A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), ressaltou a dimensão pública da vida de Jungmann e sua dedicação ao estado e ao Brasil. Em nota oficial, a gestora afirmou ter recebido com pesar a notícia do falecimento e destacou que Raul Jungmann teve uma vida marcada pelo serviço público, expressando solidariedade aos familiares e amigos no momento da despedida.
No Senado Federal, o sentimento foi o mesmo. O senador Humberto Costa (PT) classificou a morte como uma grande perda para a política nacional. Para o petista, Jungmann foi um homem de postura firme e equilibrada, lembrando sua condição de pernambucano, seus três mandatos como deputado federal e a passagem por cinco ministérios ao longo da carreira. Humberto enfatizou ainda o respeito que o ex-ministro conquistou mesmo entre adversários políticos.
Amigo pessoal e companheiro de longa data, o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, fez uma das homenagens mais emocionadas. Ele lembrou da convivência com Jungmann desde a juventude no Recife e destacou sua inteligência, competência e capacidade de atuação tanto no parlamento quanto no Executivo e na iniciativa privada. Para Freire, trata-se de uma perda profundamente sentida no campo político e pessoal.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, também lamentou a morte do ex-ministro, definindo-o como um homem público preparado, defensor da democracia e comprometido com o país. Segundo ele, a trajetória de Jungmann foi marcada pelo diálogo, pela defesa das instituições e pela busca permanente do interesse nacional.
Já o senador Fernando Dueire (MDB) destacou o estilo com que Raul Jungmann exerceu a política. Em nota, Dueire ressaltou a seriedade, a densidade intelectual e, ao mesmo tempo, a leveza humana do ex-ministro, descrevendo-o como um amigo com quem mantinha empatia e bem-querer, além de reconhecer seu compromisso com o Brasil.
No campo socialista, o presidente do PSB em Pernambuco e deputado estadual Sileno Guedes também manifestou pesar. Ele lembrou o histórico de Jungmann como vereador, deputado e ministro, enfatizando que sua caminhada foi marcada pela defesa da democracia e do interesse público, valores que atravessaram toda a sua vida política.
A morte de Raul Jungmann deixa uma lacuna significativa na política pernambucana e nacional. Mais do que os cargos ocupados, o que se destacou nas manifestações foi o reconhecimento de um perfil raro: o de um político capaz de dialogar, transitar entre diferentes campos e manter o respeito mesmo em tempos de forte polarização. Seu legado permanece como referência de compromisso institucional, equilíbrio e dedicação à vida pública.
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