Segundo apuração da emissora, a carta foi entregue antes mesmo de Lewandowski participar, ao lado do presidente Lula, da cerimônia que marcou os três anos dos atos golpistas de 8 de Janeiro. O gesto, embora discreto, teve forte impacto político, uma vez que ocorre em um momento simbólico para a defesa das instituições democráticas, área diretamente ligada à atuação do ministério.
A expectativa é de que a exoneração de Lewandowski seja publicada no Diário Oficial da União (DOU) ainda nesta semana, formalizando sua saída. Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Lewandowski assumiu o Ministério da Justiça com a missão de reforçar o diálogo institucional e garantir estabilidade jurídica ao governo, além de coordenar ações estratégicas na área da segurança pública.
Com a possível vacância do cargo, um nome ganha força para assumir o comando da pasta: o do ex-procurador de Justiça do Ministério Público da Bahia, Wellington César Lima e Silva. Jurista experiente, Wellington mantém boa relação com o presidente Lula e com lideranças políticas da ala baiana do governo, fator considerado relevante na articulação interna do Planalto.
Wellington César não é um nome novo no cenário nacional. Ele chegou a ocupar o cargo de ministro da Justiça por um breve período em 2016, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na ocasião, sua permanência foi curta porque, à época, ele ainda integrava o Ministério Público da Bahia, e sua indicação acabou sendo barrada pelo Supremo Tribunal Federal, por questões formais.
Agora, anos depois, o contexto é outro, e sua eventual nomeação é vista como uma tentativa de Lula de reforçar o perfil técnico e jurídico do ministério, além de manter equilíbrio político dentro da base governista. Caso se confirme, a mudança marcará mais um ajuste estratégico no governo federal, em meio a desafios que envolvem segurança pública, combate ao crime organizado e fortalecimento do Estado Democrático de Direito.
Nos bastidores, a saída de Lewandowski é tratada como uma decisão madura e alinhada ao Palácio do Planalto, sem clima de ruptura. Ainda assim, a troca no comando do Ministério da Justiça deve repercutir fortemente no meio político e jurídico, dada a importância da pasta e o peso dos nomes envolvidos.
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