A presidente Dilma Rousseff se reuniu, nesta quinta-feira, com 29 empresários (representantes de metade do PIB) para trocar ideias, exigências e informações do setor produtivo.
Ela cobrou mais investimentos e apoio da iniciativa privada com o intuito de impulsionar o crescimento econômico, enquanto eles pediam controle do câmbio e reclamavam dos altos impostos, além dos custos com mão de obra e energia elétrica.
Dilma afirmou que deve anunciar, nos próximos dias, novas medidas para alavancar a competitividade industrial. Ela disse que vai defender o setor produtivo, e não proteger. Depois de anotar as reivindicações do empresariado, a presidente encarregou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, do planejamento de ações, entre as quais deve estar a desoneração da folha de pagamento do setor industrial.
Os representantes de grandes companhia do país esperam que o plano esteja concluído até Dilma voltar da viagem a Nova Délhi, na Índia, prevista para ser no final da semana que vem. Em solo indiano, ela se reunirá com autoridas do Brics (bloco dos países emergentes Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
A presidente da Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, fez o relato de uma análise mostrando a alta de 25% na venda dos eletrodomésticos da linha branca desde a implantação do corte no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Trajano, que não pediu a extensão do prazo da redução, afirmou que o governo considera o resultado satisfatório e prometeu ainda um corte também na taxa de juros.