A decisão ocorre em um momento de acomodação nos preços internacionais do petróleo e também reflete a estratégia comercial adotada pela companhia nos últimos anos, que vem buscando maior flexibilidade na formação de preços, sem seguir automaticamente as oscilações do mercado externo. A Petrobras destacou que o diesel não sofrerá alteração neste anúncio, mantendo os valores anteriores para esse combustível.
Embora o corte represente alívio importante na etapa inicial da cadeia de comercialização, o impacto para o consumidor final não é automático nem proporcional. O combustível que chega aos postos é resultado da mistura da gasolina A com etanol anidro, além de sofrer a incidência de tributos federais e estaduais, como ICMS, PIS/Pasep e Cofins. Também entram na conta os custos logísticos, a margem das distribuidoras e a dos postos, fatores que fazem com que o repasse varie conforme a região do país e o tempo de reposição dos estoques.
Ainda assim, reduções nas refinarias costumam exercer pressão para baixo nos preços ao consumidor ao longo dos dias seguintes, especialmente em mercados com maior concorrência entre postos. Economistas apontam que movimentos como esse também ajudam a conter a inflação, já que os combustíveis têm peso relevante nos índices de preços e influenciam outros setores da economia, como transporte e alimentos.
Com o novo reajuste, a Petrobras reforça uma sequência de cortes acumulados nos últimos anos no valor da gasolina vendida às distribuidoras, em um cenário de busca por equilíbrio entre competitividade no mercado interno e sustentabilidade financeira da companhia. O comportamento do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional continuará sendo decisivo para os próximos passos da política de preços da estatal.
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