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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

DELEGADO DESMENTE BOATOS E NEGA QUE IRMÃOS DESAPARECIDOS EM BACABAL TENHAM SIDO VENDIDOS

O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabely, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completa 23 dias nesta segunda-feira (26) cercado por comoção, angústia e também por uma onda de desinformação que, segundo a Polícia Civil, tem atrapalhado as investigações. Em pronunciamento oficial, o delegado Ederson Martins rechaçou categoricamente os rumores que circulam nas redes sociais de que as crianças teriam sido vendidas pela própria mãe e pelo padrasto.

A autoridade policial classificou as informações como falsas e prejudiciais. De acordo com ele, não há qualquer elemento que aponte envolvimento dos responsáveis legais das crianças em crimes. “Eles não são foco da nossa investigação. Foram ouvidos como testemunhas, e não há até o momento nada que indique que praticaram crimes contra as crianças”, afirmou o delegado, reforçando que a apuração segue outras linhas investigativas.

Nos últimos dias, mensagens e publicações passaram a viralizar nas redes alegando que a mãe dos meninos teria recebido um suposto pagamento de R$ 35 mil, valor que estaria ligado a uma negociação ilegal das crianças. As mesmas postagens também insinuavam que o padrasto estaria sendo investigado por cumplicidade. A Polícia Civil desmentiu essas versões e esclareceu que nenhuma movimentação financeira com essas características foi confirmada como indício de crime no caso.

A disseminação de boatos não é novidade desde o início do desaparecimento. Em outro momento, notícias falsas já haviam ganhado força a ponto de provocar a manifestação pública do prefeito de Bacabal, que fez um apelo direto à população. Ele pediu que moradores evitassem compartilhar conteúdos não verificados, alertando que a circulação de informações falsas prejudica o trabalho das equipes envolvidas nas buscas e aumenta o sofrimento da família.

Ágatha e Allan estão desaparecidos desde o dia 4 de janeiro, quando sumiram na região do quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Desde então, forças de segurança, voluntários e moradores da região participam de mobilizações na tentativa de localizar as crianças. As autoridades seguem realizando diligências, ouvindo testemunhas e analisando pistas que possam levar ao paradeiro dos irmãos.

Enquanto as investigações avançam sob sigilo, a Polícia Civil reforça o pedido para que qualquer informação relevante seja repassada diretamente aos canais oficiais, evitando a propagação de especulações. A prioridade, segundo os investigadores, é manter o foco em dados concretos que possam contribuir de forma efetiva para encontrar Ágatha e Allan.

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