quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

PACHECO VOLTA AO CENTRO DO PODER E ENTRA NO RADAR DE LULA PARA O MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

O tabuleiro político de Brasília voltou a se movimentar com força nos bastidores do Palácio do Planalto. O nome do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reaparece com peso nas articulações do governo Lula e passa a ser novamente cogitado para integrar o primeiro escalão da administração federal. Desta vez, a possibilidade é assumir o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, pasta estratégica que deve ser desocupada em breve por Ricardo Lewandowski.

Lewandowski, que chegou ao governo como uma escolha de perfil técnico e institucional, já comunicou internamente sua decisão de deixar o cargo, abrindo espaço para uma sucessão que envolve tanto critérios políticos quanto a necessidade de manter estabilidade em uma área sensível. A Justiça e a Segurança Pública são hoje um dos principais pontos de atenção do governo, especialmente diante do avanço do crime organizado, das cobranças por resultados na área da segurança e da relação delicada com o Congresso Nacional.

Nesse cenário, Rodrigo Pacheco surge como um nome capaz de oferecer ao Planalto uma combinação valiosa: trânsito livre no Legislativo, experiência institucional e capacidade de diálogo com diferentes campos políticos. À frente do Senado por dois mandatos, Pacheco construiu uma imagem de moderador, atuando como fiador de acordos e amortecedor de crises em momentos decisivos da relação entre os Poderes. Para Lula, sua eventual nomeação poderia significar não apenas reforço técnico, mas também um gesto político de aproximação com o Congresso em um momento de votações sensíveis.

Apesar da força do nome de Pacheco, a disputa não está definida. Outros quadros também estão no páreo e são vistos com bons olhos pelo presidente. O atual controlador-geral da União, Vinícius de Carvalho, aparece como alternativa de perfil técnico, com forte atuação no combate à corrupção e no fortalecimento dos mecanismos de controle interno do Estado. Já o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, representa uma opção de continuidade na política de segurança e na condução da PF, instituição que tem papel central na estratégia do governo.

A escolha do novo ministro deve ir além de uma simples troca de comando. Ela sinalizará o rumo que Lula pretende imprimir à pasta da Justiça no restante do mandato, equilibrando política, técnica e governabilidade. Se confirmado, o retorno de Rodrigo Pacheco ao centro do poder marcaria um novo capítulo de sua trajetória e reforçaria o peso do PSD na Esplanada dos Ministérios, além de redesenhar as forças em jogo no xadrez político naacional.

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