quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

FOTO ENTRE LIDERANÇAS ACENDE SINALIZAÇÕES PARA 2026 E AGITA O XADREZ POLÍTICO DE PERNAMBUCO

Uma imagem, três nomes de peso e uma enxurrada de interpretações nos bastidores. A fotografia que reuniu o senador Humberto Costa, do PT, ao lado dos deputados federais Eduardo da Fonte e Lula da Fonte, principais nomes do Progressistas em Pernambuco, ultrapassou o simples registro de cordialidade institucional e passou a ser tratada como um gesto político carregado de simbolismo. Em um cenário onde cada movimento é calculado com antecedência, a cena virou combustível para análises sobre os rumos das alianças estaduais mirando as eleições de 2026.

O encontro ocorre em um momento de reorganização silenciosa das forças políticas no estado. Lula da Fonte, que vem consolidando espaço como uma liderança jovem, mas já influente em Brasília e no interior pernambucano, tem defendido nos bastidores a manutenção da aliança do seu grupo com a governadora Raquel Lyra, hoje no PSD. Embora não haja anúncio formal, interlocutores próximos apontam que a leitura predominante dentro do Progressistas é de que a parceria administrativa tem rendido dividendos políticos e estruturais, o que fortalece a tese da continuidade.

A presença de Humberto Costa na conversa adiciona uma camada extra de complexidade ao tabuleiro. O PT ainda vive um processo interno de debate sobre qual caminho seguir em Pernambuco em 2026. A legenda avalia cenários, observa movimentos e mede o peso de cada possível composição. Humberto, experiente e estrategista, é conhecido por observar com atenção quem demonstra capacidade de articulação, maturidade política e liderança real — características que, segundo aliados, pesam mais do que discursos inflamados ou gestos isolados.

Nesse contexto, a imagem também é vista como um teste de temperatura. Não se trata necessariamente de uma aliança selada, mas de uma sinalização de diálogo aberto entre campos que, historicamente, já estiveram em lados distintos de disputas estaduais. A política, afinal, é feita de pontes antes de ser feita de palanques.

Outro ponto que chama atenção é a possível entrada da chamada União Progressista de forma ainda mais decisiva no jogo majoritário. O grupo, impulsionado pela força do Progressistas e pela estrutura que vem sendo ampliada sob a liderança de Eduardo e Lula da Fonte, é considerado estratégico não apenas pelo capital político, mas também pelo peso no tempo de rádio e televisão e pela musculatura partidária nos municípios. Em uma eleição estadual, esses fatores podem ser determinantes para consolidar ou inviabilizar candidaturas.

Nos corredores da política pernambucana, a avaliação é de que a governadora Raquel Lyra acompanha de perto cada movimentação. Aliados reforçam que ela mantém firme o controle do governo e não demonstra qualquer disposição de abrir mão da liderança do processo sucessório. A frase repetida por defensores do Palácio do Campo das Princesas é direta: Raquel não vai perder a caneta. A leitura é de que a máquina estadual, somada à capacidade de articulação que ela vem demonstrando, ainda a coloca como peça central do jogo de 2026.

Enquanto isso, Humberto Costa segue atento aos gestos, aos silêncios e às posturas. Em política, dizem seus aliados, atitudes de liderança contam — e atitudes imaturas também. Esse tipo de avaliação, feita longe dos microfones, pode definir apoios importantes quando o cenário finalmente se afunilar.

No fim das contas, a fotografia que circulou nas redes e nos grupos de bastidores virou mais do que um registro casual: tornou-se um retrato antecipado das negociações que começam a moldar o futuro político de Pernambuco. E, como a história costuma mostrar, às vezes é numa simples imagem que os próximos capítulos começam a ser escritos.

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