Segundo Michelle, Bolsonaro teria passado mal durante a noite, apresentando uma crise após a queda, mas só recebeu atendimento médico horas depois, já pela manhã. De acordo com a ex-primeira-dama, o socorro não foi imediato porque o quarto onde o ex-presidente permanece custodiado fica trancado. O atendimento teria ocorrido apenas no momento em que os agentes foram chamá-lo para a visita autorizada. “Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita”, declarou.
O episódio ocorre em um contexto delicado. Jair Bolsonaro havia retornado à custódia da Polícia Federal no último dia 1º de janeiro, logo após receber alta hospitalar. A internação recente reacendeu debates sobre o estado de saúde do ex-presidente, que já passou por diversos procedimentos médicos nos últimos anos, especialmente em decorrência das sequelas do atentado sofrido em 2018.
Procurada, a Polícia Federal confirmou que Bolsonaro relatou à equipe de plantão ter sofrido uma queda durante a madrugada e que, após a queixa, recebeu atendimento. A corporação também informou que a realização de exames médicos mais detalhados depende de autorização do Supremo Tribunal Federal, responsável por decisões relacionadas à custódia e aos direitos do ex-presidente.
O caso gerou repercussão imediata no meio político e nas redes sociais, com aliados demonstrando preocupação e cobrando esclarecimentos sobre as condições de detenção e o tempo de resposta ao atendimento médico. Do outro lado, críticos defendem que os procedimentos seguem os protocolos legais e que qualquer medida adicional depende de avaliação médica e autorização judicial.
Enquanto isso, o estado de saúde de Jair Bolsonaro volta ao centro das atenções nacionais, em um momento em que sua situação jurídica, política e pessoal segue cercada de tensão e forte interesse público.
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