terça-feira, 6 de outubro de 2026

NA LUPA: JANJÃO CHEGA À ALEPE COM 67.479 VOTOS E TRANSFORMA O PROJETO DE BOM JARDIM EM FORÇA POLÍTICA ESTADUAL

NA LUPA: JANJÃO NÃO FOI APENAS ELEITO. ELE MUDOU DE PATAMAR

Da Redação — Blog do Edney

Tem eleição que confirma um nome. E tem eleição que muda o tamanho de um político.

A votação de 67.479 votos conquistada por Janjão (PSD) neste domingo coloca o ex-prefeito de Bom Jardim em outro patamar da política pernambucana. Aos 39 anos, João Francisco da Silva Neto não apenas garantiu uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco: terminou como o 16º deputado estadual mais votado do Estado e o terceiro mais votado do PSD, atrás apenas de Joãozinho Tenório, com 73.761 votos, e Antonio Moraes, com 67.808. 

E aqui está o ponto que merece ser colocado NA LUPA.

Janjão entrou na eleição estadual carregando uma trajetória essencialmente municipal. Professor, nascido em Bom Jardim, ele foi eleito prefeito pela primeira vez em 2020 e voltou a vencer a disputa municipal em 2024. Em 2026, abriu mão da continuidade no Executivo para tentar algo muito maior: transformar uma liderança construída em Bom Jardim em um mandato com alcance estadual. Os registros eleitorais confirmam sua origem no município e sua trajetória de duas vitórias para prefeito. 

E conseguiu.

Não se trata apenas de uma cadeira na Alepe. 67 mil votos representam capilaridade. Representam a capacidade de fazer um nome conhecido fortemente em uma cidade ultrapassar as fronteiras do seu principal reduto e entrar no jogo estadual.

Durante a campanha, Janjão passou a ampliar sua presença no Agreste, costurando apoios em diferentes municípios e deixando de ser apenas “o candidato de Bom Jardim”. A movimentação incluiu apoios de prefeitos, vereadores e lideranças regionais, além da aproximação com nomes importantes do grupo político de Chaparral.

O resultado das urnas mostra que essa estratégia funcionou.

Antes da eleição, Janjão já aparecia entre os nomes mais competitivos do PSD em levantamentos internos divulgados durante a campanha, com citações em dezenas de municípios. Na reta final, também tentou associar sua candidatura a pautas que ultrapassavam os limites de Bom Jardim. Um exemplo foi a defesa da implantação de um Hospital do Câncer do Agreste, apresentada diretamente à governadora Raquel Lyra durante o Foguete Folia. 

Foi uma tentativa clara de mudar o discurso: sair da política de uma cidade para falar com uma região inteira.

E as urnas responderam.

O TERCEIRO DO PSD 

O desempenho de Janjão ganha ainda mais peso quando colocado dentro do próprio partido.

O PSD elegeu nove deputados estaduais. Janjão ficou em terceiro lugar na legenda, com apenas 329 votos a menos que Antonio Moraes e 6.282 votos atrás de Joãozinho Tenório. A diferença pequena para Moraes mostra o tamanho da votação alcançada pelo novo deputado. 

Na lista geral dos eleitos, Janjão aparece entre nomes tradicionais, deputados experientes e políticos que já possuem longa trajetória eleitoral.

Ele chegou.

E chegou forte.

DE PREFEITO DE BOM JARDIM A DEPUTADO ESTADUAL

A passagem pela Prefeitura de Bom Jardim foi fundamental para a construção do capital político que agora será levado para Recife.

Mas existe uma diferença importante entre administrar uma prefeitura e disputar uma eleição estadual.

Na eleição municipal, o político fala diretamente para sua cidade. Na eleição estadual, precisa ser reconhecido em diferentes regiões, construir alianças, encontrar lideranças e convencer o eleitor de que seu mandato poderá representar interesses que vão muito além do seu município.

Foi justamente esse salto que Janjão conseguiu dar em 2026.

A campanha começou com Bom Jardim como principal referência, mas terminou com uma votação que o colocou entre os principais nomes da nova bancada da Alepe.

E existe ainda um detalhe político importante: Janjão chega ao Legislativo estadual aos 39 anos, com espaço para construir uma carreira longa na política pernambucana. O próprio registro eleitoral mostra que sua atividade profissional declarada é de professor de ensino fundamental e que nasceu em Bom Jardim. 

O DESAFIO AGORA É OUTRO

A eleição acabou. A partir de agora começa a parte mais difícil.

Janjão terá que provar que os 67.479 votos não foram apenas uma fotografia de 2026, mas o primeiro capítulo de uma liderança estadual.

Terá que equilibrar a fidelidade às suas bases do Agreste com as responsabilidades de um deputado de Pernambuco inteiro.

Terá que transformar apoios eleitorais em articulação política.

E, principalmente, terá que mostrar na Alepe que consegue fazer aquilo que fez nas urnas: ampliar seu território político.

A primeira grande vitória já está registrada.

Janjão saiu de Bom Jardim, atravessou o Agreste e agora tem cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

A pergunta que fica para os próximos quatro anos é simples — e bastante política:

qual será o tamanho de Janjão depois de quatro anos de mandato?

Porque uma coisa as urnas de 2026 já deixaram clara:

ele não chega à Alepe para ocupar espaço. Chega para disputar espaço. É isso!

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