sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Feriadão sem blitz e sem lei seca nas estradas de Pernambuco

As estradas estaduais e federais de Pernambuco não terão blitze da Lei Seca neste feriadão. A medida foi anunciada ontem pela Polícia Rodoviária Federal e pelo Batalhão da Polícia Rodoviária (Bprv), da Polícia Militar, como uma forma de evitar mais retenções nas vias, que deverão ficar congestionadas por causa do grande fluxo de veículos para as praias e do interior.

De acordo com o superintendente-adjunto da PRF, Eduardo Siqueira Campos, a ausência de barreiras não significa falta de controle e fiscalização. “Se percebermos alguma atitude que demonstre o uso de bebida alcoólica, vamos parar o condutor e fazer o teste do bafômetro”, alertou, durante coletiva realizada na sede provisória do  governo do estado. Embora as blitze estejam de fora do esquema, haverá um reforço no efetivo dos órgãos. Nas PEs 60 e 35 serão 60 equipes a mais que nos dias normais e nas BRs 101 e 232 serão 30. O Corpo de Bombeiros também terá incremento de 200 homens por dia, em média. O esquema especial, que também inclui o desligamento de lombadas eletrônicas para dar mais fluidez funcionará até as 13h da segunda-feira.

O subcomandante do BPRV, major Vladmir Wanderley, informou que batedores atuarão na PE-60, que dá acesso às praias do Litoral Sul, e na PE-35, que leva ao Litoral Norte. “Nos anos anteriores observamos que, devido ao congestionamento, alguns condutores começaram a fazer ultrapassagens perigosas e transitar pelo acostamento. Com os batedores, ganhamos mobilidade e conseguimos disciplinar os motoristas”, detalhou. Ele destacou que os pontos mais críticos são o entrocamento da PE-35 com a BR-101 e da PE-60 com a BR-101 e o acesso a Ipojuca. Para dar mais fluidez ao trânsito, também poderá haver a inversão de tráfego. “Neste caso, obrigamos os veículos a seguir em um só sentido. Usamos essa estratégia há três anos e só quando há necessidade, como em congestionamentos que superam os 7 km. O trecho mais indicado para isso é após a entrada de Suape”, concluiu.

Nas BRs, o monitoramento será semelhante. Os trabalhos terminam às 13h da próxima segunda-feira, com o religamento das lombadas eletrônicas. Os semáforos de Igarassu e Abreu e Lima estarão desligados e os motoristas serão orientados por agentes. Outro foco do esquema de salva-vidas e o atendimento pré-hospitalar do Corpo de Bombeiros. “Vamos voltar os olhos às praias de Boa Viagem, Jaboatão, Itamaracá, Olinda e Porto de Galinhas”, observou o coronel Manoel Teles.

Saiba mais

As seis lombadas desligadas*
Rodovia PE-060 (Cabo de Santo Agostinho) quilômetros 0,1 e 2,5
Rodovia PE-060 (Ipojuca), quilômetros 16 e 63
Rodovia PE-035 (Itapissuma), quilômetros 7,3 e 7,9
* Os equipamentos foram desligados ontem às 22h e serão religados na segunda-feira às 13h

Esquema especial para o feriadão

Batalhão de Polícia Rodoviária (Bprv)
240 policiais atuarão durante o feriado. Normalmente, são 180 agentes
PE-60 e PE-35 serão prioritárias porque têm o maior fluxo de veículos
Na entrada do município de Ipojuca haverá reforço de agentes para orientar os motoristas
Além das viaturas e batedores (agentes com motocicletas), as equipes contarão com um helicóptero para monitorar o fluxo de veículos
Quando houver necessidade, nos casos de o congestionamento superar 7 km, poderá haver a inversão do trânsito. Em geral, a intervenção acontece no trecho após a entrada de Suape, onde a duplicação da via acaba.

Polícia Rodoviária Federal (PRF)
105 agentes atuarão no feriadão. São 30 equipes a mais que os dias normais.
55 viaturas e um helicóptero de patrulhamento aéreo
As BRs 101 e 232 receberão atenção especial
60 bafômetros serão utilizados, caso os policiais desconfiem de embriaguez

Corpo de Bombeiros
200 bombeiros atuando por dia, em média, no trabalho de prevenção aquática e no atendimento pré-hospitalar
22 agentes nos postos e 7 embarcações reforçarão o monitoramento nas praias de Boa Viagem, Jaboatão, Olinda, Itamaracá e Porto de Galinhas
1 ambulância de resgate ficará na PE-60. O local é considerado um ponto estratégico, pois é campeão na incidência de acidentes
14 ambulâncias estarão distribuídas em diversos pontos da RMR

Náutico prossegue sua via-crucis

Depois de confirmado o rebaixamento, a única missão do Náutico nesta Série A é não repetir o América-RN de 2007 e igualar a pior campanha da história dos pontos corridos. Os potiguares terminaram aquela edição com 17 pontos - mesma quantia que o Timbu tem neste momento. Jogo após jogo, porém, o time pernambucano não dá mostras de que será possível fazê-lo. Nesta quarta-feira, o Timbu perdeu mais uma vez - a nona derrota seguida. O algoz da vez foi o Fluminense, no Maracanã: 2 x 0, gols de Wagner e Samuel. O triunfo carioca, somado à derrota do Bahia, tirou a equipe de Dorival Júnior da zona de rebaixamento a três rodadas do fim do campeonato.

O JOGO - A verdade, caro torcedor, é que o jogo foi bem feio. Erros de passe em excesso, lentidão na saídade bola, perdas de posse constantes... O resultado foi favorável para o FLuminense por dois simples motivos: com a possibilidade de escapar do rebaixamento, os donos da casa entraram com mais fome do que o desmotivado time do Náutico. Além disso, apesar de não ser abudante, a qualidade da equipe é maior do que a do Timbu.

Aos 16 minutos, por exemplo, Rhayner puxou uma jogada em velocidade, passou por um defensor e deu para Marcos Júnior na esquerda. O atacante foi inteligente e viu Wagner, sozinho, na entrada da área. O meia recebeu e acertou um chute belíssimo. Ricardo Berna foi na bola, mas nem chegou perto de tocá-la. Um a zero para o Flu.

É sintomático que o primeiro, e único, chute do Náutico no primeiro tempo tenha sido aos 42 minutos. Rogério recebeu dentro da área e bateu sem perigo algum para a defesa de Diego Cavalieri. O Timbu foi, mais uma vez, um time simultaneamente passivo na defesa e inofensivo no ataque. Tanto que ao Fluminense nem se exigiu muita força para vencer o duelo.

Crédito: Fernando Cazaes/Photocamera

Na volta do intervalo, o Náutico até pareceu que seria perigoso. No primeiro minuto, teve uma falta na esquerda cobrada por Tiago Real que João Paulo quase consegue empurrar para o gol. A batida saiu fraca - e a bandeira já estava levantada. O atacante fora flagrado em impedimento. Foi apenas um arremedo de esperança. Logo aos cinco minutos, Wagner invadiu a área pela esquerda e bateu cruzado. Ricardo Berna espalmou, ao contrário do que prega o "manual" do goleiro, para a frente. O atacante Samuel, que entrara havia pouco, confirmou o papel de carrasco do Náutico e, como em 2012 e no primeiro turno deste campeonato, marcou contra o Timbu. 

Com um a zero no placar, era improvável que o Náutico se recuperasse no jogo. Com dois de desvantagem, este Timbu é incapaz de reverter. Marcelo Martelotte mexeu no time, colocou Morales,o atacante Saullo, de apenas 16 anos. Não mudou absolutamente em nada. Aos 32, Alisson foi expulso por entrada dura no meio-campista Rafinha. A partir daí, bastou fazer o relógio correr. O Fluminense vencia e não fazia questão de jogar mais. O Timbu nunca fez em todo este campeonato. Fim de jogo: 2 x 0 para o Flu.

Ficha do Jogo

Fluminense - Diego Cavalieri, Igor Julião, Gum, Leandro Euzébio e Digão; Willian, Jean e Wagner (Felipe); Rhayner (Rafinha), Marcos Junior (Samuel) e Rafael Sobis. Técnico: Dorival Júnior.

Náutico - Ricardo Berna; Leandro Amaro, Diego e Alison; Derley, Elicarlos, Gustavo Henrique, Tiago Real (Diego Morales) e Bruno Collaço; João Paulo (Auremir) e Rogério (Saullo). Técnico: Marcelo Martelotte.

Série A. Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ). Árbitro: Marcos Andre Gomes da Penha (ES). Auxiliares: Ramires Santos Candido (ES) e Katiuscia M Berger Mendonça (ES). Cartões amarelos: Derley, Gustavo Henrique (Náutico); Cartão vermelho: Alison (Náutico) Gols: Wagner (aos 16 do 1ºT) e Samuel (aos 5 do 2ºT). Público: 26.498; Renda: 30.844.

FBC abre o Festival da Laranja de Sairé com palestra

Palestra de Fernando Bezerra abre Festival da Laranja de Sairé

A convite do prefeito Fernando Pergentino, o ex-ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, visitou nesta quinta-feira (14) o município de Sairé. Na ocasião, FBC conheceu a produção de citricultura da região - principal atividade econômica da cidade - e ministrou uma palestra para produtores do Agreste de Pernambuco. O debate marcou a abertura oficial do 1º Festival da Laranja de Sairé.

Antes da palestra, o ex-ministro visitou a prefeitura municipal e conversou com o prefeito Fernando Pergentino, vereadores e secretários. De lá, FBC partiu para três unidades de produção de maracujá e laranja para conhecer as técnicas de cultivo de um principais polos de citricultura de Pernambuco. Fernando Bezerra ainda concedeu entrevista a uma rádio local e almoçou com lideranças políticas da região.

Na abertura do Festival da Laranja, Fernando Bezerra destacou o potencial de crescimento da agricultura de Sairé e apontou soluções para desenvolver a produção. “O cultivo de laranja e maracujá dessa região é muito rico, mas percebi que os agricultores podem potencializar a produção. Vi que existem pequenas barragens e muita água, que podem ser mais aproveitadas a partir de novos investimentos em irrigação e com um melhor acompanhamento técnico.”

Além de FBC e Fernando Pergentino, o evento contou com a presença dos prefeitos Severino Otávio (Bezerros), Uilson França (Camocim de São Félix), os deputados estaduais Waldemar Borges e Sebastião Oliveira. Também estiveram na agenda a secretária estadual de Direitos Humanos, Laura Gomes, e o secretário estadual de Agricultura, Aldo Santos, que assinou ordem de serviço para construção de sistemas simplificados de abastecimento para o Agreste.

A duplicação da BR423 - Geovani Oliveira

A DUPLICAÇÃO DA BR 423
A Obra não começou e pelo visto a coisa já enfrenta desafios. A Duplicação da BR 423 precisa ser destravada. A informação de que a obra nao mais será iniciada neste ano e sim, talvez, em Julho de 2014 e um grande balde de água fria em todos nos. tudo isso reside nos reflexos da falta de deputados estaduais e federais que possam ter voz ativa nas esferas públicas. E verdade e que a falta de representação política comprometida, destemida, firme, ousada e determinada vem causando e fomentando descaminhos e grandes decepções. já disse em varias ocasiões que e hora de termos o desprendimento necessário e procurarmos eleger nossos representantes de forma múltipla, porém temos que agir dessa maneira, caso contrário não será possível vencer essas travas. GARANHUNS PRECISA PENSAR GRANDE, temos a oportunidade de eleger 3 deputados estaduais e até 2 Federais, basta que haja comprometimento e consciência. Ja se fala nos bastidores que essa duplicação da BR 423 , importantíssima para nossa Garanhuns e Região, só seria concluída em meados de 2017. E preciso pressão, e representação política para que de fato possamos ver este sonho realizado. Como e que um Projeto que já esta na pauta há mais de 5 anos, lançado pelo ex-prefeito Luiz Carlos, no governo LULA, ainda esta passando por requalificação do Projeto? A única requalificação que este projeto precisa e a inclusão do Arco Rodoviário, contornando Garanhuns, medida importante e salutar que não pode ficar de fora do projeto, caso contrário será um desastre. Agora e preciso abrir bem os olhos porque promessas de toda sorte enfeitam os discursos como se a hora fosse de grandes resultados. Companheiros! A hora e de luta e coragem, de construção...ainda há tempo: vamos a luta!!!! A hora e agora.

Motorola faz lançamento mundial do Moto G no Brasil com preço surpreendente

O Brasil foi um dos países escolhidos pela Motorola para promover mundialmente, nesta quarta-feira (13) o lançamento do seu mais novo smartphone, o Moto G. A grande novidade, porém, é o preço surpreendente de venda do aparelho no mercado nacional: a partir de R$ 649. O aparelho terá a venda iniciada nesta quinta-feira (14) na loja oficial da Motorola. Parte da Europa também recebeu o anúncio do produto, que chegará, nas próximas semanas, no Canadá e em países da América Latina, Europa e Ásia. A partir de janeiro, o smartphone chega também aos Estados Unidos, Índia, Oriente Médio e restante da Ásia. O Moto G será vendido em mais de 20 países do mundo com 60 parceiros em 2014.
A configuração, moderna e robusta para a categoria, aponta o aparelho como uma versão mais acessível e modesta do Moto X, lançado recentemente pela marca. Para atender aos diversos perfis de consumidores, o Moto G chega ao mercado com várias opções. O preço inicial será de R$ 649 para a versão com suporte a  um chip de operadora (single SIM) e R$ 699 para a de dois (dual SIM), podendo encarecer conforme a linha escolhida. No caso do Moto G Colors edition, na versão Dual SIM (dois chips), com 8GB ou 16GB de memória, com quatro opções de capas coloridas (amarela limão, vermelha, branca e preta), estará disponível nas lojas a partir de 18 de novembro, por R $ 799.
Já o pacote especial do Moto G Music edition, também com dois chips e memória de 16GB, será vendido com o exclusivo fone de ouvido Air Tracks, da SOL REPUBLIC, e bateria com duração de até 15 horas. Esta versão do aparelho será comercializada R$ 999, a partir da primeira semana de dezembro. Vale lembrar que os valores sugeridos são sem contrato com as operadoras de telefonia. Produzido em Jaguariúna (SP), o smartphone é fabricado com Tela HD brilhante de 4,5 polegadas, proporcionando uma melhor visualização de filmes, fotos, etc. O processador é o quad-core Qualcomm® Snapdragon™ 400, que oferece uma execução perfeita de múltiplas tarefas e excelente navegação, além de uma bateria duradoura.
Desenvolvido integralmente em parceria com o Google, o Moto G possui sistema operacional Android™ 4.3 Jellybean, com garantia de atualização para Android 4.4 KitKat no início de 2014. Visualmente, o celular é moderno, com seu design curvo e elegante, de formato anatômico que se encaixa na mão do usuário.
Além do lançamento do Moto G, a Motorola lançou nesta quarta a linha Moto Shells, uma série de capinhas coloridas que podem substituir a carcaça do aparelho e dar um toque suave à superfície posterior.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Em lua de mel, casal de turistas é assaltado na orla de Maceió e fica até sem aliança

Um casal de turistas paulistas em lua de mel foi assaltado na noite desta quarta-feira (13) em um trecho da orla da Pajuçara. O assaltante estava armado e fugiu com dinheiro e até as alianças do casal.
Em entrevista à reportagem do Fique Alerta, Karen e Rodrigo disseram que saíram do hotel e caminharam dois quarteirões quando foram abordados por um carro preto. O homem armado desceu do veículo e anunciou o assalto.
“Estamos aqui há quatro dias e ficamos muito assustados. Nunca mais pretendo voltar a Maceió nem indico para amigos”, disse o turista revoltado com o assalto.

Etanol é usado hoje em apenas 23% dos carros

O porcentual é muito inferior aos 66% registrados em 2009
Foto: ABr


A política do governo de subsídio ao preço da gasolina fez o consumo de etanol despencar no País. Um estudo feito pela Petrobras mostra que apenas 23% dos brasileiros com carros flex abasteceram com etanol este ano, porcentual muito inferior aos 66% registrados em 2009.

Na apresentação, a gerente de Planejamento de Marketing e Comercialização de Combustíveis da estatal, Rosane Piras Lodi, lembra que a perda de participação do etanol para a gasolina alcançou patamares de períodos anteriores à popularização da tecnologia flex fuel.

O diretor da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única), Antônio de Pádua Rodrigues, reclama que a política do governo de controle do preço da gasolina tirou competitividade do setor. Isto porque, ao contrário do etanol, a gasolina não acompanhou a tendência dos preços no mercado internacional.

Além da perda de competitividade, para Pádua o que mais incomoda é a falta de previsibilidade nos preços. Cenário que pode melhorar com a perspectiva de a Petrobrás adotar uma nova metodologia de reajustes. O tema que será definido até a reunião do Conselho de Administração da estatal de 22 de novembro.

A maior previsibilidade é bem-vista pelos produtores de etanol, que não abandonam a cautela. “Não há nenhuma perspectiva de retomada das instalações de etanol se não houver um cenário de previsibilidade”, disse Pádua.

Plínio Nastar, da consultoria Datagro, também acredita que a simples adoção de uma nova metodologia de preços não é suficiente para resolver os problemas de desequilíbrio criados ao longo de anos de subsídios à gasolina. A estratégia de controlar o preço do insumo tirou competitividade da indústria de etanol no País, jogando por terra as esperanças do setor de decolar, o que parecia bem encaminhado no início do primeiro governo Lula com o apoio a expansão dos carros flex.

Com o subsídio, o governo mirou o controle da inflação. Modelo que deteriorou o balanço financeiro da Petrobrás e deixou a companhia sem poder de fogo para tocar seu pesado plano de investimento, orçado em US$ 236,5 bilhões até 2017. Para se ter ideia da crise no setor, nos últimos dois anos, apenas duas novas usinas foram abertas. No mesmo período, 57 fecharam as portas, segundo dados da Datagro.
Fonte: Agência Estado

Diabéticos sofrem com falta de insulina nas farmácias do Governo de Pernambuco


A insulina injetável é indispensável para os portadores do diabetes tipo 1
Foto: internet

Mariana Dantas
Do NE10
O Dia do Diabetes, comemorado nesta quinta-feira (14), foi criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para conscientizar a população sobre os perigos da doença. Em Pernambuco, além de campanhas educativas, o Governo precisa cuidar melhor das pessoas que já realizam tratamento. A insulina injetável, medicação indispensável para os portadores do diabetes tipo 1 – manifestação mais grave da doença – está em falta nas farmácias do Estado. 

Dois dos cinco tipos de insulinas destinadas aos pacientes do diabetes tipo 1 estão faltando: a glagirna e a glulisina. O jornalista Ismael Holanda, 39 anos, aguarda há mais de dois meses a insulina glargina. “A quantidade de ampolas varia de acordo com a necessidade do paciente. O meu gasto mensal é de R$ 100, mas existem pessoas que precisam desembolsar até R$ 600 para ter o medicamento. Muitos não têm condições”, afirma o jornalista.   Ele descobriu a doença há dois anos e meio e afirma que esta não é a primeira vez que a Secretaria de Saúde deixa de fornecer medicamentos aos diabéticos. “Também já fiquei sem fita para realizar a aferição da glicose”.
A situação da dona de casa Elisângela Pereira de Siqueira, 41, que convive há 33 anos com o diabetes, é preocupante. Sem a glagirna cedida pelo Estado, ela precisa desembolsar R$ 400 reais por mês. “Meus familiares fizeram uma cota para comprar o medicamento, que deve acabar amanhã (quinta). Não sei o que fazer”, afirma. 

De acordo com a médica endocrinologista Elcy Falcão, da Associação Pernambucana do Diabético Jovem (APDJ), se a medicação for interrompida, “o paciente volta a estaca zero do tratamento. O paciente também corre o risco de entrar em coma, dependendo do caso”. Ela orienta aos pacientes que estão sem a medicação a procurarem o seu médico. “Na falta real da glargina, o médico pode receitar a insulina NPH, mais barata e antiga no mercado. Porém não possui o mesmo efeito. Ou seja, o paciente ainda será prejudicado”.

Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado informou que a insulina glargina (nome comercial Lantus) já foi adquirida na quantidade de 23.016 unidades e até este fim da semana a sua distribuição deve ser regularizada. Já a entrega da insulina glulisina (nome comercial Apidra) deve ser realizada em até 15 dias. A quantidade é de 866 unidades. 

Sobre os outros tipos de insulina (asparte, detemir e lispro), a SES afirmou que há estoque para recebimento dos pacientes cadastrados. Cerca de 3,5 mil pessoas recebem essas ampolas pela Farmácia de Pernambuco.

ENTENDA A DOENÇA – O diabetes é caracterizado quando a glicose está presente em grande quantidade no sangue, evidenciando uma deficiência na ação da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas responsável em remover o açúcar do sistema circulatório. A doença pode causar diferentes danos à saúde, como problemas na visão, circulação, rim e até mesmo no coração. Os sintomas clássicos são perda involuntária de peso, sensação de sede constante, vontade de urinar diversas vezes ao dia, cansaço e fraqueza, dificuldade de cicatrização de feridas e repetidas infecções.

Os pacientes do diabetes tipo 1 não conseguem produzir insulina porque suas células do pâncreas são destruídas. A solução é injetar insulina subcutânea (embaixo da pele) diariamente para que a glicose possa ser absorvida pelas células. 

Já os portadores do tipo 2 conseguem produzir insulina, embora em quantidade insuficiente para o organismo. Esse tipo de diabetes é de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo 1, acometendo 10% da população, entre 30 a 69 anos. E em alguns casos recém diagnosticados, pode ser tratado (controlado) com dieta e exercícios físicos; em outros casos necessita de um tratamento mais rigoroso com medicamentos orais (hipoglicemiantes). São poucos os casos com indicação de insulina injetável. 

NÚMEROS - Segundo a Associação Nacional de Assistência ao Diabético (Anad), estima-se que, no Brasil, o diabetes acomete aproximadamente 10%, atingindo entre 9 a 10 milhões de pessoas. Porém, 50% não sabem que possuem a doença e, consequentemente, não recebe nenhum tratamento. Muitas vezes o paciente só percebe os primeiros sintomas quando o problema está em estágio avançado