segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Cantor Leonardo é preso no aeroporto JK com cartuchos de munição


Segundo a Polícia Federal, o material não é de uso proibido, mas o artista não tem autorização para transportá-lo

Correio Braziliense


Leonardo ficou detido na PF após tentar embarcar com 22 cartuchos de munição calibre 22. Fotos: Whatsapp/Reprodução

A Polícia Federal prendeu o cantor sertanejo Leonardo, em Brasília. O artista foi surpreendido por agentes no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek com 22 cartuchos de munição calibre 22. O material não é de uso proibido, mas o cantor, segundo a PF, não tem autorização para transportá-lo. A prisão ocorreu na última sexta-feira (31).

Leonardo ficou detido na PF, mas foi liberado após pagar fiança, em torno de R$ 10 mil. A reportagem tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa do artista, mas não teve retorno até a publicação deste texto.

"Em Família": Os romances e confusões da última Helena de Manoel Carlos

A última personagem Helena de Manoel Carlos. Essa é a pretensão do autor com sua próxima novela, “Em Família”, que estreia nesta segunda (3), às 21h10 na TV Globo.

A protagonista das tramas de Manoel Carlos já foi vivida por Lílian Lemmertz (1981), Maitê Proença (1991), Regina Duarte (1995, 1997 e 2006), Vera Fischer (2000), Christiane Torloni (2003) e Taís Araújo (2009). E para encerrar esse ciclo, Maneco escolheu homenagear a primeira atriz a viver Helena. Para isso, foi escolhida Júlia Lemmertz, filha de Lílian.
 

Mais uma vez o bairro carioca do Leblon é o ambiente da novela. Dividida em três fases, que percorrem desde os anos 80 até os dias atuais, a trama também terá cenas no estado de Goiás. Já no exterior, o folhetim terá passagens em Viena (Áustria). A novela narra a história dos primos Helena (Júlia Lemmertz) e Laerte (Gabriel Braga Nunes), unidos pelo amor e pela família, mas também pelos sentimentos de ciúme e de inveja. O rapaz, um jovem talentoso, foi consumido pela obsessão que tinha pela prima e que se tornou cada vez maior ao ver o amigo Virgílio (Humberto Martins) mais próximo de sua amada.

Ficha técnica

Escrita por Manoel Carlos
Direção de Núcleo de Jayme Monjardim
Direção Geral de Leonardo Nogueira
Estreia: 03/02
Horário: 21h10
Antecessora: “Amor à Vida”, de Walcyr Carrasco

Elenco

Júlia Lemmertz – Helena Fernandes
Gabriel Braga Nunes – Laerte
Humberto Martins – Virgílio

Agatha Moreira – Gisele
Ana Beatriz Nogueira – Selma
Ângela Vieira – Branca
Antônio Petrin – Viriato
Bruna Marquezine – Luiza
Bruno Gissoni – André
Carla Cristina – Neidinha
Carol Macedo – Gorete
Cláudia Assunção – Mafalda
Cyria Coentro – Maria
Natália do Vale – Francisca Fernandes (Chica)
Giovanna Antonelli – Clara
Helena Ranaldi – Verônica
Herson Capri - Ricardo
Jéssika Alves - Guiomar
Ju Colombo – Ceiça
Leonardo Medeiros – Fernando
Lica Oliveira – Dulce
Manu Gavassi – Paula
Marcello Melo Júnior – Jairo
Marley Danckwardt – Martha
Nelson Baskerville – Itamar
Oscar Magrini – Ramiro Fernandes
Paulo José – Benjamin
Polliana Aleixo – Bárbara
Reynaldo Gianecchini – Cadu
Ronny Kriwat – Leto
Tainá Müller – Marina
Tânia Toko – Rosa
Thiago Mendonça – Felipe
Vanessa Gerbelli – Juliana
Vitor Figueiredo – Ivan
Vivianne Pasmanter – Shirley
Wilson Rabelo – Batista

Triângulo amoroso

Mais uma vez, uma novela de Manoel Carlos recorrerá ao amor entre primos, desta vez entre Helena e Laerte. A trama, como o próprio nome sugere, reúne um grupo familiar. Os irmãos Itamar (Nelson Baskerville) e Ramiro (Oscar Magrini) se casam com as irmãs Selma (Ana Beatriz Nogueira) e Chica (Natália do Vale). O protagonista Laerte é fruto da união entre Itamar e Selma, enquanto Helena é um dos três filhos de Ramiro com Chica. Os dois primos cresceram e foram educados juntos na mesma casa.
 


O outro integrante do triângulo amoroso da novela não é membro da família. Virgílio (Humberto Martins) é um homem apaixonado por Helena desde novinho. No entanto, o triângulo amoroso será marcado por uma tragédia, que unirá para sempre a vida da protagonista com a de Laerte e a de Virgílio. O fato causará no público a sensação de sentimentos sendo criados e destruídos, além de encontros e desencontros na vida dessa família.

A vida das três irmãs

Apesar de irmãs e de viverem ‘em família’ na cidade de Goiânia, Chica, Selma e Juliana (Vanessa Gerbelli) levam vidas bem diferentes. A caçula Juliana é obcecada pela maternidade e se casou com Fernando (Leonardo Medeiros) para conseguir ter um filho. Já o marido casou-se apenas para ter uma companhia.

Já Chica nunca foi feliz ao lado do marido Ramiro. No entanto, ela optou-se por continuar casada por causa dos filhos Helena, Clara (Giovanna Antonelli) e Felipe (Thiago Mendonça). Enquanto isso, a irmã Selma sempre viveu em função do filho único Laerte, deixando de lado até o seu casamento com Itamar.

No entanto, as irmãs que sempre foram unidas, acabarão rompendo o laço de amor e amizade, após o romance dos filhos Helena e Laerte. O amor proibido entre os dois levará a uma tragédia na família. Em meio aos problemas, o irmão de Chica, Selma e Juliana, Leandro (Rafael Tombini), que reside nos Estados Unidos, é alheio às turbulências enfrentadas por sua família no Brasil. Com a tragédia, cada um toma seu rumo. Chica e Helena se mudam para o Rio de Janeiro, Selma fica em Goiânia, enquanto Laerte decide ir embora do país.

A invejosa Shirley

Alice Wegmann é Shirley na primeira fase da novela, enquanto Bruna Marquezine é Helena

Um dos pontos altos de vilania na novela “Em Família” será a personagem vivida por Vivianne Pasmanter. A atriz que, no passado, já deu vida à megera Laura em “Por Amor”, volta a interpretar uma mulher maldosa numa novela de Manoel Carlos. Ela será Shirley, que sente inveja do amor sentido por Laerte em relação à Helena. Assim, Shirley não perderá oportunidade para atacar sua rival. Com uma vida infeliz, a megera não faz nada para mudar sua vida e prefere invejar a felicidade alheia. Além de Shirley, outras personagens que pretendem causar raiva nos telespectadores são Miss Lauren (Betty Gofman) e Branca (Ângela Vieira), que terão o prazer de proporcionar sofrimentos a muitas pessoas.

Amor não correspondido

Branca (Ângela Vieira) é e sempre foi apaixonada pelo marido Ricardo (Herson Capri). No entanto, o amor da personagem nunca foi correspondido pelo esposo. Com o fim do casamento, Ricardo resolve sair de casa e engatar um romance com Chica (Nathália do Vale), que ficou viúva. Arrasada, Branca não aceitará o divórcio facilmente e fará qualquer tipo de ameaça para prender o ex-marido a sua vida.

Um novo amor para Clara

A relação do casal Clara (Giovanna Antonelli) e Cadu (Reynaldo Gianecchini) sempre foi considerada ótima por todos. Do amor entre os dois, nasceu o filho Ivan (Vitor Figueiredo). No entanto, o casal passa por um período complicado na vida, após Cadu ficar desempregado. Mas não será isso que abalará a relação entre os dois.

Clara é uma mulher realizada e se considera uma ‘mulherzinha’, forma pela qual ela nomeia a todas as donas de casa que se dedicam à família e aos trabalhos domésticos. Mas tudo começa a mudar quando ela se apaixona pela personalidade de Marina (Tainá Müller). Começa a partir daí uma forte e marcante história de amor entre duas mulheres. Resta saber como o marido e o filho lidarão com esse novo acontecimento na família.

A volta de Laerte ao Brasil

Após a tragédia que separou Laerte de Helena, o rapaz vai para fora do país, onde pretende estudar música. No exterior, ele se forma em pouco tempo e passa a ser considerado um bem sucedido flautista. Após 20 anos, o rapaz retorna ao país, após seu pai fazer um apelo por sua volta, já que ele se encontrava muito doente.

Laerte desembarca no país na companhia de Verônica (Helena Ranaldi), maestrina e pianista, que o acompanha com uma amante eventual. Ao chegar a Goiânia, Laerte finalmente conhece seu filho Laerte Jr. (Ronny Kriwat), mais conhecido como Leto. O garoto é filho de Shirley (Vivianne Pasmanter), com quem Laerte teve uma noite de amor antes de ir para o exterior.
 

Mesmo com todos os problemas de Laerte, como o filho e a eterna paixão por Helena, Verônica aceita continuar ao lado dele. A morena foi aluna de Laerte fora do país e é apaixonada incondicionalmente pelo músico. Na trama, Verônica concordará em ser uma figura secundária na vida do amado, sofrendo humilhações. Mas nada disso levará a maestrina a conseguir se libertar do amor que sente por ele. Ela inclusive será trocada algumas vezes por Laerte, mas irá suportar tudo em nome desse amor.

Cotidiano retratado

Manoel Carlos sempre teve a tradição de incluir temas sociais em seus folhetins. O alcoolismo, o preconceito, a violência contra idosos e mulheres, a vida de pessoas com Síndrome de Down e as dificuldades enfrentadas pelos portadores de deficiência foram assuntos que estiveram presentes em novelas do Maneco. Na trama que começa na próxima segunda (03) não será diferente.

“Em Família” mostrará o drama da família de Felipe (Thiago Mendonça), que é viciado em bebidas alcoólicas. A trama retratará como o vício pode desestruturar uma base familiar sólida, causando a perda de um emprego, da esposa e até dos filhos. Já o personagem Benjamin (Paulo José) sofrerá de Parkinson. Benjamin fará de tudo para conseguir superar a doença. Ele não gosta de ser paparicado pelos outros e demonstra querer ajudar os demais idosos que sofrem da mesma enfermidade.

Autor e diretor

Manoel Carlos está entre os principais autores de telenovela no Brasil e tornou-se famoso por seus trabalhos que retratam a sociedade carioca contemporânea, sobretudo referente ao bairro do Leblon. Iniciou sua carreira como autor de novela em 1952, ao escrever “Helena” para a extinta TV Paulista.
Desde então, redigiu mais de 15 novelas, além de seriados, musicais, programas de TV e trabalhos jornalísticos em emissoras como a TV Paulista, TV Excelsior, TV Rio, Rede Record, TV Manchete, Rede Bandeirantes e TV Globo. Só na emissora da família Marinho foram mais de 10 novelas, entre elas os sucessos “Baila Comigo”, “História de Amor”, “Por Amor”, “Laços de Família” e “Mulheres Apaixonadas”.
 

Já Jayme Monjardim atua como diretor de teledramaturgia há 30 anos. Ele estreou na TV Bandeirantes em 1983, quando dirigiu o folhetim “Braço de Ferro”. No ano seguinte, migrou para a Globo, onde trabalhou em “Amor com Amor se Paga”, “Partido Alto”, “Roque Santeiro”, “Sinhá Moça” e “Direito de Amar”. Em 1989, Monjardim assinou com a TV Manchete, emissora na qual dirigiu “Kananga do Japão”, “Ana Raio e Zé Trovão” e o sucesso “Pantanal”.
Em 1999, retornava a Globo para dirigir “Chiquinha Gonzaga”. Desde então, assinou a direção de sucessos como “Terra Nostra”, “O Clone”, “A Casa das Sete Mulheres” e “Páginas da Vida”. No cinema, esteve à frente de longas como “Olga” e “O Tempo e o Vento”.

Anote na agenda

“Em Família” estreia nesta segunda (03), às 21h10, na TV Globo.

Volta às aulas de trânsito complicado no Recife



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Av. Rui Barbosa, local de vários colégios, teve manhã de grande congestionamento
Foto: @bosquinho_jed/Twitter

Do JC Trânsito

Quem mora no Recife já sabe que com a volta às aulas o trânsito na cidade complica, e nesta manhã de segunda-feira (3), de bastante chuva, não foi diferente, com tráfego intenso nas principais vias que abrigam escolas, como a Av. Rui Baborsa, no bairro das Graças, na Zona Norte.
Desde às 7h, os seguidores do @jctransito informavam fluxo intenso de veículos não somente na Rui Barbosa, como também nos arredores. A Estrada do Encanamento e a Av. Parnamirim foram duas vias onde os internautas registraram maiores retenções no tráfego. Com a lentidão no trânsito nestas avenidas a fluidez também foi comprometida em outros locais, como no cruzamento da Rua José Osório com a Caxangá, e Rua Benfica, na Madalena. Ruas do bairro Rosarinho, como a Malaquias e a Regueira Costa, acessos para a Jaqueira e Graças, também ficaram com trânsito travado. Outro motivo de transtorno para os motoristas foi a Rua do Espinheiro, que ficou completamente parada.
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A Av. Visconde de Albuquerque, na Madalena, ficou com trânsito bastante lento, desde a Estrada dos Remédios Foto: @correiaemello/Twitter
Vários condutores afirmaram que o principal motivo que complicou o trânsito foi a formação de filas duplas causada por pais de alunos ao realizar parada na hora de deixar os alunos. Com isto, muitos questionaram a ação da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), que apesar de ação anunciada a fim de evitar problemas, não foi capaz de organizar e fiscalizar o movimento na frente dos grandes colégios.
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Movimento foi intenso na Ponte do Carrefour, na Torre/Parnamirim Foto: @eraldomichiles/Twitter
A CTTU reforça que a educação é muito importante para que o fluxo aconteça de forma eficiente. " A conscientização do papel de cada um é fundamental na melhoria da mobilidade urbana”, destacou Francisco Irineu, chefe de Educação Para o Trânsito, da Companhia.

Mulher e suposto amante são assassinados em Petrolândia

Do NE10Núcleo SJCC/Caruaru
Um duplo homicídio foi registrado na madrugada desta segunda-feira (3) em Petrolândia, no Sertão de Pernambuco. De acordo com informações da Polícia Militar, os crimes ocorreram na rua Nossa Senhora do Carmo, no bairro Quadra 14.
Segundo a PM, Jeane da Silva, 35 anos, e José Celestino Souza Filho, 38, com quem ela supostamente mantinha um relacionamento extraconjugal, foram mortos com vários tiros.
A polícia ainda não tem pistas sobre a autoria do crime, mas acredita que a motivação possa ser passional, isso porque o atual companheiro de Jeane está foragido e é considerado como o principal suspeito pelo homicídio.
O caso será investigado pela Polícia Civil de Petrolândia. Já os corpos serão removidos ao Instituto de Medicina Legal (IML), em Petrolina, também no Sertão.

Compesa promove ações em bairro de Garanhuns

Do NE10Núcleo SJCC/Caruaru
O projeto Compesa no Meu Bairro chega ao município de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, a partir desta quarta-feira (5). A ação vai atender demandas dos moradores do bairro Novo Heliópolis. Serão realizados serviços como conserto de vazamentos, revisão da conta, entre outros serviços comerciais, sociais e técnicos.
Durante as atividades, que acontecem até o dia 7 deste mês, os moradores também poderão obter informações sobre os direitos e deveres em relação aos serviços de água e esgoto, palestras sobre cuidado ambiental, atividades lúdicas e educativas com arte - educadores para crianças e adolescentes.
A partir das 8h, o Carro de Atendimento Local (CAL) estará estacionado na rua Cantora Marinez, na sede da Associação Comunitária Radialista Aluízio Alves. Quem for participar das ações também poderá obter informações sobre programas sociais e inscrições em cursos pelo município.

Com defesa sólida e ataque eficiente, Sport bate o Náutico por 3x0


Leoninos venceram a primeira no ano. Fotos: Diego Nigro/JC Imagem
O Sport não era favorito para o clássico. Estava desacreditado pelos maus resultados e desorganizado pela saída do técnico Geninho. Mas quem disse que isso entra em campo em um clássico? O interino Eduardo Baptista arrumou o Leão taticamente e fez a equipe jogar um futebol mais convincente diante do Náutico, principalmente no aspecto defensivo. Os rubro-negros foram soberanos na defesa e eficientes no ataque. O reflexo disso foi o placar de 3x0 na Arena Pernambuco, na noite deste domingo, pela Copa do Nordeste. Ananias, Érico Júnior e Neto Baiano anotaram para os visitantes. O Timbu bem que tentou impor seu estilo de jogo, mas pouco produziu.

Com a vitória, o Sport vence a primeira no ano e assume a vice-liderança do Grupo D do Nordestão com cinco pontos. O Rubro-negro mantém viva as chances de classificação para a fase seguinte. O Alvirrubro fica em terceiro com quatro e um jogo a menos. Na próxima rodada, o Timbu encara o Botafogo-PB, no jogo adiado na semana passada. Curiosamente, o Leão encara o mesmo Botafogo, só que na Ilha do Retiro, na próxima quinta-feira, com portões fechados.


Ananias abriu o placar na partida


O JOGO - Apesar das escalações não indicarem isto no início, as duas equipes vieram com formações parecidas no gramado. Lisca e Baptista apostaram em homens abertos pelos lados e no jogo pelas laterais. Ananias e Érico Júnior foram esses jogadores no Sport, enquanto Zé Mário e Pedro Carmona foram os escolhidos do Náutico.

Com as formações 'chocando', restou aparecer algum elemento surpresa na partida. E ele surgiu no lado rubro-negro com o nome de Aílton, que ao contrário do último clássico apareceu mais e iniciou as principais jogadas leoninas. Sempre que tocava na bola, acionava com sucesso os atletas dos lados. O meia do Leão teve muita liberdade para atuar durante os 90 minutos.

Técnico interino, Eduardo Baptista arrumou o Sport


Em uma dessas jogadas que Aílton participou, surgiu o primeiro gol do Sport. O rubro-negro acreditou em lance na direita junto com Neto Baiano e cruzou com precisão para Ananias mandar para o fundo das redes de cabela, aos 14 minutos.

Atrás no placar, o Timbu tentou se sair mais da marcação do adversário. Aí entrou o outro diferencial da partida. O Náutico não tinha um atleta como Aílton com liberdade para criar. Não conseguiu entrar pelo meio e encontrou muitas dificuldades para fazer o jogo pelos lados. Faltou maior criatividade. Zé Mário e Pedro Carmona só conseguiram criar uma jogada de real perigo, em que Carmona cruzou e Zé Mário finalizou. A bola passou na linha do gol e não entrou. Muito pouco para os donos da casa.
O mérito da falta de chances pelo lado alvirrubro também deve ir para o sistema defensivo do Sport como um todo. Os leoninos foram soberanos no próprio campo seja pelo ar ou pelo chão. Destaque para Ewerton Páscoa, que levou a melhor em praticamente todos os lances. Foi o 'cão' de guarda rubro-negro.

O técnico Lisca bem que tentou alterar o panorama do duelo ao acionar Paulo Júnior. No entanto, a noite não era alvirrubra. O novo jogador em campo nem tinha tocado na bola quando o Leão ampliou. Em chute de fora da área , Gideão falhou e deu sobra para Érico Júnior mandar para o fundo das redes logo aos 2 minutos da etapa complementar. Depois disso, foram muitos cruzamentos equivocados e passes errados no lado dos donos da casa. Talvez fosse a falta de tranquilidade provocada pela desvantagem. Lisca novamente acionou o banco com Marcos Vinícius e Marcelinho, mas já era tarde demais. Antes do apito final, ainda teve tempo para mais um golpe da equipe rubro-negra. O árbitro marcou pênalti para o Leão e Neto Baiano não desperdiçou a chance de ampliar o marcador aos 46. Festa do Sport na arena.
FICHA DA PARTIDA - NÁUTICO 0X3 SPORT

Náutico: Gideão; João Ananias, William Alves, Flávio e Gerley; Possebon (Paulo Júnior), Elicarlos, Yuri, Pedro Carmona e Zé Mário (Marcos Vinícius); Hugo (Marcelinho). Técnico: Lisca.

Sport: Magrão; Patric, Oswaldo (Ferron), Durval e Renê (Renato); Ewerton Páscoa, Rithely e Aílton; Ananias (Felipe Azevedo), Érico Júnior e Neto Baiano. Técnico: Eduardo Baptista (interino).

Copa do Nordeste. Local: Arena Pernambuco, Recife (PE). Árbitro: Emerson Sobral Auxiliares: Marcelino Castro de Nazaré e Roberto José de Oliveira. Gols: Ananias (S) aos 14 minutos do primeiro tempo; Érico Júnior (S) aos 2 e Neto Baiano aos 42 do segundo. Amarelos: Ewerton Páscoa (S), Possebon (N), Neto Baiano (S), Érico Júnior (S) e Flávio (N). Público: 13.062. Renda: R$ 322.140.

Santa Cruz vence o Bahia na véspera dos cem anos


Luciano Sorriso comemora o primeiro gol.Foto: Guga Matos/JC Imagem
O último jogo antes de entrar para o clube dos centenários foi de festa para o Santa Cruz. Embora taticamente desorganizado defensivamente em boa parte do segundo tempo, o tricampeão pernambucano teve qualidade para vencer o Bahia por 2x1 e assumir a segunda posição no grupo B da Copa do Nordeste. O tricolor agora só depende de si mesmo para avançar à segunda fase.
Num início acelerado e turbulento, o Santa Cruz abriu o placar rapidamente para construir sua vantagem de 1x0 no primeiro tempo diante do Bahia, no Luiz Lacerda, em Caruaru. Mesmo com o adversário tendo um jogador expulso antes dos dez minutos, os corais não fizeram um jogo que favorecesse a posse de bola e abrisse mais espaço para definir o resultado logo nos primeiros 45 minutos.

Os retardatários mal acomodavam-se nas arquibancadas quando o Santa abriu o placar. Numa jogada rápida, Flávio Caça Rato foi derrubado, mas Cassiano levou vantagem. Foi à linha de fundo e cruzou para Carlos Alberto. Marcelo Lomba chegou primeiro e afastou. Mas quem vinha de frente para a jogada era Luciano Sorriso, compleamente livre de marcação. Com o goleiro caído ele só teve o trabalho de escolher o canto e chutar forte. O cronômetro marcava 34 segundos.

A ritmo acelerado terminou vitimando o tricolor baiano pela segunda vez antes mesmo dos dez minutos. Ao tentar cortar uma bola, Fahel acertou um pontapé em Cassiano e o árbitro interpretou como agressão. Por isso, mostrou o cartão vermelho. Fahel protestou, pôs o dedo na cara de Cláudio Francisco mas não teve apelação. Nessa nova configuração, o tempo, que já estava quente, ganhou pouco mais de cinco minutos de fervura, principalmente por parte dos baianos. As entradas foram mais ríspidas que o habitual e poderiam até ter provocado outra expulsão precoce.

Foto: Guga Matos/JC Imagem

Quando os ânimos serenaram um pouco, o jogo voltou ao ritmo normal e mostrou um Santa Cruz querendo aproveitar a superioridade para matar logo o jogo. Só que essa ansiedade atrapalhou. Ao invés de explorar mais o toque de bola até encontrar o espaço que existia, os corais adotaram os lançamentos longos e chutes de fora da área, quase sempre sem grande efeito. Luciano Sorriso não se apresentava para a saída de jogo e Raul tinha que voltar. Abria-se um buraco entre o meio e o ataque. Essa ansiedade ofensiva também teve consequências defensivas.

O Bahia encontrou vários espaços para contra-atacar, algo impensável para quem tinha 10 em campo, sendo nove na linha, contra 11 - 10 na linha. Num desses contra-ataques, Rhayner encontrou Talisca livre, mas o camisa 11 chutou com o tornozelo e a bola foi fraca e torta. Efetivamente, o Santa só criaria outra boa oportunidade nos 15 minutos finais quando Caça Rato recebeu de Raul e chutou forte. No rebote, Cassiano tentou dominar a bola, mas como estava impedido, a jogada foi paralisada.

O início do segundo tempo foi quase um replay da primeira etapa. O Bahia voltou com Hugo no lugar de Rafinha. Mas quem fez a diferença foi o time quase da casa - lembrando que o jogo não foi no Recife. Cassiano foi lançado mas Lucas Fonseca conseguiu desarmá-lo. Mas novamente havia um jogador do time pernambucano acompanhando a jogada. Desta vez era Raul. Quase sem ângulo ele acertou o único espaço que havia entre Marcelo Lomba e a trave. 2x0.

A resposta baiana veio três minutos depois. Talisca arriscou com o pé direito, o fraco, e a bola foi realmente fraca. Mas Rhayner estava um pouco à frente e aproveitou, desta vez para chutar forte. Tiago Cardoso estava atento e fechou o ângulo numa grande defesa. Na segunda tentativa, Rhayner não desperdiçou. Aos 16 minutos, Éverton Sena tentou afastar no chutão mas o ex-jogador do Náutico foi mais rápido e ficou com a bola. Na velocidade, ganhou de Renan Fonseca antes de chutar no canto direito de Tiago Cardoso.

O panorama do segundo tempo não era muito diferente do segundo. O Santa não conseguia ter uma posse de bola flagrantemente superior ao Bahia. Outro ponto importante era a marcação frouxa. Nas inversões de lado, o time de Vica demorava demais para armar a marcação. E quando o fazia, já era perigosamente próximo à área. Isso aconteceu tanto na primeira oportunidade desperdiçada por Rhayner quanto no gol. Por muito pouco, o Bahia não empatou aos 21. Numa jogada pela direita, Hélder apareceu livre mas perdeu o tempo da bola para concluir. Ela sobrou para Talisca chutar de voleio e Tiago Cardoso salvar os tricampeões pernambucanos.

Foi a gota d'água para o técnico Vica. Ele mexeu quase simultaneamente. Renatinho entrou no lugar de Carlos Alberto e Luciano Sorriso saiu para entrada de Memo, este com a ordem expressa de guardar a posição para evitar os contra-ataques. Mais uma prova da postura defensiva errada da equipe. Por sua vez, Marquinhos Santos viu que mesmo com menos um havia a possibilidade de igualar o marcador e mandou Branquinho no lugar de Hélder.

O técnico do Santa foi mais feliz na alteração. Memo deu mais mais proteção à zaga e tanto Rhayner quanto Talisca não tiveram a facilidade para se infiltrar. O Bahia passou a levantar a bola na área e tentar a bola longa. Os tricolores tinham espaço para contra-atacar, mas faltou um pouco de qualidade na hora de organizar o time quando tomava a bola. Nos minutos finais, cada time teve uma boa chance. Aos 42, Talisca bateu falta no ângulo esquerdo e Tiago Cardoso fez a defesa. No minuto seguinte, Raul deu um estouro para frente e Pingo avançaou até a área. No chute, acertou a parte externa da rede.

Ficha do jogo:

Santa Cruz: Tiago Cardoso; Oziel, Everton Sena, Renan Fonseca e Tiago Costa; Sandro Manoel, Luciano Sorriso (Memo), Carlos Alberto (Renatinho) e Raul; Flávio Caça Rato (Pingo) e Cassiano. Técnico: Vica.

Bahia: Marcelo Lomba; Mádson, Titi, Lucas Fonseca e Guilherme Santos (Pará); Fahel, Hélder (Branquinho), Pittoni e Talisca, Rhayner e Rafinha (Hugo). Técnico: Marquinhos Santos.

Local: Estádio Luiz Lacerda, em Caruaru. Árbitro: Cláudio Francisco Lima e Silva (SE). Assistentes: Ivaney Alves de Lima e Eric Nunes Costa (SE). Gols: Luciano Sorriso, aos 34 segundos do primeiro tempo. Raul, aos quatro; Rhayner, aos 16 do segundo. Cartões amarelos: Flávio Caça Rato, Cassiano, Carlos Alberto, Sandro Manoel, Talisca, Rhayner, Guilherme Santos e Hélder. Expulsão: Fahel.
 

Após um ano à deriva, pescador diz que sobreviveu bebendo sangue de tartaruga



 

José Salvador Albarengo sobreviveu comendo peixes e aves e bebendo sangue de tartarugas; ele saiu para pescar tubarões no final de 2012

O pescador ficou à deriva por 14 meses até ser achado a 10 mil quilômetros de distância Foto: AFP
O pescador ficou à deriva por 14 meses até ser achado a 10 mil quilômetros de distância
Foto: AFP
 
Um pescador salvadorenho achado nas Ilhas Marshall disse ter sobrevivido à deriva durante mais de um ano no oceano Pacífico, bebendo sangue de tartaruga e apanhando peixes e aves apenas com as mãos.
José Salvador Albarengo, de 37 anos, contou às autoridades que partiu do México para pescar tubarões, em dezembro de 2012, mas acabou ficando à deriva até ser achado a 10 mil quilômetros de distância.
Ele foi resgatado, desorientado, em um remoto atol de corais com o qual havia topado no fim de semana, após meses a bordo de um barco de fibra de vidro de 22 pés (7,3 metros). Uma patrulha policial o levou a Majuro, capital do país insular.
"Ele saiu do barco com uma barba bem grande", disse por telefone à Reuters o cineasta Jack Niedenthal, que vive em Majuro. "Ele está com dificuldades para caminhar, suas pernas estão muito finas. Não estou pronto para chamar isso de farsa, acho que esse sujeito passou um bom tempo no mar", disse Niedenthal, que conversou rapidamente com Albarengo por intermédio de uma intérprete.
Um enfermeiro o ajudou a descer do navio da patrulha, antes de ele ser levado a um hospital local.
Segundo as autoridades, o salvadorenho, que é pescador há 15 anos, estava inicialmente acompanhado de um colega adolescente, que morreu cerca de um mês depois.