A cabeleireira Margarida Antônia da Silva, de 43 anos, surpreendeu-se nesta terça-feira (17), ao perceber que um dos oito pintinhos nascidos ontem em sua casa - no bairro Ponto de Parada, no Recife -, tem quatro patas. O pinto de cores amarela e preta, foi apelidado de Grandioso. Segundo o Professor Paulo Eleutério, da área de genética do departamento de Biologia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), o caso é raríssimo. Ele explica que o fato é um tipo de mutação – mudança da informação genética -, da linhagem germinativa, ou seja, que se deu por algum fator determinante da mãe. A informação duplicou, fazendo com que Grandioso ao invés de duas, nascesse com quatro patas. O professor explica que a mutação pode ser consequência da alimentação ou radiação solar recebidas pela mãe, ou até mesmo alguma medicação dada a ela. A anomalia não será um problema para Grandioso. Com informações de Wagner Santos, repórter de Grande Recife |
Whitney andou sob aplausos de 15 mil pessoas em sua formatura
Um estudante paraplégico americano conseguiu andar em sua formatura com a ajuda de um exoesqueleto desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Berkeley, onde ele estudou.
Diante de uma plateia de 15 mil pessoas, Austin Whitney usou um controle em um andador para acionar o exoesqueleto amarrado às suas pernas e dar os tão esperados sete passos para receber o diploma em Ciência Política e História."Foi realmente além dos meus sonhos mais incríveis", disse Whitney.
"No segundo em que eu apertei o botão e me levantei, eu fui inundado por uma série de emoções."
Ele descreveu como os altos e baixos de sua vida passaram por sua mente enquanto ele andava, desde o momento em que ele ficou paraplégico quatro anos atrás em um acidente de carro até o dia em que ele descobriu que havia sido aceito pela Universidade de Berkeley.
"Foi realmente impressionante", disse ele.
A tecnologia que ajudou Whitney a andar foi desenvolvida com objetivos militares
Austin Whitney trabalhou com a equipe durante meses, testando a estrutura robótica e dizendo o que funcionava e o que precisava de ajustes. Em homenagem a ele, o exoesqueleto foi batizado de "Austin".
Tecnologia militar
A tecnologia que ajudou Whitney a andar começou a ser criada em 2002, quando Kazerooni recebeu um financiamento do Departamento de Defesa americano para inventar um aparato que permitisse que pessoas carregassem enormes cargas por longos períodos.
Segundo o departamento de imprensa da universidade, a ideia na época era ajudar pessoas como médicos militares carregando um soldado ferido ou bombeiros que precisam subir escadas com equipamento pesado.
Quatro anos depois, foi criado o Bleex (Berkeley Lower Extremity Exoskeleton). O dispositivo tem uma mochila que se conecta às pernas da pessoa e usa sua própria fonte de energia para movê-las sem colocar pressão desnecessária sobre os músculos.
Mas o professor tinha planos mais ambiciosos para o exoesqueleto: ajudar pessoas que não podem andar.
Embriagado
O acidente que colocou Whitney em uma cadeira de rodas aconteceu no dia 21 de julho de 2007, quando ele assumiu a direção do carro após ter consumido bebidas alcoólicas.
Seu melhor amigo quase morreu e Whitney quebrou a coluna e ficou paraplégico.
"Foi minha culpa", disse ele.
Whitney trabalhou com a equipe de Berkeley por meses
Após entrar para a universidade, Whitney passou a dar palestras para estudantes sobre os perigos de beber e dirigir.
Ele também disse esperar que o sucesso da caminhada em sua formatura dê esperanças a outros paraplégicos de que eles um dia possam contar com máquinas de preço acessível que os ajudem a recuperar alguma mobilidade.
"Esta tecnologia pode ser usada por um grande número de pessoas e esta é nossa missão", disse Kazerooni.
"Estamos dizendo à comunidade que isso é possível. Este é apenas o começo de nosso trabalho."
Fonte: BBC Brasil - 17/05/11
