sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
PARAÍBA - PMs se recusam a efetuar prisão e são detidos dentro de Fórum por desacato à juíza
Câmeras vão poder servir de prova para multar motoristas nas rodovias
TRE firma convênios para acelerar biometria
A Câmara Municipal de Serra Talhada propôs, durante a sessão realizada na última quarta-feira (12), a criação de uma força-tarefa, em parceria com a prefeitura, órgãos da imprensa e associações de moradores, para auxiliar o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na conclusão dos trabalhos de recadastramento biométrico. De acordo com o vice-presidente do tribunal, desembargador Fausto Campos, a Capital do Xaxado está no fim da fila com relação ao recadastramento – mais de 20 mil eleitores ainda não realizaram o processo. "Isto é preocupante, porque o prazo de recadastramento termina no próximo dia 31 de março. Estamos fazendo este chamamento, com relação à formação de uma força-tarefa, e informei ao desembargador Fausto Campos que a partir da próxima segunda-feira (17), a Câmara de Vereadores vai disponibilizar três servidores para ajudar nos trabalhos", disse o presidente da Casa, vereador José Raimundo (PTB). O Tribunal Regional Eleitoral lembra que, caso não respondam aos esforços da força-tarefa, cerca de 12 mil eleitores poderão ficar de fora das eleições de outubro próximo e, com isso, serem punidos com o cancelamento do título. |
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Lewandowiski e Barbosa: ''Minha hora vai chegar''
Segundo a colunista, ao justificar uma das liminares revistas por Barbosa, o ministro disse que, no caso de Florianópolis, por exemplo, não há reajuste do IPTU há 16 anos.
As consequências de viver sem Whatsapp
Psol envolvido com Black Blocs diz a revista Veja
![]() Uma planilha obtida pelo site de VEJA revela, pela primeira vez, nomes de políticos e autoridades do Rio de Janeiro que doaram dinheiro ao grupo Black Bloc, responsável por protagonizar cenas de depredação e vandalismo em manifestações pelo país. A lista cita dois vereadores do PSOL, um delegado de polícia e um juiz. O repasse de dinheiro por políticos e autoridades não configura ilegalidade. Porém, as doações são um caminho para identificar o elo entre políticos e os mascarados que aparecem na linha de frente quando os protestos degeneram em tumulto e confusão. Um dos mais recentes chegou ao extremo de provocar a morte do cinegrafista Santiago Andrade. A contabilidade da planilha a que o site de VEJA teve acesso se refere a um ato realizado pelo grupo no dia 24 de dezembro, batizado "Mais amor, menos capital". A manifestação – convocada como um ato cultural – não terminou em vandalismo, como outras organizadas pelo mesmo grupo. Mas a lista de doadores sugere ligações entre autoridades e militantes. A tabela foi repassada por Elisa Quadros, conhecida como Sininho, em um grupo fechado do Facebook. Neste documento, aparecem os nomes dos vereadores Jefferson Moura (PSOL) e Renato Cinco (PSOL), apontados como doadores de 400 reais e 300 reais, respectivamente. O juiz João Damasceno aparece como doador de 100 reais, e o delegado Orlando Zaccone, de 200 reais. Damasceno é um antigo apoiador das manifestações de rua. Ele chegou a gravar um vídeo em apoio aos protestos, apesar da violência causada pelo grupo que se veste de preto e promove depredações. O delegado Orlando Zaccone tem um perfil pouco convencional para delegados, e é conhecido crítico da atuação da própria polícia. Na planilha, além de Sininho, outros nomes aparecem como arrecadadores: Paula, Rosi, Julinho e Pâmela. Também há menções a duas colaborações do grupo cracker Anonymous, que divulga manifestações na internet e invade sites. Quando as menções a doações de vereadores começaram a surgir nas redes sociais, Sininho se irritou. "Eles deram dinheiro, sim, e não foi nenhum segredo, teve reuniões e isso foi discutido e questionado", escreveu ela no Facebook. "Eles doaram como civis e não políticos." Mais um detalhe: a discussão ocorreu na página do Facebook chamada de "Censura Negada". Um dos administradores das postagens é identificado no mundo virtual como Dik ou Dikvigari Vignole. O nome dele no mundo real: Caio Silva de Souza. É o jovem que disparou o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade. Respostas – A assessoria de Jefferson Moura admitiu que a doação mencionada na planilha partiu de funcionários do gabinete do parlamentar. Mas afirmou que o vereador já estava de recesso quando os militantes pediram as doações. Porém, disse que o parlamentar provavelmente doaria o dinheiro se estivesse presente. O delegado Zaccone confirmou ter doado 200 reais, mas disse que o dinheiro não era destinado aos Black Blocs. Ele disse ter recebido um telefonema de Sininho, até então uma desconhecida para ele, propondo que participasse de um debate no evento “Ceia dos Excluídos”, em 23 de dezembro do ano passado. Como delegado de polícia, ele deveria apresentar sua visão sobre direito de manifestação, Copa do Mundo e cerceamento de liberdade. Segundo ele, advogados e representantes de movimentos sociais integravam o grupo. “Achei interessante falar na Cinelândia. Já dei palestras em universidades e me interesso pelo tema”, disse. “Fiz a doação para um evento cultural e vi para o que estava doando. Quando a Sininho ligou, explicou que estava buscando aproximação com instituições e pessoas que não visse o movimento com olhar criminalizante. A doação foi para o ‘Ocupa Câmara’, não foi para o Black Bloc. Não tenho nada a omitir em relação a isso. A Constituição garante o direito de se fazer tudo que não é proibido em lei. No Brasil não é proibido fazer doação para evento com distribuição de alimento”, afirmou. “Sou policial. Como vou financiar ou contribuir com pessoas que entram em conflito com policiais?", disse. O juiz Damasceno negou ter contribuído financeiramente "para qualquer manifestação ou entidade da sociedade civil que as convoque". A assessoria do vereador Renato Cinco informou que está fora do Rio e não foi localizado. |
Pstu também divulga nota na imprensa
1- Temos orgulho de ser parte das manifestações da juventude e dos trabalhadores em defesa de serviços públicos gratuitos e de qualidade, como saúde, educação, moradia e transporte. Achamos que é por isso que estamos sendo atacados.
2- Responsabilizamos o governo Cabral e Paes pelo aumento das passagens do transporte e pela repressão policial às legítimas manifestações. Acreditamos que os governos tem utilizado a trágica morte do cinegrafista para criminalizar o movimento.
3- Assumimos publicamente, desde o ano passado, a crítica aos ‘Black Blocs’ e grupos afins por terem uma metodologia fora do movimento de massas, com ações inconsequentes e equivocadas.
4- Alguns setores da imprensa divulgaram depoimentos dos suspeitos que indicariam “que os partidos que levam bandeiras são os mesmos que pagam os manifestantes”. Um dos presos informa já ter visto “bandeiras do PSOL, PSTU e FIP” (como divulgado por jornais como Extra e Globo). Nós nos indignamos com essa acusação. Todos que conhecem nossa prática sabe que isso não corresponde à realidade. É necessário investigar com clareza o suposto aliciamento nas manifestações. Pode ser que haja setores da direita fazendo isso.
5- É importante que as organizações da sociedade civil, como a OAB, possam acompanhar as investigações para garantir a transparência da mesma.
6- O advogado dos acusados recentemente atacou as manifestações contra o governo Cabral e já foi advogado das milícias, tendo por isso uma atitude suspeita no caso.
7- Por último, este tipo de acusação contra o PSTU não nos intimida. Seguiremos sendo parte das mobilizações contra os governos e por direitos e exigimos que se apure a verdade e puna os responsáveis.
PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
PSOL nega elo com acusados por morte de cinegrafista
Estadão Conteúdo.
Em nota, o diretório municipal do PSOL do Rio de Janeiro disse, nesta quinta-feira (13), que a morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, foi um "trágico incidente", prestou solidariedade à família do profissional e negou ter qualquer ligação com os jovens presos pela morte do jornalista - Caio Silva de Souza e Fábio Raposo.
Na quarta-feira (12), o advogado Jonas Tadeu Nunes, que defende os dois responsáveis pela explosão do rojão que atingiu o cinegrafista, acusou partidos políticos e outras organizações, sem citar nomes, de pagar jovens pobres para fazerem atos de vandalismo nos protestos.
O governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que partidos políticos e organizações estão "embutidos" nas ações violentas. Na nota, o PSOL diz que "desde o trágico incidente que culminou com a morte do cinegrafista Santiago, vários boatos - depois 'desmentidos' - tentam vincular o PSOL e seus parlamentares ao ocorrido".
"O Partido Socialismo e Liberdade declara que, mais uma vez, são levianas as acusações de seu envolvimento nesse lamentável episódio. Os responsáveis por tais acusações serão devidamente processados. O PSOL não utiliza nem defende o uso de atos de violência como método e prática política nas manifestações, bem como nunca manteve qualquer contato com os acusados de participação nesta tragédia", diz a nota.
"A denúncia sobre possíveis financiamentos de militantes não constitui prática do partido e exigimos que seja investigada", continua a nota do PSOL-RJ. O partido diz que continua a apoiar mobilizações populares e que "motivos para protestar continuam existindo", finaliza.
