segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Homem invade festa em Piedade e deixa um morto e dois feridos

Do NE10
Com informações da Rádio Jornal
Uma festa terminou em tragédia na madrugada desta segunda-feira (4) no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O suspeito Ivan Reis Porto, de 47 anos, invadiu a residência de Thais Lima Cavalcanti, 21 anos, onde ocorria a comemoração do aniversário de um filho da jovem, e atirou contra todos que estavam no local. Três pessoas ficaram feridas e uma delas morreu a caminho do hospital.

Antônio Felipe Mota, 31 anos; Leandro Soares Ramos, 26 anos; e a jovem Thais foram atingidos pelos disparos e encaminhados para a Unidade Pronto Atendimento (UPA) de Barra de Jangada. Antônio Felipe não resistiu aos ferimentos e faleceu na unidade de saúde. Leandro Soares e Thais Lima foram removidos para o Hospital Dom Helder Câmara, no Cabo de Santo Agostinho, onde continuam internados.

A polícia foi ao local investigar o crime e encontrou na casa do suspeito, localizada na Rua Inaldo Araújo, várias pistolas, revólveres, munições e até uma arma de brinquedo. Ivan Reis já tem passagem pelo presídio acusado de homícidio. O suspeito continua foragido. Ainda não informações sobre o motivo do crime.

Cinco pontos chaves para você se proteger de ataques de internet

BBC Brasil

Criptografar mensagens, desativar o JavaScript ou usar programas que criam e guardam senhas. Essas são algumas das alternativas para manter a segurança de seus dados pessoais em tempos de bisbilhotagem e pirataria na rede.

Ficar 100% imune à ação de hackers ou espiões é praticamente impossível, segundo os especialistas. Mas várias medidas podem aumentar a segurança cibernética. Veja algumas delas.

1. Configurações

Joe McNamee, diretor da ONG Direitos Digitais Europeus, deu sugestões úteis a quem usa a internet.

Instalar "https". O mais comum é a informação chegar ao navegador plo "http" (protocolo de transferência de hipertexto). Mas o "https" (protocolo seguro de transferência de hipertexto) inclui elementos criptográficos que protegem a navegação e é mais recomendável. As instruções para instalação são facilmente encontradas na rede. 

Adeus à nuvem. Evite o uso de serviços que armazenam a informação na internet (cloud computing). O risco será menor à medida que se diminua a quantidade de informação pessoal em arquivos virtuais. 

Desativar o JavaScript no navegador. Muitos ataques cibernéticos aproveitam esta ferramenta de programação. Para não ser vítima, recomenda-se baixar programas que bloqueiem o JavaScript. 

Desativar cookies. Os cookies permitem ao site visitado saber quais as atividades prévias e futuras do usuário. Há instruções na rede sobre como ativar o bloqueio de cookies. Leva apenas alguns minutos. 

2.- Senhas e condições de uso

Boas senhas. Não é facil escolher a melhor: grandes, complicadas, com números e letras. Ainda que seja difícil memorizá-las, não é adequado usar a mesma senha para tudo. 

“É melhor guardá-las na carteira. Uma opção é usar os programas que guardam o nome do usuário e um código cifrado, com uma senha única. Este código pode criar um sistema aleatório de palavras como no site Diceware.com”, explica Dany O’Brien, da ONG Fundação Fronteira Eletrônica (EFF, na sigla em inglês).

Condições de uso quilométricas. "Muitos serviços e sites conseguem ter acesso quase ilimitado às informações pessoais dos usuários e podem fazer o que quiser depois que o internauta concorda com as condições de uso. Uma solução é ler as regras ou então contratar uma empresa que detecta possíveis problemas, como o Tosdr.org”, diz McNamee. 

3.- Criptografar

Sem exceção, os especialistas concordam que esta é uma ferramenta fundamental e efetiva para proteger mensagens enviadas a partir de qualquer plataforma.

A criptografia protege os dados enviados entre uma pessoa e outra, do momento em que sai do dispositivo emissor até chegar no receptor. O roubo e a espionagem de informação ocorre geralmente nesse caminho.

Bate papo e e-mail. Existem vários sistemas criptográficos na rede. Os mais confiáveis são: Gnu Privacy Guard (GPG), Pretty Good Privacy (PGP) y Thunderbird (os dois últimos são grátis). O grau de complexidade da instalação varia. 

O´Brien recomenda o uso do "off the record messaging" (OTR), um programa para proteger bate papos. Ele criptografa as mensagens e pode ser usado no Google Hangout, no Facebook, entre outros.

HD. As últimas versões do Windows, Mac, iOS e Android têm formas de criptografar as informações. Só é preciso ativação. Sem isso, qualquer um pode, em questão de minutos, ter acesso ao conteúdo armazenado no laptop, PC, tablet ou smartphone. 

4.-Esforço extra

Adeus internet. Quando se tratam de dados muito importantes e sensíveis, o melhor é armazená-los em computadores sem conexão com a internet. 

"Se quiser passar um documento do ‘computador seguro’ para o computador com internet, pode-se criptografá-lo e usar um cabo USB para transferí-lo”, recomenda Bruce Schneier, especialista em segurança cibernética.

Há aplicatos úteis também, como o TrueCrypt.

Navegar na rede. É sempre bom estar atento às novidades de segurança disponíveis. Portanto, sempre procure novas ferramentas. 

Celulares à prova de curiosos. “Existem aparatos minúsculos que criptografam os telefonemas e trocam o sinal análogo, ou seja, as palavras são ouvidas em um tom inaudível. Quem está espiando não consegue entender”, diz Julia Wing, diretora da Spy Master, empresa que vende dispositivos de vigilância e proteção pessoal. 

5.- Mais anonimato

Outra recomendação é recerrer ao The Onion Router (TOR), uma rede de comunicações com código aberto (software de domínio público), que protege o anonimato já que a informação transmitida "viaja" através de diferentes servidores. Isso dificulta saber qual foi o ponto de partida - e o autor - da mensagem.

Para O’Brien, é também importante compartilhar as ferramentas de proteção com a família, amigos e colegas. Assim, aumenta-se a segurança das informações.

Em termos gerais, prefira produtos e serviços de empresas pequenas. Para os especialistas, grandes produtores estão mais vulneráveis ao ataque de hackers e organizações que querm se apropriar de dados transmitidos pela rede.

Eleições 2014 se desenha como das mais acirradas em Pernambuco

Rosália Rangel
Diário de Pernambuco

A disputa pelo governo de Pernambuco promete ser uma das mais difíceis já vista no estado. O primeiro sinal do acirramento é possível perceber pela reorganização da Frente Popular, coligação comandada no estado pelo governador Eduardo Campos (PSB), virtual candidato a presidente da República em 2014. Uma condição que, na opinião de aliados, se transformará em um ingrediente a mais para fortalecer a aliança socialista, apesar do desfalque de partidos do porte do PT e PTB. 

As legendas decidiram entregar os cargos que ocupavam no governo de Eduardo e deixaram claro o rompimento político com o líder socialista quando deram sinais de que podem caminhar juntos no próximo ano. O projeto do PTB é de lançar a candidatura do senador Armando Monteiro Neto (PTB), com eventual apoio do PT. Os petebistas ficaram ainda mais animados depois que o ex-presidente Lula (PT) afirmou ter simpatia por Armando na disputa em Pernambuco.

Os petistas, no entanto, ainda avaliam qual seria a melhor opção: se a união com o PTB ou lançar um nome do partido. O deputado federal João Paulo, que nas últimas pesquisas apareceu em segundo lugar em um dos cenários com Armando Monteiro Neto, seria, então, a opção da sigla. “A missão do PT é de definir o que será melhor para o palanque de Dilma em Pernambuco”, avaliou João Paulo.

Ao analisar a versão de socialistas de que em 2014, apesar da saída do PT e PTB da coligação eduardista, o palanque do PSB será mais forte do que em 2006 e 2010, em razão da boa avaliação do governo de Campos e da possibilidade dele ser candidato a presidente da República, o parlamentar rebateu. “A eleição aqui no estado será uma das mais duras. O nosso palanque, com candidato próprio ou numa composição com Armando Monteiro, será bastante robusto, contando com participação de Dilma e Lula. Não será um palanque desprezível”, assegurou.

Na opinião do presidente estadual do PT, Pedro Eugênio, a Frente Popular deixou de existir a partir do momento que abrigou figuras históricas e que eram rompidas com Eduardo, a exemplo do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB). “Então, não cabe mais falar de Frente Popular. O PSB está montando a aliança dele e outros partidos irão montar suas próprias coligações. Agora, vale salientar que o palanque de Dilma estará representado pelo que há de mais popular das forças políticas do estado”, pontuou o petista.

“A Frente Popular será mais forte que antes. Na medida em que Pernambuco perceber que a candidatura de Eduardo (a presidente da República) não é mera especulação, o sentimento será de otimismo. Então, é preciso observar o sentimento dos partidos quando eles forem definir suas alianças”, ponderou o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho, um dos nomes do PSB para disputa estadual.

Bolsa familia sustenta metade da segunda mais rica cidade de Alagoas

Na cidade mais rica do interior de Alagoas, onde o comércio é pujante e o desenvolvimento econômico animador, mais da metade da população ainda depende do Bolsa Família. As indústrias, lojas e o novo shopping que dão o ar de metrópole a Arapiraca contrastam com a realidade de pequenos povoados da zona rural, que “sobrevivem” quase que exclusivamente de transferências de renda do governo federal.

“Isso [o programa] é uma ‘bença’ de Deus. Não dá pra garantir o sustento, mas já me ajudou muito numa fase difícil da minha vida. Hoje, eu gasto tudo com o meu filho, compro material escolar, farda e calçado. Ele vai todo arrumadinho pra escola”, diz em tom orgulhoso Ana Paula Pereira, de 25 anos, moradora do Sítio Pau D’Arco.

A dona de casa é uma das 134.312 beneficiárias em Arapiraca do programa Bolsa Família, programa federal que completa 10 anos com resultados positivos no combate à extrema pobreza, redução na taxa de mortalidade infantil, maior frequência de crianças e adolescentes nas escolas e que ainda tem uma série de desafios a frente.

Ana Paula conta que na rua em que mora praticamente todas as famílias são atendidas pelo programa. Ela destaca que a região é pobre e o dinheiro repassado é pouco, mas suficiente para matar a fome e suprir as necessidades básicas. A família da ex-empregada doméstica sobrevive hoje do benefício de prestação continuada do INSS, equivalente a um salário mínimo, e dos R$ 102 do Bolsa Família. 

Ela precisou deixar a casa onde trabalhava para cuidar do marido, que tem deficiência mental, e não consegue emprego há três anos. Até receber o benefício na Justiça, Ana Paula diz que comprava o farelo de multimistura para dar “sustança” ao pequeno Maicon, de 4 anos. O complemento alimentar, de alto valor nutritivo, custa em média de R$ 1 a R$ 5.

“Nessa época, o dinheirinho do Bolsa Família me salvou. Agora eu não trabalho mais porque tenho a curatela do meu marido, e preciso ficar em casa cuidando dele. Mas sempre que dá eu faço uns bicos, vendo calcinhas pela cidade e consigo ajeitar uma coisa ou outra dentro de casa”, detalha. 

Bolsa Família deu poder às mulheres, avalia economista

A realidade de Ana Paula é a mesma de milhares de alagoanos, que dependem de recursos do governo federal para sustentar a família. De acordo com o economista Cícero Péricles, a transferência direta de renda a Alagoas ultrapassa R$ 11 bilhões por ano, e compreende um terço das riquezas da economia do Estado.

O economista frisa que o Programa Bolsa Família - que atende quase 440 mil do total de 920 mil famílias alagoanas - impacta de maneira prioritária na compra de alimentos, uma vez que a fome é “inadiável”. “Também possui aspecto econômico positivo para o comércio dos bairros periféricos e localidades do interior, que passaram a ter outra dinâmica com os aportes do Bolsa Família que contribuem para a melhoria do ambiente nestes espaços”, avalia.

Mas uma dos principais revoluções geradas pelo programa, na visão de Péricles, aconteceu no universo familiar. Ele ressalta que o Bolsa Família, que prioriza a mulher como beneficiária, alterou o cotidiano das mulheres, que hoje se comprometem com a saúde e educação dos filhos. Para ter a continuidade do benefício garantida, os filhos precisam estar com a carteira de vacinação em dia e frequência escolar mínima de 85%.

A autonomia conquistada pelas mulheres é constatada no livro “Vozes do Bolsa do Família”, fruto de uma pesquisa que ouviu, de 2006 a 2011, 150 beneficiárias de regiões pobres do país - entre elas o Sertão e Litoral Norte de Alagoas. No livro, Walquiria Domingues Leão Rego e Alexandre Pinzani avaliam as principais mudanças após o recebimento de uma renda monetária regular: liberdade, ganhos de dignidade e responsabilidade no uso do dinheiro.

“O dinheiro do Bolsa Família, meu marido nem vê a cor”, diz beneficiária

Na Zona Rural de Arapiraca, o TNH1 entrevistou mulheres que reforçam o resultado da pesquisa: elas são independentes e, quando não conseguem mudar o próprio destino, preocupam-se em garantir um futuro próspero aos filhos.

Com duas filhas na escola, Ivanilda Caetano, de 47 anos, não sabe ler nem escrever. Mas faz questão que suas meninas estudem para “ser alguém na vida”. Casada, ela diz que nunca recebeu um centavo do marido e que somente após o Bolsa Família começou a comprar roupas e materiais escolares para suas filhas.

Ivanilda não esconde a relação complicada com o pai de suas filhas, que, segundo ela, “gosta de tomar cachaça um dia sim, um dia não”. Para evitar que ele gaste o dinheiro do benefício com bebida alcoólica, a mulher precisa esconder os R$ 134 que recebe todo mês. “Ele nem sabe direito o dia eu saio para tirar o dinheiro. Ele nem vê a cor, e quando me pergunta eu digo logo: ‘o dinheiro é meu, nem venha se meter”, conta.

Enquanto Ivanilda era entrevistada na frente de sua casinha de muros brancos, no povoado de Canaã, o marido bebia e, embriagado, esbravejava à reportagem: “Pra que tu quer falar com uma analfabeta? Essa daí num tem nada pra dizer não”. Ivanilda minimiza a agressividade do parceiro, e diz que ele é trabalhador e não bate nela, mas quando “se junta” com as "amizades erradas" fica bêbado e “enche o saco”.

A dona de casa revela que não enxerga como sua vida poderia mudar, mas acredita que o destino de sua prole será diferente. “Estão na escola, a de 12 e a de 15 [anos]. A mais velha sempre tira nota boa e nunca perdeu ano. A gente tá pensando até em mandar ela pra São Paulo, pra ela estudar lá”, diz.

Na avaliação de Ivanilda, o Brasil vive uma fase rica, já que consegue distribuir dinheiro para os pobres. Contrariando o preconceito de que a beneficiária do Bolsa Família tem preguiça de trabalhar, a dona de casa diz que o que se recebe não é suficiente, e é preciso bater perna para ter outra fonte de renda. “Se for esperar sentado pelo dinheiro, minha irmã… Não dá não”, comenta.

Qualificar é preciso

A criação de um ambiente favorável aos negócios e empreendimentos de base popular é o principal papel econômico do programa Bolsa Família, segundo o economista Cícero Péricles. Entretanto, em sua avaliação, falta em Alagoas uma infraestrutura capaz de atrair novas empresas e falicitar a ampliação das existentes, e ainda um sistema educacional capaz de responder, com agilidade e amplitude, a formação de mão de obra para assalariados e para o universo de empreendedores populares.

A prefeitura de Arapiraca reconhece que a principal fonte de renda na zona rural e bairros periféricos da cidade é o Bolsa Família, mas garante fazer sua parte. A secretária adjunta de Assistência Social, Anadja Gomes, frisa que o programa do governo federal dá acesso a iniciativas como o Projovem e Pronatec, promovidos em parceria com o Sistema S, que preparam o jovem para o mercado de trabalho e oferta cursos educacionais e de qualificação. “São programas que otimizam o Bolsa Família, pois não queremos que as pessoas dependam exclusivamente do programa”, finaliza.

Números e condicionalidades do Bolsa Família

Em 10 anos, o Bolsa Família já beneficiou mais de 50 milhões de brasileiros, cujas famílias tem renda mensal de até R$ 140 por pessoa.  O valor pago depende do tamanho da família, idade dos membros e renda. O saque é feito com cartão magnético, emitido preferencialmente no nome da mulher.

Como condicionalidades, as crianças e adolescentes de 6 a 15 anos devem estar matriculadas e ter frequência escolar mínima de 85%. Já na área da saúde, as grávidas devem se inscrever no pré-natal e ser acompanhada pelo Ministério da Saúde, e ainda manter a vacinação e acompanhamento nutricional das crianças em dia.

Em Alagoas, são atendidas pelo programa 438.240 famílias, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social relativos ao mês de setembro. Em Maceió, são beneficiadas 91.371 famílias e, em Arapiraca, 24.551 famílias.

Brasil teve mais de 50.000 homicídios em 2012

Se os números da economia formal brasileira mostram sinais de desaceleração, o submundo do crime permanece pujante. É o que mostram os dados da criminalidade enviados pelas Secretarias de Segurança das 27 unidades da federação para o Anuário Estatístico do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). No ano passado, o número de homicídios no país cresceu 7,6% em relação a 2011 e atingiu a pior marca desde 2008. Foram 50.108 assassinatos em 2012, incluindo homicídios dolosos (47.136), latrocínios ou assaltos seguidos de morte (1.810) e lesão corporal seguida de morte (1.162). O país registrou taxa de 25,8 homicídios por 100 000 habitantes.

Os estados do Norte e Nordeste seguem liderando o ranking de homicídios no Brasil. Alagoas, com 61,8 casos por 100 000 habitantes, apesar de estar no primeiro lugar no ranking, registrou redução de 14%. O Pará subiu para a segunda colocação, com 44 por 100 000, seguido por Ceará (42,5), Bahia (40,7) e Sergipe (40). Os dados completos do anuário, encomendados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vão ser apresentados na terça-feira. 

Como resultado, o Brasil fica em 7º lugar entre os países mais violentos. As mais de 50 000 mortes por homicídios são duas vezes mais do que a média de baixas em um ano de guerra entre Rússia e Chechênia, por exemplo.

"O padrão de homicídios no Brasil é muito alto, assim como os outros crimes. Isso mostra como não conseguimos enfrentar o problema da criminalidade urbana. Mostra a necessidade urgente de reformas nas polícias, para melhorar as investigações e o policiamento ostensivo. É um assunto que precisa ser enfrentado com coragem ou o Brasil não vai conseguir reverter esse quadro", afirma o sociólogo Renato Sérgio de Lima, do FBSP.

Patrimônio - Os registros de crimes contra o patrimônio também são preocupantes. Os dados do anuário não permitem uma comparação com 2011. Mas, no ano passado, foram 566.793 casos de roubos, em que os ladrões levaram carros, atacaram bancos, cargas de caminhões, pedestres e casas. Em todo o território nacional, considerando só as ocorrências registradas nas delegacias, foram 1.574 casos de roubo por dia. Também no Norte e Nordeste há problemas de crimes contra o patrimônio. Amazonas desponta com 737 roubos de carros por 100 000 habitantes. Bahia fica em segundo lugar, com 435 por 100 000.

A guerra contra os traficantes também revela a dimensão do comércio de entorpecentes. No ano passado, o Brasil registrou 122.921 ocorrências de tráfico, crescimento de 19% em relação ao ano anterior. Os estudiosos explicam que a apreensão de drogas mostra, sobretudo, a atuação policial no combate ao crime. A maioria dos casos foi registrada nos estados de São Paulo (41.115) e Minas (24.272).

Encarceramento - As lacunas no sistema de segurança nacional, no entanto, ficam evidentes ao se comparar a situação brasileira com a de outros países. Ao mesmo tempo em que encarcera demais, não parece conseguir diminuir as taxas de criminalidade. Segundo os dados do anuário, o Brasil tem atualmente 515.482 presos, o que o coloca em quarto lugar no ranking daqueles com maior população prisional do mundo. Fica atrás apenas dos Estados Unidos (2.239.751), da China (1.640.000) e Rússia (681.600).

(Com Estadão Conteúdo

Disputa por terras pode levar índios e produtores a novos conflitos no MS


O representante da Associação dos Criadores do Mato Grosso do Sul, Jonatan Pereira Barbosa, alertou senadores sobre o risco de um “derramamento de sangue” no estado, se o governo não apresentar uma solução para a questão fundiária até 30 de novembro.

A região tem sido palco de conflitos entre índios e produtores rurais que disputam territórios considerados pela Fundação Nacional do Índio (Funai) como reserva indígena. Produtores garantem ter documentos que comprovam a posse da terra e se recusam a deixar fazendas que foram invadidas pelos índios.

“Está para acontecer uma tragédia no Mato Grosso do Sul. Se no dia 30 de novembro nada for feito para dar segurança e paz à região, haverá derramamento de sangue”, alertou Barbosa.

O alerta foi feito durante uma audiência pública que ocorreu na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado para tratar dos impactos da demarcação de reservas indígenas sobre a agricultura. Barbosa descreveu a revolta de alguns produtores com a perda de terras e plantações em decorrência do impasse.

Os parlamentares criticaram e acusaram o governo de omissão. A presidenta da Funai, Maria Augusta Assirati, foi convidada para participar do debate mas justificou a ausência afirmando que tinha outros compromissos agendados. Na semana anterior, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foi convidado para outra audiência sobre o mesmo assunto e também não compareceu.

O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) disse que as ausências do governo nessas discussões revelam a “falta de compromisso” com a questão. Segundo ele, essa postura “é que deixa lá na ponta essa tensão. Os índios achando que as terras finalmente vão ser demarcadas, que vão ser desapropriadas, que vão indenizar os produtores, e os produtores, com as suas propriedades invadidas, na expectativa de que isso vai acontecer”, completou.

As críticas foram endossadas por todos os parlamentares que participam do colegiado. O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) chegou a acusar o governo de tratar o impasse fundiário entre índios e produtores de maneira secundária. “Tínhamos credibilidade para negociar com etnias e produtores. Estamos perdendo a pouca credibilidade que tínhamos pela frustração das promessas que nunca foram cumpridas. Não vemos ação efetiva”, disse.

Para Delcídio, o impasse tem uma solução clara que é a negociação entre governo e fazendeiros para aquisição das terras. Mas o parlamentar defendeu que essa negociação só ocorra quando o produtor tiver interesse e com o pagamento de uma indenização que considere não apenas benfeitorias, mas o valor real da propriedade.

“Começo a achar que o governo quer ver mais vítimas para começar a agir. É preciso que as soluções saiam do papel, da conversa”, disse.

Representantes ruralistas destacaram que as indenizações baseadas apenas em benfeitorias prejudicam, principalmente, os pequenos produtores que tem áreas menores e, geralmente, a única benfeitoria realizada na propriedade é a casa onde mora.

O vice-presidente da CRA, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), disse que “é preciso reconhecer o direito dos índios mas também é preciso que as propriedades rurais sejam asseguradas”. Para ele, a conta da regularização fundiária no estado não pode recair sobre o produtor. Diante do alerta feito pelos produtores, Gurgacz anunciou que vai definir com o colegiado, na próxima terça-feira (5), uma proposta para tentar evitar que novos conflitos entre índios e produtores rurais eclodam no Mato Grosso do Sul.

O senador também criticou o governo e disse que a Funai tem agido de forma “inexpressiva e inexperiente”. Em nota, a assessoria da fundação disse que mantém no estado três coordenações regionais, localizadas em Dourados, Ponta Porã e Campo Grande. “Todas ativas, que mantém uma frequente articulação com os povos indígenas daquela região”.

“Nos últimos meses a Funai esteve presente em audiências públicas na Câmara dos Deputados, Senado Federal, Ministério da Justiça, com representantes indígenas e produtores rurais, onde o diálogo entre as partes sempre foi mantido. Em um reunião no mês de agosto, no Ministério da Justiça, o Governo fechou um acordo histórico para resolver os conflitos no Mato Grosso do Sul. Após o acordo já houveram outras reuniões, inclusive em Campo Grande, com a presença do governador para se discutir a melhor forma de se resolver os problemas de conflitos naquela região”, destacou.

A assessoria ainda disse que não tem qualquer conhecimento sobre o prazo do dia 30 de novembro definido pelos produtores como limite para solução do impasse. “Até o momento não recebeu nenhum tipo de notificação sobre esta data”, concluiu.

PM perde controle e mata pedestre em Paulista

Um pedestre que foi atropelado na manhã deste domingo (3), em Paulista, na Região Metropolitana do Recife, teve morte cerebral confirmada por médicos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). André Barbosa da Silva, 44 anos, estava acompanhado de familiares e amigos, à espera de um ônibus que os levaria para a Paraíba, quando foi atingido por um Gol, dirigido por um policial militar. O condutor teria perdido o controle do carro.

Adriano Correia da Silva, 28, afirmou à polícia que o volante travou, bateu no meio fio da calçada e o carro capotou. André ficou preso às ferragens. Os cinco familiares, incluindo uma criança de 9 anos, estavam no local, por volta das 6h, quando o acidente aconteceu, próximo à UPA.

Na delegacia de Paulista, o PM fez o exame do bafômetro, comprovando que ele não havia ingerido álcool. Segundo Adriano, ele acredita que tenha perdido o controle do carro por conta de problemas mecânicos.

Choveu granizo em Bezerros

Uma chuva de granizo caiu na comunidade do Sítio Belém,  localizada em Bezerros, Agreste de Pernambuco, na tarde deste domingo (03). Segundo o meteorologista da Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), Fabiano Prestrelo, o fenômeno ocorreu por conta das baixas temperaturas combinadas com elevadas taxas de umidade.

“O que está acontecendo é um vórtice ciclônico nas partes mais altas da atmosfera, que está focado, em especial, na parte litorânea da Bahia”, explicou Prestrelo. De acordo com o especialista, o fenômeno pode se repetir nas Zonas da Mata Norte e Sul de Pernambuco, na Região Metropolitana do Recife (RMR) e ainda no Sertão do Estado.