segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

COLUNA POLÍTICA | O TEMPO CORRE: ELEIÇÕES 2026| NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO

ELEIÇÕES 2026: CALENDÁRIO APERTA, BASTIDORES ESQUENTAM E 150 MILHÕES DE ELEITORES ENTRAM NA CONTAGEM REGRESSIVA

Com a confirmação do calendário eleitoral, o Brasil inicia oficialmente a contagem regressiva para as eleições gerais de 2026, um dos processos políticos mais amplos e complexos do mundo. Segundo estimativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao menos 150 milhões de brasileiros estarão aptos a comparecer às urnas no primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro. Na data, o eleitor terá a missão de escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais, definindo os rumos do país pelos próximos anos.

Caso nenhuma candidatura alcance maioria absoluta para os cargos do Executivo, o segundo turno está previsto para 25 de outubro, quando poderão ser decididas as disputas pela Presidência da República e pelos governos estaduais. Até lá, o calendário impõe uma série de prazos estratégicos que já movimentam os bastidores da política nacional.

CORRIDA COMEÇA ANTES DO VOTO

Embora a propaganda eleitoral só esteja autorizada a partir de agosto, a disputa começa bem antes. Um dos marcos iniciais é o prazo para regularização do título de eleitor, que vai até 6 de maio de 2026. Quem ainda não tirou o primeiro título ou precisa resolver pendências junto à Justiça Eleitoral deve ficar atento. A boa notícia é que, na maioria dos casos, todo o procedimento pode ser feito de forma digital, pelos sites dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), sem a necessidade de comparecimento presencial.

Esse prazo é decisivo para milhões de brasileiros, especialmente jovens eleitores e pessoas que deixaram de votar em pleitos anteriores, pois quem não regularizar a situação pode enfrentar restrições que vão além do direito ao voto, como impedimentos para emissão de documentos e participação em concursos públicos.

DESINCOMPATIBILIZAÇÃO: O PRIMEIRO TESTE DE CORAGEM POLÍTICA

Outro ponto-chave do calendário é a chamada desincompatibilização, que obriga ocupantes de cargos no Executivo interessados em disputar outro mandato a deixarem suas funções seis meses antes da eleição. Na prática, isso antecipa o início efetivo da corrida eleitoral para abril de 2026.

Governadores, ministros, secretários e outros gestores precisam, nesse momento, transformar articulações de bastidor em decisões públicas. O afastamento do cargo não é apenas uma exigência legal, mas também um gesto político: sinaliza ambição eleitoral, redefine alianças e pode alterar o equilíbrio de forças nos governos e nas assembleias. É quando o tabuleiro começa a ficar mais visível para o eleitor.

JANELA PARTIDÁRIA: TROCAS, CÁLCULOS E SOBREVIVÊNCIA

Entre março e abril de 2026, deputados federais, estaduais e distritais poderão trocar de partido sem o risco de perder o mandato por infidelidade partidária. A chamada janela partidária funciona como um termômetro do cenário eleitoral, revelando quais legendas estão em ascensão, quais perderam força e como os parlamentares avaliam suas chances de reeleição ou de voos mais altos.

Tradicionalmente, esse período provoca uma verdadeira dança das cadeiras, com negociações intensas, promessas de estrutura de campanha e disputas internas por espaço nas chapas proporcionais.

CONVENÇÕES DEFINEM O JOGO

A formalização das candidaturas ocorre nas convenções partidárias, previstas para o período entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026. É nessa etapa que os partidos oficializam seus nomes, definem coligações e federações e encerram meses — ou até anos — de articulações políticas.

Sem a aprovação em convenção, ninguém pode concorrer. Por isso, esse momento costuma ser marcado por disputas internas acirradas, reviravoltas de última hora e decisões que podem mudar completamente o desenho da eleição.

REGISTRO E CAMPANHA: A DISPUTA GANHA AS RUAS

Encerradas as convenções, partidos e federações têm até 15 de agosto para apresentar à Justiça Eleitoral o registro oficial das candidaturas. No dia seguinte, 16 de agosto de 2026, a campanha eleitoral estará oficialmente liberada.

A partir daí, candidatos podem pedir voto nas ruas, promover atos públicos e intensificar a presença nas redes sociais, respeitando as regras estabelecidas pela legislação eleitoral. O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa 35 dias antes da antevéspera da eleição, tornando-se um dos principais palcos da disputa, especialmente nas corridas majoritárias.

UM PAÍS EM MOVIMENTO

Mais do que datas no calendário, as eleições de 2026 representam um período de intensas transformações políticas, com impacto direto na economia, nas políticas públicas e no cotidiano da população. Para eleitores, candidatos e partidos, o recado é claro: o relógio já começou a correr, e cada prazo pode ser decisivo no resultado final das urnas. É isso!

Nenhum comentário: