terça-feira, 13 de outubro de 2026

FLÁVIO BOLSONARO VISITA O PAI PELA PRIMEIRA VEZ APÓS FIM DA SUSPENSÃO IMPOSTA PELO STF

O reencontro em família acontece em meio à movimentação política nacional e à disputa pela Presidência da República.

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) chegou, na manhã desta terça-feira (13), à residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para a primeira visita desde o fim das restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A retomada das visitas foi autorizada no domingo (12) pelo ministro Alexandre de Moraes. A decisão atendeu a um pedido apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro no dia 5 de outubro.

A suspensão havia sido determinada em julho, pelo período de 90 dias, e o prazo terminou no último sábado (11), abrindo caminho para a retomada dos encontros.

A visita ocorre em um momento de atenção sobre os próximos passos do grupo político bolsonarista. Flávio, que disputa a Presidência, mantém no pai uma das principais referências políticas de seu campo, enquanto a família acompanha os desdobramentos judiciais envolvendo o ex-presidente.

O reencontro marca a retomada do contato presencial entre pai e filho após três meses de restrições, em um cenário no qual cada movimento da família Bolsonaro ganha repercussão no debate político nacional.


ORDEM NOS BASTIDORES: JOÃO CAMPOS SOME DA CAMPANHA EM PERNAMBUCO, E AUSÊNCIA LEVANTA SUSPEITAS SOBRE ESTRATÉGIA DO PT

A ausência de João Campos das movimentações públicas da campanha de Lula em Pernambuco abriu uma nova frente de especulações nos bastidores da política estadual. A hipótese de que o ex-prefeito do Recife tenha sido orientado a reduzir sua exposição para evitar desgaste eleitoral ganhou força após a publicação de informações atribuídas a fontes ligadas à campanha petista. Mas há outro elemento importante nessa história: a situação familiar que o mantém em São Paulo.

A discussão ganhou força justamente no momento em que o PT tenta conquistar eleitores que votaram na governadora reeleita Raquel Lyra (PSD), que derrotou João Campos na disputa estadual e decidiu manter neutralidade no segundo turno presidencial.

A pergunta que circula nos bastidores é direta: a ausência de João Campos é apenas circunstancial ou também atende a uma estratégia eleitoral para preservar a campanha de Lula em Pernambuco? Reportagens publicadas nesta terça-feira (13) apresentam elementos que ajudam a compreender o cenário.

A ordem para reduzir a exposição e o cálculo eleitoral

A informação mais contundente foi publicada pelo portal Bastidor.pe no domingo (11). Segundo o veículo, uma fonte ligada à campanha de Lula revelou que João Campos teria recebido, durante uma reunião em Brasília com a coordenação nacional, a orientação para diminuir sua exposição pública no segundo turno em Pernambuco. A justificativa atribuída aos integrantes da campanha seria eleitoral: evitar que a associação direta entre Lula e o grupo político derrotado no estado afastasse eleitores de Raquel Lyra.

A avaliação relatada pela publicação é que parte do eleitorado que escolheu Raquel não necessariamente rejeita Lula, mas pode ter resistência ao PSB pernambucano. Nesse cenário, manter João no centro das mobilizações poderia dificultar a tentativa petista de conquistar esses votos.

É importante fazer uma distinção: a suposta orientação para João reduzir sua exposição foi atribuída a uma fonte não identificada. Não há, nas informações consultadas, confirmação pública de que a direção nacional do PT tenha emitido formalmente essa ordem.

Ainda assim, o relato colocou em evidência uma questão política relevante: a campanha presidencial precisa construir sua própria estratégia em Pernambuco, estado onde a disputa pelo governo terminou com a vitória de Raquel Lyra sobre João Campos.

O que aconteceu com João Campos?

O desaparecimento de João das principais movimentações públicas da campanha presidencial não passou despercebido. Em reportagem publicada nesta terça-feira (13), a jornalista Terezinha Nunes, do Blog Dellas, no Jornal do Commercio, relatou que o ex-prefeito estava havia cerca de uma semana fora de Pernambuco e sem participação visível nos atos locais do segundo turno.

A última manifestação citada antes da viagem foi um vídeo gravado no aeroporto de Brasília, em 5 de outubro, quando João informou que estava chegando à capital federal a convite do presidente Lula para uma reunião sobre a nova etapa da campanha.

Depois disso, a presença pública do socialista diminuiu. Na reunião de articulação com partidos aliados em Pernambuco, o PSB foi representado pelo presidente estadual da legenda, Sileno Guedes.

A ausência ganhou ainda mais repercussão porque João havia sido um dos principais aliados de Lula na disputa estadual. Agora, com o segundo turno presidencial em andamento, seu papel aparece menos ligado à mobilização nas ruas pernambucanas e mais associado às articulações nacionais.

A questão familiar também explica a ausência

Existe, porém, um motivo pessoal que não pode ser ignorado nessa história.

Segundo a reportagem do Blog Dellas, João Campos permaneceu em São Paulo para acompanhar a esposa, a deputada federal Tabata Amaral, durante a recuperação da mãe dela, que havia sofrido um acidente no dia da eleição e precisado passar por uma cirurgia de urgência.

O próprio texto relata que uma fonte nacional do PT afirmou que João teria pedido alguns dias para permanecer ao lado da família. A mesma publicação informou que ele deveria começar a colaborar com a coordenação nacional da campanha ainda naquela semana, a convite do presidente nacional do partido, Edinho Silva.

No domingo (12), João apareceu em uma publicação ao lado de Tabata e do vice-presidente Geraldo Alckmin, na Basílica de Aparecida, em São Paulo.

Portanto, há duas explicações que circulam simultaneamente: a necessidade de acompanhar a família e a hipótese de uma estratégia eleitoral para reduzir sua exposição em Pernambuco. Uma não exclui necessariamente a outra, mas não há comprovação pública de que a segunda tenha determinado sua ausência.

O PT tenta se aproximar de Raquel Lyra

Enquanto a participação de João nos atos locais perde visibilidade, o PT intensifica os esforços para conquistar o apoio político de Raquel Lyra, reeleita governadora no primeiro turno.

A movimentação foi detalhada pela CNN Brasil em reportagem publicada em 8 de outubro. Segundo o veículo, Lula enviou emissários para sondar a possibilidade de obter o apoio da governadora. Entre os nomes citados estavam os ministros Alexandre Silveira e José Mucio, além do ex-ministro Rui Costa. Raquel, entretanto, sinalizou que não pretendia declarar apoio a nenhum dos candidatos presidenciais.

A governadora tem destacado a importância das parcerias administrativas com o governo federal, mas mantém sua posição de neutralidade eleitoral.

O impasse tem um componente político importante. Na avaliação atribuída ao entorno de Raquel pela reportagem da CNN, a atuação do governo federal na campanha estadual, incluindo a participação de Lula em um ato com João Campos em 25 de setembro, contribuiu para dificultar uma aproximação no segundo turno.

Assim, a campanha petista enfrenta duas tarefas distintas: tentar convencer Raquel a rever sua posição e conquistar, individualmente, eleitores que votaram na governadora, mas que ainda podem apoiar Lula na eleição presidencial.

Carlos Veras explica o papel de João Campos

Em entrevista à Rádio Jornal nesta terça-feira (13), o deputado federal Carlos Veras, presidente estadual do PT e coordenador da campanha de Lula em Pernambuco, apresentou uma explicação pública para a ausência do socialista.

Segundo a reportagem do Jornal do Commercio, Veras afirmou que João estava em São Paulo acompanhando a esposa e que também havia sido chamado para colaborar com a coordenação nacional da campanha presidencial. De acordo com o dirigente petista, o ex-prefeito continuaria ajudando na articulação com prefeitos, vereadores e integrantes do PSB, mesmo sem protagonizar os atos realizados no estado.

A declaração é importante porque contrasta com a interpretação de que João teria sido simplesmente afastado da campanha.

Pela versão apresentada pelo coordenador estadual, o socialista continua envolvido na estratégia eleitoral, mas sua atuação está distribuída entre as articulações nacionais e o contato com lideranças políticas. Não há, nessa declaração, confirmação de uma ordem para que ele desapareça das mobilizações pernambucanas.

O peso da derrota estadual nos bastidores

A eleição estadual mudou a posição política de João Campos em Pernambuco. Depois de disputar o governo e ser derrotado por Raquel Lyra, o ex-prefeito passou a enfrentar um cenário diferente daquele em que liderava a prefeitura do Recife e comandava uma candidatura estadual.

Agora, sua participação na campanha de Lula precisa ser compreendida dentro de duas dimensões: a relação com o eleitorado pernambucano e o papel que pode exercer na articulação nacional do PSB.

A hipótese levantada pelo Bastidor.pe é que a redução da exposição de João poderia facilitar o diálogo com eleitores que apoiaram Raquel. Já a explicação apresentada por Carlos Veras enfatiza a situação familiar e o convite para atuar na coordenação nacional.

São versões que ajudam a entender a movimentação, mas que não autorizam afirmar como fato consumado que o PT tenha ordenado o afastamento do socialista.

O que esperar dos próximos dias?

O comportamento de João Campos nas próximas agendas poderá ajudar a esclarecer o cenário. Uma retomada de atividades em Pernambuco indicaria que sua ausência era temporária. A permanência em articulações nacionais, por sua vez, reforçaria a explicação apresentada pelo comando petista.

O ponto central é que o segundo turno presidencial abriu uma nova disputa de bastidores em Pernambuco. De um lado, Lula tenta ampliar sua base eleitoral e busca aproximação com a governadora reeleita. De outro, João Campos precisa conciliar seu papel como liderança do PSB, a participação na campanha presidencial e as circunstâncias familiares que motivaram sua permanência em São Paulo.

Por enquanto, o que está documentado é a redução de sua presença pública nos atos locais, a articulação para que ele colabore nacionalmente e a tentativa do PT de conquistar eleitores de Raquel. A alegação de que houve uma ordem expressa para João Campos sumir da campanha continua sendo uma informação de bastidor, e não um fato oficialmente confirmado.

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PT APERTA O CERCO E COBRA POSIÇÃO DE RAQUEL LYRA SOBRE LULA NO SEGUNDO TURNO

Carlos Veras diz que todas as conversas possíveis já foram feitas e deixa a decisão nas mãos da governadora reeleita. Disputa por apoio em Pernambuco segue aberta.

Com Lula em desvantagem na disputa presidencial após o primeiro turno, o PT intensifica as articulações para tentar virar o jogo até 25 de outubro. Em Pernambuco, uma das principais apostas dos petistas é ampliar a votação no interior, fortalecer a presença nas redes sociais e conquistar o apoio de lideranças políticas de peso. Entre os nomes cobiçados está o da governadora reeleita Raquel Lyra (PSD), que ainda mantém distância de uma declaração pública de apoio a qualquer um dos candidatos.

A pressão sobre Raquel ficou evidente nesta terça-feira (13), durante entrevista do deputado federal Carlos Veras, presidente estadual do PT e coordenador da campanha de Lula em Pernambuco, ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal.

Sem esconder que o partido já se movimentou para tentar convencer a governadora, Veras afirmou que as conversas foram realizadas e que agora cabe à chefe do Executivo estadual decidir qual caminho seguirá no segundo turno.

“Todos os movimentos que pudessem ser feitos foram feitos. Agora está na consciência dela, para ela orientar os pernambucanos que ela vai governar por mais quatro anos”, declarou o parlamentar.

RAQUEL VIROU ALVO DA DISPUTA

Nos bastidores, a movimentação não se limita ao presidente estadual do PT. Segundo Carlos Veras, lideranças petistas que mantêm diálogo com Raquel Lyra também entraram em campo para tentar aproximar a governadora do projeto de reeleição de Lula.

Entre os nomes citados estão o senador Humberto Costa, o deputado estadual João Paulo e os ministros Rui Costa e Alexandre Silveira.

O interesse é compreensível: depois de conquistar mais quatro anos no Governo de Pernambuco, Raquel ganhou ainda mais peso no cenário político estadual e se tornou uma aliada desejada pelas duas campanhas presidenciais.

De um lado, o PT tenta convencer a governadora a caminhar com Lula. Do outro, aliados de Flávio Bolsonaro também procuram abrir espaço para uma aproximação. Por enquanto, Raquel mantém sua posição de neutralidade, deixando os dois grupos na expectativa.

PETISTAS USAM INVESTIMENTOS COMO ARGUMENTO

Na tentativa de sensibilizar a governadora, Carlos Veras associou a escolha presidencial à relação entre Pernambuco e o Governo Federal. O deputado citou investimentos em infraestrutura, abastecimento de água, contenção de encostas, habitação e saúde como argumentos para defender a continuidade da gestão Lula.

O petista também fez críticas ao campo bolsonarista ao comentar uma imagem de uma criança segurando uma arma em cima de um carro, utilizando o episódio para questionar o que, na avaliação dele, Flávio Bolsonaro representa para Pernambuco.

“Você pode ver o que é que eles orientam, o que é que eles aplaudem. Uma criança com uma arma na mão em cima de um carro. Isso é o que tem Flávio Bolsonaro para Pernambuco”, afirmou.

O SILÊNCIO QUE INCOMODA O PT 

A cobrança pública de Carlos Veras mostra que o PT não pretende desistir facilmente de conquistar o apoio de Raquel Lyra. O partido sabe que a governadora tem influência política no estado e que sua posição pode repercutir entre prefeitos, parlamentares e eleitores do interior.

Mas Raquel também tem seus próprios cálculos políticos. Reeleita para mais quatro anos de governo, ela precisa administrar uma ampla frente de alianças e avaliar os efeitos de qualquer declaração de apoio no cenário estadual e nacional.

Por enquanto, a governadora não anunciou adesão a Lula nem a Flávio Bolsonaro. E, enquanto as campanhas disputam cada voto, a neutralidade de Raquel segue no centro das articulações políticas em Pernambuco.

Na política, o silêncio também comunica. E, neste segundo turno, o PT já deixou claro que não quer apenas ouvir Raquel Lyra: quer saber de que lado ela pretende ficar.

Edney Souto | Blog do Edney — A notícia verdade.

NETINHO TAMBÉM FEZ HISTÓRIA EM GARANHUNS: CANTOR ARRASTOU FOLIÕES NA GARANHETA PELO BLOCO O BICHO

A morte do cantor Netinho, nesta terça-feira (13), aos 60 anos, também reacende as lembranças de uma época inesquecível para quem viveu as grandes micaretas de Garanhuns. O artista baiano, dono de sucessos que marcaram gerações, passou pela Garanheta, o tradicional Carnaval fora de época da cidade, que transformava a Avenida Rui Barbosa em um verdadeiro corredor de alegria.

Para o público de Garanhuns e de toda a região, a história de Netinho não ficou restrita aos discos, às rádios ou aos grandes carnavais da Bahia. Seu nome também faz parte da memória de uma festa que colocou o Agreste pernambucano na rota das grandes atrações do axé music.

A Garanheta começou em 1990, a partir de uma brincadeira entre amigos, e ganhou dimensão de grande micareta nos anos seguintes. O evento chegou a ser considerado um dos principais carnavais fora de época de Pernambuco, reunindo multidões e artistas consagrados da música baiana.

Netinho esteve entre os nomes que passaram pela festa, ao lado de atrações como Chiclete com Banana, Banda Eva, Asa de Águia, Timbalada, Araketu, Olodum e Luiz Caldas. Era uma época em que os trios elétricos, os abadás e os blocos davam o tom de uma celebração que mobilizava a cidade.

O BICHO E A FORÇA DAS MICARETAS

O Bloco O Bicho foi uma das marcas dessa história. A Garanheta reunia diferentes blocos e atrações, e o público acompanhava os trios elétricos em um percurso que chegou a aproximadamente 3,5 quilômetros, com concentração na Avenida Rui Barbosa e encerramento na Esplanada Guadalajara.

A programação de 2006, por exemplo, teve o Bloco O Bicho puxado pelo Chiclete com Banana, de Bell Marques, em duas noites, além de apresentações de outras bandas nos dias seguintes. O registro ajuda a dimensionar a força que os blocos e as atrações baianas tinham naquele período.

A passagem de Netinho pela Garanheta ganha agora um significado especial diante de sua morte. Para quem esteve na avenida, a lembrança é a de um artista ligado a uma fase em que o axé dominava as festas populares e transformava cada apresentação em um encontro de música, energia e multidão.

UMA SAUDADE QUE TAMBÉM É DE GARANHUNS

Netinho morreu em Salvador, vítima de complicações decorrentes de um linfoma não Hodgkin do tipo B. O cantor construiu uma carreira marcada por sucessos como “Milla”, “Menina” e “Beijo na Boca”, tornando-se uma das vozes mais conhecidas do axé music.

Em Garanhuns, sua história se conecta à memória da Garanheta e de uma geração que viveu intensamente os carnavais fora de época. A notícia de sua morte não representa apenas a despedida de um nome nacional da música, mas também desperta recordações de uma festa que marcou a vida cultural da cidade.

A Garanheta deixou de ser realizada após sua edição de 2007, mas permanece viva na lembrança de quem acompanhou os trios, vestiu o abadá e cantou os sucessos que embalaram aquela época.

Netinho se despede dos palcos, mas as músicas continuam. E, para muitos foliões de Garanhuns, elas também carregam um pedaço da história da Garanheta e do Bloco O Bicho.

MORRE NETINHO, ÍCONE DO AXÉ MUSIC, AOS 60 ANOS; VOZ DE “MILLA” MARCOU GERAÇÕES E DEIXA LEGADO NA MÚSICA BRASILEIRA

O cantor baiano Netinho morreu na manhã desta terça-feira (13), em Salvador, aos 60 anos. Um dos nomes mais conhecidos da história do axé music, o artista enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, câncer que atinge o sistema linfático. Segundo informações divulgadas por sua equipe, a doença evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.

A notícia encerra a trajetória de um artista que ajudou a transformar o axé em um fenômeno nacional. Com voz marcante, presença de palco e músicas que atravessaram décadas, Netinho conquistou espaço no Carnaval, nas rádios e nas festas populares de diferentes regiões do Brasil.

Seu nome ficou especialmente ligado a “Milla”, canção que se tornou um dos grandes símbolos do gênero e que, até hoje, faz parte da memória afetiva de milhões de brasileiros.

A despedida será reservada. Conforme comunicado da assessoria, o velório e a cremação ocorrerão em cerimônia restrita a familiares e amigos próximos, atendendo a um desejo manifestado pelo próprio cantor.

DA BANDA BEIJO AO SUCESSO NACIONAL

Cantor brasileiro Netinho é diagnosticado com linfoma e cancela shows

Série “Carnaval de Salvador”: Netinho - Rádio Câmara - Portal da Câmara dos Deputados

IMMuB |     Artista - Banda Beijo

Nascido em 12 de julho de 1966, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Ernesto de Souza Andrade Júnior, conhecido artisticamente como Netinho, descobriu ainda jovem sua ligação com a música. Depois de se mudar com a família para Salvador, aprendeu a tocar violão e se aproximou do ambiente musical que transformaria a capital baiana em uma das grandes referências da música popular brasileira.

A carreira ganhou projeção no fim dos anos 1980, quando ele assumiu os vocais da Banda Beijo. A música “Beijo na Boca” tornou-se um sucesso e ajudou a abrir as portas do mercado nacional para o cantor.

Em 1990, Netinho também participou de um momento marcante para a história do axé: a apresentação de um trio elétrico brasileiro em Turim, na Itália, durante a Copa do Mundo. A iniciativa levou a energia do Carnaval baiano para o público internacional.

Em 1993, o artista iniciou uma nova etapa, agora em carreira solo, com o álbum Um Beijo para Você. A canção “Menina”, incluída na trilha sonora da novela Tropicaliente, ampliou sua presença junto ao público brasileiro.

“MILLA” VIROU MARCA REGISTRADA DE UMA ÉPOCA

Trajetória do cantor Netinho - Fotos - UOL Música

Se houve uma música capaz de se confundir com o próprio nome de Netinho, essa música foi “Milla”.

O sucesso explodiu em 1996 e se transformou em um dos grandes hinos do axé music. A canção ultrapassou as fronteiras da Bahia, ganhou projeção nacional e internacional e passou a fazer parte do repertório de festas, micaretas e carnavais.

Mas a trajetória do cantor não se resumiu a um único sucesso. “Prefixo de Verão”, “Capricho dos Deuses”, “Estrela Primeira”, “Menina” e “Beijo na Boca” também ajudaram a construir sua identidade musical e a manter seu nome presente entre os artistas mais lembrados do gênero.

Em uma época na qual o Carnaval de Salvador ampliava sua influência sobre a indústria fonográfica, Netinho se tornou um dos artistas que ajudaram a levar a sonoridade dos trios elétricos para diferentes partes do país.

A LUTA CONTRA O CÂNCER E OS ÚLTIMOS MESES

A partir de 2025, a vida do artista passou a ser marcada também por uma batalha de saúde. Netinho foi diagnosticado com linfoma não Hodgkin do tipo B, um câncer que afeta o sistema linfático. O tratamento incluiu quimioterapia e períodos de internação, mas o cantor chegou a retomar atividades após uma fase de recuperação.

Em 2026, a doença voltou a se manifestar. No fim de setembro, Netinho anunciou que se afastaria das redes sociais para concentrar suas energias no tratamento. Ele permaneceu internado em Salvador, onde morreu nesta terça-feira.

De acordo com a comunicação divulgada por sua equipe, o linfoma evoluiu para insuficiência renal e disfunção múltipla de órgãos.

A notícia da morte provocou comoção entre admiradores que acompanharam sua carreira desde os primeiros sucessos da Banda Beijo até os grandes shows da fase solo.

UMA DESPEDIDA MARCADA PELA GRATIDÃO

A mensagem divulgada pela assessoria trouxe um relato sobre a maneira como o cantor encarava a própria trajetória durante o tratamento. Segundo a equipe, ele costumava expressar gratidão pela vida que teve e pelo carinho recebido dos fãs.

“Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei”, dizia Netinho, conforme o comunicado reproduzido pela imprensa.

O artista deixa uma filha, Bruna, e uma história construída diante de plateias que cantaram suas músicas em diferentes gerações. O velório e a cremação serão realizados de maneira reservada, exclusivamente para familiares e amigos próximos, conforme sua vontade. A assessoria pediu respeito à privacidade da família neste momento de luto.

O LEGADO DE NETINHO

A morte de Netinho representa a despedida de uma das vozes que ajudaram a consolidar o axé music como parte importante da música brasileira. Sua carreira atravessou mudanças na indústria fonográfica, diferentes gerações de foliões e a transformação do Carnaval em um espetáculo de alcance nacional.

Para quem viveu os anos de explosão do axé, bastam os primeiros acordes de “Milla” para lembrar de trios elétricos, multidões nas ruas e festas que pareciam não ter hora para acabar.

Netinho deixa os palcos, mas suas canções permanecem. E, na música popular, poucos sinais de permanência são tão fortes quanto uma canção que continua sendo cantada mesmo depois que seu intérprete se despede.

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ROSSINE FALA EM PAUSA NA POLÍTICA, MAS MAIS DE 18 MIL VOTOS EM PESQUEIRA MOSTRAM QUE SUA HISTÓRIA AINDA NÃO TERMINOU

Por Edney Souto | Blog do Edney

Conheço Rossine Cordeiro de perto. Fui coordenador de sua campanha para deputado e, mais do que acompanhar sua caminhada política, construí com ele uma relação de amizade e consideração. Por isso, diante do anúncio de que pretende fazer uma pausa na política, sinto que preciso trazer uma reflexão que vai além dos números de uma eleição.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o delegado Rossine anunciou um afastamento momentâneo da vida política, numa decisão que veio depois do resultado das eleições de 2026. Em Pesqueira, os candidatos apoiados por seu grupo ficaram abaixo dos números alcançados pelos nomes ligados ao prefeito Cacique Marquinhos.

O deputado federal Felipe Carreras (PSB), apoiado por Rossine, obteve 3.204 votos no município, enquanto Silvio Costa Filho (Republicanos), apoiado pelo prefeito, alcançou 9.471. Na disputa estadual, Romerinho Jatobá, também apoiado por Rossine, recebeu 2.791 votos, contra 6.415 de Eriberto Filho.

Os números estão postos. Mas, na minha opinião, eles precisam ser analisados dentro do contexto correto.

Uma coisa é disputar uma eleição majoritária com o próprio nome na urna, apresentar suas propostas e colocar a própria história à prova diante do eleitor. Outra, completamente diferente, é pedir ao povo que transfira sua confiança para terceiros. São desafios distintos, e nem sempre o resultado de uma campanha de apoio traduz o tamanho da liderança de quem está por trás dela.

Rossine sabe disso. E o povo de Pesqueira também sabe.

Em conversa com o Blog do Edney, do qual fui coordenador de sua campanha para deputado, o delegado demonstrou reconhecer profundamente o carinho, os afagos e as considerações que tem recebido da população. Segundo o relato, nesses últimos dias, ele vem recebendo telefonemas e mensagens de pessoas que pedem que reconsidere a decisão e não se afaste definitivamente da vida pública.

E existe uma razão para essa mobilização: mais de 18 mil pessoas de Pesqueira confiaram em Rossine na eleição municipal de 2024. Foram 18.731 votos numa disputa em que ele enfrentou o então prefeito Cacique Marquinhos e não conseguiu chegar à Prefeitura.

Esse número não pode ser apagado por uma eleição em que ele apoiou candidatos a deputado. Uma disputa não anula a outra, assim como uma votação abaixo da expectativa não apaga a trajetória de quem construiu uma relação direta com a população.

Na minha avaliação pessoal, Rossine tem todo o direito de respirar, cuidar de si, dedicar mais tempo à família e avaliar os próximos passos. A política cobra muito, exige sacrifícios e, muitas vezes, não devolve na mesma proporção o esforço de quem se dedica a ela. Ninguém é obrigado a permanecer no jogo a qualquer custo.

Mas também acredito que uma pausa não precisa significar um adeus.

Rossine foi prefeito de Lajedo por dois mandatos, entre 2013 e 2020. Em 2022, disputou uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco e recebeu 31.280 votos, ficando na suplência. Em 2024, levou sua candidatura à Prefeitura de Pesqueira e conquistou 18.731 votos. É uma caminhada marcada por disputas, desafios e recomeços.

Não escrevo estas palavras para cobrar que ele volte, tampouco para diminuir a importância de sua decisão. Escrevo como alguém que conhece sua caminhada, participou de sua campanha e tem por ele uma amizade que vai além das urnas.

O resultado de uma eleição pode frustrar, mas não deve ser o único termômetro para medir uma história. O apoio a terceiros tem suas particularidades, e o resultado nem sempre corresponde à expectativa de quem trabalhou, acreditou e colocou seu grupo nas ruas.

Para mim, essa pausa pode ser apenas uma vírgula, e não um ponto final na trajetória de Rossine Cordeiro.

O povo de Pesqueira não deixou de existir depois da eleição, e os mais de 18 mil votos conquistados em 2024 continuam fazendo parte de sua história. Se tantas pessoas estão telefonando, enviando mensagens e pedindo que ele reconsidere, cabe a Rossine ouvir esse carinho, respeitar seu próprio tempo e decidir com tranquilidade o que deseja para o futuro.

Como amigo pessoal e irmão de caminhada, torço pelo seu melhor. Antes do político, existe o ser humano, com suas necessidades, seus sentimentos e sua família. E isso precisa ser respeitado.

Mas deixo aqui minha opinião, com a franqueza de quem esteve ao seu lado: Rossine não precisa tomar uma decisão definitiva em um momento de decepção eleitoral. A política tem ciclos, e a vida oferece oportunidades de recomeçar.

Que ele cuide de si, abrace sua família e encontre paz para decidir os próximos passos. Se decidir voltar, que seja por vontade própria, com serenidade e disposição renovada. Se precisar de tempo, que esse tempo seja respeitado.

A história de um homem público não se resume a uma eleição. E, em Pesqueira, a história de Rossine ainda tem páginas que somente o tempo poderá revelar.

Edney Souto
Blog do Edney — A notícia verdade.

FLÁVIO E LULA: DIFERENÇA CAI PARA DOIS PONTOS, E DISPUTA GANHA NOVOS CONTORNOS

Pesquisa PoderData/AYA aponta cenário apertado no segundo turno e reacende a discussão sobre os rumos da eleição presidencial.
A disputa presidencial entrou em uma fase de atenção redobrada. Levantamento do PoderData/AYA divulgado nesta terça-feira (13) aponta uma diferença de apenas dois pontos percentuais entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva nos votos válidos, conforme os números apresentados na publicação original: 51% a 49%.

O resultado coloca novamente os números das pesquisas no centro do debate político nacional. Com uma margem tão estreita entre os dois nomes, cada nova rodada de levantamentos passa a ser observada com lupa por aliados, adversários e pelo eleitorado.

LULA REAGE, FLÁVIO ENFRENTA NOVO CENÁRIO

A análise que acompanha a pesquisa destaca uma possível recuperação de Lula e uma redução da vantagem de Flávio. A publicação também menciona um levantamento da Quaest no Distrito Federal, tradicionalmente associado ao eleitorado bolsonarista, como parte desse cenário de movimentação.

A interpretação é de que mudanças na estratégia petista, com maior presença nas ruas, podem estar contribuindo para alterar o ambiente da disputa. Essa, porém, é uma hipótese política: os números, isoladamente, não comprovam que a mudança de estratégia seja a responsável pela oscilação.

PALANQUES DE UM LADO, MOBILIZAÇÃO DO OUTRO

Segundo a avaliação publicada, Flávio concentrou esforços na articulação de palanques políticos, enquanto o campo lulista voltou a apostar na mobilização popular. A disputa, portanto, não se resume aos apoios de lideranças e partidos. A capacidade de transformar alianças em votos e levar apoiadores às ruas também está no radar das campanhas.

O peso de cada estratégia ainda depende de fatores como participação eleitoral, rejeição dos candidatos, desempenho regional e capacidade de conquistar os eleitores que ainda não decidiram seu voto.

A ELEIÇÃO SEGUE NO RADAR

Com os dois candidatos próximos no levantamento divulgado, o cenário exige cautela. Pesquisa eleitoral é um retrato de determinado momento, e não uma garantia do resultado das urnas. É necessário considerar também a metodologia, a data de campo, o tamanho da amostra e a margem de erro antes de interpretar a diferença apontada.

Uma coisa é certa: a divulgação de números tão próximos aumenta a pressão sobre as campanhas e mantém a disputa presidencial no centro das atenções. Até a votação, cada movimento poderá alimentar novas análises, embates e mudanças de discurso.

No Brasil, quando uma eleição presidencial chega a esse nível de proximidade nas pesquisas, o ambiente político fica ainda mais intenso. E a próxima rodada de números será acompanhada com atenção por todos os lados.

OS CALOS DE JOÃO CAMPOS: OPOSIÇÃO APROVEITOU PONTOS DE DESGASTE E GANHOU ESPAÇO POLÍTICO

A trajetória de João Campos (PSB) nas eleições de 2026 foi marcada por um cenário de forte contestação na Região Metropolitana do Recife. Quatro adversários se destacaram nas críticas ao ex-prefeito, levando questionamentos sobre sua administração para as redes sociais, os debates políticos e as ruas. O movimento ajudou a manter a gestão municipal sob pressão durante o período eleitoral.

Na Câmara Municipal do Recife, Eduardo Moura (Novo) e Tiago Medina (PL) transformaram cobranças à administração em uma das principais frentes de atuação política. Além dos discursos no Legislativo, os dois divulgaram críticas nas redes sociais e visitaram obras para mostrar problemas e situações que consideravam merecedoras de explicações. A atuação ganhou novo peso com o resultado das urnas: ambos conquistaram vagas na Câmara dos Deputados.

Fora da capital, Ni do Badoque (PSD) e Manoel Medeiros (Novo) também marcaram posição contra João Campos. Na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Ni obteve 32.854 votos, enquanto Manoel somou 5.145. Os dois ficaram na suplência, mas continuam no jogo político e trabalham para ampliar sua presença de olho na disputa municipal de 2028.

O embate, porém, teve uma protagonista de alcance estadual. Raquel Lyra (PSD), adversária de João Campos na corrida pelo Governo de Pernambuco, também entrou nessa equação política e terminou a eleição reeleita governadora.

Os números do Recife ajudam a dimensionar a diferença entre as duas disputas enfrentadas por João Campos. Em 2024, na eleição para prefeito, ele recebeu 725.721 votos na capital. Dois anos depois, concorrendo ao Governo de Pernambuco, contabilizou 473.994 votos no mesmo município. A redução foi de 251.727 votos.

É importante considerar que as duas eleições tiveram características diferentes e não permitem uma comparação direta sem ressalvas. Ainda assim, a diferença chama atenção e alimenta questionamentos sobre o alcance eleitoral do socialista para além da disputa municipal.

No balanço político, os calos de João Campos passaram pelas cobranças à gestão do Recife, pela atuação de adversários que deram visibilidade aos problemas apontados e pelo confronto direto com Raquel Lyra em uma eleição estadual. Os quatro nomes tiveram trajetórias e resultados distintos, mas integraram o grupo de vozes que fizeram oposição ao ex-prefeito.

O resultado deixa uma questão no ar: até que ponto a aprovação de um gestor na capital consegue se transformar em votos quando a disputa envolve todo o estado? Os números de 2026 colocam esse debate na mesa e mostram que a força eleitoral de João Campos no Recife não se repetiu na mesma dimensão quando ele disputou o Governo de Pernambuco.

Nos bastidores da política, os calos também ensinam. E João Campos agora tem números e adversários para avaliar.

Edney Souto | Blog do Edney — Você atualizado o tempo todo.