segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

TENSÃO MÁXIMA NA AMÉRICA LATINA: TRUMP AMEAÇA COLÔMBIA APÓS CAPTURA DE MADURO E ACENDE ALERTA INTERNACIONAL

A América Latina vive um dos momentos mais delicados de sua história recente após a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação realizada na madrugada do último sábado, em Caracas. O episódio, que já havia provocado reações duras de governos e organismos internacionais, ganhou novos contornos neste domingo com declarações explosivas do presidente norte-americano, Donald Trump, indicando que uma nova ação militar pode estar no radar de Washington — desta vez contra a Colômbia.

Falando a jornalistas a bordo do Air Force One, aeronave oficial da Presidência dos Estados Unidos, Trump elevou o tom ao comentar a situação colombiana. Em ataque direto ao presidente Gustavo Petro, primeiro líder de esquerda a governar o país, o republicano afirmou que a Colômbia estaria sob o comando de “um homem doente” e fez acusações graves relacionadas ao narcotráfico. Segundo Trump, o país sul-americano “gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos”, acrescentando que isso “não vai continuar acontecendo por muito tempo”.

Questionado sobre a possibilidade concreta de uma operação militar contra a Colômbia, Trump foi direto e não tentou amenizar o impacto da fala. “Soa bem para mim”, respondeu, em uma declaração que repercutiu imediatamente em capitais latino-americanas e acendeu alertas diplomáticos. As falas reforçam a postura agressiva do governo norte-americano na região, que já havia imposto sanções a Gustavo Petro em outubro de 2025, aprofundando o desgaste entre os dois países.

O presidente colombiano reagiu com veemência. Nesta segunda-feira, Petro classificou as declarações de Trump como uma “ameaça ilegítima” e acusou o governo dos Estados Unidos de utilizar o discurso contra a Colômbia com interesses políticos claros. Para o líder colombiano, as recentes falas fazem parte de uma estratégia de pressão internacional que ultrapassa os limites do diálogo diplomático e coloca em risco a estabilidade regional.

As declarações de Trump não se limitaram à Colômbia. O presidente norte-americano também voltou suas críticas ao México, afirmando que os Estados Unidos “precisam fazer alguma coisa” em relação ao país vizinho. Segundo ele, o governo mexicano precisa “se organizar”, em mais um comentário que reforça a linha dura adotada por Washington em relação à América Latina.

Cuba também entrou no radar do discurso presidencial. Trump afirmou que uma intervenção militar norte-americana na ilha provavelmente não será necessária, pois, segundo sua avaliação, o regime cubano estaria próximo de um colapso interno. “Cuba está prestes a ser nocauteada”, declarou, sugerindo que a crise econômica e política do país seria suficiente para provocar mudanças sem ação direta dos EUA.

Todo esse cenário se desenrola na esteira da operação que resultou na prisão de Nicolás Maduro, um dos episódios mais impactantes da geopolítica recente no continente. A ação em Caracas, conduzida por forças norte-americanas, rompeu paradigmas históricos e abriu um novo capítulo de incertezas, elevando o temor de uma escalada militar envolvendo múltiplos países da América Latina.

Com discursos cada vez mais duros, reações imediatas de líderes regionais e um clima de desconfiança generalizada, o continente observa com apreensão os próximos passos de Washington. A possibilidade de novos confrontos, agora envolvendo a Colômbia, transforma a crise em um ponto de inflexão para as relações internacionais no hemisfério e coloca a diplomacia à prova em um momento de tensão sem precedentes.

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