença do partido tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara dos Deputados.

A construção dessa musculatura política também passa pelo alinhamento com o governo estadual. Lideranças do PV têm reforçado a sintonia com o projeto liderado pela governadora Raquel Lyra, destacando o apoio às ações administrativas e à agenda de desenvolvimento em curso no estado. Esse posicionamento tem sido interpretado como um movimento pragmático, que visa não apenas fortalecer a governabilidade, mas também inserir o partido em um espaço de protagonismo dentro da base aliada.

Nos bastidores, a avaliação é de que o PV conseguiu, ao longo dos últimos meses, equilibrar discurso e estratégia, apostando na construção de uma identidade política que dialoga com pautas contemporâneas, ao mesmo tempo em que amplia sua presença institucional. A formação da chapa dentro da federação é vista como um passo decisivo nesse processo, garantindo competitividade eleitoral e maior visibilidade para seus candidatos.

Com esse cenário, o Partido Verde de Pernambuco entra no novo ciclo eleitoral com confiança elevada e perspectivas concretas de crescimento. Mais do que números, a sigla busca consolidar um espaço duradouro no cenário político local, ampliando sua representatividade e fortalecendo sua influência nas decisões que impactam diretamente a população. A expectativa, entre suas lideranças, é de que o atual momento seja apenas o início de uma fase ainda mais abrangente de expansão e protagonismo político.

RUMO À ALEPE, VINICIUS CASTELLO DEIXA PREFEITURA DO RECIFE E ASSUME DISCURSO DE DEFESA DOS MAIS VULNERÁVEIS EM PERNAMBUCO

Em um movimento que marca uma nova etapa em sua trajetória política, Vinicius Castello anunciou sua saída da Prefeitura do Recife para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Até então secretário-executivo de Integração Metropolitana, o pré-candidato pelo PCdoB oficializou sua desincompatibilização do cargo, seguindo o rito necessário para entrar de vez na corrida eleitoral de 2026, e sinalizou que pretende levar para o Legislativo estadual uma atuação voltada à defesa das camadas mais vulneráveis da população.

A passagem de Castello pela gestão municipal teve início em janeiro de 2025, período em que esteve diretamente envolvido na articulação de políticas públicas voltadas à integração entre o Recife e municípios vizinhos. Em sua despedida, o agora ex-secretário destacou o esforço em conectar agendas estratégicas de desenvolvimento urbano e social, buscando reduzir desigualdades históricas entre a capital e cidades da Região Metropolitana, como Olinda e Jaboatão dos Guararapes. Segundo ele, o trabalho exigiu diálogo constante com diferentes esferas de poder, incluindo articulações em Brasília e parcerias com outras secretarias e instituições do Judiciário.

Ao fazer um balanço da gestão, Castello ressaltou o aprendizado adquirido e o compromisso com resultados concretos. Ele também fez questão de reconhecer o apoio recebido durante sua permanência no cargo, citando nominalmente o prefeito João Campos e o então secretário de Infraestrutura, Victor Marques, ambos apontados como fundamentais para viabilizar ações integradas que buscavam promover um desenvolvimento mais equilibrado na capital pernambucana.

Com uma trajetória política já consolidada, especialmente em Olinda, onde foi vereador e disputou a prefeitura em 2024, Castello chega ao novo desafio respaldado por uma expressiva votação: foram mais de 105 mil votos conquistados em uma eleição acirrada decidida no segundo turno. O desempenho reforçou seu nome no cenário político estadual e abriu caminho para voos mais amplos.

Agora, ao mirar uma cadeira na Alepe, o pré-candidato afirma que pretende manter a mesma linha de atuação que o projetou politicamente, com foco na inclusão social e na ampliação de oportunidades. Em seu discurso, ele enfatiza a necessidade de transformar o crescimento econômico em benefícios reais para a população, especialmente para aqueles que mais dependem das políticas públicas. A promessa é de uma atuação firme, com presença ativa nos debates legislativos e compromisso com pautas que dialoguem diretamente com as necessidades do povo pernambucano.

A saída de Vinicius Castello da Prefeitura do Recife ocorre em um momento estratégico do calendário eleitoral e reflete não apenas uma decisão pessoal, mas também um reposicionamento político dentro do campo progressista em Pernambuco. Ao deixar o Executivo municipal e se lançar ao Legislativo estadual, ele passa a integrar um grupo de lideranças que buscam renovar a representação na Alepe, levando consigo a experiência acumulada na gestão pública e o capital político construído nas urnas.

Com discurso alinhado à defesa social e à integração regional, Castello entra na disputa com a expectativa de ampliar sua base eleitoral e consolidar seu nome no cenário estadual. A campanha, que começa a ganhar forma, deverá explorar justamente sua atuação recente e a conexão com a população da Região Metropolitana, elementos que podem ser decisivos na busca por uma vaga no parlamento pernambucano.

JANELA PARTIDÁRIA OU PORTA GIRATÓRIA? A DECISÃO DE UM DIA, E O MICO QUE EXPÔS A INCOERÊNCIA DE ROMERO E ANDREZA

O troca-troca partidário que sacudiu os bastidores da política pernambucana nos últimos dias ganhou um capítulo digno de constrangimento público — e com direito a replay em menos de 24 horas. O protagonista da vez foi o deputado estadual Romero Albuquerque, que conseguiu transformar a chamada “janela partidária” em uma verdadeira vitrine de indecisão.

Na noite da sexta-feira, Romero anunciou com entusiasmo sua saída do PSB — legenda na qual havia ingressado há meros 10 dias — para se filiar ao PP. A movimentação veio embalada por articulações envolvendo o prefeito do Recife, João Campos, e o jogo de forças com a base da governadora Raquel Lyra.

Empolgado, o deputado não foi sozinho: levou consigo a esposa, Andreza Albuquerque, vereadora do Recife, já com planos eleitorais bem desenhados — ela disputaria vaga na Câmara Federal, enquanto ele buscaria a reeleição na Assembleia Legislativa. Tudo parecia resolvido, alinhado e celebrado. Parecia.

Mas a política, como se sabe, cobra caro de quem age por impulso. Menos de 24 horas depois, já na tarde do sábado, Romero reapareceu — dessa vez em vídeo — para anunciar, sem rodeios, que havia desistido da mudança e permaneceria no PSB. Simples assim. Sem escalas, sem explicações convincentes e, sobretudo, sem qualquer cerimônia com o vexame protagonizado.

O episódio escancarou não apenas a guerra silenciosa por filiações durante a janela partidária, mas também a fragilidade de decisões tomadas no calor da conveniência política. Romero, que já carrega a fama de posições voláteis, reforçou o próprio estigma ao protagonizar um vai e volta relâmpago que beira o amadorismo.

E o mais curioso: o mico não foi do PP. O partido fez o básico — abriu as portas, articulou, anunciou e comemorou. O constrangimento ficou mesmo nas costas de quem entrou pela porta da frente e saiu pela dos fundos antes mesmo do cafezinho esfriar. Para completar o roteiro, Andreza Albuquerque embarcou junto na decisão e igualmente teve que recuar, expondo-se no mesmo enredo constrangedor.

Nos corredores da Assembleia, o episódio virou motivo de piada — e também de alerta. Em tempos de janela partidária, onde estratégia e cálculo deveriam prevalecer, o que se viu foi um movimento atabalhoado, sem sustentação e com alto custo de credibilidade.

No fim das contas, Romero Albuquerque conseguiu o que poucos fazem com tanta rapidez: entrar, sair e voltar — tudo isso em menos de um dia — deixando para trás não apenas dúvidas sobre sua articulação política, mas uma imagem difícil de explicar ao eleitor.

TRAGÉDIA EM PETROLINA, IDOSO MORRE CARBONIZADO APÓS CARRO PEGAR FOGO NO BAIRRO JOSÉ E MARIA

Uma tarde que parecia comum terminou em tragédia no bairro José e Maria, em Petrolina, no Sertão do estado. Um idoso perdeu a vida neste sábado (04) após o veículo em que estava ser tomado por chamas, em um episódio que chocou moradores da região e mobilizou populares.

De acordo com relatos de testemunhas, o incêndio começou de forma repentina, surpreendendo quem passava pelo local. Em poucos instantes, o carro já estava completamente envolvido pelo fogo, dificultando qualquer tentativa de resgate. O idoso, que estava no interior do veículo, não conseguiu sair a tempo e acabou sendo atingido pelas chamas.

A cena causou comoção entre moradores, que ainda tentaram ajudar, mas foram impedidos pela intensidade do fogo. A rapidez com que as chamas se alastraram levantou questionamentos sobre o que poderia ter provocado o incêndio, hipótese que ainda será analisada pelas autoridades.

Até o momento, a identidade da vítima não foi oficialmente divulgada. Equipes foram acionadas para controlar a situação e realizar os primeiros levantamentos no local, enquanto o caso segue cercado de dúvidas.

As circunstâncias do incêndio serão investigadas, e somente após a conclusão das perícias será possível apontar as causas exatas do ocorrido. A tragédia reforça a importância de atenção redobrada a possíveis falhas mecânicas e outras situações de risco envolvendo veículos, especialmente em áreas urbanas.

Enquanto isso, a comunidade do José e Maria permanece abalada diante de mais um episódio marcante que interrompeu de forma abrupta a rotina do bairro, deixando um clima de tristeza e apreensão entre os moradores.