O Carnaval do Zé Puluca, criado em 2013 em homenagem ao maestro e compositor José Duarte Tenório, conhecido como Zé Puluca, já se tornou um dos eventos mais aguardados do calendário cultural do Agreste pernambucano. Ao longo de seus 12 anos, o bloco cresceu em participação popular e em reconhecimento, sendo considerado o principal encontro de bonecos gigantes da região, um símbolo da criatividade, da tradição e da alegria que distingue os carnavais de interior de Pernambuco.
A concentração dos foliões começou às 16h, na Escola São Geraldo, de onde partiu um cortejo de aproximadamente dois quilômetros pelas ruas do município ao som de duas orquestras de frevo — a tradicional Orquestra Henrique Dias, de Olinda, e a Orquestra Henrique César — cada uma com 25 músicos que contagiaram o público com ritmos acelerados e vibrantes, celebrando o frevo como expressão máxima da cultura local.
O espetáculo visual ficou por conta das cerca de 30 figuras gigantes que desfilaram pela cidade — bonecos, estandartes, mascarados e alegorias — todas carregadas de significados e próprios para encantar diferentes gerações. Entre as atrações mais comentadas esteve o imponente Dragão Drek, uma peça de dez metros de extensão, confeccionada especialmente na China, e conduzida com precisão por cinco integrantes, atraindo olhares e fotos dos foliões ao longo de todo o percurso.
Em meio à festa, o evento também resgatou e celebrou a história e o legado de importantes protagonistas do carnaval e da cultura regional. Foram prestadas homenagens aos 50 anos do Bloco da Zebra, à trajetória marcante do passista Ferreirinha do Frevo e, de forma póstuma, ao carnavalesco João da Zebra. A homenagem a João da Zebra foi recebida com emoção por sua sobrinha, Nathaly Pontes, que representou a família e reforçou a importância de manter viva a memória desses protagonistas da tradição popular.
Entre as autoridades presentes, a deputada estadual Débora Almeida chamou atenção ao participar ativamente do evento. Presente no cortejo e no convívio com os foliões, ela destacou, em suas falas aos presentes, o papel essencial de iniciativas culturais como o Carnaval do Zé Puluca na promoção da cultura, no fortalecimento da identidade regional e como motor de desenvolvimento social e econômico para municípios do interior. Débora salientou que investimentos e políticas públicas voltadas à cultura e às manifestações tradicionais contribuem para ampliar o acesso da população às artes e preservar as manifestações populares que fazem parte do patrimônio imaterial pernambucano.
O encerramento ficou por conta da apresentação da cantora Cintia Barros, que levou o público a celebrar a festa ao som do frevo no palco montado próximo ao coreto da Igreja de São Sebastião, na Avenida Agamenon Magalhães. Ao final da noite, o sentimento de pertencimento cultural e de alegria coletiva era evidente, com foliões de todas as idades compartilhando sorrisos, música e tradições que ecoam por toda a região.
Assim, o 12º Desfile do Carnaval do Zé Puluca reafirmou a força da cultura popular no interior de Pernambuco, provando mais uma vez que essas manifestações são pilares fundamentais da identidade e da história dos seus povos.
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