sábado, 3 de janeiro de 2026

CABROBÓ NO CENÁRIO DA GUERRA: PERNAMBUCANO SE JUNTA A BRASILEIROS NO CONFLITO DA UCRÂNIA

A guerra que redesenhou o mapa geopolítico da Europa também alcançou o Sertão pernambucano. Natural de Cabrobó, no Sertão do São Francisco, Leandro Siqueira, conhecido como Léo, integra um grupo de brasileiros que desembarcou recentemente na Ucrânia para atuar diretamente no conflito armado contra a Rússia. A milhares de quilômetros de casa, o cabroboense vive uma realidade marcada pelo medo constante, pela destruição visível e por incertezas que fazem parte da rotina de quem está em uma zona de guerra.

Em contato com o Blog do Didi Galvão, parceiro do nosso veículo, Léo descreveu um país profundamente afetado pelos combates. Segundo ele, o cenário vai muito além do que é exibido em vídeos e fotos nas redes sociais ou nos noticiários internacionais. “A tensão é permanente. O barulho, o clima de alerta e a sensação de insegurança fazem parte do dia a dia”, relatou.

Antes de seguir para a Europa Oriental, Leandro atuava no Brasil como detonador de explosivos em obras de grande porte, experiência técnica que pesou em sua decisão de se voluntariar para apoiar as forças ucranianas. De acordo com o cabroboense, a escolha foi motivada pela percepção de que o país enfrenta enormes dificuldades e carece de apoio externo, tanto no aspecto militar quanto no humanitário.

Entre os primeiros obstáculos enfrentados pelos voluntários estrangeiros está a adaptação ao rigoroso inverno europeu. Acostumado ao clima quente do Nordeste, Léo conta que o frio intenso tem sido um desafio adicional, exigindo resistência física e mental. Ainda assim, ele afirma que o grupo segue firme, mesmo diante das condições adversas impostas pelo clima e pela própria guerra.

Leandro não está sozinho. No front de batalha, ele atua ao lado de outros brasileiros e de cidadãos de diferentes países da América Latina, integrando forças internacionais que participam das operações na linha de frente do conflito. A convivência multicultural, segundo ele, reforça o sentimento de solidariedade entre os voluntários, todos movidos por um mesmo propósito.

Ao compartilhar sua experiência, o cabroboense faz questão de destacar que a realidade da guerra é dura, imprevisível e muito mais severa do que se imagina à distância. Seu relato lança luz sobre um conflito que, apesar de ocorrer do outro lado do mundo, agora tem ligação direta com o Sertão pernambucano, por meio da trajetória de um conterrâneo que decidiu enfrentar uma das mais complexas crises internacionais da atualidade.

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