sexta-feira, 6 de março de 2026

ENDOCRINOLOGISTA, PRÉ-CANDIDATO SEBASTIÃO OLIVEIRA DEFENDE AÇÃO URGENTE E MAIS ACESSO AO TRATAMENTO PELO SUS CONTRA A OBESIDADE

O debate sobre a obesidade voltou ao centro das atenções no mundo inteiro com a celebração do Dia Mundial da Obesidade, data que neste ano trouxe como tema “8 bilhões de razões para agir”, uma referência direta à população global e ao impacto crescente da doença em diferentes sociedades. O tema busca reforçar que a obesidade não é um problema isolado, mas um desafio que atravessa fronteiras, classes sociais e gerações, exigindo respostas coordenadas de governos, profissionais de saúde e da própria sociedade.

Em meio a esse cenário, o médico e endocrinologista Sebastião Oliveira decidiu fazer uma pausa em sua agenda política para chamar atenção para o problema. Especialista na área, ele destacou a necessidade de ampliar o debate público sobre a obesidade e reforçar a importância de políticas de saúde capazes de garantir diagnóstico e tratamento adequados para a população, especialmente dentro do Sistema Único de Saúde.

Segundo o endocrinologista, um dos principais focos da mobilização atual é a campanha “Acesso Já! Tratamento da Obesidade”, promovida pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. A iniciativa busca ampliar o acesso ao tratamento da doença, sobretudo no sistema público, além de conscientizar a população sobre a complexidade da condição. Para Oliveira, a obesidade precisa ser reconhecida como uma doença crônica e multifatorial, que exige diagnóstico adequado e acompanhamento contínuo, algo que ainda não está plenamente estruturado no sistema de saúde brasileiro.

Ele ressalta que a obesidade vai muito além de uma questão estética ou comportamental. Trata-se de uma condição que envolve fatores genéticos, metabólicos, ambientais e sociais, exigindo abordagem individualizada. Nesse contexto, o tratamento deve ser conduzido por uma equipe multiprofissional, envolvendo médicos, nutricionistas, psicólogos e outros especialistas, além de intervenções que podem incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos ou até procedimentos cirúrgicos, dependendo da gravidade de cada caso.

Outro ponto enfatizado pelo endocrinologista é o peso do estigma social que ainda cerca as pessoas que vivem com obesidade. Segundo ele, a culpabilização e o preconceito representam barreiras importantes ao acesso ao cuidado, muitas vezes afastando pacientes dos serviços de saúde ou retardando o diagnóstico. Para Oliveira, combater esse estigma é parte essencial da estratégia de enfrentamento da doença, já que a informação correta pode estimular a busca por tratamento e reduzir o impacto psicológico associado à condição.

Além das consequências individuais, o especialista também chama atenção para os impactos amplos da obesidade na sociedade. A doença está associada ao aumento de custos para os sistemas de saúde, maior incidência de faltas ao trabalho, redução da produtividade e agravamento de desigualdades sociais. Em muitos casos, o problema também afeta o desenvolvimento e o bem-estar de crianças e adolescentes, ampliando um ciclo de dificuldades que pode acompanhar o indivíduo ao longo da vida.

Do ponto de vista clínico, o excesso de peso está diretamente ligado a uma série de doenças crônicas, entre elas o Diabetes tipo 2, a Hipertensão arterial e diversas Doenças cardiovasculares, condições que figuram entre as principais causas de internação e mortalidade no Brasil e no mundo. Por isso, o endocrinologista defende que ampliar o acesso ao tratamento da obesidade também significa reduzir a incidência de outras enfermidades graves e aliviar a pressão sobre o sistema de saúde.

Para Sebastião Oliveira, o enfrentamento da obesidade passa necessariamente por três pilares: informação, prevenção e acesso ao tratamento. Ele destaca que esclarecer a população sobre os riscos da doença é fundamental, mas que isso precisa vir acompanhado de políticas públicas capazes de garantir atendimento adequado dentro do sistema público.

Ao final, o médico reforça que cuidar da obesidade é, acima de tudo, uma estratégia de proteção à vida. Segundo ele, investir no diagnóstico precoce e no tratamento adequado pode reduzir internações, melhorar a qualidade de vida das pessoas e evitar complicações graves no futuro. “A obesidade é uma doença crônica e séria, que muitas vezes vem acompanhada de outros problemas de saúde ou pode agravá-los. Preparar o sistema público para enfrentar essa realidade é essencial. Cuidar da obesidade é prevenir doenças, reduzir internações e proteger vidas”, afirmou.

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