sexta-feira, 14 de março de 2014

80 RÁDIOS - Para se tornar conhecido, Paulo Câmara "entra" nas ondas do rádio

Pré-candidato do PSB ao governo do Estado grava "entrevistas" que serão oferecidas a 80 emissoras no interior. Intenção é se tornar conhecido

 / Guga Matos/JC Imagem

Guga Matos/JC Imagem

O pré-candidato governista ao Palácio do Campo das Princesas, Paulo Câmara (PSB), escolheu as ondas do rádio para se fazer conhecido no interior do Estado. O ainda secretário da Fazenda gravou “entrevistas” onde apresenta seu currículo de servidor público e de integrante do núcleo duro da gestão Eduardo Campos (PSB). Dividida em quatro sonoras, a “conversa”, que será oferecida a cerca de 80 emissoras Pernambuco afora, aposta em moldar a imagem de Câmara como a de um gestor focado no atendimento das demandas financeiras e sociais dos municípios. E traz frases que já ganham status de futuros jargões como “sei como as coisas funcionam” e “vamos ter condição de assumir o Estado em 2015 fazendo mais e melhor”.
Na artilharia focada nas cidades, Paulo Câmara fala que, na Secretaria da Fazenda, procurou “ajudar os municípios levando investimentos, possibilidade de emprego, levando acima de tudo, condições para que melhorem saúde, educação e a segurança de todos os pernambucanos”.
Tecnicamente, solidifica as suas bandeiras econômicas iniciais: mentor financeiro do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM), arquiteto da nova forma de distribuição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e responsável por aperfeiçoar programas de benefícios fiscais para atração de indústrias.
Há uma preocupação em aparar as arestas do processo de escolha do seu nome. “Todas as pessoas que tiveram o nome citado ao longo desse processo tinham condições de erguer a bandeira da continuidade do legado do governador Eduardo Campos”, diz Câmara em um trecho, acrescentando ter sido ungido pelo conjunto de partidos da frente governista – e não imposto pelo comandante nacional do PSB. Outro traço marcante – e esperado – é a associação a Eduardo. Juntas, as entrevistas têm dois minutos e 35 segundos, e citam o governador quatro vezes. O prefeito Geraldo Julio é mencionado uma única vez.
O uso de entrevistas gravadas seria uma forma de driblar possíveis questionamentos de que se trataria de campanha antecipada, só autorizada pela lei a partir de 6 de julho. Até a qualidade dos áudios reforça a ideia. As declarações parecem ter sido feitas dentro de uma sala, sem sinais de tratamento publicitário, mas com cortes perceptíveis. No trecho em que Câmara ressalta que “em tudo que acontece no governo nós participamos diretamente” há um salto abrupto para um final em que declara “estou pronto para essa missão”.

Gastos de Eduardo Campos com propaganda são alvo de críticas em editoral da Folha de São Paulo

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Nesta sexta-feira (14), a Folha de São Paulo usou o espaço editorial do periódico para questionar a licitação do governo do Estado que aumentou os recursos com publicidade em 42,9%. No texto, questiona-se a real importância dos gastos com o tipo de publicidade feito pelo governo do Estado, que assume uma postura mais autoelogiosa, sobre o prisma de “prestar contas”, do que informativa.
Leia a íntegra do texto
Nada como um dia depois do outro, diz a sabedoria popular; em situações pré-eleitorais, o velho ditado recebe comprovação literal.
Abra-se, por exemplo, a edição da Folha de terça-feira. Nela, o pré-candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, dava sinais de impor ritmo mais agressivo às suas declarações.
Estaria passando, conforme os analistas, a personalizar seus ataques contra a antiga aliada, Dilma Rousseff. “O país não aguenta mais quatro anos” sob a administração da petista, afirmou o governador de Pernambuco, que também foi ministro do governo Lula.
Campos mirou, ademais, a conhecida imagem de autossuficiência e de aspereza que cerca a presidente. “Quem acha que sabe de tudo não sabe é de nada.”
De outra coisa ficou sabendo o leitor da Folha no dia seguinte. A par da nova agressividade do presidente do PSB, tomou conhecimento de fatos que deveriam colocar o governador de Pernambuco numa embaraçosa atitude defensiva.
Faltando menos de um mês para deixar seu posto, Eduardo Campos conclui licitação que aumentará as despesas com publicidade de seu governo em 42,9%.
Não é exclusividade sua usar o pretexto da “utilidade pública” ou da necessidade de “prestar contas” para veicular autoelogios. O governo federal sem dúvida age desse modo a cada inauguração.
A administração de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, por sua vez, dobrou as verbas mensais de publicidade em 2014. Argumenta que, sendo vetado tal tipo de divulgação nos seis meses anteriores ao pleito, as cifras para esse fim se
mantêm em igual patamar. Dá no mesmo, portanto –mas a frase admite mais de um sentido.
No fundo, o que se faz é tornar inócua a proibição de gastos, bombardeando o público com um esforço promocional às suas custas. Campanhas de real utilidade –como as que informam sobre mutirões de vacinação infantil ou a necessidade de economizar água–não se confundem com o habitual discorrer de feitos oficiais.
Pior ainda: o dinheiro do contribuinte não serve só para custear a promoção eleitoral sorrateira, mas também para beneficiar agências publicitárias que depois também farão o marketing dos candidatos.
É o caso da Link Bagg, encarregada da propaganda do governo pernambucano, que tem a sua frente o publicitário de Eduardo Campos, também coordenador da campanha eleitoral do prefeito do Recife, Geraldo Júlio, do mesmo PSB.
Para repetir a frase de Campos, pode bem ser que o eleitor não aguente mais quatro anos de Dilma na Presidência. Resta saber se aguenta o período, bem mais longo, em que convive com esse uso ilegítimo do dinheiro público.

GARANHUNS - Após promessa de novo hospital, moradores cobram a presença de médicos

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A construção do hospital foi anunciada pelo governador Eduardo Campos.  Foto: Heudes Régis/JC Imagem
Depois da visita do governador Eduardo Campos a Garanhuns, a população continua cobrando melhorias em hospitais do município. Isso porque o governador anunciou a construção de um novo hospital para Garanhuns e que irá homenagear o cantor Dominguinhos, falecido em julho do ano passado. Ele informou que o hospital continuará a ser construído ainda este ano.
A população, no entanto, cobra não a questão material, mas a presença de médicos no local. Foi o que aconteceu com o hospital Dom Moura, onde a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é de última geração, porém há falta de médicos. 

Eleições - A lista dos 100 mil votos


Uma tremenda neurose toma conta da bancada pernambucana na Câmara dos Deputados. Correm listas para todos os gostos entre o cafezinho, local onde os congressistas se encontram para um bate papo, e o plenário da Casa.
Sílvio Costa (PSC), um dos mais ansiosos, que tem mania de fazer cálculos eleitorais, chega a arriscar que candidatos hoje com 80 mil votos estão numa zona de risco na Frente Popular, cujo candidato a governador é o secretário da Fazenda, Paulo Câmara (PSB).
E com esta mesma votação estariam numa posição confortável quem viesse a disputar um mandato federal na coligação do PTB, que terá como candidato a governador o senador Armando Monteiro. Números a parte, na verdade existem hoje 19 candidatos eleitos com votação acima de 100 mil votos.
Eis a lista por partidos: PSB – Danilo Cabral, Fernando Filho, Pastor Eurico, Gonzaga Patriota, Marinaldo Rosendo, Felipe Carreras, João Fernando Coutinho, Tadeu Alencar e Isaltino Nascimento; PP: Eduardo da Fonte; PR: Sebastião Oliveira e Anderson Ferreira; DEM: Mendonça Filho.
PMDB: Jarbas Vasconcelos; PSDB: Bruno Araújo e Daniel Coelho; PSL: Luciano Bivar; PDT: Wolney Queiroz e PCdoB: Luciana Santos. Como só existem 25 vagas na bancada federal, todos os demais candidatos – uma penca, inclusive contando com os atuais de mandato que não aparecem na lista dos 100 mil – só restariam seis vagas a serem preenchidas.
O que se diz em Brasília, ainda, é que os deputados Jorge Corte Real (PTB), Sílvio Costa (PSC), Pedro Eugênio (PT), André de Paula (PSD), Cadoca (PCdoB) e Augusto Coutinho (Solidariedade) estariam beirando a casa dos 90 mil votos e, portando, eleitos.
Neste caso, não sobraria uma única vaga a ser disputada pelo restante dos candidatos.
Eleição complicada? Poe complicação nisso!

quinta-feira, 13 de março de 2014

Programação do Governador hoje em Bom Conselho e Garanhuns

Eduardo e equipe de Governo estará em Garanhuns e Bom Conselho nesta quinta-feira, 13. 
 Em Garanhuns, o governador entrega as novas instalações da Emergência de Adultos e o novo Bloco Cirúrgico do Hospital Regional Dom Moura.
Confira a programação:
Data: 13/03/2014 – QUINTA-FEIRA
Bom Conselho
11h - Inauguração do Açude da Nação e lançamento do Programa Terra Pronta 2014
Parque de Exposições de Bom Conselho

12h40 - Visita às obras da implantação do acesso a Rainha Izabel

15h20 - Visita às obras de construção da Escola Técnica de Bom Conselho

Garanhuns 
17h30 - Visita às obras do Sistema de Esgotamento Sanitário

18h - Inauguração da reforma do Hospital Dom Moura

Angelim celebra São José com festa. Confira programação

Sábado dia 15:

Forro de Griffer
Marisol
Saia Rodada

Domingo dia 16:

Encontro de paredões

Segunda dia 17:

Radiola de ficha
Vilões do forro

Terça dia 18:

Paredão dos plays
Forro pegado

PT fecha apoio a Armando dia 23. João Paulo no Senado


Lula e Dilma determinaram há muito tempo e os caciques do PT pernambucano se curvam ao que ficou estabelecido: o senador petebista Armando Monteiro Neto deverá receber, formalmente, o apoio dos petistas à sua candidatura ao governo do Estado, formando chapa para enfrentar o candidato do governador Eduardo Campos, Paulo Câmara(PSB). O casamento será no dia 23 deste mês, quando o senador irá à sede do PT receber oficialmente o anúncio da adesão.

Armando Monteiro, na ocasião, deverá anunciar a escolha do deputado federal petista João Paulo, ex-prefeito do Recife, como companheiro de chapa, ocupando a vaga para o Senado. Daqui até o dia 23 deverá estar completa a chapa, com o candidato a vice-governador da aliança PTB-PT já escolhido.

Náutico estreia mal perdendo do Sergipe

Foto: Jorge Henrique/Futura Press
Numa jornada pouco criativa e com muitos erros na maior parte do tempo, o Náutico perdeu para o Sergipe por 1×0 na noite desta quarta-feira (12), no estádio Presidente Médici, em Itabaiana (SE), em sua estreia pela Copa do Brasil 2014. Com a derrota, o time pernambucano vai precisar vencer por dois gols de diferença no jogo da volta, marcado para a Arena Pernambuco no dia 2 de abril. Caso devolva o placar, a decisão vai para os pênaltis. Vitória pernambucana por um gol com os sergipanos marcando – 2×1, 3×2… – elimina a equipe de Lisca.
Credenciado pela boa campanha no campeonato estadual e, claro, atuar em casa, o Sergipe adotou uma marcação mais agressiva para tentar o primeiro gol o mais rápido possível. Em parte conseguiu. Os alvirrubros mostraram bastante dificuldade para sair jogando. Até um jogador reconhecidamente mais qualificado como o volante Elicarlos errou nesse fundamento. A equipe local teve dois escanteios nos dois primeiros minutos de jogo.
Para se ter uma ideia, a linha de defesa dos sergipanos ficava no círculo central. O que faltou ao time da casa foi qualidade na hora de articular as jogadas na hora em que a bola era retomada. A primeira finalização veio aos três minutos. Mas de longe e sem perigo para Alessandro. João Paulo mandou no meio do gol. O Náutico conseguiu responder após um cruzamento de Hélder Maurílio, aos sete. O goleiro Pablo afastou de soco e, no rebote, Gerley mandou por cima.
Os pernambucanos só acharam o melhor posicionamento após os 15 minutos. A partir daí a partida ficou equilibrada, pois o Náutico encontrava as brechas para sair em contra-ataque. Paulo Júnior mandou raspando no travessão aos 17. A oportunidade do Sergipe foi ainda mais clara, aos 23. Com Alessandro já batido, João Paulo chutou e o pé salvador de Hélder apareceu para desviar a bola por cima. Não houve pé que desse jeito quatro minutos mais tarde. Após bate-rebate na área, Rafael chutou na saída de Alessandro e abriu o placar.
No prejuízo, o timbu não teve outra alternativa a não ser colocar mais gente na frente. E os escolhidos foram os volantes, principalmente Dê. Ele quase empatou aos 33 num chute cruzado. Paulo Júnior acompanhou a jogada mas não conseguiu alcançar.
A correria do Sergipe não diminiu nos primeiros minutos do segundo tempo, no que contou com uma boa dose de apatia do Náutico. Logo aos quatro minutos, João Paulo aproveitou cochilo da defesa timbu e chutou com perigo, à direita. Aos nove, o lateral-direito Bruno Bacabal fez o que quis. Passou por Gerley, Luis Alberto e Elicarlos. Na hora de finalizar, Flávio apareceu para e evitar que a vida de Alessandro ficasse mais complicada.
O posicionamento do Sergipe foi o mesmo do primeiro tempo: marcar forte na saída de jogo e ficar com a bola o mais perto da área adversária que pudesse. A diferença em relação à etapa anterior foi o Náutico. Nos primeiros 45 minutos, os atletas conseguiam fazer a transição meio-ataque. O problema era acertar o último passe. Na etapa final, sequer a transição era feita. O time vermelho e branco de Pernambuco jogava como se estivesse diante de uma parede: toda bola afastava, voltava quase instantaneamente.
O técnico Lisca tentou mudar o panorama com as entradas de Leleu – estreando – na vaga de Yuri e Marcos Vinícius no posto de Paulo Júnior. Não mudou nada. O Náutico não conseguia trocar quatro passes seguidos, o que impedia qualquer tentativa de chegar ao gol adversário. A partir dos 25 minutos, vendo que o adversário não esboçava reação, o Sergipe recuou e esperou sair no contra-ataque. E quase ampliou aos 37 Naô recebeu cruzamento e soltou uma bomba. Alessandro espalmou.
Dois minutos depois os visitantes criaram sua melhor oportunidade até então na segunda etapa. Geovane entrara há pouco tempo e, após tabela, chutou no canto. Pablo fez milagre e garantiu a vantagem dos sergipanos. No penúltimo minuto, Marcos Vinícius deu um corte em seu marcador e foi obstruído. Apesar das reclamações de pênalti o árbitro mandou seguir.
Ficha de jogo:
Sergipe: Pablo; Bruno Bacabal, Fernando Bélem, Lelo, Edinho; Rafael, Clóves, João Paulo (Rodrigo), Leozinho; Jonathan e Júnior Pirambu (Naô). Técnico: Vinícius Saldanha.
Náutico: Alessandro; Hélder Maurílio, Luiz Alberto, Flávio e Gerley (Geovane); Elicarlos, Dê, Yuri (Leleu), Hugo e Pedro Carmona; Paulo Júnior (Marcos Vinícius). Técnico: Lisca
Local: Estádio Presidente Médici, em Itabaiana-SE. Árbitro: Marielson Alves Silva (BA). Assistentes: Wladson M Silva de Oliveira (AL) e Lennon Mccartney Farias (AL). Gol: Rafael, aos 27 do primeiro tempo. Cartões amarelos: Júnior Pirambu, Leleu, Pedro Carmona e Luiz Alberto.