RAQUEL ABRE 10 PONTOS SOBRE JOÃO E CHEGA A 55% DOS VOTOS VÁLIDOS NO DATATRENDS
A nova pesquisa DataTrends coloca a governadora Raquel Lyra (PSD) novamente na dianteira da corrida pelo Governo de Pernambuco e amplia a fotografia de uma disputa que, até pouco tempo atrás, parecia muito mais equilibrada.
No cenário estimulado de primeiro turno, Raquel aparece com 46% das intenções de voto, contra 36% de João Campos (PSB). Ivan Moraes registra 1%, enquanto os demais nomes testados não pontuam. Brancos e nulos somam 8% e outros 9% não sabem ou não responderam.
Na conta dos votos válidos, retirando brancos, nulos e indecisos, Raquel chega a aproximadamente 55%, enquanto João fica com cerca de 43%. É um número politicamente relevante porque mostra que, mantido o atual desenho, a governadora estaria acima da metade dos votos válidos.
E há outro detalhe importante: na rodada anterior do próprio DataTrends, divulgada no fim de agosto, Raquel tinha 45% e João 36%. Ou seja, a governadora avançou mais um ponto, enquanto João permaneceu estacionado. A vantagem, que era de nove pontos, agora chega a dez pontos percentuais.
SEGUNDO TURNO
Quando o instituto tira os demais nomes da disputa e coloca frente a frente os dois principais candidatos, a vantagem de Raquel também aparece.
Em um eventual segundo turno, Raquel Lyra marca 48% contra 39% de João Campos. Brancos e nulos somam 8%, enquanto 5% não sabem ou não responderam.
São nove pontos de vantagem para a governadora.
Mais do que isso: o desempenho representa crescimento de Raquel em relação à rodada anterior do DataTrends, quando ela tinha 47%, enquanto João permanecia com 39%. A governadora ganhou um ponto no segundo turno e manteve o adversário no mesmo patamar.
É justamente esse dado que merece atenção. Mesmo quando o eleitor é colocado diante de uma escolha binária, com o cenário mais favorável para João Campos, Raquel continua numericamente à frente.
POTENCIAL DE VOTO
Outro número importante aparece quando o eleitor é questionado não apenas sobre em quem pretende votar, mas sobre quem poderia receber seu voto.
Raquel tem 32% dos entrevistados dizendo que votariam nela com certeza e outros 23% afirmando que poderiam votar. Isso produz um potencial de voto de 55%.
Do outro lado, João Campos tem 28% de voto certo e 24% que admitem votar nele. Seu potencial chega a 52%.
A diferença não é gigantesca nesse quesito, mas existe uma vantagem para Raquel, especialmente no chamado voto cristalizado: são quatro pontos a mais entre aqueles que dizem votar nela com certeza.
A rejeição também merece ser observada. 37% afirmam que não votariam em Raquel de jeito nenhum, enquanto 36% dizem o mesmo de João Campos. Ou seja, os dois chegam à reta final carregando níveis elevados de resistência, mas a governadora apresenta vantagem no voto certo e no potencial total.
68% APROVAM O GOVERNO
Talvez esteja aqui um dos principais sustentáculos da candidatura à reeleição.
A administração de Raquel Lyra é aprovada por 68% dos entrevistados.
O percentual é praticamente o mesmo que vem aparecendo em outras pesquisas recentes. No DataTrends anterior, por exemplo, a aprovação também estava em 68%.
Na política, aprovação administrativa não significa automaticamente transferência de votos. Mas, quando o candidato à reeleição lidera a corrida e, ao mesmo tempo, apresenta quase sete em cada dez eleitores aprovando sua gestão, o dado passa a ter peso estratégico.
A LEITURA POLÍTICA
O que o DataTrends revela é que Raquel não está apenas liderando por um detalhe estatístico.
A governadora aparece dez pontos à frente no primeiro turno, nove pontos no segundo, tem mais voto certo, maior potencial de voto e mantém aprovação de 68%.
Isso não significa eleição ganha — e seria precipitado tratar pesquisa como resultado de urna. Mas significa que, neste momento, João Campos é quem precisa produzir uma mudança de cenário.
O desafio do candidato do PSB não é apenas crescer. É interromper uma vantagem que vem se repetindo em diferentes levantamentos e transformar sua competitividade em liderança efetiva.
A fotografia recente das pesquisas mostra exatamente isso. A Quaest divulgada nesta semana colocou Raquel com 43% e João com 37%, enquanto a Real Time Big Data havia encontrado empate de 43% a 43% no início de setembro.
Ou seja: existe uma disputa real, mas os institutos não estão mostrando uma corrida de mão única. O que chama atenção no DataTrends é a consistência da vantagem de Raquel dentro da própria série histórica. No instituto, ela saiu de 39% dos votos válidos no início do ano para 55% no levantamento anterior de agosto, enquanto João saiu de 53% para 44%.
A RETA FINAL
E entrando em sua fase decisiva, o eleitor pernambucano começa a enxergar a eleição de forma mais concreta.
Raquel chega com a máquina administrativa sob avaliação positiva, uma ampla rede política construída no Estado e vantagem nos números do DataTrends. João, por sua vez, continua competitivo e possui um eleitorado consolidado, mas precisa converter presença política e exposição nacional em crescimento efetivo nas pesquisas.
NA LUPA: o dado que mais pesa não é apenas o 46% contra 36%. É o conjunto da obra: 55% dos votos válidos, 48% no segundo turno, 32% de voto certo e 68% de aprovação do governo.
A eleição, naturalmente, só será decidida nas urnas. Mas, se a pergunta for quem está chegando à reta final em posição mais confortável, o DataTrends entrega uma resposta objetiva: Raquel Lyra.
A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre os dias 7 e 9 de setembro de 2026, em Pernambuco. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob os números PE-08122/2026 e BR-06128/2026.
A leitura mais forte para o Blog, na minha avaliação, é justamente explorar a consistência dos números, e não apenas publicar o 46% x 36%. Isso diferencia a matéria de uma simples reprodução da pesquisa.