O tema foi levado à tribuna pelo deputado estadual Jarbas Filho (MDB), que destacou o cenário internacional como um dos fatores que pressionam o mercado de energia. Segundo o parlamentar, a escalada das tensões no Oriente Médio, especialmente o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, tem provocado instabilidade no mercado global de petróleo, refletindo diretamente nos preços praticados no Brasil.
Jarbas Filho relatou que, em alguns postos de combustíveis, o litro da gasolina já estaria sendo comercializado por cerca de R$ 7,50, valor considerado preocupante diante do impacto imediato no orçamento das famílias. Para ele, além da influência do cenário internacional, é necessário verificar se há distorções no repasse dos reajustes ao consumidor.
O deputado fez um apelo para que os órgãos de defesa do consumidor intensifiquem a fiscalização, com destaque para a atuação do Procon Pernambuco. Segundo o parlamentar, é fundamental garantir transparência na formação dos preços e investigar eventuais práticas abusivas.
“O consumidor pernambucano tem direito de saber se o aumento tem fundamento real ou se está sendo vítima de especulação. Mais transparência significa mais justiça para quem paga a conta”, afirmou o emedebista durante o pronunciamento.
Além da cobrança por fiscalização, Jarbas Filho também defendeu que o governo federal acelere a implementação da chamada Lei Combustível do Futuro, sancionada em 2024 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A legislação estabelece políticas voltadas à transição energética, incentivo a biocombustíveis e redução da dependência de combustíveis fósseis, medidas que, na avaliação do deputado, podem contribuir para reduzir a pressão sobre os preços no médio e longo prazo.
O debate também contou com a participação do deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL), que criticou a rapidez com que os reajustes chegam ao consumidor final. Para o parlamentar, a velocidade com que os preços subiram nas bombas surpreendeu e exige explicações mais claras por parte da Petrobras.
Feitosa alertou ainda para o efeito dominó que a alta do combustível pode provocar na economia. De acordo com ele, o aumento tende a impactar diretamente os custos de transporte e logística, pressionando os preços de produtos essenciais consumidos diariamente pela população.
“Tem um efeito social enorme. Vai subir o preço da farinha, do feijão, do arroz, da charque, do ovo, pois tudo que se move e se transporta depende de combustível”, ressaltou o parlamentar.
Durante o pronunciamento, o deputado também mencionou medidas adotadas no passado para conter o avanço dos preços, citando a política implementada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando, em meio aos impactos da Guerra da Rússia contra a Ucrânia, foi aprovada no Congresso Nacional a redução do ICMS sobre combustíveis.
O debate na Alepe reflete uma preocupação crescente entre parlamentares e consumidores diante da volatilidade do mercado energético mundial. Com o petróleo sujeito a fortes oscilações provocadas por crises geopolíticas, especialistas apontam que os efeitos costumam chegar rapidamente ao bolso do consumidor brasileiro, especialmente em regiões onde o transporte rodoviário é predominante.
Enquanto aguardam medidas estruturais e maior fiscalização sobre os preços praticados, deputados avaliam que o cenário exige atenção permanente das autoridades e transparência por parte da cadeia de distribuição de combustíveis, para evitar que o consumidor pague mais do que deveria nas bombas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário