A declaração repercutiu rapidamente e provocou reação de Paulo Figueiredo, que compartilhou o trecho da entrevista em seu perfil no X, antigo Twitter. Em tom crítico e irônico, o influenciador afirmou ser “triste ver o pastor neste estado” e disse que Malafaia estaria “brigando com todas as pesquisas porque apostou no cavalo errado”. Na mesma publicação, Figueiredo ainda fez uma provocação ao mencionar que, “para quem já apoiou entusiasticamente Lula, apoiar Tarcísio é uma evolução”, resgatando posicionamentos passados do pastor para questionar sua coerência política.
A resposta de Malafaia veio em tom duro. O pastor chamou Figueiredo de “frouxo e falastrão que não suporta ideias contrárias” e ironizou o fato de o influenciador estar fora do Brasil, afirmando que “fácil é ficar nos EUA atacando Alexandre de Moraes e os que pensam diferente”, numa referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal, frequentemente alvo de críticas de setores conservadores. Figueiredo não recuou e voltou a ironizar o pastor, dizendo que ele teria ficado “doído com a primeira verdade que ouviu” e que seus “pitis” não o afetavam.
O bate-boca virtual rapidamente ganhou repercussão entre apoiadores dos dois lados e passou a ser interpretado como mais do que uma troca de ofensas pessoais. O episódio escancarou uma disputa de narrativas dentro da própria direita, onde lideranças religiosas, influenciadores digitais e figuras políticas tentam se posicionar com antecedência em relação ao cenário eleitoral de 2026. A defesa de Tarcísio como alternativa a nomes ligados diretamente à família Bolsonaro mostra que o campo conservador vive um momento de reacomodação, em que estratégias eleitorais, potencial de voto e capacidade de articulação pesam tanto quanto a fidelidade a lideranças tradicionais.
A troca de ataques também evidencia o peso das redes sociais na formação do debate político contemporâneo. Declarações que antes ficariam restritas a entrevistas ou bastidores agora ganham proporções nacionais em poucos minutos, alimentando discussões acaloradas e reforçando divisões já existentes. No pano de fundo, permanece a disputa maior: quem terá força para liderar a direita numa eleição presidencial que promete ser marcada, novamente, pela polarização.
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