COAF APONTA SAQUE DE R$ 120 MIL EM ESPÉCIE, JUSTIÇA AUTORIZA BUSCAS E INVESTIGAÇÃO LEVANTA QUESTIONAMENTOS SOBRE MAIS DE R$ 5 MILHÕES EM CONDADO. EM BOM CONSELHO, INSTITUTO REVIVER BRASIL TEM CONTRATOS MILIONÁRIOS NA SAÚDE
Por Edney Souto – Blog do Edney
O caso do Instituto Reviver Brasil (IRB) acaba de ganhar um novo capítulo e, no Agreste Meridional, algumas perguntas começam a ficar inevitáveis.
O instituto está no centro de uma investigação que apura suspeitas envolvendo recursos públicos destinados à saúde em Condado.
A Justiça autorizou mandados de busca e apreensão.
O COAF identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas.
Um coordenador ligado ao instituto aparece na investigação por um saque de R$ 120 mil em espécie.
E uma auditoria levantou questionamentos envolvendo milhões de reais.
Enquanto isso, o mesmo instituto mantém uma operação milionária na saúde de Bom Conselho.
E é justamente aí que o silêncio começa a ficar desconfortável.
O IRB MOVIMENTA MILHÕES EM BOM CONSELHO
Os números disponíveis no Tribunal de Contas de Pernambuco mostram o tamanho da relação financeira do Instituto Reviver Brasil com o município.
O IRB aparece entre os maiores fornecedores de Bom Conselho, com mais de R$ 9,2 milhões empenhados e mais de R$ 8 milhões liquidados/pagos, conforme os dados consultados.
Em 2025, um contrato firmado pelo Fundo Municipal de Saúde colocou o instituto na execução, gerenciamento e operacionalização de serviços da saúde municipal, com valor global superior a R$ 6 milhões.
Estamos falando de milhões.
E milhões na área mais sensível de qualquer administração pública:
a saúde.
AGORA VEJA O QUE ACONTECEU EM CONDADO
Segundo reportagem do Diario de Pernambuco, a investigação conduzida pela Polícia Civil apura suspeitas de crimes relacionados à utilização de recursos públicos da saúde.
A Justiça determinou buscas contra oito alvos.
Entre os nomes citados estão pessoas ligadas à direção e à coordenação do Instituto Reviver Brasil, além de empresas relacionadas à investigação.
O caso também envolve informações produzidas pelo COAF e elementos levantados em auditoria.
E aqui está um dos pontos mais pesados da investigação.
R$ 120 MIL SACADOS EM DINHEIRO VIVO
De acordo com o Diario de Pernambuco, o COAF identificou um saque de R$ 120 mil em espécie realizado pelo coordenador do IRB, Leonilson Fernandes de Andrade.
O dinheiro teria sido retirado mediante cheque emitido por uma empresa que também aparece na investigação.
A decisão judicial também cita centenas de saques realizados por empresas subcontratadas.
Os investigadores analisam se houve mecanismos utilizados para dificultar o rastreamento dos recursos.
Dinheiro vivo.
Valores elevados.
Empresas.
Contratos públicos.
Saúde.
A combinação, por si só, exige atenção máxima.
MAIS DE R$ 5 MILHÕES SOB QUESTIONAMENTO
Segundo os elementos divulgados pelo Diario de Pernambuco, Condado teria repassado R$ 10,64 milhões ao IRB.
Uma auditoria teria apontado R$ 875,4 mil pagos a empresas subcontratadas sem comprovação considerada suficiente da prestação dos serviços.
Também aparecem questionamentos sobre R$ 4,33 milhões pagos a 12 profissionais de saúde cujos nomes não constariam nos Boletins Diários de Produção Ambulatorial.
A soma dos valores questionados passa de R$ 5,2 milhões.
É dinheiro público.
É dinheiro da saúde.
E é exatamente por isso que o assunto não pode ser tratado como uma simples briga política.
EDEZIO FERREIRA, AGORA É COM VOCÊ
O prefeito de Bom Conselho, Edézio Ferreira, gosta de se apresentar como um gestor diferente.
Gosta de falar em honestidade.
Gosta de construir a imagem de homem correto e administrador acima de qualquer suspeita.
Então chegou a hora de mostrar isso na prática.
Prefeito, abra os documentos.
Não precisa fazer discurso.
Não precisa atacar ninguém.
Não precisa transformar a pergunta em perseguição política.
Mostre os contratos.
Mostre os pagamentos.
Mostre os relatórios.
Mostre os profissionais.
Mostre as empresas.
Mostre os serviços.
Mostre a fiscalização.
Porque quando milhões de reais do município passam pelas mãos de uma instituição que está sendo investigada, a sociedade tem o direito de saber como esses recursos estão sendo acompanhados.
QUEM FISCALIZA O IRB EM BOM CONSELHO?
Essa é uma pergunta simples.
Quem fiscaliza?
Quem confere os atendimentos?
Quem verifica os profissionais?
Quem acompanha as empresas?
Quem analisa as notas fiscais?
Quem confere os relatórios?
Quem autoriza os pagamentos?
Quem atesta que aquilo que foi contratado realmente foi entregue?
E mais:
a Prefeitura vai revisar os contratos e pagamentos realizados pelo instituto diante dos fatos que vieram à tona?
É o mínimo que se espera de uma gestão que gosta de falar em transparência.
“PAI DA HONESTIDADE” PRECISA MOSTRAR A HONESTIDADE NO PAPEL
Edézio Ferreira pode transformar uma situação incômoda em uma oportunidade.
Se tudo está absolutamente correto, melhor ainda.
É só abrir a documentação.
Porque honestidade não é slogan.
Honestidade é documento.
Honestidade é nota fiscal.
Honestidade é relatório.
Honestidade é prestação de contas.
Honestidade é mostrar para onde foi cada centavo.
Quem administra dinheiro público precisa entender que não existe dinheiro “do prefeito”.
Não existe dinheiro “da Prefeitura” como se fosse propriedade de quem ocupa o cargo.
Existe dinheiro do povo.
O SILÊNCIO NÃO RESOLVE
O pior caminho agora seria transformar as perguntas em guerra política.
O Blog do Edney não está condenando ninguém.
Está perguntando.
E pergunta porque existe dinheiro público envolvido.
Existe um instituto que recebe milhões em Bom Conselho.
Existe uma investigação envolvendo o mesmo instituto.
Existem documentos.
Existem contratos.
Existem pagamentos.
E existe uma população que tem o direito de saber como tudo está sendo fiscalizado.
BOM CONSELHO PRECISA DE RESPOSTAS
O prefeito Edézio Ferreira deveria responder, de forma objetiva:
Quanto o IRB já recebeu de Bom Conselho?
Quanto recebeu em 2026?
Quais profissionais atuam por meio do instituto?
Quais empresas foram contratadas?
Quanto cada uma recebeu?
Quais serviços foram executados?
Quantos atendimentos foram realizados?
Quem fiscalizou?
Quem autorizou os pagamentos?
A Prefeitura fará uma auditoria nos contratos?
Todos os pagamentos estão devidamente comprovados?
São perguntas simples.
Mas são perguntas que envolvem milhões.
E quando se trata de dinheiro público, ninguém deveria ter medo de responder.
A LUPA ESTÁ ACESA
O caso do IRB está longe de ser encerrado.
A investigação segue seu curso.
A Justiça já autorizou medidas.
O COAF encontrou movimentações que entraram no radar das autoridades.
E os contratos milionários do instituto com municípios passam naturalmente a merecer uma atenção ainda maior.
Em Bom Conselho, o assunto também precisa ser tratado com seriedade.
Não com gritaria.
Não com propaganda.
Não com ataques.
Com documentos.
Porque, afinal, se o prefeito Edézio Ferreira quer mesmo ocupar o posto de “pai da honestidade”, agora é uma excelente oportunidade para mostrar que o título não fica apenas no discurso.
Abra os números, prefeito.
Mostre os contratos.
Mostre os pagamentos.
Mostre a fiscalização.
Porque o povo não quer saber quem fala mais bonito.
Quer saber onde está o dinheiro.
E o Blog do Edney vai continuar de olho.
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