A mudança mais comentada envolve Maria Arraes (SD). Apesar do crescimento e da visibilidade conquistados no mandato federal, já é tratada como praticamente certa, nos corredores da política, sua migração para a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A avaliação é pragmática: Maria mantém protagonismo, preserva espaço no grupo político de João Campos e, ao mesmo tempo, ajuda a equilibrar uma relação familiar que vinha sendo marcada por comparações e desconfortos silenciosos.
Esse movimento, porém, tem efeito direto sobre Marília Arraes (SD). Mesmo liderando ou figurando bem em levantamentos para o Senado, a ex-deputada convive com uma desconfiança recorrente entre aliados mais próximos, que lembram o histórico de perda de fôlego nas etapas decisivas das campanhas. A leitura interna é de que o capital eleitoral de Marília permanece relevante, mas exige uma estratégia menos arriscada e mais controlável.
A indefinição sobre o futuro de Marília abriu espaço para alternativas que não empolgaram o meio político. A possibilidade de lançar o marido, André Cacau, à Câmara Federal chegou a circular, mas rapidamente virou alvo de ironias e comentários ácidos, sinalizando pouca viabilidade eleitoral e desgaste desnecessário para o grupo.
Foi nesse cenário que João Campos decidiu intervir de forma mais direta. Com olhar voltado para a montagem de um campo político coeso e sem arestas internas, o prefeito passou a defender uma solução que acomodasse os interesses da família Arraes e, ao mesmo tempo, reforçasse sua própria base: Maria Arraes disputaria a Alepe, enquanto Marília seria estimulada a concorrer a uma vaga na Câmara Federal, com apoio político e estrutura.
A estratégia busca reduzir tensões, evitar disputas fratricidas e manter todos sob o mesmo guarda-chuva político, algo considerado fundamental para o projeto maior que se desenha em Pernambuco. Mais do que uma simples troca de cadeiras, o movimento expõe a força de João Campos como articulador e sua disposição de intervir até em territórios sensíveis, como as relações familiares, para garantir estabilidade e foco eleitoral.
Se confirmada, a manobra altera o desenho das chapas, redefine expectativas e mostra que, em Pernambuco, o jogo de 2026 começa bem antes das convenções. E, como de costume, longe dos palanques, é nos bastidores que as decisões mais decisivas estão sendo tomadas. As informações são do Blog do Magno.
Nenhum comentário:
Postar um comentário