Embora o debate majoritário esteja concentrado na disputa pelo Governo de Pernambuco — que deve opor a governadora Raquel Lyra (PSD) ao prefeito do Recife João Campos (PSB) —, nos bastidores do Legislativo o foco principal é a sobrevivência política nas chapas proporcionais.
PP DEVE ASSUMIR LIDERANÇA ISOLADA
A grande beneficiada da janela partidária tende a ser o PP, comandado no estado pelo deputado federal Eduardo da Fonte. A legenda deve ganhar pelo menos três novos parlamentares — dois deles oriundos do PSB — e poderá formar a maior bancada da Alepe.
A projeção indica que o PP poderá contar com:
Antonio Moraes
Kaio Maniçoba
Adalto Santos
Cleiton Collins
Henrique Filho
Pastor Junior Tércio
Claudiano Martins
Romero Sales (deixando o União Brasil)
France Hacker (saindo do PSB)
Dannilo Godoy (saindo do PSB)
Com esse movimento, o PP desbanca o PSB, que foi o partido mais votado nas eleições de 2022, quando elegeu 14 deputados estaduais.
PSD CRESCE, MAS ABAIXO DO ESPERADO
O PSD da governadora Raquel Lyra deve formar uma bancada entre seis e oito deputados. Apesar do crescimento, o número fica abaixo do que o Palácio do Campo das Princesas projetava inicialmente. Ainda assim, o governo aposta na manutenção da base aliada com partidos como PP e Podemos para garantir maioria no plenário.
Devem integrar o PSD:
Débora Almeida (deixando o PSDB)
Izaías Régis (deixando o PSDB)
Socorro Pimentel (saindo do União Brasil)
Joãozinho Tenório (saindo do PRD)
Aglailson Victor (deixando o PSB)
William Brígido (saindo do Republicanos)
Jarbas Filho (aguarda definição do MDB; também recebeu convite do PV)
Jefferson Timóteo (pode deixar o PP)
Mesmo sem crescimento explosivo, a governadora tende a manter maioria confortável com o apoio de aliados.
PSB ENCOLHE, MAS SEGUE COMPETITIVO
O PSB, legenda do prefeito João Campos, deve sofrer a maior redução na Casa. De 14 deputados eleitos em 2022, a bancada pode cair para algo entre sete e nove parlamentares.
Devem permanecer no partido:
Gleide Ângelo
Eriberto Filho
Francismar Pontes
Simone Santana
Romero Albuquerque (deixando o União Brasil)
Sileno Guedes
Rodrigo Farias
Situações indefinidas:
Diogo Moraes (atualmente no PSDB)
Waldemar Borges (no MDB, pode migrar para o PCdoB)
PODEMOS SE FORTALECE NA BASE GOVERNISTA
O Podemos desponta como nova força da base de Raquel Lyra e pode formar bancada entre quatro e seis deputados:
Gustavo Gouveia
Luciano Duque
Wanderson Florêncio
Fabrizio Ferraz
Pendentes:
Edson Vieira
Joel da Harpa (pode deixar o PL)
FEDERAÇÃO PT/PV/PCdoB MANTÉM ESPAÇO
A federação formada por PT, PV e PCdoB também terá papel importante na sustentação política.
PT
João Paulo
Doriel Barros
Dani Portela (deixando o PSOL)
Rosa Amorim
PV
João de Nadegi
Joaquim Lira
Gilmar Junior
Jarbas Filho (pendente)
PCdoB
João Paulo Costa
Waldemar Borges (pendente)
Nos bastidores, o governo trabalha para manter diálogo aberto com essa federação e evitar tensão no plenário.
PARTIDOS QUE PERDEM FORÇA
Algumas legendas devem encolher significativamente:
PL
Alberto Feitosa
Abimael Santos
Nino de Enoque
Joel da Harpa (pendente saída)
União Brasil
Antonio Coelho
Edson Vieira (pendente)
PSOL
Perde sua única vaga com a saída de Dani Portela para o PT.
Republicanos
Pode ficar sem representação caso se confirmem as saídas de Mário Ricardo e William Brígido.
Partido Novo
Passa a ter representação com Renato Antunes, que deixará o PL.
PSDB E PRD AINDA SÃO INCÓGNITA
O PSDB, presidido na Alepe por Álvaro Porto, vive momento de indefinição. Pode manter:
Álvaro Porto
Diogo Moraes (pendente)
Mário Ricardo (deixando o Republicanos)
Já o PRD poderá contar com Junior Matuto.
COMO FICA O GOVERNO NA ALEPE?
Mesmo sem crescimento expressivo do PSD, o cenário aponta que a governadora Raquel Lyra continuará com maioria parlamentar. A estratégia do governo foi permitir que partidos aliados crescessem, especialmente PP e Podemos, fortalecendo a base de sustentação sem concentrar todas as filiações na própria legenda.
Com isso, a correlação de forças após 3 de abril deve consolidar:
PP como maior bancada
PSD e PSB disputando o segundo posto
Podemos emergindo como força estratégica
Federação PT/PV/PCdoB mantendo peso político
A janela partidária promete alterar profundamente o tabuleiro político estadual e preparar o terreno para uma eleição que já se desenha como uma das mais disputadas da história recente de Pernambuco.
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