O vereador Manoel de Arthur foi enfático ao relatar a situação das ensiladeiras do município, equipamentos indispensáveis para a produção agrícola local, que permanecem quebrados há tempo considerável. Segundo ele, inúmeras solicitações de manutenção foram feitas, mas nenhuma providência foi tomada. “A população cobra dos vereadores, e nós temos que cobrar da gestão”, afirmou, destacando o desespero dos agricultores que dependem desses equipamentos para garantir seu sustento e a produção no campo.
Mas o descaso não se limita apenas às ensiladeiras. Outros parlamentares também chamaram atenção para a precariedade da infraestrutura de prédios públicos, alguns deles apresentando falhas estruturais que, segundo relatos, podem colocar vidas em risco. A situação gera preocupação não apenas por se tratar de espaços utilizados por servidores e cidadãos, mas também pelo reflexo da falta de cuidado e planejamento da gestão municipal.
Diante desse cenário, o presidente da Câmara, vereador Jamelão, propôs uma iniciativa concreta: a criação de comissões de fiscalização para mapear os problemas de forma detalhada e encaminhar relatórios diretamente ao Executivo. “Muitas vezes o gestor pode não estar ciente de todos os problemas enfrentados pelo município”, disse Jamelão, sinalizando uma tentativa de pressionar a administração a agir antes que os danos se tornem ainda maiores.
O episódio evidencia um padrão de descaso que já vinha sendo sentido pela população, mas que agora ganha visibilidade dentro do parlamento municipal. Enquanto os vereadores denunciam, a expectativa da população é que o prefeito Júnior de Rivaldo finalmente mova-se para resolver pendências antigas, garantindo manutenção de equipamentos essenciais e segurança nos prédios públicos. Até lá, a sensação de abandono continua a rondar o cotidiano de Saloá.
Nenhum comentário:
Postar um comentário