De acordo com a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, as ruas da Lagoa e da Barriguda estão entre as áreas mais afetadas. Em poucos minutos, o nível da água subiu de forma intensa, invadindo imóveis e arrastando móveis, eletrodomésticos e criações de pequeno porte, como ovelhas e galinhas. Apesar do susto e dos danos, não houve registro de vítimas ou feridos.
A estimativa inicial aponta que cerca de 200 famílias foram prejudicadas direta ou indiretamente pelo alagamento. Parte dos moradores desalojados está sendo acolhida provisoriamente na quadra de esportes do Distrito, onde recebem apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social. Equipes do município atuam no atendimento emergencial, distribuindo suporte básico às pessoas afetadas. Até o momento, porém, não há um número oficial consolidado sobre quantas famílias tiveram que abandonar definitivamente suas residências.
Segundo a Defesa Civil, o volume de chuva registrado nas últimas horas foi de aproximadamente 24 milímetros. O órgão também informou que o nível do Rio Canhoto apresenta redução gradual, o que traz um alívio momentâneo para quem teme novos alagamentos. Ainda assim, o clima entre os moradores é de preocupação, especialmente diante da lembrança de episódios anteriores.
Em vídeos e relatos que circulam nas redes sociais, moradores descrevem a rapidez com que a água tomou conta das ruas. “O volume subiu muito rápido e não tivemos como tirar nada. Assim como em 2022, muita gente perdeu tudo”, afirmou uma moradora do Distrito, evidenciando o sentimento de impotência diante da força da natureza.
O pároco local, Padre Leandro, também se manifestou publicamente, fazendo um apelo por solidariedade às famílias atingidas durante participação no programa Arraiá do Gláucio Costa, da Marano FM. Ele pediu doações e apoio para minimizar o sofrimento de quem teve perdas significativas.
O cenário remete ao que foi vivido em julho de 2022, quando aproximadamente 200 famílias enfrentaram situação semelhante e precisaram ser acolhidas na Escola José Ferreira Sobrinho. Na época, o município executou ações emergenciais, como desassoreamento do rio e alargamento das margens, numa tentativa de reduzir os impactos de futuras enchentes.
Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura de Garanhuns não havia se pronunciado oficialmente sobre as novas ocorrências. Enquanto isso, moradores contabilizam prejuízos e aguardam medidas mais estruturantes que possam evitar que cenas como essas voltem a se repetir, mantendo o Distrito de São Pedro em constante estado de alerta a cada período de chuva intensa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário