O congresso religioso ocorreu logo após uma intensa maratona carnavalesca da governadora pelo Agreste, com passagens por municípios como Bezerros e Pesqueira. A agenda plural, que transitou entre a valorização da cultura popular e o diálogo com segmentos religiosos, evidencia a estratégia de Raquel Lyra de ampliar pontes com diferentes públicos em um ano decisivo para o cenário político estadual.
A presença conjunta com Eduardo da Fonte não passou despercebida. Presidente estadual do Progressistas, o parlamentar intensificou nas últimas semanas sua movimentação no entorno do Palácio do Campo das Princesas. Foram ao menos dois encontros recentes com a governadora, nos quais, segundo interlocutores, entraram em pauta tanto projetos administrativos quanto a construção do desenho eleitoral para o pleito que se aproxima.
Nos bastidores, a articulação ganha contornos claros: Eduardo da Fonte trabalha para viabilizar seu nome ao Senado Federal e busca consolidar espaço na chapa majoritária liderada por Raquel Lyra, que deve disputar a reeleição ao Governo do Estado. A formação da composição governista, contudo, segue em fase de negociações, envolvendo partidos aliados e lideranças estratégicas em diferentes regiões de Pernambuco.
O ato em Santa Cruz do Capibaribe simboliza mais que uma agenda institucional. Representa um gesto público de alinhamento em um momento em que alianças começam a se consolidar e a base governista se movimenta para definir posições-chave na disputa eleitoral. Em um cenário marcado por rearranjos partidários e conversas reservadas, a sintonia demonstrada no evento religioso reforça a construção de um bloco político que poderá influenciar diretamente o rumo das eleições em Pernambuco.
Entre compromissos culturais, agendas administrativas e articulações políticas, Raquel Lyra sinaliza que o calendário de 2026 já está em curso — e que cada aparição pública pode carregar, além do simbolismo institucional, um peso estratégico no tabuleiro eleitoral do Estado.
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