sexta-feira, 18 de setembro de 2026
RAQUEL LYRA E EDUARDO DA FONTE LEVAM FORÇA DA CHAPA EM GRANDE CAMINHADA POR RODA DE FOGO, NO RECIFE
GOVERNO DE PERNAMBUCO INICIA OBRAS DE REQUALIFICAÇÃO URBANA E TURÍSTICA DA ILHOTA DA COROA DO AVIÃO, EM IGARASSU
Intervenção prevê novos espaços de convivência, apoio ao turismo, acessibilidade e infraestrutura para fortalecer a atividade turística na região
O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), autorizou, nesta quinta-feira (17), o início das obras de requalificação urbana e turística da Ilhota da Coroa do Avião, em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. A intervenção tem como objetivo qualificar a infraestrutura do local, ampliar os espaços de convivência e lazer e contribuir para o desenvolvimento turístico do município.Com um investimento de R$ 7,35 milhões, o projeto foi concebido para ordenar e qualificar a utilização do espaço, criando uma estrutura voltada ao turismo, à integração social e à preservação da área, que tem um total de 1.943,83 metros quadrados aproximados. O prazo de conclusão é de 12 meses.
“Essa intervenção na Ilhota da Coroa do Avião é um passo fundamental para impulsionar o turismo e a economia de Igarassu com sustentabilidade e infraestrutura de qualidade. Na Cehab, em parceria com a Seduh, estamos investindo R$ 7,35 milhões para transformar quase 2 mil metros quadrados em um espaço moderno, acessível e preparado para acolher tanto os visitantes quanto os trabalhadores locais”, destaca o diretor-presidente da Cehab, Paulo Lira.
Entre os equipamentos previstos estão uma edificação em formato de avião, com terraço mirante para contemplação da paisagem marítima, salas destinadas ao apoio ao turista, educação ambiental e administração local, além de um deck que percorrerá a extensão do projeto e poderá receber manifestações culturais, exposições e atividades de lazer.
A intervenção também contempla a implantação de seis novos quiosques, bloco de sanitários com estruturas acessíveis, rampas de acesso em diferentes pontos, fornecimento de energia elétrica, solução para o problema dos geradores insuficientes, abastecimento de água potável com um novo poço e dessalinização inclusa e um letreiro com o nome de Igarassu. O projeto inclui ainda infraestrutura básica destinada a ordenar, preservar e promover um turismo consciente na Ilhota da Coroa do Avião.
“Hoje, estamos dando a oportunidade de devolver ao Litoral Norte o turismo que outrora foi o melhor de Pernambuco. Estou muito feliz com essa conquista.”, disse a gestora", pontuou a prefeita de Igarassu, Elcione Ramos.
SECRETÁRIO ALMIR CIRILO E MINISTRO WALDEZ GÓES VISITAM OBRAS DO PISF EM PERNAMBUCO
RAQUEL E JOÃO TIRAM AS LUVAS: SEGUNDO DEBATE VIRA RINGUE ELEITORAL EM PERNAMBUCO
Não teve terremoto eleitoral, não apareceu uma proposta capaz de mudar o rumo da campanha e também não surgiu nenhuma novidade capaz de fazer o eleitor acordar no meio da noite. Mas teve algo que começa a ficar cada vez mais evidente: Raquel e João entenderam que essa eleição será decidida também no enfrentamento direto.
E Raquel não parece disposta a correr desse jogo.
A governadora entrou no debate com postura mais segura e, quando foi provocada, respondeu. Quando João tentou colocar assuntos espinhosos na mesa, ela devolveu. E foi justamente aí que o debate ganhou temperatura.
A Caruaruense virou munição pesada.
João Campos tentou explorar a ligação da família Lyra com a empresa de transporte e associar o episódio a questões trabalhistas, tributárias e à antiga relação da companhia com o sistema de transporte intermunicipal.
Raquel não ficou apenas na defensiva. Lembrou que sua participação era de 1%, afirmou ter deixado a sociedade em 2016 e puxou a discussão para o passado político de Pernambuco, lembrando que a história administrativa envolvendo as famílias Lyra e Campos passa também pelo período em que Eduardo Campos comandava o Estado.
Traduzindo para o bom pernambuquês: João puxou a gaveta da família Lyra e Raquel abriu outra gaveta.
E esse tipo de confronto costuma deixar uma lição para as duas campanhas: quando se decide mexer no passado político do adversário, é preciso estar preparado para ouvir o próprio passado sendo colocado sobre a mesa.
Outro assunto que virou munição foi o chamado “gabinete do ódio”. Os dois lados se apresentaram como vítimas e acusaram o outro campo de utilizar estratégias de ataque. É aquela velha história da política digital: ninguém quer assumir o barulho, mas todo mundo sabe que existe uma máquina de comunicação trabalhando nos bastidores.
Nas bets, outro curioso capítulo.
Raquel e João disseram ser contrários às apostas eletrônicas. Até aí, tudo certo. O problema começou quando cada um passou a lembrar medidas e situações envolvendo o setor durante as respectivas administrações. E aí apareceu uma velha regra da política: é fácil criticar o problema quando ele está no palanque do adversário; difícil é explicar quando ele passa pela porta da própria gestão.
No meio de tudo isso, as propostas ficaram quase como figurantes.
Saúde, segurança, transporte e outras áreas apareceram no debate, mas grande parte do que foi apresentado já vinha sendo repetida durante a campanha. A novidade da noite não estava exatamente no programa de governo. Estava no tom.
E o tom foi de guerra eleitoral.
João Campos tentou apertar Raquel. Raquel respondeu sem demonstrar disposição para baixar a cabeça. Em alguns momentos, os dois escaparam de perguntas mais incômodas ou preferiram devolver a provocação em vez de entregar a resposta que o eleitor esperava.
Isso também faz parte do jogo.
A essa altura, ninguém mais está disputando apenas espaço no horário eleitoral. Está disputando narrativa.
Cada frase pode virar vídeo. Cada provocação pode virar corte. Cada resposta pode abastecer os grupos de WhatsApp das campanhas. E cada silêncio pode ser interpretado politicamente.
O segundo debate, portanto, serviu menos para apresentar novidades e mais para revelar o estágio atual da disputa: Raquel e João já estão jogando no mano a mano.
E quando a eleição chega nesse ponto, não basta falar bonito.
É preciso aguentar a pancada, saber responder e, principalmente, não entregar ao adversário uma oportunidade de transformar um ataque em crise.
Na noite do segundo debate, Raquel mostrou que pretende disputar esse espaço.
João também mostrou que vai continuar apertando.
Agora é esperar o próximo round.
Porque, pelo jeito, a campanha pernambucana ainda vai ferver muito antes de outubro.