segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

CLIMA DE TENSÃO NA CÂMARA DO RECIFE ESQUENTA COM CHICO KIKO DESAFIANDO EDUARDO MOURA A PROVAR ACUSAÇÃO DE AMEAÇA DE MORTE

O embate entre os vereadores Chico Kiko (PSB) e Eduardo Moura (Novo) elevou a temperatura política na Câmara Municipal do Recife nesta segunda-feira (23). O episódio, que ganhou repercussão após declaração feita da tribuna, expôs um cenário de tensão entre os parlamentares e abriu espaço para desdobramentos jurídicos e políticos.

Durante sessão plenária, Eduardo Moura afirmou ter sido alvo de ameaça de morte, atribuindo a declaração ao colega de parlamento. A acusação foi feita publicamente, no exercício do mandato, o que imediatamente provocou reação nos bastidores da Casa. Poucas horas depois, Chico Kiko encaminhou nota oficial rebatendo as acusações e exigindo que Moura apresente provas concretas do que foi alegado.

Na manifestação, Chico Kiko negou ter feito qualquer ameaça e afirmou que ele e sua família foram os verdadeiros atingidos pelo episódio. Segundo o vereador, houve um gesto “desmoralizante, desrespeitoso e debochado” direcionado a ele durante os trabalhos legislativos, situação que, de acordo com sua versão, ultrapassou os limites do debate político e atingiu sua honra pessoal e familiar.

O parlamentar do PSB declarou ainda que já adotou as medidas cabíveis, reunindo imagens que, segundo ele, comprovariam sua versão dos fatos. Sem detalhar quais providências foram tomadas, deixou claro que aguarda eventual notificação formal para se posicionar nos autos, caso a denúncia avance para o campo jurídico. “Se realmente falei o que o citado vereador alega, cabe a ele apresentar as provas”, destacou na nota.

O episódio acirra um ambiente que já vinha marcado por divergências ideológicas entre bancadas com posicionamentos distintos dentro da Câmara. Embora embates verbais façam parte da rotina parlamentar, acusações envolvendo ameaça de morte elevam o nível da disputa e podem resultar em investigação interna, representação no Conselho de Ética ou até medidas judiciais, dependendo do andamento do caso.

Nos corredores da Casa, o clima é de expectativa. Aliados de ambos os vereadores acompanham atentamente os desdobramentos, enquanto a presidência da Câmara pode ser chamada a se manifestar, caso haja provocação formal para apuração dos fatos. Até o momento, não há confirmação pública sobre abertura de procedimento interno.

O caso também levanta debate sobre os limites do discurso político e o uso da tribuna para acusações graves. A depender da comprovação — ou não — das declarações, o episódio pode impactar a relação entre as bancadas e repercutir no cenário político do Recife, especialmente em um momento em que a atuação parlamentar ganha visibilidade diante de pautas estratégicas para a cidade.

Enquanto isso, permanece o impasse: de um lado, a acusação feita em plenário; de outro, a cobrança por provas e a alegação de ofensa moral. O desfecho dependerá da apresentação de evidências e das medidas institucionais que vierem a ser adotadas nos próximos dias.

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