segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

OLINDA - Papel higiênico contra a falta de decoração

 / Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem

Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem

Num protesto nada convencional, moradores do Sítio Histórico de Olinda cobriram com papel higiênico árvores e bancos da Praça Monsenhor Fabrício, na frente do prédio da prefeitura. Tiras do papel também foram colocadas na fachada do Palácio dos Governadores. O estranho enfeite era uma queixa da população contra a falta de decoração natalina na cidade.

A ação começou às 10h30 deste domingo (22) e foram usados centenas de rolos de papel higiênico. No horário da tarde, restavam apenas vestígios da decoração de protesto. "Um babão do prefeito estacionou uma moto e recolheu quase tudo, por volta das 13h30", conta o olindense Gilberto Veloso da Silva. "Será que isso também vai acontecer no Carnaval?", questiona o morador.
Para Eveline Alves Maranhão, residente no Sítio Histórico, a ausência de enfeites natalinos reforça o abandono da Cidade Alta. "Nem o presépio gigante do Carmo está montado. Só tem a decoração espontânea da casa dos moradores", observa. "Isso é um absurdo numa cidade turística. Fica parecendo que o prefeito não liga para o lugar. Olinda está entregue às baratas", acrescenta Luciana Cardoso. Ela não participou do ato de protesto porque estava cuidando da mãe, que se encontra doente.

Vereadores de Caruaru aguardam decisão sobre habbeas corpus

Os advogados dos dez vereadores de Caruaru presos desde a última quarta-feira (18) na Penitenciária Juiz Plácido de Souza, deram entrada com pedidos de habeas corpus em favor dos seus clientes no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A defesa questiona as prisões preventivas dos legisladores. O Tribunal ainda não definiu que desembargador será responsável por analisar os casos.

Em Caruaru, o delegado Erick Lessa convocou mais vereadores para depor na manhã desta segunda-feira (23) sobre o esquema de corrupção na Câmara Municipal. Na última sexta-feira (20), o delegado colheu o depoimento de sete vereadores. A Câmara conta com 23 legisladores. A Polícia civil tenta avançar no desfecho da Operação Ponto Final, que poderá ter seu inquérito concluído em dez dias. O delegado prometeu convocar uma entrevista coletiva ainda nesta semana para revelar mais detalhes do caso.

A prisão dos vereadores foi motivada pela tentativa de extorsão para a aprovação de projetos do Poder Executivo. Há informações de que o empréstimo de R$ 250 milhões que destinaria os recursos na instalação do Bus Rapid Transport (BRT), além da recuperação de algumas vias do município, foi alvo do esquema. "O valor que eles solicitaram foi aproximadamente R$ 2 milhões para dividir entre todos e faziam barganhas para diminuir ou aumentar estes valores", contou Erick Lessa na semana passada.

SUSPEITA - Empresa de Dirceu alterou finalidades cinco vezes



 O ex-ministro José Dirceu multiplicou suas possibilidades de negócios após a passagem como ministro da Casa Civil do governo Lula. Fora do governo e com o mandato de deputado cassado pelo envolvimento no esquema do mensalão, Dirceu alterou cinco vezes a finalidade da JD Assessoria e Consultoria e incluiu no seu escopo de atuação a atividade de lobby para diversos setores com interesses no governo federal. As mudanças no contrato da empresa incluem o registro de uma filial no Panamá, conforme revelou neste domingo o Estado.
A filial tem o mesmo endereço da Truston International, sócia majoritária do hotel St. Peter, que ofereceu o cargo de gerente administrativo a Dirceu, com salário de R$ 20 mil, dez dias após ele ser preso pela condenação no mensalão. No endereço da JD e da Truston funciona o escritório de advocacia Morgan & Morgan, que oferece testas de ferro para abertura das filiais no paraíso fiscal.(de O Estado de S.Paulo - Andreza Matais e Fabio Fabrini)

Justiça de Pesqueira expede mandado de prisão contra vereador























A Justiça de Pesqueira expediu um mandado, na noite de ontem (22), solicitando a presença do vereador Augusto Simões (PTB) ao fórum local para prestar esclarecimentos sobre o seu não comparecimento à duas audiências para tratar dos processos que enfrenta por ter supostamente agredido verbalmente e caluniado a secretária municipal de Administração, Yngride Santos.

Acompanhado por policiais militares, um oficial de justiça foi até a casa do parlamentar para conduzi-lo ao fórum, mas a busca não teve êxito. Augusto Simões não foi encontrado e, até o momento, não compareceu ao fórum. Parentes, amigos e colegas de trabalho não sabem informar o paradeiro do vereador.

Músicos da banda de Reginaldo Rossi vivem momento de incertezas

Reginaldo Rossi costumava enaltecer os músicos com os quais sempre fazia os shows, apesar de nunca ensaiar
Rei do Brega se comunicava com o grupo por sinais durante as apresentações. Foto: Rafa Medeiros/Santo Lima
Rei do Brega se comunicava com o grupo por sinais durante as apresentações. Foto: Rafa Medeiros/Santo Lima

Reginaldo Rossi dizia que um grande cantor só existia se tivesse por trás uma grande banda. Fazia questão de chamar a atenção para os músicos e manter a equipe unida e por perto. Dividia o camarim e remunerava com o mesmo salário. “Às vezes, a gente arengava, mas logo fazia as pazes. Era como uma família”, diz Lamparina. O Rei não era de discutir, apesar de exigir da equipe a dedicação com que se entregava aos palcos. “Era um grande amigo. Em 25 anos, só brigamos duas vezes.  Ele deixa lição de determinação, profissionalismo e amizade”, conta o empresário, Sandro Nóbrega.
A espontaneidade do palco se estendia ao camarim. Com Rossi, não tinha ensaio nem roteiro. Era como se a programação quebrasse o encanto da simplicidade do Rei do Brega, morto na última sexta-feira (20). “No show, não sei o que vou cantar. Faço sinal para a banda. Quatro para baixo é Fá Menor, posso cantar Hello, is it me you’re looking for?/ I can see it in your eyes ou Eu hoje quebro esta mesa/ se o meu amor não chegar. Cinco para cima é Sol Maior. Eu posso cantar Sol, se o dia é de sol ou When I find myself in times of trouble", explicou, certa vez, em entrevista ao Viver.

Os códigos eram a única combinação com os cinco integrantes da banda - Edmilson, o Macaquito (bateria), Ernesto Praça (trompete), Binno Batista (baixista), Marcílio Alves (teclado) e Jorge Silva (guitarra) - e os três técnicos - Aderbal (técnico de palco), Roberto (técnico de PA) e Júnior Lima, o Lamparina (iluminador). “Em quatro anos, eu nunca ensaiei. No começo, é difícil. Mas, depois, até fica mais fácil. Ele nunca seguia repertório”, conta Marcílio Alves, o novato, há quatro anos no grupo.

A perda do Rei deixa saudades no grupo. E incertezas. No dia 23 de novembro, depois do show em João Pessoa, Rossi perdeu o equilíbrio e foi segurado por Macaquito. “Vá ao médico, patrão. A gente depende do senhor”, confidenciou o baterista do Rei há mais de 30 anos, hoje sem emprego. O guitarrista Jorge Silva já recebeu convites, mas ainda não se sentiu à vontade para aceitar.

O trompetista Ernesto Praça decidiu largar a música e se dedicar à gráfica que mantém. “Ele dizia: ‘em tudo que fizer, procure dar o melhor’. Rossi tinha formação erudita, tocava piano, lia partitura, entendia música. Eu comentava que não parei antes porque era Reginaldo Rossi. Posso até tocar profissionalmente de vez em quando, mas não como antes”, diz. Eles têm programado um tributo ao Rei, provavelmente no Manhattan Café-Theatro, em Boa Viagem, ainda sem data. Renato Campelo e Silvério Pessoa estão entre cotados para cantar.

Os músicos


Macaquito (Edmilson)

baterista, 58 anos, 39 na banda
Rossi conheceu Edmilson quando ainda tomava Montilla com Coca-Cola, depois substituído por uísque. “Meu pai tinha um cabaré na Rio Branco. Ele me viu tocando e me convidou. Era vaidoso, estilo Elvis, cabelo estiradinho. Depois, relaxou”, diz. O apelido Macaquito vem do Rei. “Sou muito alegre, brinco, danço, faço palhaçada, imito cantores. Estávamos em um circo e ele disse que eu parecia um macaquito. Aí, ficou”.

Ernesto Paula, 54

trompetista, 29 anos na banda de Rossi
Nos shows fechados, Rossi gostava de ouvir ao trompete Summertime. Foi como Ernesto prestou a última homenagem, em frente ao caixão, no sábado. “O nosso camarim sempre foi uma festa. O último show de Reginaldo foi o sepultamento dele. O nosso povo fez a festa, mesmo com saudades”.

Binno Batista, 40

baixista, 12 anos na banda
Rossi descobriu que Binno era cantor. Perguntou se conhecia Mal-acostumado, da Araketu, e pediu-lhe para tocar em churrasco. “Passei a cantar nos shows. Era a hora de fumar o cigarrinho, tomar uma dose, dar uma respirada”. O Rei gravou duas faixas (Leviana e Lua de mel) do DVD dele, Recordando em casa, inédito.

Jorge Silva, 57

guitarrista, 12 anos na banda
Fã do Rei desde os Silver Jets, assistia aos ensaios da banda em Casa Amarela. Sempre gostei das músicas dele. Eu lhe devo muito a ele. “Com Reginaldo, fui a Angola, Estados Unidos, França, Guiana Francesa, Venezuela. Estou construindo uma casa e ele sempre me ajudou. Sempre chegava junto”.

Marcílio Alves, 55

tecladista, quatro anos de banda
Marcílio Alves conta que Rossi conversava muito, mas, nas viagens, ficava calado. Sentava nas últimas poltronas do avião e dormia antes de decolar. “Os quatro anos foram aprendizado, porque ele acreditou e mostrou a importância da música dele. Tinha horas em que parecia ter mais fôlego que a gente”.

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CGU apura uso particular de máquinas doadas pelo PAC


Denúncias apontam que retroescavadeiras entregues pelo PAC estão sendo usadas em obras particulares.

 A Controladoria-Geral da União (CGU) investiga em 110 cidades o uso em obras particulares de retroescavadeiras e motoniveladoras doadas a prefeituras pelo governo federal pelo programa PAC 2 Equipamentos, relatam Daiene Cardoso e Rafael Moraes Moura. De acordo com as investigações, há casos de uso dos equipamentos para melhorias em fazenda de aliado de prefeito, em chácara de funcionário da prefeitura e em reforma de posto de gasolina.

A doação das máquinas é uma das armas eleitorais da presidente Dilma Rousseff para se aproximar das administrações municipais. Pelo programa, as retroescavadeiras têm de ser utilizadas em obras de estradas vicinais e para mitigar efeitos da seca.

Após ser atropelado por moto, radialista Mané Queiroz passa por cirurgia em Olinda


Acidente, que ocorreu no último sábado (21), causou a fratura do punho esquerdo e de dois pontos da perna direita do radialista


O radialista Mané Queiroz / Foto: Reprodução/Facebook

O radialista Mané Queiroz

Foto: Reprodução/Facebook

Passa por uma cirurgia na manhã desta segunda-feira (23), no Hospital Prontolinda, o radialista Mané Queiroz, 66 anos, que foi atropelado por uma motocicleta em Caruaru, no Agreste do Estado, no último sábado (21). No acidente, Mané fraturou o punho esquerdo e dois pontos da perna direita, o fêmur e a tíbia. A intervenção cirúrgica que será realizada tem caráter reparador e se dará nestas três áreas.

Mané, que é natural de Caruaru e integra a equipe do Escrete de Ouro da Rádio Jornal e da JC News, estava na cidade com a família a passeio. Ele foi atingido pela moto quando atravessava a Rua 31 de Maio, na região central do município, por volta das 18h. O radialista estava com a filha, Rafaela Queiroz, quando tudo aconteceu.

“Um ônibus em alta velocidade nos surpreendeu enquanto atravessávamos a rua e eu pedi para que ele corresse. Quando conseguimos passar o coletivo, já bem perto da calçada, a moto surgiu do nada e bateu nele. Na queda, ele levou uma pancada grande na cabeça que, por sorte, não causou nenhum trauma mais grave”, disse Rafaela. A possibilidade de um traumatismo craniano foi descartada após o radialista passar por uma tomografia.

Mané chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Regional do Agreste, onde recebeu os primeiros socorros, e de lá seguiu para Olinda. Apesar do quadro do radialista ser considerado delicado, por conta das fraturas, ele não corre risco de morte e está consciente. “Ele está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) apenas por precaução, por conta da cirurgia de amanhã. Mesmo com tudo o que passou ele já está conversando, brincando e reclamando como sempre. Logo logo ele deve voltar a trabalhar”, comentou Rafaela.