Recebido pelo professor, advogado e ativista da causa autista e dos direitos das pessoas com deficiência, Valdemir Oliveira, Janjão teve a oportunidade de conhecer de perto o trabalho desenvolvido pela APARJ, instituição que vem se destacando por promover ações de conscientização, inclusão, assistência social e atividades recreativas destinadas a pessoas com autismo e seus familiares. Atualmente, a associação atende cerca de 120 mães, oferecendo suporte emocional, orientação e acompanhamento em diversas áreas.
Durante o encontro, o ex-prefeito destacou a importância de fortalecer iniciativas que garantam mais dignidade, respeito e oportunidades às pessoas neurodivergentes. Segundo ele, a luta das mães atípicas representa uma das causas sociais mais relevantes da atualidade, exigindo sensibilidade do poder público e investimentos contínuos em atendimento especializado.
Em sua fala, Janjão ressaltou que a experiência vivenciada em Bom Jardim serviu como exemplo de que é possível criar estruturas eficientes para atender crianças com autismo e suas famílias. Ele relembrou a implantação do Centro Especializado de Atendimento à Criança com Autismo e Deficiências (CEACAD), iniciativa desenvolvida durante sua gestão municipal com o objetivo de oferecer assistência multiprofissional e acompanhamento especializado.
O centro passou a disponibilizar serviços realizados por profissionais de diferentes áreas, incluindo psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos e outros especialistas que atuam diretamente no desenvolvimento infantil. A proposta foi construir uma rede de apoio capaz de oferecer não apenas tratamento, mas também acolhimento às famílias que convivem com os desafios impostos pelos transtornos do neurodesenvolvimento.
Ao compartilhar essa experiência, Janjão defendeu a ampliação de políticas públicas semelhantes em outras regiões do estado. Para ele, investir no diagnóstico precoce e no acesso a tratamentos adequados é fundamental para melhorar significativamente a qualidade de vida das crianças diagnosticadas com TEA e garantir melhores condições de desenvolvimento social, educacional e emocional.
A programação promovida pela APARJ também serviu para evidenciar a importância do trabalho realizado pelas mães atípicas, que muitas vezes assumem sozinhas a responsabilidade pelos cuidados, terapias e acompanhamento dos filhos. O encontro foi marcado por relatos emocionantes, demonstrações de solidariedade e pela defesa de mais inclusão nos espaços públicos, nas escolas e nos serviços de saúde.
A visita reforçou ainda a crescente mobilização em torno da pauta da inclusão em Pernambuco. Nos últimos anos, entidades da sociedade civil, profissionais da área e familiares têm ampliado o debate sobre a necessidade de políticas permanentes que garantam atendimento especializado, acesso à educação inclusiva e respeito aos direitos das pessoas com deficiência.
Ao final da agenda, Janjão destacou que a experiência vivida ao lado das mães atendidas pela APARJ fortaleceu sua convicção de que o cuidado com pessoas autistas deve ser tratado como prioridade. Segundo ele, iniciativas que unem acolhimento, assistência técnica e apoio às famílias representam caminhos importantes para a construção de uma sociedade mais humana, inclusiva e preparada para atender às necessidades de todos os cidadãos.