domingo, 12 de janeiro de 2014

Renan não obedeceu seu médico: deu no que deu













Com as mãos na cabeleira dos poderosos
 Um misto de desobediência e falta de sorte acabou fazendo com que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fosse flagrado gastando R$ 27 mil de dinheiro público a fim de bancar viagem em um avião oficial da FAB até o Recife para fazer implante capilar, realizado em dezembro passado. Mas se ele tivesse seguido à risca a sugestão de seu médico, o cirurgião Fernando Basto, pode ser que o segredo não fosse revelado – nem o dinheiro devolvido aos cofres da União.
O médico, acostumado com pacientes do alto escalão político que prezam pela discrição, recomendou a Renan que chegasse ao hospital Memorial São José para ser internado às 6 horas da manhã, horário em que o local tem menos movimento. A reserva para o senador no bloco cirúrgico foi devidamente disfarçada sob um codinome, para não alertar quem manuseasse o livro de entrada.
Porém, Renan contrariou a sugestão e chegou às 10 horas. Aí entra o azar: naquele dia, o cantor Reginaldo Rossi estava internado no mesmo hospital e o local estava cheio de jornalistas para acompanhar o estado de saúde do artista.
Basto, 56 anos, é quem detalha o episódio. O médico tem como pacientes, além do presidente do Senado, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), o ministro do Tribunal de Contas da União José Múcio Monteiro, o ex-ministro José Dirceu e tantos outros que ele não revela a identidade – desde o recesso de fim de ano, quatro nomes da política receberam cabelos novos. Pesquisa de mercado indica que o procedimento não sai por menos de R$ 15 mil.(De O Estado de S.Paulo)

PALMARES - Megaoperação para resgatar animais de área de inundação

Centro está sendo construído em Palmarespara abrigar exemplares recolhidos nas áreas a serem alagadas por oito barragens de contenção de enchentes


Do JC Online

Um Centro de Triagem e Atendimento à Fauna (CTAF) está sendo construído pelo Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) em Palmares, na Zona da Mata Sul, para abrigar animais que serão retirados de áreas prestes a ser alagadas por oito barragens do Sistema de Contenção de Enchentes e Prevenção aos Efeitos da Seca nas regiões do Agreste e da Mata. O monitoramento das espécies começou em outubro, mas o resgate da fauna e flora ainda não tem data para iniciar. O CTAF deve ficar pronto em fevereiro.
Segundo o coordenador do Laboratório de Ecologia e Biodiversidade (LEcoBio) do Itep, Edson Leal, a construção do centro - com recursos da Secretaria de Recursos Hídricos - atende à instrução normativa nº 146 do Ibama, que exige a instalação de espaço para abrigar e avaliar a saúde dos animais resgatados antes de reintroduzi-los na natureza. “Dois dos oito empreendimentos já sinalizaram que estão prontos para fazer a supressão da mata para inundar a área”, informa Edson.
Na próxima semana, ele vai com uma equipe de 12 profissionais do LEcoBio fazer mais um monitoramento na Barragem do Engenho Pereira, em Moreno, onde o corte das árvores deve começar em breve. Os profissionais farão captura, coleta, transporte para o laboratório e marcação permanente de exemplares da fauna e flora terrestre e aquática.
Na fase de diagnóstico, os biólogos do Itep identificaram espécies nativas e exóticas que habitam a região e perceberam algumas curiosidades. Entre os peixes, por exemplo, apesar da invasora tilápia (é da região do Rio Nilo, Egito) ser dominante, uma espécie de bagre foi encontrada em uma das barragens, longe de seu ambiental natural “É raro ela ser vista fora de estuário”, explica o biólogo Rafael Duarte.
Ele explica que a maioria das espécies catalogadas é remanescente da introdução de peixes que o Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs) fez na década de 60 para alimentar a população. Por isso, predadores não nativos como a tilápia, que desequilibram o meio ambiente, não serão salvos. “Elas serão doadas à população para consumo ou descartadas”, informa Rafael.

Barraca do Pezão: luxo e polêmica nas areias de Boa Viagem



Foto: Michele Souza/JC Imagem

Há exatamente um ano, o empresário Carlos Vasconcelos adentrou a sede da Prefeitura do Recife com um calhamaço de 600 páginas debaixo do braço. O comando municipal já estava sob a batuta do recém-empossado Geraldo Julio (PSB). Carlos queria entregar a papelada ao secretário de Mobilidade e Controle Urbano, João Braga, que cuida do processo de regularização da Praia de Boa Viagem, território onde Carlos Vasconcelos assume sua identidade preferida. Nas areias, ele é simplesmente “Pezão”, comandante da barraca homônima que roubou do Edifício Acaiaca o título de “point” da praia.

Carioca, 50 anos, Pezão não se conformava com a “falta de estrutura da praia”. Depois de deixar o posto de executivo em uma empresa de ferragens, decidiu dedicar-se ao projeto de criar nas areias de Boa Viagem o que chama de “serviço diferenciado”. “Você sabe, os barraqueiros aqui não têm instrução. Chegava na praia, procurava um lugar mais tranquilo e não tinha. Pedia uma cerveja gelada, não existia. Atendimento demorado, material sujo, isopor, cadeira e sombrinha sujos, enferrujados. As visitas que eu trazia comentavam o mau atendimento. Isso assustava os turistas”, analisa Pezão, que também é proprietário de um espaço de 1.700 metros quadrados em Maracaípe e do restaurante Herculano, no bairro do Pina.

Com o projeto debaixo do braço, Pezão foi em busca de patrocinadores para a empreitada. Conseguiu que uma marca de sandálias o ajudasse no que chama de “desafio”. Sendo assim, nada mais justo que nomear o local de Barraca do Pezão. Nas areias, o nome virou grife. Pés de borracha enfiados na terra levam ao chuveiro. “O único que não fica ligado o dia todo”, garante. Pezão vive em guerra com a prefeitura, por isso tentou sensibilizar – logo no início da gestão – o secretário que cuidaria da área. “Trabalhei muito pela eleição de Geraldo Julio.” O empresário se julga injustiçado por não poder disponibilizar aos seus clientes uma roda de samba acústica aos sábados.

“Já recebi diversas notificações, mas eu coloco a banda mesmo assim. Eu tinha um tapete vermelho aqui na calçada. Me mandaram tirar, um absurdo”, dispara, apontando para o calçadão, onde se pode ver estacionado um caminhão-baú de 8 metros que ele usa para transportar os 100 ombrelones que disponibiliza aos sábados e domingos para os 1.500 clientes que transitam nos dois dias pela barraca. A área comporta atualmente 500 pessoas e é alvo de queixas da vizinhança. “Tem um cara no prédio na frente que fica reclamando porque eu estaciono o caminhão aqui.”
Pezão gosta de dizer que tem uma clientela “AA”. Cita um a um os integrantes da sociedade recifense que costumam passar os fins de semana tomando espumante em “sua área”. “As pessoas diferenciadas entenderam a proposta. Começaram nas redes sociais a repassar. As pessoas começaram a ir: Sabrina Barbosa, Queiroz Filho. Esse público AA, bem frequentado. Guilherme do Galo, Mário Baô. Inclusive chamo Sabrina Barbosa de madrinha, porque foi ela a grande divulgadora”, destaca. Cada garrafa de espumante consumida no local custa R$ 90 e, para não esquentar, estão sempre imersas em baldes de gelo. “Só trabalhamos com Chandon.”
Para incrementar o negócio – cujo faturamento não revela “nem para a Globo” – Pezão comprou dois apartamentos na Rua dos Navegantes, paralela à Avenida Boa Viagem. Os imóveis foram transformados em uma cozinha industrial. Por meio de rádio, os garçons na praia fazem o pedido e dois garotos tem como única função transportar os quitutes da cozinha para a beira da praia, um percurso de 100 metros. “Na praia, vários barraqueiros manipulam comida – o que é proibido por lei – e a prefeitura não faz nada. Tudo que eu faço é um problema. Tentei fazer um réveillon nas areias e não tive permissão. Aí coloquei no Facebook que não estava fazendo porque a prefeitura não deixou”, dispara. A página do Pezão no Facebook conta com mais de 16 mil seguidores.
Para manter a estrutura, 35 funcionários trabalham na barraca, que já cresceu de tamanho duas vezes ao longo dos seus três anos de existência. A expansão foi possível graças ao que ele classifica como “parceiros”. São dois barraqueiros, que cedem suas áreas de praia e ganham um valor fixo por mês. “Isso porque eu fiz uma parceria com alguns barraqueiros de áreas laterais, que entenderam a necessidade do Pezão crescer, no qual eles também cresceriam, né? Então fizemos uma parceria. A área pertence a eles, eles recebem por isso. Sempre em termos de parceria e não para prejudicar. Ele já sabe quanto ganha por mês e vai ficar gerenciando aquele pedaço ali que pertence a ele”, completa Pezão.

Responsável pelo maior faturamento do ano, o verão é o momento mais esperado pelo empresário. Por isso, fechou parceria com uma cervejaria que patrocinará a troca das cadeiras e dos ombrelones. “Eu contrato uns policiais do Gati (Grupo de Apoio Tático Itinerante) para fazer a segurança aqui dos clientes. Tudo certinho”.

Ainda que a prefeitura seja responsável por normatizar o uso das areias da praia para o comércio, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) é responsável pela autorização de qualquer evento que se realize em áreas de marinha. A prefeitura garante que está em estudo um plano para regulamentar definitivamente o espaço. “Eu já fui convidado para dar palestras e cursos nas orlas de Salvador e de Maceió. Aqui nunca a prefeitura se interessou por isso.”

Covers perpetuam o legado de Reginaldo Rossi

O Rei do Brega era um incentivador dos cantores que o imitavam e divulgavam a sua música

José Teles

Moura Rossi é um dos covers de Reginaldo Rossi. Ele chegou a pegar carona num helicóptero para não perder um show / Divulgação

Moura Rossi é um dos covers de Reginaldo Rossi. Ele chegou a pegar carona num helicóptero para não perder um show

Divulgação

O cearense Francisco Arizélio Cabral Guerreiro teve um sonho. No fatídico dia 20 de dezembro de 2013, sonhou com seu ídolo Reginaldo  Rossi, de quem é cantor cover há três anos: “No dia de sua morte, eu acordei sonhando com ele. Chamava para eu ir ao hotel em que ele estava e pedia para eu cantar umas seis ou oito musicas em seu lugar, porque não estava mais aguentando fazer o show sozinho. E me disse: Ary Rossi, era como me chamava, eu vou mandar os músicos pegar seu tom. Ai eu dizia, eu lhe dou o meu CD e eles ensaiam por ele. Reginaldo dizia: ‘Legal’, e ria. Ele se despediu, acenamos um para o outro”. Ele despertou desse sonho, por dona Jucineide, sua esposa: “Ela me perguntou o que estava havendo por que eu acordei meio diferente. Contei o sonho a ela”. 

Mais tarde, enquanto se dirigia para ao Centro de Fortaleza, o celular tocou várias vezes: “Pedi a minha esposa para atender. Era o diretor da TV Verdes Mares me comunicando o ocorrido e pedindo para eu ir à emissora participar do programa João Inácio show. Parei o carro e chorei muito”. As lágrimas correram dos olhos de Ary Rossi, assim como escorreram dos olhos das dezenas de imitadores de Reginaldo Rossi País afora. Seus nomes variam. Podem se chamar Natan, Moura, Wilson ou Walter Ludugero. Todos têm aposto ao nome, o  sobrenome Rossi. Que, por sinal, o próprio Reginaldo Rossi, matriz de todos eles, também não ostentava em seu registro de nascimento (chamava-se Reginaldo Rodrigues dos Santos).


Walter Ludugero nem chegou a chorar a morte do ídolo. Faleceu em fevereiro de 2012, em Sobral (CE), onde morava, de onde partia para cantar o repertório do Rei do Brega na região do Cariri cearense, estendendo-se até o Piauí. O que não falta para os covers de um dos cantores mais populares do Norte e do Nordeste é palco.


Que o diga o limoeirense José Edvaldo de Moura, ou Moura Rossi. Ele estava com 15 shows agendados para o mês de dezembro. Com a morte do original, o cover realizou os 15 shows em oito dias. Enquanto Natanael Gomes da Silva Filho, Natan Rossi, foi entrevistado no programa Supermanhã, de Geraldo Freire (na Rádio Jornal), e só não aceita mais compromissos porque a firma em que trabalha não o libera com facilidade. “Infelizmente não fui ao velório nem ao enterro de Reginaldo porque estava no trabalho”, lamenta. Natan começou na música na função de contra-regra o que se chama hoje de roadie. O faz tudo numa banda de baile, a J.M. Som: “Eles me davam uma  colher de chá quando paravam para o intervalo. Eu entrava e cantava músicas de Reginaldo”, conta Natan.

Trabalhando no meio artístico, Natan conheceu cantores como Belo Xis, Tarcys Andrade, Zé Ribeiro, Zai Gomide. “Depois da minha participação, Belo Xis perguntou de quem era a música que cantei. Disse que era minha e ele pediu que eu fizesse um fita, prometeu que ia dar um jeito de gravar um disco”, conta ele. “Alguns dias depois encontro Belo e ele me diz que não conseguiu, não deu. Fiquei muito triste. Ele vai indo embora, e de repente, volta rindo, e diz que vou gravar um compacto”, diz Natan, que chegou a gravar regularmente pela Polydisc. O compacto a que se refere intitulase Altamente apaixonado, quando ainda se assinava apenas Natan. O Rossi lhe foi sugerido pelo cantor Alberto Kelly.

SUSPEITO - HR confirma que homem com queimaduras deu entrada na unidade

Everton Martins Soares deu entrada na unidade com queimaduras graves na face, tórax e membros superiores e inferiores. A CNH dele foi achada na Subestação da Celpe, onde houve uma explosão que deixou parte do Recife, Camaragibe e Jaboatão às escuras


Do JC Online

 / Foto: Dani Neves/JC Imagem

Foto: Dani Neves/JC Imagem

A assessoria de imprensa do Hospital da Restauração (HR) confirmou, na noite deste sábado (11), que um homem com queimaduras pelo corpo deu entrada na unidade, na madrugada de sábado (1h06), vítima de choque elétrico. Trata-se de Everton Martins Soares, 27 anos. Ele é o principal suspeito de ter provocado um apagão que durou mais de 16 horas em bairros da Zona Oeste do Recife e nas cidades de Jaboatão dos Guararapes e Camaragibe. A carteira nacional de habilitação (CNH) de Everton foi encontrada na Subestação da Celpe localizada na BR-232, no Curado, Recife, onde ocorreu o problema. Durante a madrugada, vândalos entraram na unidade para tentar roubar uma bateria e fios de cobre. Houve uma descarga elétrica e vários bairros ficaram às escuras.

Durante todo o dia o HR informou que não havia dado entrada na unidade ninguém com características de queimadura grave. Entretanto, o JC conseguiu o nome de Everton com fontes policiais e, diante dessa informação, o hospital confirmou a entrada do homem.
Everton está com queimaduras de 2º grau profundo na face, tórax e membros superiores e inferiores. Segundo a assessoria de imprensa do HR, o estado de saúde dele inspira cuidados. Está consciente e orientado, respirando com o auxílio de uma máscara de oxigênio, mas não está entubado. Embora não tenha sido confirmado pela assessoria, ele está com 70% do corpo queimado.
Ao entrar no HR, Everton não informou onde teria se queimado. Limitou-se a falar que sofreu as queimaduras após levar um choque elétrico em casa, durante curto-circuito em um ventilador. Entretanto, a CNH dele foi localizada na subestação. Também foram achados no local um boné, uma sandália e um celular.
No início da noite deste sábado, a Celpe foi até a Delegacia da Várzea e protocolou os documentos de Éverton. O protocolo e o nome do suspeito foram confirmados por uma fonte, em reserva.
A Celpe assegurou que a unidade conta com sistema de vigilância patrimonial 24 horas por dia. Além dos prejuízos aos moradores e comerciantes das áreas afetadas, a falta de energia paralisou o sistema Tapacurá/Duas Unas e deixou moradores de 26 bairros do Recife e Jaboatão com queda de pressão no fornecimento de água e o município de Camaragibe sem abastecimento durante o dia, informou a Compesa.

PRF registra duas mortes em acidentes nas rodovias neste domingo

Do NE10
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou dois acidentes com morte na madrugada deste domingo (12) em rodovias estaduais. A primeira foi na BR-110, no quilômetro 135,8. Por volta das 0h10, um motociclista perdeu o controle da condução e caiu da motocicleta, nas imediações do município de Ibimirim, no Sertão pernambucano. A vítima, um homem de 46 anos, morreu no acidente.



Já a segunda vítima fatal, foi um pedestre, de sexo e idade não revelados. A pessoa foi atropelada por um veículo não identificado na BR-424, no KM 82,1. O acidente aconteceu por volta das 5h, em Garanhuns, no Agreste do Estado. Envie notícias sobre o trânsito para o twitter do JC Trânsito.

Otimismo do brasileiro cai pela 1ª vez desde 2009



 No ano que a presidente Dilma Rousseff tentará se reeleger, o otimismo do brasileiro está 17 pontos menor do que quando a petista assumiu a Presidência da República. Segundo pesquisa do Ibope, 57% esperam que 2014 seja melhor do que 2013. Apesar de elevada, a taxa caiu pela primeira vez em anos. Na pesquisa anterior, os otimistas eram 72% – mesmo patamar de 2011 (74%), 2010 (73%) e 2009 (74%), pela margem de erro.
O pessimismo praticamente dobrou nos últimos 12 meses. Agora, 14% acham que 2014 será pior do que 2013. Um ano antes, só 8% achavam que 2013 seria pior do que 2012. Os restantes 24% apostam que este ano será igual ao anterior (eram 17%).
Há diferenças regionais importantes no otimismo dos brasileiros. Ele é muito maior no Norte/Centro-Oeste (69%) e Nordeste (67%) do que no Sudeste (47%). Destaca-se nas capitais (61%) e murcha nas cidades das periferias das metrópoles (52%). É a marca dos jovens com menos de 25 anos (64%) e dos mais ricos (72%). (De O Estado de S.Paulo - José Roberto de Toledo)

Caruaru: juiz acata denúncia contra vereadores presos



DA COLUNA DO JORNAL VANGUARDA

 O juiz Pierre Souto Maior, da 4ª Vara da Justiça de Caruaru, acatou integralmente as denúncias do Ministério Público contra os dez vereadores da cidade que estão sendo acusados de cobrar propina para aprovar projetos do Poder Executivo. Em seu despacho, o magistrado pediu a instalação de ação penal, a citação dos denunciados num prazo de dez dias e que seja designada audiência de instrução e julgamento. Ele também quebrou o sigilo e as imagens e áudios foram divulgados na TV.

Prisão
Numa das escutas telefônicas da Operação Ponto Final, o vereador Neto (PMN) chegou a citar o medo de ir preso diante das negociações. 'Se reunimos ontem e tá firmado os oito (sic)? Se for pra ir pro presídio, vai os oito, se for pra ir pro céu, vai os oito (sic), ninguém abre mão. A gente tivemos (sic) uma reunião ontem e fizemos uma votação. Que tem organização. A gente já dividiu que tá organizado', comentou o vereador.