sábado, 5 de abril de 2014

ASSASSINATO DO PROMOTOR - Federalização do caso Itaíba em discussão em Brasília


Secretário de Defesa Social e procurador-geral de Justiça estiveram na capital federal para discutir rumos da investigação do assassinato do promotor Thiago Faria Soares

Wagner Sarmento

wsarmento@jc.com.br

 / Foto: Reprodução/Facebook

Foto: Reprodução/Facebook

O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, e o procurador-geral de Justiça de Pernambuco, Aguinaldo Fenelon, se reuniram na manhã de quinta-feira (3) em Brasília com assessores do procurador-geral da República, Rodrigo Janot Monteiro de Barros, para discutir os rumos da investigação do assassinato do promotor Thiago Faria Soares, que completa seis meses na próxima semana. A decisão sobre a federalização do caso sairá em, no máximo, 10 dias.
Faz 50 dias nesta sexta (4) que o inquérito saiu das mãos da Polícia Civil, que aguarda apreciação para saber se a Polícia Federal assumirá ou não a investigação. Os delegados Josineide Confessor e Alfredo Jorge, responsáveis pelo caso, haviam solicitado a prorrogação do prazo de conclusão do inquérito, mas o Ministério Público de Pernambuco decidiu fazer o pedido de deslocamento de competência devido à demora, criando um mal-estar entre as duas instituições.
A reunião na sede do Ministério Público Federal, em Brasília, durou horas. No encontro, tanto Alessandro quanto Fenelon foram ouvidos e deram seu lado da história. Representantes do MPF e do Ministério da Justiça receberam relatórios com o andamento do inquérito, assim como o resultado da reprodução simulada da morte do promotor e o laudo das perícias realizadas no local do crime. A greve dos Correrios teria contribuído para a demora na chegada dos documentos à capital federal.
Diante do impasse, a Polícia Civil ainda não se posicionou oficialmente sobre as perícias, mas a reportagem apurou que, entre outras conclusões, o trabalho do Instituto de Criminalística (IC) concluiu que o veículo dirigido por Thiago Faria Soares estava em movimento na hora em que ele foi atingido pelo primeiro disparo de arma de fogo, na PE-300, entre os municípios de Itaíba e Águas Belas, no Agreste do Estado. Josineide havia listado 17 dúvidas relativas ao caso e, segundo fontes, todas foram respondidas pelo IC.
O Ministério da Justiça vai definir se federaliza a investigação, se mantém o caso com a Polícia Civil ou se decide por uma apuração integrada. O secretário de Defesa Social e o procurador-geral de Justiça de Pernambuco retornaram ao Recife ainda na tarde de ontem.
O promotor foi assassinado em 14 de outubro do ano passado na PE-300, quando saiu de Águas Belas com destino a Itaíba. A advogada Mysheva Martins, noiva de Thiago, estava no carro, mas sofreu apenas escoriações, assim como um tio dela. O fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa é apontado pela Polícia Civil como mandante do crime e está foragido. O agricultor Edmacy Cruz Ubirajara, cunhado de Zé Maria, chegou a ser preso sob suspeita de ser o executor do crime, mas conseguiu ser solto pela Justiça

Dilma libera ministros para ajudar Armando Monteiro em Pernambuco

armando
O ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, veio ao Recife para prestigiar uma agenda com o senador petebista Armando Monteiro Neto. Ele participou da Comicro e pediu mobilização pela aprovação do Simples Nacional, que tramita na Câmara dos Deputados, durante Caravana da Simplificação na capital pernambucana. Armando Monteiro também aproveitou o evento para criticar Paulo Câmara.
No mesmo dia, o governo João Lyra anunciou a criação de uma pasta para a microempresas, entregue a um consultor empresarial de Caruaru. Nesta pré-campanha, o PTB tem criticado o candidato socialista Paulo Câmara acusando-o de não ajudar e até mesmo prejudicar as micros, como secretário da Fazenda.
Inicialmente, o ministro planejava fazer a palestra na Associação Comercial de Pernambuco (ACP), mas acabou desistindo, uma vez que a diretoria estaria inclinada a fechar com Paulo Câmara.
A possibilidade de ampliação do número de optantes do Simples Nacional com mudanças na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e a desburocratização da abertura e do fechamento de empresas foram os principais pontos defendidos pelo ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, Guilherme Afif Domingos, durante a Caravana da Simplificação, que ocorreu hoje (3), durante o XIX Congresso Brasileiro de Micro e Pequenas Empresas (Comicro).
Para um auditório com cerca de mil pessoas, Afif reiterou a importância da união dos micro e pequenos empresários brasileiros para que o segmento ganhe cada vez mais força, aumentando a renda e emprego do País. “Juntos nós conseguimos deixar o Brasil cada vez mais forte. Eu hoje represento 97% do universo empresarial brasileiro e 52% da força do emprego”, disse.
Segundo o presidente da Comicro, José Tarcísio da Silva, o Congresso reforça reflexões sobre os avanços e os desafios a serem enfrentados, principalmente em um momento de grandes oportunidades. “Para que essas oportunidades se tornem realidade é preciso que haja apoio, divulgação e maior aproximação e conhecimento destes empresários dos benefícios que a lei lhes oferta”, ressaltou.
No dia 9 de abril, uma comissão deve tratar a questão da universalização do Simples na Câmara Federal. Afif reiterou o reforço do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, que demonstrou empenho na celeridade da aprovação do projeto de lei complementar. O parlamentar garantiu que a votação ocorrerá no dia 29 de abril ou 6 de maio.
“O primeiro passo é a universalização do Simples, que tem que ser por tamanho de empresa, e não por categoria de empresa. Todos que receberem até R$ 3,6 milhões por ano devem ser beneficiados, não importa o setor de atividade”, afirmou o ministro.
O ministro Afif Domingos também aproveitou a ocasião para lançar a Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) e enfatizou a desburocratização dos processos de abertura e fechamento de empresas com a implantação da Rede. A expectativa dele é que a rede esteja totalmente implementada no país até dezembro.
O titular da pasta destacou que a integração vai permitir reduzir o tempo de abertura de uma empresa, que hoje dura até 180 dias, para cinco. As medidas para isso são a implantação do conceito do balcão único ou janela única de atendimento, através da Junta Comercial, a utilização do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) como registro único e o licenciamento integrado.
“O Programa integrará em todo o país, Junta Comercial, Receita Federal, Secretaria de Fazenda, prefeituras e outras entidades, descomplicando e agilizando o processo de abertura e fechamento de empresas. Além de unificar a formalização nos níveis municipal, estadual e federal”, explicou o ministro. “A Caravana dá uma sequência formidável a um processo de fortalecimento das micro e pequenas empresas em todo o país. A minha vinda aos Estados tem justamente a função de integrar as ações do Governo Federal com os governadores e prefeitos”, destacou o ministro.
Também participaram do evento o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto; o secretário do Estado de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo de Pernambuco, Murilo Guerra, o diretor de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Bruno Quick; o secretário executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago; o deputado federal e presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco, Jorge Côrte Real; o deputado federal, Pedro Eugênio entre outros.
Oficialmemte, segundo o governo federal, o objetivo da presença do ministro nos estados é fortalecer os Fóruns estaduais e transformar o ambiente de negócios das micro e pequenas empresas (MPE) brasileiras, com desoneração tributária, desburocratização do processo de abertura e fechamento de empresas, e do cumprimento das obrigações acessórias e de apoio ao aumento da competitividade do segmento.

Procon recolhe ovos de páscoa com discriminação na PB


O Procon Estadual da Paraíba (Procon-PB) iniciou nesta quinta-feira (3) o recolhimento dos ovos de páscoa Bis Xtra + Chocolate, da Lacta, das prateleiras de supermercados e lojas de departamento da Paraíba.
O motivo da ação, segundo o secretário executivo do Procon-PB, Marcos Santos, é a publicidade discriminatória contida no produto. A ação está sendo desenvolvida em parceria com o Ministério Público Estadual.
“Esta claro que o produto contém publicidade discriminatória e que pode incitar a violência, infringindo, desta maneira, o artigo 37, parágrafo 2º, do Código de Defesa do Consumidor”, afirmou Marcos Santos.
Na embalagem do produto existe a seguinte frase: ‘personalize a embalagem com adesivos e sacaneie seu amigo’. Entre os adesivos disponibilizados para a personalização, estão expressões como ‘nervozinho’ e ‘morto de fome’.
O secretário executivo do Procon-PB acrescentou ainda que as características do produto vão de encontro ainda ao que dizem os artigos 4º e 6º, inciso IV, do Código de Defesa do Consumidor, que versão sobre a garantia ao respeito à dignidade do consumidor.
MaisPB com Secom PB

Jogador grita “Eu sou a Universal” para as câmeras da Globo


Ao marcar um gol contra o São Paulo, o jogador Washington, do Penapolense, se ajoelhou diante da câmera da Rede Globo e com as mãos para cima gritou: “Eu sou a Universal! Eu sou a Universal!”
A frase é usada nas propagandas que a Igreja Universal do Reino de Deus tem feito na programação da Rede Record e em outras emissoras mostrando a vida de seus membros que se orgulham de fazer parte da denominação.
O jogo aconteceu na quarta-feira da semana passada (26), mas a atitude do jogador evangélico ainda é comentada pelos membros da igreja.
Washington é membro da IURD desde 2010 e disse que gritou por não ter vergonha de frequentar a igreja. “Eu gritei para mostrar a todos que não tenho vergonha de ser da Universal”, disse ele em entrevista ao site Universal.org.
O ato de se dirigir até a câmera da Globo foi pensado, pois o jogador entende que a IURD sofre muito preconceito. “Sei o quanto a instituição e o bispo Edir Macedo são perseguidos pela mídia. Há muito preconceito e desconhecimento em relação à Igreja”.
Mas além de ser um grito de orgulho, foi também um grito de vitória, pois durante o culto da IURD de Penápolis (SP), onde mora, o jogador recebeu uma profecia de que faria um gol importante.
“O pastor havia determinado que eu fizesse um gol importante. Eu cri, e foi o que aconteceu”, disse Washington.
Antes de se converter, o atleta passou por momentos difíceis e foi evangelizado por sua mãe.
Os pastores lhe ajudaram durante este período até que ele tomou a decisão de orar e pedir que as portas profissionais se abrissem. “Um dia eu cheguei para Deus e falei: ‘Senhor, por favor, me orienta: ou o Senhor me firma como jogador, ou me dá outra carreira’”, lembra.
Foi assim que sua vida foi mudada, logo ele foi contratado pelo Crac, de Goiás, e, no início de 2014, foi para o Penapolense. “Se você perguntasse, 99% das pessoas diriam que nós não tínhamos chance alguma. Era uma luta de Davi contra Golias. Mas, graças a Deus, nós vencemos”, comemora.
Gospel Prime

Brasileiro que encontrou objeto em garrafa de Coca-Cola será indenizado



A Spal Indústria Brasileira de Bebidas foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais ao consumidor belo-horizontina que encontrou um pedaço de plástico dentro de uma garrafa de Coca-Cola, após consumir parte da bebida.
A decisão que condena a empesa é do juiz da 20ª Vara Cível da Capital mineira, Renato Luiz Faraco.
No processo, o homem contou que foi a um restaurante para almoçar, em março de 2009, e achou um corpo estrando dentro de uma garrafa de Coca-Coca, após ter ingerido cerca de 200 ml do produto. A situação teria causado constrangimento a ele por causa da reação das pessoas que estavam no local. O consumidor ainda alegou que a ingestão do refrigerante poderia ter acarretado problemas à saúde. Ele informou que chegou a entrar em contato com o serviço de atendimento ao cliente da Spal, mas não obteve resposta.
A empresa de defendeu afirmando que é impossível qualquer contaminação dentro da linha de produção. Argumentou também que o processo de engarrafamento do refrigerante é totalmente automatizado, obedecendo a padrões de segurança e de qualidade, e que existem diversas inspeções automatizadas e humanas durante todas as etapas.
Na sentença, o juiz Renato Luiz Faraco citou os artigos 8º e 12º do Código de Defesa do Consumidor, que determinam que os produtos e os serviços colocados no mercado de consumo não podem oferecer riscos à saúde ou à segurança dos consumidores e que são os fornecedores do produto os responsáveis por possíveis problemas. Para o magistrado, o corpo estranho encontrado na garrafa de refrigerante expôs o consumidor a risco eminente e concreto de lesão à saúde. “Encontrar um corpo estranho em uma garrafa de refrigerantes provoca sensação de asco e repugnância, que poderá se repetir todas as vezes em que (ele) se estiver diante do produto, configurando sofrimento psíquico passível de reparação”, concluiu.
Fonte: Com informações do BHAZ

Mais Médicos: cubanos vivem sob vigilância em São Paulo


Médicos cubanos deixam o Hotel Excelsior, em São Paulo, onde estão hospedados O Globo / Michel Filho
BRASÍLIA e SÃO PAULO — Regidos por um contrato pouco transparente com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), médicos cubanos participantes do programa Mais Médicos, do governo federal, são submetidos, logo que chegam ao Brasil, a condições que remetem às que vivem na ilha. Além de receberem cerca de 30% do salário pago aos demais participantes do programa, eles estão sob permanente vigilância, conforme constatou O GLOBO em conversas nas últimas semanas com médicos do programa e pessoas que estão em contato direto com eles.
Mas também há, no momento, uma ofensiva de um grupo de pessoas de fora do programa para tentar localizar médicos insatisfeitos, com o intuito de oferecer-lhes asilo ou refúgio e um emprego. A iniciativa conta com o apoio da Associação Médica Brasileira (AMB), que critica o Mais Médicos, e criou um programa de suporte ao médico estrangeiro.
O objetivo não é convencer os cubanos a seguir o caminho de Ramona Rodriguez — que depois de deixar o programa se mudou para os Estados Unidos —, mas sugerir que vivam e trabalhem como médicos no Brasil, depois de passar por formação mais rigorosa e aulas de português. Quando ainda participava do programa, Ramona reclamava que se sentia vigiada e sem liberdade para viajar a outras cidades do país.
Na semana passada, O GLOBO se hospedou no Hotel Excelsior, do Centro de São Paulo, que serve como primeira moradia para boa parte dos médicos que chegam ao país, e constatou que a vigilância é realizada em caráter permanente. Desde o segundo semestre do ano passado, cubanos ocupam a maior parte dos quartos do hotel, localizado ao lado de um antigo cinema que foi transformado em auditório para que eles recebam aulas de português e sobre a organização do sistema de saúde brasileiro.
Aulas de manhã e de tarde
Até que sejam enviados para cidades escolhidas pelo Ministério da Saúde, os médicos ficam confinados no hotel, tendo aulas nos períodos da manhã e da tarde. Só saem de lá quando estão na companhia de professores ou agentes do programa. Costumam estender a jornada de estudos até altas horas da noite.
— O chefe deles fica o tempo todo em cima, e eles ficam o dia todo aí. É como se fosse uma prisão, né? Já chegam sabendo qual é a regra, não são de reclamar. Parece que no país deles é tudo muito rígido também — conta uma camareira do hotel, onde atualmente estão hospedados cerca de 550 médicos.
O “chefe” a que se refere a camareira é o médico Roilder Romero Frometa. Apresentado formalmente como consultor da Opas, Frometa já se encontrou com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, na condição de “representante dos médicos cubanos”. Em Cuba, ele já era influente. Em outubro de 2011, como diretor de Saúde no município de Guantánamo, foi entrevistado pelo jornal oficial do Partido Comunista na cidade. Segundo funcionários, desde o ano passado Frometa está hospedado no hotel.
Na semana passada, enquanto conversava como hóspede com os médicos, na recepção, o repórter do GLOBO foi interpelado diretamente por Frometa. Sem saber se tratar de um jornalista, o cubano quis saber o que ele havia conversado com os médicos do programa. Ao ser indagado pelo jornalista sobre qual papel desempenhava no local, Frometa tentou evitar ser fotografado e reagiu:
— Você está mexendo com coisa perigosa.
Ele não é o único a monitorar os cubanos. O vai-e-vem de pessoas dentro e fora do prédio é acompanhado também por seguranças do hotel e por pessoas que usam crachás do programa, como observou o GLOBO no período em que esteve no local. Apesar de o hotel ser privado, Opas e Ministério da Saúde tiveram acesso à ficha cadastral preenchida pelo repórter ao se hospedar.
A Associação Médica Brasileira criou há dois meses um programa de apoio ao médico estrangeiro, cujo objetivo é atender médicos de Cuba e de outras nacionalidades insatisfeitos com as condições do Mais Médicos. Dos 22 profissionais que já procuraram a associação, 16 são cubanos.
— Todos que nos procuraram se queixaram da vigilância. Precisam dizer a todo momento para onde vão, com quem se relacionam. Cada grupo tem um superior hierárquico, a quem têm que dar satisfação — diz o presidente da AMB, Florentino Cardoso. Segundo ele, o objetivo do programa é “mostrar que não existe queixa ou trauma em relação à presença do médico estrangeiro no Brasil, desde que se cumpra a legislação”.
No início do ano, um grupo de cinco médicos insatisfeitos esteve reunido com um deputado da oposição para pedir ajuda para abandonar o programa federal. Reclamavam da baixa remuneração, de US$ 400 por mês no Brasil (outros U$ 600 eram depositados em Cuba), e da diferença de salário em relação ao recebido pelos médicos de outras nacionalidades, que recebem R$ 10,4 mil mensais. Duas semanas depois, o governo brasileiro anunciou um aumento no salário dos cubanos, para US$ 1.245 (R$ 2,9 mil), agora integralmente pagos no Brasil. Os cinco pediram, então, mais tempo para pensar sobre a deserção.
A saída do programa não é simples. Além do temor de serem deportados antes de conseguirem formalizar o pedido de asilo, os médicos temem eventuais represálias a seu familiares e consideram real o risco de nunca mais verem os filhos, os pais e os amigos que estão na ilha.
“Não existe nenhum tipo de limitação”
De acordo com o governo brasileiro, atualmente estão no país 10.687 médicos vindos da ilha governada por Raúl Castro e ao menos sete deles já deixaram o programa. Há duas semanas o ministro da Saúde, Arthur Chioro, negou em audiência da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara que cubanos fossem perseguidos no Brasil. “Não posso dizer quanto à situação em Cuba, mas aqui eles estão livres”, afirmou, na ocasião. O Ministério Público Federal abriu um inquérito para apurar eventuais violações de direitos humanos, mas ainda não encontrou indícios.
Procurado, o Ministério da Saúde divulgou nota em que confirma haver um grupo de funcionários contratados pela Opas responsável pelo “acompanhamento” dos médicos cubanos: “O termo firmado com o governo brasileiro prevê que a organização internacional monte, para melhor gerenciamento do programa, equipe de apoio administrativo e logístico, responsável pelo acompanhamento aos médicos servidores do governo de Cuba que estão em missão internacional no Brasil”. É nesse grupo, segundo a pasta, que se encontra Roilder Frometa.
O ministério nega, no entanto, que haja qualquer restrição ou monitoramento direto dos cubanos: “Não existe nenhum tipo de limitação imposta pelo governo brasileiro aos participantes do programa, sejam brasileiros ou estrangeiros de qualquer nacionalidade. Todos os participantes estão sujeitos às leis do Brasil, não havendo qualquer tipo de restrição de ir e vir. (…) O termo firmado entre o governo brasileiro e a Opas não estabelece nenhum tipo de monitoramento, acompanhamento ou coerção aos médicos participantes, que recebem o mesmo tratamento que qualquer outro estrangeiro que obtenha visto de permanência no país em condições semelhantes”, diz a nota.
Atualmente, a venda de serviços médicos é a principal fonte de receita na economia cubana, rendendo US$ 6 bilhões ao ano (R$ 14 bilhões), seguida do turismo, que gera US$ 2,5 bilhões (R$ 5,8 bilhões), segundo dados oficiais.
O Globo

Galinha ‘fora da lei’ atravessa rua fora da faixa e vai ‘presa’ nos EUA



Galinha foi fotografada durante a ‘fuga’ após cruzar rua fora da faixa e Corpus Christi, no Texas (EUA) (Foto: Divulgação/Corpus Christi Police Department)
A polícia de Corpus Christi, no Texas (EUA), passou por uma situação inusitada quando um oficial “perseguiu e prendeu” uma galinha fugitiva, após a ave ser vista vagando perdida pelas ruas e atravessando fora da faixa.
De acordo com informações do departamento de polícia, o policial David Saldana “tentou prender a galinha por cruzar a rua fora da faixa de pedestres”, contudo, assim que chegou perto, o animal partiu em disparada. Em seguida, a galinha foi vista entrando em um carro estacionado, tentando se esconder do policial. O departamento até fez uma brincadeira no relatório e disse que ela não conseguiu pilotar o carro porque “não havia chave na ignição”.
Após retirar o bicho de dentro do carro, a galinha foi levada para a viatura e encaminhada para um centro de animais.
No site do departamento de polícia, o relatório destaca que o caso é considerado “encerrado”.
Sequência divulgada pela polícia mostra fuga, perseguição e 'prisão' de galinha 'fora da lei' (Foto: Divulgação/Corpus Christi Police Department)
Sequência divulgada pela polícia mostra fuga, perseguição e ‘prisão’ de galinha ‘fora da lei’ (Foto: Divulgação/Corpus Christi Police Department)

Facebook paga R$ 458 mil a pesquisadores brasileiros que encontraram falhas


 

O Facebook divulgou números da iniciativa da empresa que paga pesquisadores de segurança por informações sobre falhas nos serviços da rede social.
Os dados, publicados nesta quinta-feira (3), incluem um balanço para o ano de 2013, no qual brasileiros receberam a segundo maior valor em dinheiro, na soma por país: um total de US$ 200.976 (R$ 458 mil), atrás apenas dos Estados Unidos, com US$ 209.024 (R$ 476 mil).
Pesquisadores indianos também contribuíram bastante: foram 136 falhas, recompensadas com um total de US$ 184.008. Já os russos revelaram 38 falhas e faturaram US$ 150.518. Os russos, apesar de terem revelado menos falhas, tiveram o maior valor médio pago, ou seja, os russos encontraram falhas mais graves, mas em menor número. Já os brasileiros encontraram 53 falhas.
Além do Facebook, outras empresas de tecnologia, como Google, Mozilla e a Microsoft, também possuem iniciativas que pagam pesquisadores independentes por informações sobre brechas de segurança. O pagamento é feito sob a condição de que o pesquisador não revele nenhuma informação sobre a vulnerabilidade antes de ela ser corrigida. Com isso, a empresa tem mais tempo para eliminar o problema.
Muitas das falhas que são enviadas para a equipe do Facebook, no entanto, são consideradas inválidas. Segundo a rede social, 14.763 notificações de falhas foram recebidas, mas apenas 687 foram aceitas. O tempo médio de resposta foi de seis horas, e 6% das falhas foram classificadas como de alto risco.
O Facebook também destacou a brecha encontrada pelo pesquisador brasileiro Reginaldo Silva, que recebeu o maior pagamento já feito pela rede social: US$ 33,5 mil (cerca de U$ 80 mil). Desde o início do programa de recompensas, em 2011, o Facebook já distribuiu US$ 2 milhões em pagamentos para pesquisadores independentes.
Fonte: Com informações do G1