Motoqueiro morre em colisão na BR-408
Um motociclista não identificado morreu na noite desta segunda-feira (2). Uma colisão frontal aconteceu por volta das 18h30 no quilômetro 55,8 da BR-408, em Nazaré da Mata, Mata Norte do estado. O acidente foi entre uma moto Honda de placa KIN-7253 e um carro da marca Voyage de placa KFH-6329.
O condutor da motocicleta estava sem documentos e morreu no local. A passageira da moto sofreu ferimentos leves e foi socorrida pela população que mora perto do local do acidente. Já o motorista do carro fugiu após o acidente sem prestar socorro às vítimas. O caso foi registrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF)
terça-feira, 3 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
DERRUBARAM O BIN
INFORMAÇÕES DO BLOG DO RONALDO CESAR
O líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, está morto e seu corpo foi resgatado por autoridades dos Estados Unidos, informou a rede de televisão CNN no fim da noite do domingo. De acordo com as fontes ouvidas pela CNN, Bin Laden morreu durante um ataque dos EUA a uma mansão nos arredores de Islamabad, capital do Paquistão, país vizinho ao Afeganistão. O presidente dos EUA, Barack Obama, deve fazer um anúncio sobre a morte de Bin Laden nas próximas horas.
O maior atentado planejado por Bin Laden foi o ataque contra as Torres Gêmeas, em Nova York, no dia 11 de setembro de 2001. Na ocasião, dois aviões foram lançados contra os dois edifícios mais altos dos EUA, provocando a morte de cerca de 3.000 pessoas. O atentado fez com que os EUA, então liderados pelo presidente George W. Bush, lançassem uma ofensiva contra o Afeganistão, país que abrigava Bin Laden vários integrantes de sua rede terrorista, a Al Qaeda.
As forças armadas norte-americanas tinham há anos a prioridade de capturar vivo ou morto o terrorista saudita. Até então, Bin Laden sempre havia conseguido se escapar das forças americanas, alternando esconderijos nas áreas de fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão.
.
fonte: http://www.uol.com.br/
.
Agora comigo: Haverá reação dos terroristas? Ficará Obama marcado como o presidente que venceu a guerra contra o terror? O certo é que os Estados Unidos anseavam por esse dia, em nome dos inocentes que morreram nos atentados terroristas. O ideal seria sua prisão para que pudesse pagar pelos crimes que praticou.
O líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, está morto e seu corpo foi resgatado por autoridades dos Estados Unidos, informou a rede de televisão CNN no fim da noite do domingo. De acordo com as fontes ouvidas pela CNN, Bin Laden morreu durante um ataque dos EUA a uma mansão nos arredores de Islamabad, capital do Paquistão, país vizinho ao Afeganistão. O presidente dos EUA, Barack Obama, deve fazer um anúncio sobre a morte de Bin Laden nas próximas horas.
O maior atentado planejado por Bin Laden foi o ataque contra as Torres Gêmeas, em Nova York, no dia 11 de setembro de 2001. Na ocasião, dois aviões foram lançados contra os dois edifícios mais altos dos EUA, provocando a morte de cerca de 3.000 pessoas. O atentado fez com que os EUA, então liderados pelo presidente George W. Bush, lançassem uma ofensiva contra o Afeganistão, país que abrigava Bin Laden vários integrantes de sua rede terrorista, a Al Qaeda.
As forças armadas norte-americanas tinham há anos a prioridade de capturar vivo ou morto o terrorista saudita. Até então, Bin Laden sempre havia conseguido se escapar das forças americanas, alternando esconderijos nas áreas de fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão.
.
fonte: http://www.uol.com.br/
.
Agora comigo: Haverá reação dos terroristas? Ficará Obama marcado como o presidente que venceu a guerra contra o terror? O certo é que os Estados Unidos anseavam por esse dia, em nome dos inocentes que morreram nos atentados terroristas. O ideal seria sua prisão para que pudesse pagar pelos crimes que praticou.
EUA ACUSA LIBIA DE DAR VIAGRA AS TROPAS VISANDO ESTIMULAR OS ESTUPROS
EUA acusam Líbia de dar Viagra a tropas e estimular estupros
NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - A embaixadora dos Estados Unidos na ONU disse na quinta-feira ao Conselho de Segurança que as tropas leais ao líder líbio Muammar Gaddafi estão cada vez mais recorrendo à violência sexual, e que alguns soldados têm recebido doses de Viagra, medicamento contra a impotência, segundo diplomatas.
Vários diplomatas da ONU que participaram de uma sessão a portas fechadas do Conselho relataram à Reuters que a embaixadora Susan Rice citou a questão do Viagra no contexto do agravamento dos casos de violência sexual por parte dos soldados do regime líbio.
"Rice abordou isso na reunião, mas ninguém respondeu", disse um diplomata, sob anonimato. A acusação havia surgido inicialmente em um jornal britânico.
O medicamento Viagra, do laboratório Pfizer, é usado contra a impotência sexual masculina.
Se for verdade que os soldados de Gaddafi estão recebendo Viagra, disseram diplomatas, isso indicaria que eles estão sendo estimulados por seus comandantes a estuprar mulheres para aterrorizar a população em áreas que apoiam os rebeldes.
O uso do estupro como arma de guerra tem recebido crescente atenção da ONU. No ano passado, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nomeou uma relatora especial para questões de violência sexual durante conflitos armados, Margot Wallstrom.
Neste mês, Wallstrom criticou o Conselho de Segurança por não ter mencionado a violência sexual durante duas recentes resoluções relacionadas à Líbia, apesar de o Conselho ter prometido priorizar esse assunto.
Wallstrom disse na ocasião que relatos sobre estudos na Líbia não haviam sido confirmados, mas citou o caso amplamente divulgado de Eman al Obaidi, uma mulher que no mês passado foi a um hotel frequentado por jornalistas em Trípoli e disse que havia sido estuprada por milicianos leais ao governo.
O Tribunal Penal Internacional já está investigando se o regime de Gaddafi cometeu crimes de guerra na sua violenta repressão a manifestantes que exigiam mais liberdade.
A delegação dos EUA junto à ONU não quis comentar o assunto.
(Reportagem de Louis Charbonneau)
Copyright Thomson Reuters 2011
NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - A embaixadora dos Estados Unidos na ONU disse na quinta-feira ao Conselho de Segurança que as tropas leais ao líder líbio Muammar Gaddafi estão cada vez mais recorrendo à violência sexual, e que alguns soldados têm recebido doses de Viagra, medicamento contra a impotência, segundo diplomatas.
Vários diplomatas da ONU que participaram de uma sessão a portas fechadas do Conselho relataram à Reuters que a embaixadora Susan Rice citou a questão do Viagra no contexto do agravamento dos casos de violência sexual por parte dos soldados do regime líbio.
"Rice abordou isso na reunião, mas ninguém respondeu", disse um diplomata, sob anonimato. A acusação havia surgido inicialmente em um jornal britânico.
O medicamento Viagra, do laboratório Pfizer, é usado contra a impotência sexual masculina.
Se for verdade que os soldados de Gaddafi estão recebendo Viagra, disseram diplomatas, isso indicaria que eles estão sendo estimulados por seus comandantes a estuprar mulheres para aterrorizar a população em áreas que apoiam os rebeldes.
O uso do estupro como arma de guerra tem recebido crescente atenção da ONU. No ano passado, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nomeou uma relatora especial para questões de violência sexual durante conflitos armados, Margot Wallstrom.
Neste mês, Wallstrom criticou o Conselho de Segurança por não ter mencionado a violência sexual durante duas recentes resoluções relacionadas à Líbia, apesar de o Conselho ter prometido priorizar esse assunto.
Wallstrom disse na ocasião que relatos sobre estudos na Líbia não haviam sido confirmados, mas citou o caso amplamente divulgado de Eman al Obaidi, uma mulher que no mês passado foi a um hotel frequentado por jornalistas em Trípoli e disse que havia sido estuprada por milicianos leais ao governo.
O Tribunal Penal Internacional já está investigando se o regime de Gaddafi cometeu crimes de guerra na sua violenta repressão a manifestantes que exigiam mais liberdade.
A delegação dos EUA junto à ONU não quis comentar o assunto.
(Reportagem de Louis Charbonneau)
Copyright Thomson Reuters 2011
domingo, 1 de maio de 2011
FALTAM PEDIATRAS EM TODO PAÍS
Toda mãe, todo pai, até uma criança sabe o valor do pediatra. E todo mundo é capaz de imaginar o drama de não ter este médico quando mais se precisa.
A busca desesperada por um médico especialista em crianças, o pediatra, virou situação comum em todo o país. Porque, no Brasil, hoje, faltam pediatras. Em 1996, 13,6% dos médicos eram pediatras. Hoje, 9,8%.
A explicação para faltar mais pediatras do que outros médicos começa nas faculdades: os alunos de medicina estão desistindo da pediatria.
“Até uns dez anos atrás, um quarto dos cem alunos de cada turma da santa casa tinham essa preferência, pediatria. No correr do último decênio, nós notamos que houve uma queda no interesse, conta o pediatra Júlio Toporovski.
Ele atende em consultório e também na Santa Casa de São Paulo, onde, há 40 anos, é professor na residência em pediatria. A residência é um curso prático, feito depois dos seis anos obrigatórios de medicina. Referência na área, Doutor Julio sabe que o problema de falta de pediatras é nacional.
“Na minha turma só eu fiz pediatria, de 50 alunos”, diz a residente de pediatria Karina de Oliveira.
Com a diminuição da procura da pediatria, nós fomos perdendo bolsas. Então hoje nós temos 10 vagas, mas só seis bolsas, explica José Eduardo Bueno, coordenador de pediatria da PUC/Sorocaba.
O número de inscritos para a prova nacional que dá o título de pediatra depois de feita a residência caiu 42% nos últimos 12 anos.
“Se nós não fizermos nada hoje, nós não teremos pediatras no futuro”, alerta Gloria Barreto Lopes, presidente da Sociedade Sergipana de Pediatria.
No estado de Sergipe, existem dois hospitais que oferecem residência em pediatria, mas neste ano nenhuma vaga foi ocupada. Em um deles, por falta de residentes, o atendimento às crianças já está sendo prejudicado.
Em Divinópolis, Minas Gerais, o maior hospital da cidade fechou o pronto-atendimento infantil há cinco meses.
“Nós necessitamos de sete profissionais para cumprir uma escala semanal. No mês de outubro estávamos contando apenas com três profissionais. Não foi possível mantê-lo aberto”, conta Alair Rodrigues, diretor do Hospital São João de Deus, Divinópolis/MG.
No Hospital Juscelino Kubitschek, em Nilópolis, bem perto do Rio de Janeiro, a placa já avisa as mães: não há pediatra após as 18h. Por "problemas técnicos". O diretor-administrativo João Faria Moreira explica que problemas são esses.
“A médica de quinta-feira pediu exoneração. Na Baixada Fluminense, infelizmente, é muito difícil você achar pediatra. É muito grande a procura. Se eu pegar as fichas ali você vai ver que hoje a gente atendeu 300 crianças. E nós temos três pediatras de dia e três pediatras de noite”.
De onde se conclui que, no turno do dia, até as 18h, cada pediatra do hospital atendeu 100 crianças. Ou uma criança a cada sete minutos.
As equipes do Fantástico percorreram o Brasil de norte a sul. De Pernambuco ao Rio Grande do Sul. E a situação é sempre a mesma. Faltam médicos para atender as crianças. Mas por quê? Por que tantos pediatras estão pedindo demissão? E por que os estudantes de medicina não querem mais saber dessa especialidade?
“Meu pai é cirurgião-geral. Por ele, eu não faria pediatria. Então eu não sofri influência de ninguém, porque ele falava: ‘Filha, você vai morrer de fome’”, relata a residente Marcela Romangneli.
Contra a carreira de pediatra, conta também o fantasma dos telefonemas a qualquer hora do dia ou da noite.
“Eu procuro ligar sempre, antes de dar qualquer coisa. Eu acho que eles preferem que ligue”, acredita a mãe Andrea Sirolin.
A repórter pergunta se o Dr. Toporovski concorda: “Eu prefiro que não liguem, mas faz parte da profissão. É uma consulta, 200 telefonemas”, brinca o médico.
E as ligações fora de hora são apenas uma das razões. “O pediatra trabalha muito, recebe telefonema em casa, tem que estar à disposição da família. E ganha pouco”, Ricardo Gurgel, vice-presidente da Sociedade Sergipana de Pediatria.
O médico Eduardo da Costa e Silva, de 37 anos, desistiu rapidamente da pediatria. Encarou mais dois anos de nova residência e virou radiologista - faz laudos de exames de imagem e quase não tem lida com pacientes.
“Agora, para ganhar o mesmo, eu trabalho menos. Eu não trabalho dando plantão. Tenho horário mais ou menos fixo, de segunda a sexta, sei mais ou menos a hora que vou sair para casa, sei a hora que vou entrar no trabalho. Não é o dia-a-dia do pediatra comum”.
“O aluno quer uma coisa cada vez mais especializada. Ele gosta da tecnologia. Ele quer que trabalhe com as especialidades que tenham procedimentos, porque isso leva a uma melhor remuneração”, conta Jucille Meneses, presidente de Pediatria de Pernambuco.
Procedimentos são exames, cirurgias, ações pagas à parte. Na pediatria, tudo isso é raro. O dia-a-dia é feito só de consultas. E consultas demoradas.
“A criança não te diz o que sente, muitas vezes. É um trabalho de detetive. Você olha para ela entrando, olhando, vendo e tal, a mãe te dá uma noção. Você precisa ter paciência e ir juntando as pecinhas pra conseguir chegar a um diagnóstico”, afirma a pediatra Daniele Castro.
“Não vale a pena fazer consultório ganhando o que esses planos e seguradoras de saúde pagam”, reconhece Jucille.
“Muitos pediatras fecharam o consultório, foram dar plantão na emergência”, lamenta Eduardo da Silva Vaz, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Mas essa fuga para as emergências, que pagam melhor, não garante um número suficiente de pediatras nos pronto-socorros.
O Ministério da Saúde fez uma pesquisa em 2008 com diretores de hospitais públicos para saber para qual especialidade é mais difícil encontrar profissionais. Deu pediatria em primeiro lugar.
“A gente tem mais dificuldade de conseguir contratar o profissional pediatra do que outras especialidades da área médica”, confirma Hans Dohmann, secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro.
Um hospital-geral como o de Itambé, no interior de Pernambuco, deveria ter sempre um pediatra de plantão. Não tem.
“Seria o ideal ter todos os dias. Mas, todos os dias, temos dois médicos no plantão. às vezes um é pediatra e o outro não. Às vezes nenhum dos dois é pediatra”, comenta Sime Macedo Cavalcanti, coordenadora de saúde de Itambé/PE.
No posto de saúde ao lado, onde também é obrigatória a presença de um pediatra, só há especialistas na segunda-feira.
“A gente olha a porta e vê em torno de 50, 60 crianças, 60 mães esperando. A gente tem que atender em cinco, 10 minutos, no máximo. É triste, porque a gente gostaria de fazer um atendimento mais adequado. Só se realmente a pessoa gostar muito, tiver o sonho de ser pediatra, ela vai insistir e fazer, porque a realidade é difícil”, reconhece a pediatra Andréia Maria Galvão.
Nos postos de saúde da família, o correto seria ter pelo menos um médico. Um deles em Goiânia, não tem.
Repórter: Quando chega criança pequena aqui com problema, o que é feito?
Atendente: É o enfermeiro-chefe quem atende. E quando é um caso de urgência, hospital.
De acordo com uma pesquisa encomendada pela Sociedade de Pediatria, 30% dos atendimentos de rotina a crianças e 43% dos de emergência são feitos por não-pediatras.
“As crianças da rede pública estão sendo privadas de um direito que elas têm de ser atendidas por um profissional capacitado”, adverte Eduardo da Silva Vaz.
“Está havendo uma carência de pediatras, é notória essa carência. Então, de acordo com a lei da oferta e da procura, o salário, a remuneração, dos pediatras começou a ser mais importante”, constata Dr. Julio.
O prognóstico dele começa a se realizar. Muitos pediatras já enxergam uma mudança positiva: a abertura de mais vagas em plantões. E um salário melhor.
“Eu recebi algumas propostas de emprego nesse tempo mais ou menos umas três e aceitei uma”, relata Luciana Pinheiro.
Quem se dedica à pediatria espera que essa recente valorização anime os jovens médicos a cuidar das crianças brasileiras.
“Quando o paciente entra, por exemplo, na sua sala. Ele entra chorando, sem querer ser atendido. E você começa a conversar e daqui a pouco aquela mesma criança já está rindo pra você e volta dali a duas semanas melhor do problema que ela tinha no início. Isso é muito gratificante”, conta um pediatra.
A pernambucana Danielle está em um plantão de 24 horas. Exausta, mas feliz. “A resposta é muito boa. Eu estou aqui atendendo, aí eu mando o menino, eu mando nebulizar. Quando ele volta, ele já volta melhor, já volta correndo, querendo brincar, querendo pegar meu estetoscópio. Eu adoro, eu não faria outra coisa na minha vida”, conta.
“O pediatra é um indivíduo, um médico que faz parte do exército das crianças. Pediatra, na prática e na teoria, deve ser um soldado deste exército de maneira incondicional”, resume o Dr. Julio Toporovski.
PERNAMBUCO TEM 52,7 BILHÕES DE INVESTIMENTOS
Investimento no Estado será de R$ 52,7 bi
Os recursos serão aplicados em Pernambuco até 2020 por meio dos empreendimentos em implantação, segundo a Ceplan
O Estado receberá investimentos de R$ 52,7 bilhões em empreendimentos que vão gerar cerca de 80.700 empregos no seu período de implantação, segundo um levantamento da Consultoria Econômica e Planejamento (Ceplan). Isso vai trazer um impacto no crescimento econômico do Estado pelas próximas duas décadas. No entanto, os economistas que fizeram o estudo apontaram alguns desafios que devem ser enfrentados, como melhorar a qualificação da mão de obra e aumentar a cultura empreendedora dos empresários locais.
"O investimento é um valor conservador. Incluímos os principais empreendimentos em curso (refinaria, estaleiro e polo petroquímico) e os anunciados a partir de 2010. Outros investimentos virão como as empresas que vão fornecer para a Fiat. O prazo em que serão implantados vai depender de cada uma das empresas, mas isso deve ocorrer, no máximo, até 2020", explicou o sócio-diretor da Ceplan, o economista e ex-secretário da Fazenda estadual, Jorge Jatobá. Somente a Refinaria Abreu e Lima tem um orçamento de US$ 15 bilhões (cerca de R$ 23,4 bilhões).
Para se ter uma ideia do que esses investimentos significam, o Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de Pernambuco era de R$ 25 bilhões em 2005, quantia que atualizada corresponde a R$ 40 bilhões. "É como se ocorresse a implantação de um outro parque industrial no Estado", comentou a sócia-diretora da Ceplan, Tânia Bacelar, ex-secretária da Fazenda estadual.
O setor industrial vai receber 75,3% de todos os investimentos previstos. Dos investimentos nacionais, 90,5% estão concentrados no território estratégico de Suape, que inclui Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca e Jaboatão. No interior, se destacaram a Ferrovia Transnordestina e transposição de águas do Rio São Francisco, que contribuíram para Salgueiro ser a terceira cidade onde mais surgiram empregos com carteira assinada no ano passado, perdendo apenas para Recife e Ipojuca.
Os economistas também acreditam que o crescimento do PIB de Pernambuco deve ser mais moderado em 2011, quando comparado com o ano passado, que foi de 9,3%.
O levantamento também apontou desafios para que as empresas locais tirem proveito do futuro crescimento. "Uma parte dos empreendimentos são estranhos ao nosso setor produtivo, como produção de petróleo e gás, estaleiros, fármacos. Os empresários locais terão que descobrir esses setores, tirar as certificações necessárias", resumiu Tânia. Os economistas argumentaram que esses setores têm um nível de exigência que muitas empresas locais não estão acostumadas.
Os recursos serão aplicados em Pernambuco até 2020 por meio dos empreendimentos em implantação, segundo a Ceplan
O Estado receberá investimentos de R$ 52,7 bilhões em empreendimentos que vão gerar cerca de 80.700 empregos no seu período de implantação, segundo um levantamento da Consultoria Econômica e Planejamento (Ceplan). Isso vai trazer um impacto no crescimento econômico do Estado pelas próximas duas décadas. No entanto, os economistas que fizeram o estudo apontaram alguns desafios que devem ser enfrentados, como melhorar a qualificação da mão de obra e aumentar a cultura empreendedora dos empresários locais.
"O investimento é um valor conservador. Incluímos os principais empreendimentos em curso (refinaria, estaleiro e polo petroquímico) e os anunciados a partir de 2010. Outros investimentos virão como as empresas que vão fornecer para a Fiat. O prazo em que serão implantados vai depender de cada uma das empresas, mas isso deve ocorrer, no máximo, até 2020", explicou o sócio-diretor da Ceplan, o economista e ex-secretário da Fazenda estadual, Jorge Jatobá. Somente a Refinaria Abreu e Lima tem um orçamento de US$ 15 bilhões (cerca de R$ 23,4 bilhões).
Para se ter uma ideia do que esses investimentos significam, o Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de Pernambuco era de R$ 25 bilhões em 2005, quantia que atualizada corresponde a R$ 40 bilhões. "É como se ocorresse a implantação de um outro parque industrial no Estado", comentou a sócia-diretora da Ceplan, Tânia Bacelar, ex-secretária da Fazenda estadual.
O setor industrial vai receber 75,3% de todos os investimentos previstos. Dos investimentos nacionais, 90,5% estão concentrados no território estratégico de Suape, que inclui Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca e Jaboatão. No interior, se destacaram a Ferrovia Transnordestina e transposição de águas do Rio São Francisco, que contribuíram para Salgueiro ser a terceira cidade onde mais surgiram empregos com carteira assinada no ano passado, perdendo apenas para Recife e Ipojuca.
Os economistas também acreditam que o crescimento do PIB de Pernambuco deve ser mais moderado em 2011, quando comparado com o ano passado, que foi de 9,3%.
O levantamento também apontou desafios para que as empresas locais tirem proveito do futuro crescimento. "Uma parte dos empreendimentos são estranhos ao nosso setor produtivo, como produção de petróleo e gás, estaleiros, fármacos. Os empresários locais terão que descobrir esses setores, tirar as certificações necessárias", resumiu Tânia. Os economistas argumentaram que esses setores têm um nível de exigência que muitas empresas locais não estão acostumadas.
sábado, 30 de abril de 2011
PINTOR ASSASSINADO
23:15:48
POLÍCIA // VIOLÊNCIA
Pintor é assassinado a tiros quando voltava pra casa no Agreste
Do NE10
Núcleo SJCC/Caruaru
Um pintor foi morto com vários tiros na tarde do sábado (30) em Santa Cruz do Capibaribe, Agreste de Pernambuco.
Segundo a polícia, José de Souza Silva, 26 anos, morava na Travessa Antônio Ferreira Ramos, no bairro Bela Vista. Quando estava perto de casa ele teria sido abordado por dois homens em uma moto que já chegaram atirando. José de Souza foi atingido nas costas, no abdômen e na cabeça. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
A polícia já tem uma linha de investigação e só não revelou o nome dos suspeitos para não atrapalhar as investigações. O corpo de José de Souza deverá ser levado para o IML de Caruaru, também no Agreste do Estado
POLÍCIA // VIOLÊNCIA
Pintor é assassinado a tiros quando voltava pra casa no Agreste
Do NE10
Núcleo SJCC/Caruaru
Um pintor foi morto com vários tiros na tarde do sábado (30) em Santa Cruz do Capibaribe, Agreste de Pernambuco.
Segundo a polícia, José de Souza Silva, 26 anos, morava na Travessa Antônio Ferreira Ramos, no bairro Bela Vista. Quando estava perto de casa ele teria sido abordado por dois homens em uma moto que já chegaram atirando. José de Souza foi atingido nas costas, no abdômen e na cabeça. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
A polícia já tem uma linha de investigação e só não revelou o nome dos suspeitos para não atrapalhar as investigações. O corpo de José de Souza deverá ser levado para o IML de Caruaru, também no Agreste do Estado
DROGA PIOR QUE O CRACK
Mais forte do que o crack,nova droga de nome, óxi, chega a Pernambuco e se espalha por dez Estados
Postado por V&C Artigos e Notícias às 11:09
Óxi: mais mortal que o crack, nova droga assusta o Brasil
Ainda desconhecido pela maioria da população, o óxi ou oxidado, uma droga parecida com o crack, só que mais devastadora, já se espalhou por dez Estados do país e recentemente chegou a Pernambuco. Assim como o crack, o princípio ativo do óxi é a pasta base da folha de coca. Enquanto o crack é obtido a partir da mistura e queima da pasta base com bicarbonato de sódio e amoníaco, no óxi são utilizados cal virgem e algum combustível, como querosene, gasolina e até álcool de bateria --substâncias que barateiam o custo do entorpecente.
O óxi é inalado ou fumado, assim como o crack, na lata ou no cachimbo. A droga é produzida na Bolívia e no Peru e começou a entrar no Brasil em 2005 pelo interior do Acre. Em pouco tempo, chegou a Rio Branco, onde atualmente há um número elevado de usuários, e se espalhou para outras capitais da região Norte, como Manaus (Amazonas), Belém (Pará), Macapá (Amapá) e Porto Velho (Rondônia).
Nos últimos meses, houve apreensões e registros de usuários em Goiás, Distrito Federal, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Piauí --onde foram confirmadas 18 mortes só neste ano por conta do uso do óxi. Há rumores da circulação da droga no Mato Grosso, Maranhão e Paraná, embora não haja registros oficiais.
A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), subordinada ao Ministério da Justiça, informou que pesquisadores do órgão registraram a circulação da droga em Santos (SP), mas não forneceu mais detalhes. Na capital, não há registros de usuários de óxi no SUS (Sistema Único de Saúde), segundo a Secretaria de Estado da Saúde. A Secretaria Municipal da Saúde da capital paulista, que faz um trabalho com usuário de drogas na Cracolândia, região central, também afirma não ter encontrado a droga.
Oficialmente, o Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos) da Polícia Civil ainda não fez apreensões da droga. Segundo o órgão, no entanto, o óxi já pode ter sido apreendido, mas não foi diferenciado em razão de sua semelhança com o crack. A maior diferença na aparência entre as duas drogas é a cor mais amarelada do óxi, enquanto a pedra do crack é mais clara.
.
Efeitos e danos ao organismo
A pasta base é feita a partir da trituração da folha de coca, encontrada nos países andinos (Bolívia, Peru, Colômbia e Equador). Para obter a pasta base, utiliza-se ácido sulfúrico e outros componentes tóxicos. No óxi, a pasta base é misturada com combustível e cal virgem, componentes corrosivos e extremamente danosos ao organismo.A droga inalada chega ao cérebro entre 7 e 9 segundos, apenas, e acelera o metabolismo do usuário, causando sensações de euforia, depressão, medo e paranoia. Diferente da cocaína, os efeitos duram pouco tempo, no máximo 10 minutos. Essas circunstâncias obrigam o drogado a inalar o óxi repetidamente para manter o “barato”, o que aumenta as agressões ao organismo.De acordo com o psiquiatra Pablo Roig, diretor de uma clínica particular de recuperação de drogados, o que torna o óxi mais letal que o crack é, em primeiro lugar, os componentes adicionais --cal e combustível-- e, em segundo, a quantidade do princípio ativo da cocaína, que no óxi é de 60% do composto, um pouco superior ao encontrado no crack.
“São substâncias com alta toxicidade, que causam dificuldades na respiração, fibroses e endurecimento do pulmão. Afetam o sistema cardiorrespiratório e promovem uma vasoconstrição muito intensa. Muitos usuários têm perda de consciência, o que leva a uma parada cardíaca e ao coma”, afirma o médico.
A maioria dos usuários intercala as inaladas com doses de álcool para controlar a sensação de abstinência causada pela droga, o que ataca o fígado e o sistema digestivo, fazendo com que os usuários tenham diarreia e vômito. Muitos usuários de óxi apresentam aparência amarela por conta dos efeitos da droga no fígado.
“O álcool com a substância da cocaína forma o cocaetileno, que pode provocar esteatose hepática (gordura no fígado) e cirrose”, diz Roig. O cocaetileno também é uma substância tóxica para o miocárdio, o que pode também provocar morte súbita.Ainda não há um estudo sobre a letalidade do óxi. Nos próximos dias, a Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com o Ministério da Justiça, divulgará um amplo estudo sobre o crack que também deve abordar o óxi. No entanto, segundo o delegado do Deic, em média 30% dos usuários da droga não sobrevivem após um ano
Fonte: Uol
Postado por V&C Artigos e Notícias às 11:09
Óxi: mais mortal que o crack, nova droga assusta o Brasil
Ainda desconhecido pela maioria da população, o óxi ou oxidado, uma droga parecida com o crack, só que mais devastadora, já se espalhou por dez Estados do país e recentemente chegou a Pernambuco. Assim como o crack, o princípio ativo do óxi é a pasta base da folha de coca. Enquanto o crack é obtido a partir da mistura e queima da pasta base com bicarbonato de sódio e amoníaco, no óxi são utilizados cal virgem e algum combustível, como querosene, gasolina e até álcool de bateria --substâncias que barateiam o custo do entorpecente.
O óxi é inalado ou fumado, assim como o crack, na lata ou no cachimbo. A droga é produzida na Bolívia e no Peru e começou a entrar no Brasil em 2005 pelo interior do Acre. Em pouco tempo, chegou a Rio Branco, onde atualmente há um número elevado de usuários, e se espalhou para outras capitais da região Norte, como Manaus (Amazonas), Belém (Pará), Macapá (Amapá) e Porto Velho (Rondônia).
Nos últimos meses, houve apreensões e registros de usuários em Goiás, Distrito Federal, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Piauí --onde foram confirmadas 18 mortes só neste ano por conta do uso do óxi. Há rumores da circulação da droga no Mato Grosso, Maranhão e Paraná, embora não haja registros oficiais.
A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), subordinada ao Ministério da Justiça, informou que pesquisadores do órgão registraram a circulação da droga em Santos (SP), mas não forneceu mais detalhes. Na capital, não há registros de usuários de óxi no SUS (Sistema Único de Saúde), segundo a Secretaria de Estado da Saúde. A Secretaria Municipal da Saúde da capital paulista, que faz um trabalho com usuário de drogas na Cracolândia, região central, também afirma não ter encontrado a droga.
Oficialmente, o Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos) da Polícia Civil ainda não fez apreensões da droga. Segundo o órgão, no entanto, o óxi já pode ter sido apreendido, mas não foi diferenciado em razão de sua semelhança com o crack. A maior diferença na aparência entre as duas drogas é a cor mais amarelada do óxi, enquanto a pedra do crack é mais clara.
.
Efeitos e danos ao organismo
A pasta base é feita a partir da trituração da folha de coca, encontrada nos países andinos (Bolívia, Peru, Colômbia e Equador). Para obter a pasta base, utiliza-se ácido sulfúrico e outros componentes tóxicos. No óxi, a pasta base é misturada com combustível e cal virgem, componentes corrosivos e extremamente danosos ao organismo.A droga inalada chega ao cérebro entre 7 e 9 segundos, apenas, e acelera o metabolismo do usuário, causando sensações de euforia, depressão, medo e paranoia. Diferente da cocaína, os efeitos duram pouco tempo, no máximo 10 minutos. Essas circunstâncias obrigam o drogado a inalar o óxi repetidamente para manter o “barato”, o que aumenta as agressões ao organismo.De acordo com o psiquiatra Pablo Roig, diretor de uma clínica particular de recuperação de drogados, o que torna o óxi mais letal que o crack é, em primeiro lugar, os componentes adicionais --cal e combustível-- e, em segundo, a quantidade do princípio ativo da cocaína, que no óxi é de 60% do composto, um pouco superior ao encontrado no crack.
“São substâncias com alta toxicidade, que causam dificuldades na respiração, fibroses e endurecimento do pulmão. Afetam o sistema cardiorrespiratório e promovem uma vasoconstrição muito intensa. Muitos usuários têm perda de consciência, o que leva a uma parada cardíaca e ao coma”, afirma o médico.
A maioria dos usuários intercala as inaladas com doses de álcool para controlar a sensação de abstinência causada pela droga, o que ataca o fígado e o sistema digestivo, fazendo com que os usuários tenham diarreia e vômito. Muitos usuários de óxi apresentam aparência amarela por conta dos efeitos da droga no fígado.
“O álcool com a substância da cocaína forma o cocaetileno, que pode provocar esteatose hepática (gordura no fígado) e cirrose”, diz Roig. O cocaetileno também é uma substância tóxica para o miocárdio, o que pode também provocar morte súbita.Ainda não há um estudo sobre a letalidade do óxi. Nos próximos dias, a Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com o Ministério da Justiça, divulgará um amplo estudo sobre o crack que também deve abordar o óxi. No entanto, segundo o delegado do Deic, em média 30% dos usuários da droga não sobrevivem após um ano
Fonte: Uol
ARIANO DEFENDE CHICO CESAR E DIZ TO COM ELE E NÃO ABRO
Ariano sai em defesa de Chico César: “Tô com ele e não abro”
Ariano desconversa sobre o Nobel e sai em defesa de Chico César: “Tô com ele e não abro”
Durante a entrevista coletiva que concedeu à imprensa paraibana no Hotel Caiçara na última quinta-feira (28) o escritor paraibano Ariano Suassuna deu uma aula de humildade e desconversou sobre a possibilidade de concorrer ao Prêmio Nobel de Literatura. “Eu nunca havia pensado nisso e nem me deslumbro com essa possibilidade, até porque não me considero com perfil para galgar esse prêmio”.
Ariano louvou seus escritores prediletos, tais como o espanhol Miguel de Cervantes e se confessou satisfeito com o que alcançou até hoje. “Eu nunca fui muito ambicioso. Certa vez disseram por aí, que o ‘Auto da Compadecida’ ia ganhar uma versão produzida em Hollywood e coisa e tal. Mas eu fiquei feliz mesmo foi quando Guel Arraes fez o filme, até porque eles jamais iriam encontrar um Chicó como Matheus Natchegaele”, afirmou sorridente.
Para o autor de “O Romance da Pedra do Reino” um tema polêmico como a decisão do Subsecretário de Cultura da Paraíba, o compositor Chico César, que tem sido motivo de debate nos últimos dias na mídia paraibana, com repercussão nacional, é simplificado na observação de Ariano Suassuna de uma forma firme e aparentemente simples.
Suassuna recorda que quando foi Secretário de Cultura em Pernambuco esteve envolvido em algo parecido, e não vê problema em dizer que “estou com Chico César e não abro”. Para Ariano as bandas do chamado forró de plástico já tem o mercado de portas abertas para ele e “os artistas que fazem uma obra de teor cultural legítimo lutam para conseguir sobreviver”. No entendimento do autor de “O Santo e a Porca” o Estado tem por obrigação fomentar a cultura, adiantando que esses artistas que fazem uma música meramente comercial não têm necessidade de lutar por espaços abertos pelo dinheiro público. Ariano Suassuna recorre ao episódio em que travou um embate ferrenho com o cantor Chico Science (líder do movimento Mangue Beat falecido de forma prematura em um acidente automobilístico) e nunca se arrependeu de ter dado a cara à tapa naquele momento. “Eu nunca tive nada pessoal com o Chico Science, mas a música dele, do grupo Nação Zumbi, já tinha a mídia aberta para ele”.
“Gosto de Chico César! Estou com ele e não abro”, concluiu Suassuna que lembrou na ocasião o fato de grupos como o Quinteto da Paraíba e do compositor Eli-Eri Moura, por exemplo, padecerem do mal que é a falta de visibilidade enquanto essas bandas que fazem uma música de qualidade fraca “enriquecem à custa dos espaços que, no meu entendimento, não fazem por merecer”.
Rasgando elogios a Sivuca, Ariano Suassuna lembrou o quando o autor de “Rapsódia Gonzagueana” sofreu antes de conquistar o mundo. “Eu vi o Sivuca ainda menino, tocando no meio da rua para ganhar uns trocados; e eu várias vezes lhe dei dinheiro quando passava por ele. Vejam que absurdo. E o Sivuca precisou ir para fora do Brasil para poder ter sua genialidade reconhecida”.
Sobre a homenagem que recebe do Sindicato dos Bancários da Paraíba (SEEB-PB) o poeta (para quem não sabe a sua antologia poética é fenomenal), dramaturgo e romancista se disse emocionado e agradecido. “Eu nem sei se mereço tanto, acho que Deus foi bondoso comigo. Mas fico feliz em ter meu trabalho reconhecido pelos meus conterrâneos”.
Fonte: Ricardo Anísio /SEEB - PB
Ariano desconversa sobre o Nobel e sai em defesa de Chico César: “Tô com ele e não abro”
Durante a entrevista coletiva que concedeu à imprensa paraibana no Hotel Caiçara na última quinta-feira (28) o escritor paraibano Ariano Suassuna deu uma aula de humildade e desconversou sobre a possibilidade de concorrer ao Prêmio Nobel de Literatura. “Eu nunca havia pensado nisso e nem me deslumbro com essa possibilidade, até porque não me considero com perfil para galgar esse prêmio”.
Ariano louvou seus escritores prediletos, tais como o espanhol Miguel de Cervantes e se confessou satisfeito com o que alcançou até hoje. “Eu nunca fui muito ambicioso. Certa vez disseram por aí, que o ‘Auto da Compadecida’ ia ganhar uma versão produzida em Hollywood e coisa e tal. Mas eu fiquei feliz mesmo foi quando Guel Arraes fez o filme, até porque eles jamais iriam encontrar um Chicó como Matheus Natchegaele”, afirmou sorridente.
Para o autor de “O Romance da Pedra do Reino” um tema polêmico como a decisão do Subsecretário de Cultura da Paraíba, o compositor Chico César, que tem sido motivo de debate nos últimos dias na mídia paraibana, com repercussão nacional, é simplificado na observação de Ariano Suassuna de uma forma firme e aparentemente simples.
Suassuna recorda que quando foi Secretário de Cultura em Pernambuco esteve envolvido em algo parecido, e não vê problema em dizer que “estou com Chico César e não abro”. Para Ariano as bandas do chamado forró de plástico já tem o mercado de portas abertas para ele e “os artistas que fazem uma obra de teor cultural legítimo lutam para conseguir sobreviver”. No entendimento do autor de “O Santo e a Porca” o Estado tem por obrigação fomentar a cultura, adiantando que esses artistas que fazem uma música meramente comercial não têm necessidade de lutar por espaços abertos pelo dinheiro público. Ariano Suassuna recorre ao episódio em que travou um embate ferrenho com o cantor Chico Science (líder do movimento Mangue Beat falecido de forma prematura em um acidente automobilístico) e nunca se arrependeu de ter dado a cara à tapa naquele momento. “Eu nunca tive nada pessoal com o Chico Science, mas a música dele, do grupo Nação Zumbi, já tinha a mídia aberta para ele”.
“Gosto de Chico César! Estou com ele e não abro”, concluiu Suassuna que lembrou na ocasião o fato de grupos como o Quinteto da Paraíba e do compositor Eli-Eri Moura, por exemplo, padecerem do mal que é a falta de visibilidade enquanto essas bandas que fazem uma música de qualidade fraca “enriquecem à custa dos espaços que, no meu entendimento, não fazem por merecer”.
Rasgando elogios a Sivuca, Ariano Suassuna lembrou o quando o autor de “Rapsódia Gonzagueana” sofreu antes de conquistar o mundo. “Eu vi o Sivuca ainda menino, tocando no meio da rua para ganhar uns trocados; e eu várias vezes lhe dei dinheiro quando passava por ele. Vejam que absurdo. E o Sivuca precisou ir para fora do Brasil para poder ter sua genialidade reconhecida”.
Sobre a homenagem que recebe do Sindicato dos Bancários da Paraíba (SEEB-PB) o poeta (para quem não sabe a sua antologia poética é fenomenal), dramaturgo e romancista se disse emocionado e agradecido. “Eu nem sei se mereço tanto, acho que Deus foi bondoso comigo. Mas fico feliz em ter meu trabalho reconhecido pelos meus conterrâneos”.
Fonte: Ricardo Anísio /SEEB - PB
Assinar:
Comentários (Atom)





