segunda-feira, 12 de outubro de 2026

APÓS CRÍTICAS, NUNES MARQUES MARCA ENCONTRO COM LULA E FLÁVIO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, marcou uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O encontro está previsto para esta terça-feira (13), às 15h30, em meio à repercussão de críticas envolvendo decisões do TSE.

A movimentação ocorre em um ambiente de tensão política, especialmente após questionamentos relacionados a decisões da Justiça Eleitoral sobre o canal “Exército do Lula”, tema que provocou críticas e ampliou o debate sobre a atuação da Corte no cenário eleitoral.

A reunião com Lula e Flávio acontece em um momento de forte polarização política no país, com os principais grupos disputando espaço e influência na corrida presidencial de 2026.

O encontro deverá atrair atenção nos bastidores de Brasília, diante da repercussão das decisões eleitorais e dos questionamentos sobre os limites de atuação da Justiça Eleitoral em um ano decisivo para a política nacional.

Por Edney Souto | Blog do Edney

Importante: a reunião foi marcada com os coordenadores das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, e não necessariamente com os dois candidatos pessoalmente. O encontro ocorre em meio à disputa de decisões judiciais sobre o canal no WhatsApp.


SOBERBA E EXCESSO DE CONFIANÇA? FLÁVIO BOLSONARO COMEÇA A ENFRENTAR QUESTIONAMENTOS SOBRE OS RUMOS DA CAMPANHA

Blog do Edney | Política
A política tem uma velha lição que muitos candidatos aprendem tarde demais: a eleição só termina quando as urnas confirmam o resultado. Antes disso, excesso de confiança, declarações precipitadas e a sensação de vitória antecipada podem transformar uma campanha promissora em um caminho cheio de obstáculos.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, começa a enfrentar questionamentos sobre o tom de sua campanha. A declaração de que receberá a faixa presidencial das mãos do pai, Jair Bolsonaro, caso seja eleito, reacendeu o debate sobre os limites entre confiança política, demonstração de força e soberba eleitoral.

Em discurso durante uma motociata em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, no sábado (10), Flávio afirmou que o pai estará ao seu lado em uma eventual posse e colocará a faixa presidencial nele. A fala, publicada pelo Poder360, reforçou a centralidade da família Bolsonaro em seu projeto político.

O problema não está em um candidato acreditar na própria vitória. Faz parte da disputa ter confiança, mobilizar apoiadores e apresentar perspectivas para o país. A questão aparece quando o discurso começa a transmitir a impressão de que a chegada ao Palácio do Planalto já é uma realidade, antes mesmo da decisão definitiva dos eleitores.

Na política, a linha entre confiança e soberba é mais estreita do que parece. E uma campanha presidencial exige capacidade de ouvir críticas, reconhecer fragilidades, rever estratégias e dialogar com quem ainda não decidiu seu voto.

Os questionamentos não se limitam à declaração sobre a faixa presidencial. A campanha também enfrenta críticas relacionadas a manifestações sobre a Constituição, ao detalhamento das propostas econômicas e à estratégia de vincular o projeto eleitoral à situação política e judicial de Jair Bolsonaro.

Uma declaração sobre a necessidade de mudar a Constituição, por exemplo, provocou repercussão e exigiu esclarecimentos sobre o que Flávio pretendia defender. Em uma disputa presidencial, temas constitucionais exigem precisão, porque qualquer frase mal formulada pode gerar dúvidas sobre as intenções do candidato e abrir espaço para ataques dos adversários.

Na economia, o desafio é transformar promessas de ajuste fiscal, redução de despesas e diminuição de impostos em medidas concretas, com explicações sobre custos, prioridades e consequências. O eleitor precisa saber não apenas o que um candidato pretende fazer, mas também como pretende executar suas propostas. Sem esse detalhamento, discursos de impacto correm o risco de parecer mais peças de campanha do que compromissos consistentes de governo.

Outro ponto delicado é a relação política com o pai. Jair Bolsonaro continua sendo uma figura central para o eleitorado bolsonarista, mas uma candidatura presidencial precisa demonstrar capacidade própria de liderança. A identificação com o ex-presidente pode mobilizar uma parcela importante do eleitorado; por outro lado, a dependência excessiva de seu sobrenome pode dificultar a construção de uma imagem independente, capaz de dialogar com setores além da base mais fiel.

A tentativa de apresentar a possibilidade de uma futura anistia ou de outras medidas em favor do ex-presidente também exige cuidado. São instrumentos jurídicos diferentes, submetidos a regras e limites próprios. Promessas eleitorais não garantem resultados jurídicos, e tratar questões complexas como soluções simples pode gerar expectativas que um eventual governo não teria condições de cumprir.

Flávio Bolsonaro tem força política, uma base mobilizada e o peso de um sobrenome conhecido nacionalmente. Ignorar esses fatores seria um erro de análise. Mas também seria equivocado confundir apoio político com vitória assegurada ou acreditar que a lealdade dos seguidores dispensa a necessidade de apresentar respostas concretas aos problemas do Brasil.

É justamente nesse cenário que a palavra soberba ganha espaço no debate político. Não como diagnóstico comprovado sobre a personalidade do candidato, mas como uma crítica ao risco de uma campanha transmitir confiança excessiva, antecipar conquistas e subestimar as dificuldades de uma eleição nacional.

O eleitor não escolhe apenas quem demonstra mais confiança. Escolhe quem considera preparado, confiável e capaz de enfrentar os problemas do país. Uma candidatura presidencial precisa apresentar propostas, explicar decisões, reconhecer erros e demonstrar equilíbrio diante das críticas. Quando o discurso se concentra demais na vitória futura, na força do sobrenome e na expectativa de poder, corre o risco de deixar em segundo plano aquilo que realmente importa: o projeto de governo.

A história política brasileira mostra que nenhuma eleição está decidida antes da votação. Campanhas que parecem fortes podem perder terreno quando seus protagonistas deixam de ouvir a sociedade, enquanto candidaturas desacreditadas podem crescer quando conseguem dialogar com as preocupações reais da população.

Flávio Bolsonaro tem o direito de defender seu projeto e demonstrar confiança na vitória. Mas precisa compreender que uma eleição presidencial não se ganha apenas com entusiasmo da militância, declarações de efeito ou a expectativa de continuidade de um legado familiar. É necessário conquistar também os eleitores que cobram respostas sobre saúde, segurança, educação, emprego, inflação e responsabilidade fiscal.

A faixa presidencial não se conquista em discurso, não se herda por sobrenome e não se recebe por antecipação. É o eleitor quem decide.

Se a confiança é importante para uma campanha, a humildade política também é. Saber ouvir, corrigir a rota e reconhecer que ainda há muito a conquistar pode ser mais estratégico do que agir como se a vitória já estivesse garantida.

No fim das contas, a urna não combina com arrogância. A soberba pode render aplausos entre os mais fiéis, mas também pode afastar quem ainda está avaliando as opções. Para Flávio Bolsonaro, o desafio é transformar força política em confiança mais ampla, sem permitir que o excesso de confiança se torne um obstáculo à própria candidatura.

MACHADOS: CIDO PLÁCIDO MOSTRA FORÇA NAS URNAS E ENTRA NO RADAR PARA 2028

Mesmo fora da Prefeitura, ex-prefeito mantém influência política, emplaca resultado expressivo com Juliana de Chaparral e começa a movimentar os bastidores da sucessão municipal.

Em política, nem sempre quem está com a caneta na mão leva vantagem em todas as disputas. Em Machados, o resultado das eleições de 2026 colocou o ex-prefeito Cido Plácido novamente no radar político do município e abriu espaço para especulações sobre seu futuro eleitoral.

Fora da Prefeitura, Cido mostrou que continua com capacidade de mobilização e articulação. Na disputa para deputado estadual, apoiou sozinho Janjão, que obteve 1.103 votos no município. O candidato Jarbas Filho, apoiado pelo grupo do atual prefeito, alcançou 2.181 votos. Apesar da diferença, o desempenho de Janjão representa um resultado a ser observado, considerando que Cido não dispõe da estrutura administrativa municipal.

Na disputa para deputado federal, porém, o cenário foi diferente. Em uma articulação com o também ex-prefeito Argemiro e o vereador Tete Anastácio, Cido participou do apoio a Juliana de Chaparral, que conquistou 2.503 votos em Machados. O resultado superou os 2.122 votos de Waldemar Oliveira, candidato apoiado pelo grupo do prefeito.

A votação de Juliana colocou em evidência a capacidade de articulação desse grupo político e mostrou que a disputa municipal continua aberta a diferentes forças e lideranças.

OLHANDO PARA 2028

Com a próxima eleição municipal no horizonte, o nome de Cido Plácido volta a circular nas conversas políticas de Machados. A experiência como prefeito, a presença nas articulações eleitorais e os resultados obtidos por seus candidatos ajudam a manter o ex-gestor no debate sobre os rumos da política local.

Ainda não há definição sobre uma eventual candidatura, mas a pergunta começa a ganhar espaço nos bastidores: Cido Plácido pretende voltar à disputa pela Prefeitura em 2028?

Por enquanto, as urnas deixaram um recado: mesmo fora do poder, Cido continua sendo um personagem a ser considerado no tabuleiro político de Machados. E, quando o assunto é sucessão municipal, quem demonstra força eleitoral dificilmente fica fora das conversas.

JAQUEIRA INAUGURA SANTUÁRIO COM IMAGEM DE 13 METROS DE NOSSA SENHORA APARECIDA

Estrutura no Alto da Boa Vista se torna novo ponto de fé e devoção na Mata Sul de Pernambuco; cerimônia acontece nesta segunda-feira (12), dia da padroeira do Brasil.

A fé católica ganha um novo símbolo de devoção em Pernambuco. O município de Jaqueira, na Mata Sul do estado, inaugura nesta segunda-feira (12), dia de Nossa Senhora Aparecida, um santuário dedicado à padroeira do Brasil e também do município. O espaço conta com uma imagem de 13 metros de altura da santa, instalada no Alto da Boa Vista. Com toda a estrutura, o monumento chega a 16 metros.

A obra, que levou aproximadamente um ano para ser concluída, promete se transformar em um importante ponto de peregrinação, oração e visitação para fiéis de Jaqueira e de outras cidades da região.

De acordo com a gestão municipal, a imagem foi produzida em Petrolina, no Sertão pernambucano, sob a coordenação do escultor Ranilson Viana. Cerca de 20 profissionais participaram do projeto, que envolveu desde os estudos e a modelagem até a construção da estrutura metálica, revestimento, acabamento e pintura. O trabalho também incluiu o transporte, a montagem e a finalização do monumento no local.

PROGRAMAÇÃO RELIGIOSA

A inauguração será marcada por uma programação especial de fé. Às 16h, os fiéis participarão de uma procissão que sairá da Igreja Matriz, no centro de Jaqueira, em direção ao santuário, localizado na Rua Projetada, no Alto da Boa Vista.

Às 17h, será celebrada a missa de encerramento, presidida pelo bispo da Diocese de Palmares, Dom Fernando Barbosa, com a participação de padres da diocese. Após a celebração, haverá a bênção da imagem e a inauguração oficial do mirante e do santuário.

A expectativa é de que o novo espaço fortaleça a tradição religiosa do município e se torne uma referência para os devotos de Nossa Senhora Aparecida, unindo espiritualidade, contemplação e valorização de Jaqueira.

Blog do Edney — a notícia verdade.

Com informações da CBN Recife.

JÚLIO LÓSSIO SE APROXIMA DO PT, DECLARA APOIO A LULA E AGITA BASTIDORES POLÍTICOS DE PETROLINA

Ex-prefeito entra no jogo da sucessão presidencial, enquanto grupo Coelho ainda não oficializa posição no município

O tabuleiro político de Petrolina começa a ganhar novos movimentos de olho nas eleições de 2026 e, principalmente, nas articulações que podem definir a disputa municipal de 2028. Neste sábado (10), o ex-prefeito Júlio Lóssio se reuniu com integrantes da executiva municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) e declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A movimentação reforça a aproximação de Lóssio com o campo petista e reacende as especulações sobre seus próximos passos na política petrolinense. Uma eventual candidatura à Prefeitura em 2028 já começa a entrar nas conversas de bastidores, embora o ex-prefeito ainda não tenha confirmado qualquer intenção de disputar novamente o comando do município.

E O GRUPO COELHO, VAI FICAR COM QUEM?

Se Júlio Lóssio já sinaliza seu posicionamento em favor de Lula, o grupo político dos Coelhos ainda não apresentou uma definição oficial sobre seu alinhamento em Petrolina para a disputa presidencial.

O prefeito Simão Durando e o deputado federal Fernando Filho estiveram em Brasília em uma agenda relacionada ao apoio do União Brasil à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O movimento coloca uma interrogação sobre os próximos passos do grupo, tradicional protagonista da política do Sertão pernambucano.

Até o momento, porém, não houve um anúncio formal que esclareça como os Coelhos pretendem se posicionar politicamente no município diante das articulações nacionais.

2028 JÁ COMEÇOU NOS BASTIDORES

A movimentação de Júlio Lóssio com o PT e a indefinição pública dos Coelhos mostram que a política de Petrolina começa a se reorganizar muito antes da próxima eleição municipal.

O apoio a Lula pode fortalecer pontes políticas para Lóssio, enquanto o grupo Coelho terá de administrar suas alianças nacionais sem perder de vista os interesses locais. Em Petrolina, onde os grupos tradicionais disputam influência e espaço, cada gesto pode ter reflexos para além da eleição presidencial.

A pergunta que fica nos bastidores é direta: Júlio Lóssio está apenas declarando apoio a Lula ou também preparando terreno para voltar à disputa pela Prefeitura em 2028? E os Coelhos, quando vão abrir o jogo sobre seu posicionamento político?

MARÍLIA ARRAES FAZ GESTO A RAQUEL, REVELA BASTIDORES DA CHAPA E TIRA 2028 DO RADAR


Senadora eleita sinaliza disposição para trabalhar em parceria com a governadora, expõe articulações durante a formação da chapa e descarta disputar a Prefeitura do Recife em 2028.

A política pernambucana já começa a desenhar os próximos capítulos depois das urnas. Senadora eleita, Marília Arraes deu sinais de que pretende ocupar seu espaço em Brasília sem fechar as portas para o diálogo com o Governo de Pernambuco. Em entrevista, ela afirmou que já procurou a governadora Raquel Lyra para colocar seu mandato à disposição dos interesses do estado.

Marília também anunciou a intenção de propor a criação de um comitê permanente para discutir os recursos destinados a Pernambuco e acompanhar ações que beneficiem a população. O movimento abre espaço para uma possível atuação conjunta em pautas de interesse estadual, mesmo com as diferenças políticas entre as duas lideranças.

Nos bastidores, porém, a senadora eleita também trouxe revelações sobre a disputa que antecedeu sua chegada ao Senado. Segundo Marília, houve tentativas de retirá-la da chapa até a véspera da convenção. Ela citou articulações envolvendo a Frente Popular e o deputado federal Eduardo da Fonte.

Na avaliação da própria Marília, a composição de uma chapa com perfil mais à esquerda foi determinante para o resultado eleitoral. A declaração joga luz sobre as tensões internas e as negociações que marcaram a montagem da aliança, mostrando que a disputa não aconteceu apenas diante do eleitor, mas também dentro dos próprios grupos políticos.

Outro ponto que movimentou os bastidores foi a declaração de que Marília está fora da disputa pela Prefeitura do Recife em 2028. Com uma votação expressiva na capital pernambucana, seu nome poderia representar um obstáculo aos planos da Frente Popular para a sucessão municipal.

A sinalização, portanto, reduz uma incerteza no tabuleiro político recifense, ao menos por enquanto. Mas, em política, dois anos representam uma eternidade. Até lá, alianças podem mudar, projetos podem ser revistos e novos protagonistas podem surgir.

Marília sai das urnas com capital eleitoral, mandato no Senado e espaço próprio no cenário estadual. Resta saber como transformará essa força em articulação política e até onde irá sua disposição para construir pontes com adversários. Em Pernambuco, o resultado das eleições encerra uma disputa, mas nunca encerra os bastidores.

LULA LEVA MULTIDÃO À AVENIDA PAULISTA, APOSTA NA JUVENTUDE E INTENSIFICA CAMPANHA PARA O SEGUNDO TURNO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou neste domingo (11) de uma grande manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, em mais uma mobilização pela reeleição. Com a presença de movimentos estudantis, artistas, lideranças políticas e apoiadores, o ato colocou a campanha petista nas ruas em um momento decisivo da disputa presidencial.

Batizada de “Marcha pela Democracia”, a manifestação ocupou um longo trecho da avenida e teve forte participação de jovens. A campanha de Lula estimou a presença de mais de um milhão de pessoas, mas não houve contagem independente que confirmasse esse número. A avenida chegou a ficar ocupada por vários quarteirões, segundo relatos da imprensa.

Durante o ato, Lula direcionou parte de seu discurso à juventude e pediu maior participação dos jovens na política. O presidente também convocou seus apoiadores a conversar com eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno e com aqueles que ainda não definiram seu voto.

A mobilização contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do ministro Guilherme Boulos e de governadores aliados, entre eles Elmano de Freitas, do Ceará, Jerônimo Rodrigues, da Bahia, e Rafael Fonteles, do Piauí. Parlamentares e representantes de movimentos estudantis também participaram da programação.

A concentração de público exigiu medidas operacionais no transporte. A estação Trianon-Masp, da Linha 2-Verde do Metrô, foi temporariamente fechada devido ao grande fluxo de pessoas na região, sendo reaberta após a normalização da movimentação.

CORRIDA PRESIDENCIAL EM MOMENTO DECISIVO

O ato na Paulista integra a estratégia de Lula para ampliar a mobilização de sua base eleitoral antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro. A campanha busca transformar a presença nas ruas em participação nas urnas, especialmente entre os eleitores mais jovens e aqueles que não votaram na primeira etapa da eleição.

A disputa segue polarizada com o senador Flávio Bolsonaro (PL), que também cumpriu agenda política em São Paulo no domingo, reunindo aliados e buscando fortalecer sua articulação para a reta final da campanha.

Com a eleição se aproximando, as manifestações de rua, as alianças políticas e a capacidade de mobilização dos candidatos ganham peso no cenário nacional. A presença de Lula na Avenida Paulista foi mais um movimento de campanha para tentar conquistar votos e ampliar o engajamento de seus apoiadores.

Fontes para conferência: Agência Brasil · Poder360 · Folha de S.Paulo

MARÍLIA ARRAES DESCARTA DISPUTAR PREFEITURA DO RECIFE EM 2028 E FAZ GESTO A VICTOR MARQUES

A senadora eleita Marília Arraes (PDT) tratou de colocar um ponto final, pelo menos por enquanto, nas especulações sobre uma possível candidatura à Prefeitura do Recife em 2028. Em entrevista ao programa Ponto de Encontro, ela descartou entrar na disputa municipal e sinalizou que sua prioridade será o mandato no Senado Federal.

Durante a entrevista, Marília também fez um gesto político ao prefeito Victor Marques (PSB), reconhecendo a contribuição dele para o resultado eleitoral na capital pernambucana. Ao dividir os méritos da votação, a senadora eleita ressaltou que a vitória não pode ser atribuída exclusivamente à sua trajetória política e à relação histórica que mantém com o Recife.

A declaração tem peso no tabuleiro político da capital. Com um mandato de oito anos pela frente, Marília poderia ser apontada como um nome para a sucessão municipal em 2028, hipótese que alimentava especulações nos bastidores, inclusive sobre os possíveis movimentos do PSB.

Mas a própria senadora eleita sinalizou outro caminho. Marília afirmou que pretende morar em Brasília e destacou a importância de sua presença no Congresso Nacional, especialmente diante da baixa representação de mulheres progressistas no Senado. Segundo ela, a atuação em defesa dessas pautas será uma das prioridades de seu mandato.

O recado, neste momento, abre espaço para que Victor Marques concentre as atenções em sua própria trajetória política e na administração do Recife, sem uma declaração de Marília que a coloque, desde já, como adversária em uma futura disputa municipal.

Na política, porém, os cenários mudam e as alianças de hoje nem sempre são as mesmas de amanhã. Por enquanto, Marília Arraes escolhe Brasília como centro de seu projeto político e deixa 2028 fora dos seus planos declarados.