quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

GESTÃO JOÃO CAMPOS É DENUNCIADA AO MP POR QUEBRA DE ACORDO E ATRASO NO 1/3 DE FÉRIAS DOS PROFESSORES DO RECIFE

A relação entre a gestão do prefeito João Campos e os profissionais da educação do Recife voltou a se desgastar. O Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (SIMPERE) formalizou uma denúncia junto ao Ministério Público contra a Prefeitura do Recife por descumprimento de acordo e atraso no pagamento do adicional de 1/3 de férias das professoras e dos professores da rede municipal.

Segundo o sindicato, o impasse atual é apenas mais um capítulo de uma sequência de conflitos entre a categoria e o governo municipal. Mesmo após a celebração de um acordo que estabelecia o pagamento do benefício para o dia 9 de janeiro, a prefeitura recuou da decisão e adiou o repasse para o dia 14, justificando a mudança com supostos “problemas técnicos”.

Para o SIMPERE, a alegação não se sustenta e revela falhas graves na administração municipal. A entidade avalia que o episódio demonstra falta de planejamento, desorganização interna e, sobretudo, desrespeito aos profissionais que sustentam a educação pública da capital pernambucana. Em manifestação pública, o sindicato classificou a postura da gestão como inaceitável, ressaltando que acordos firmados devem ser cumpridos e que direitos previstos em lei não podem ser tratados como favores.

A denúncia encaminhada ao Ministério Público também aponta violação direta ao Estatuto do Servidor e da Servidora Municipal, que determina que o pagamento do 1/3 de férias deve ocorrer no mês anterior ao período de descanso. Para a entidade sindical, o atraso configura ilegalidade e afronta aos direitos trabalhistas da categoria.

O sindicato lembra ainda que a atual gestão já protagonizou outros embates com os educadores. Em maio de 2025, professores da rede municipal chegaram a deflagrar greve após a prefeitura se recusar a aplicar o reajuste de 6,27% do piso salarial nacional do magistério, definido pelo Governo Federal. Na avaliação do SIMPERE, os episódios reforçam um padrão de desvalorização dos profissionais da educação.

Outro ponto criticado é o momento escolhido para o atraso no pagamento: o início do ano letivo. De acordo com o sindicato, este é justamente o período em que professoras e professores retornam às escolas para planejar atividades, organizar o calendário escolar e acolher os estudantes, o que torna o descaso ainda mais grave.

Ao concluir a denúncia, o SIMPERE reforçou que valorização da educação não se resume a discursos ou postagens em redes sociais. Para a entidade, respeito se traduz em salários pagos em dia, cumprimento da legislação e compromisso real com quem está diariamente nas salas de aula garantindo o funcionamento da rede pública de ensino do Recife.

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