Entre os prefeitos que deixaram de apoiar Marília estão Josafá Almeida (PRD), de São Caetano; Sandra Paes (Republicanos), de Canhotinho; Erivaldo Chagas (Republicanos), de Lajedo; Duda Lira (PSDB), de Cupira; e César Freitas (PCdoB), de Sanharó. Os gestores acompanham a decisão política liderada pelo presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (MDB), e pelo candidato a deputado federal Gabriel Porto (PSB).
Segundo o grupo, a decisão foi tomada após os acontecimentos recentes e diante do que classificam como descumprimento de compromissos políticos anteriormente assumidos. O rompimento, portanto, não aparece como um movimento isolado, mas como parte de uma reação mais ampla dentro de grupos políticos que vinham participando da construção eleitoral em torno da candidatura de Marília.
A debandada também alcança lideranças de importantes colégios eleitorais do Estado. Em Olinda, o presidente da Câmara Municipal, Saulo Holanda (MDB), aderiu ao movimento. Em Quipapá, o vice-prefeito João Batista (PSB) e os vereadores Ronaldo Fenômeno (PSB), Rodrigo Correia (Republicanos) e Sandro da Vila (PT) também retiraram o apoio.
Em Catende, a movimentação ganhou ainda mais força com a adesão do vice-prefeito Rinaldo Barros (PV) e dos vereadores Jorge da Internet (União), Marcílio da Saúde (PSDB), César Barros (PV), Jonas Alves (PSDB), Fernando Enfermeiro (Podemos), Boréu (PV) e Monalisa Carvalho (União).
Em Caruaru, um dos principais polos políticos do Agreste, o grupo liderado pelo ex-deputado e ex-prefeito Tony Gel e por Tonynho também decidiu abandonar o apoio à candidatura de Marília. Em Água Preta, os vereadores Lu do Una City (PSDB) e Bella de Nikollas (PRD) seguiram o mesmo caminho.
A movimentação chega ainda a Capoeiras, onde os ex-prefeitos Neide Reino e Neném aderiram à decisão. Em Palmares, o grupo liderado por Dgerson Melo e Bernardo Filho também passou a integrar o movimento de retirada de apoio.
No Sertão, o vereador Duda Mulato (Avante), de Exu, anunciou a saída do grupo de apoio. Em Lagoa de Itaenga, os vereadores Clécia do Moinho e Clécio do Moinho, ambos do PSB, além do ex-candidato a prefeito Maninho, também aderiram à decisão. Já em Sertânia, o vereador Niltinho (União) retirou seu apoio.
A lista segue com o empresário Boró e o vereador Neto Morais (Solidariedade), de Lagoa dos Gatos; o vereador Fabiano Paz (PSB), de Paulista; e lideranças de Panelas, onde o ex-vice-prefeito Genilson Lucena, os vereadores Joelmo do Alfaiate (PSDB) e Zé Júlio (MDB), além dos ex-vereadores Mica e Ezequias, também passaram a integrar o movimento.
O episódio representa uma perda política relevante para Marília Arraes justamente em um momento de intensa movimentação na disputa pelo Senado. Mais do que a saída de nomes isolados, o que chama atenção é a quantidade de lideranças e municípios envolvidos em uma decisão coordenada, revelando que o descontentamento ganhou capilaridade e ultrapassou os limites de um único grupo político.
Os responsáveis pelo movimento afirmam que a decisão está baseada em uma avaliação conjunta e sustentam que futuras construções políticas precisam ser estabelecidas sobre confiança, lealdade, diálogo e cumprimento dos compromissos assumidos.
Apesar do rompimento com a candidatura de Marília ao Senado, o grupo fez questão de separar as duas disputas. A decisão não altera o apoio ao projeto do candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB). Prefeitos, Álvaro Porto, Gabriel Porto e as demais lideranças afirmam que permanecem unidos em torno da candidatura do ex-prefeito do Recife.
Na prática, a movimentação abre mais um capítulo na já movimentada disputa pelas duas cadeiras de Pernambuco no Senado em 2026. E, quando prefeitos, vereadores, ex-prefeitos e lideranças de várias regiões deixam um palanque ao mesmo tempo, o recado político costuma ser maior do que a simples troca de apoio: é sinal de que a disputa pelo voto e pela formação dos grupos eleitorais entrou definitivamente em uma fase de rearrumação.