sábado, 19 de setembro de 2026
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JOÃO CAMPOS DESCE O LITORAL NORTE E TENTA MOSTRAR FORÇA NA DISPUTA PELO GOVERNO
O Litoral Norte de Pernambuco virou, nesta sexta-feira (18), mais um território da disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. O candidato da Frente Popular, João Campos, percorreu Itamaracá, Itapissuma e Igarassu em uma sequência de carreatas que reuniu apoiadores, lideranças políticas e aliados da campanha.
A agenda começou na Ilha de Itamaracá e teve uma parada de forte simbolismo político e cultural na casa da cantora e compositora Lia de Itamaracá, Patrimônio Vivo de Pernambuco. O encontro colocou a cultura pernambucana no centro da agenda e serviu para João reforçar o discurso de valorização das referências culturais, do turismo e das potencialidades econômicas do Litoral Norte.
Durante a passagem pela região, João Campos defendeu investimentos em infraestrutura, turismo e cultura como caminhos para transformar o potencial existente nos municípios em oportunidades para a população.
“Essa região tem uma riqueza enorme, pelas suas belezas naturais, pela sua cultura, pela sua história e pelo seu povo. A gente precisa transformar todo esse potencial em oportunidade, com investimento em infraestrutura, turismo e cultura, valorizando quem produz e criando novas oportunidades para quem vive aqui”, afirmou.
De Itamaracá, a comitiva seguiu para Itapissuma, onde o candidato percorreu ruas e avenidas ao lado de apoiadores e lideranças locais. O roteiro terminou em Igarassu, com uma carreata de aproximadamente 19 quilômetros pelas principais vias do município.
A movimentação faz parte da estratégia da Frente Popular de ampliar a presença da campanha para além da capital e apresentar João Campos como um candidato com disposição para percorrer diferentes regiões do Estado. O discurso adotado no Litoral Norte foi o de um Pernambuco integrado, com investimentos direcionados de acordo com a vocação econômica e cultural de cada território.
“O Litoral Norte tem um potencial enorme e vai ter, no nosso governo, atenção, investimento e capacidade de realização. Pernambuco precisa olhar para todas as suas regiões, entender a vocação de cada lugar e fazer o investimento chegar para dar mais qualidade de vida para as pessoas”, declarou João.
A agenda também reuniu nomes importantes da Frente Popular, entre eles a senadora Teresa Leitão, o candidato à reeleição ao Senado Humberto Costa, a candidata ao Senado Marília Arraes, além dos candidatos à reeleição para deputado federal Silvio Costa Filho e Carlos Veras e do candidato à reeleição para deputado estadual Mário Ricardo, além de outras lideranças políticas da região.
No tabuleiro eleitoral, a passagem por Itamaracá, Itapissuma e Igarassu representa mais uma tentativa de João Campos de ocupar território, consolidar palanques e transformar presença de rua em demonstração de força política. A campanha segue percorrendo o Estado enquanto a disputa pelo Governo de Pernambuco ganha cada vez mais corpo e cada região passa a ser tratada como peça importante no jogo eleitoral.
DECISÃO DO STF GARANTE VALIDADE DO AUMENTO DO BOLSA FAMÍLIA
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (18) que o reajuste concedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Bolsa Família não viola a legislação eleitoral.
A decisão atende a um pedido apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU), que buscava afastar questionamentos jurídicos sobre o decreto presidencial que elevou em 15% os valores pagos pelo programa.
Na prática, o benefício mínimo, que atualmente é de R$ 600, passa para R$ 691. Já o valor médio pago aos beneficiários sobe de aproximadamente R$ 675 para R$ 777.
O governo sustenta que o reajuste corresponde à recomposição da inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, com o objetivo de recuperar o poder de compra das famílias atendidas pelo programa.
Gilmar Mendes considerou que a atualização de valores de um programa social permanente e já existente não configura, por si só, abuso de poder político ou eleitoral. A AGU também citou entendimentos anteriores do próprio STF sobre a possibilidade de correção monetária de políticas públicas permanentes.
A decisão chega em um momento politicamente sensível, com Lula novamente no centro da disputa eleitoral nacional e qualquer movimentação envolvendo programas sociais sendo observada com lupa pelos adversários e pelos partidos.
Mas há uma conta que não desaparece com a decisão judicial.
Segundo as informações apresentadas no processo, o reajuste deverá exigir um remanejamento de R$ 22,7 bilhões no orçamento de 2027 para que o governo consiga manter as despesas dentro das regras fiscais.
Ou seja: juridicamente, o reajuste recebeu o aval de Gilmar Mendes. Politicamente, a medida coloca mais dinheiro no bolso de milhões de brasileiros. E fiscalmente, joga para o próximo orçamento uma conta bilionária.
É aí que começa a outra parte da discussão.
No STF, o questionamento eleitoral perdeu força. No Congresso e no debate econômico, a conta de R$ 22,7 bilhões promete continuar dando assunto.