sexta-feira, 6 de novembro de 2026

ANDRÉA MEDEIROS ALERTA PARA AUMENTO DAS TENTATIVAS DE FEMINICÍDIO E DEFENDE MAIS PROTEÇÃO ÀS MULHERES

O crescimento das tentativas de feminicídio no Brasil acendeu um alerta e reforçou a necessidade de ampliar as políticas públicas de prevenção e combate à violência contra a mulher. A deputada estadual eleita Andréa Medeiros (PSD) demonstrou preocupação com os números e defendeu uma atuação conjunta dos governos para garantir proteção, acolhimento e condições para que as mulheres possam romper o ciclo da violência.

Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil registrou 1.082 feminicídios e 3.350 tentativas. Embora o número de assassinatos de mulheres tenha apresentado uma redução de 4,5% em relação ao mesmo período de 2025, as tentativas cresceram 10,38%, revelando a dimensão do problema.

Em Pernambuco, a situação também preocupa. Dados da Gerência Geral de Análise Criminal e Estatística (GGACE), da Secretaria de Defesa Social (SDS), apontam 36.095 ocorrências de violência contra a mulher entre janeiro e junho deste ano. São aproximadamente 199 registros por dia, um aumento de 9,3% na comparação com os primeiros seis meses de 2025.

Diante desse cenário, Andréa Medeiros reforçou que o enfrentamento à violência precisa ser uma prioridade permanente. A parlamentar eleita garantiu que pretende levar a pauta para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), com atenção especial à prevenção, à proteção das vítimas e ao acolhimento das mulheres.

“Não podemos admitir nenhuma forma de violência contra a mulher. União, estados e municípios precisam intensificar as ações de prevenção, proteção e combate à violência. Mulheres merecem respeito, cuidado e, acima de tudo, o direito de viver sem medo. As mulheres podem ter certeza de que terão minha voz e meu trabalho na Assembleia Legislativa de Pernambuco”, afirmou.

Outro ponto defendido pela futura deputada é a autonomia financeira como instrumento fundamental para ajudar mulheres a deixarem relacionamentos abusivos. Para Andréa, não basta oferecer proteção legal: é necessário criar condições para que as vítimas consigam reconstruir suas vidas com independência.

“É preciso acolher essas mulheres, possibilitar cursos de capacitação e outros meios para que elas possam ter a própria renda. As mulheres precisam dessa autonomia, além de todos os mecanismos legais de proteção contra os agressores”, destacou.

Andréa também chamou atenção para uma realidade enfrentada por muitas vítimas: a dependência financeira, que dificulta o rompimento do ciclo de violência, especialmente quando existem filhos envolvidos.

A Central de Atendimento à Mulher, por meio do telefone 180, recebe denúncias e oferece orientação gratuitamente, funcionando 24 horas por dia.

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