terça-feira, 16 de setembro de 2014

Em encontro com industriais, Armando diz que Paulo Câmara é “produto de marketing”

Armando disparou críticas contra Paulo Câmara. Foto: Instagram.
Armando disparou críticas contra Paulo Câmara. Foto: Instagram.
Em conversa com empresários da indústria, o candidato ao governo do Estado Armando Monteiro Neto (PTB) reservou os dez minutos finais do encontro para disparar críticas contra o adversário Paulo Câmara (PSB).
Depois de ouvir demandas e apresentar propostas para dinamizar o setor industrial em Pernambuco, o senador licenciado aproveitou as últimas considerações para pedir uma reflexão antes do voto. O petebista citou, inclusive, o ex-governador Eduardo Campos (PSB). Para desconstruir a imagem de Câmara, Armando exaltou o ex-governador.
Segundo Armando, a tendência é que o marketing eleitoral e as “produções de estúdios” se sobreponham as propostas.
“O grande teste se dá no exercício do poder. Portanto, se não fizeram vão fazer agora? Isso é crível? É preciso fazer uma avaliação serena do que virá nos próximos anos”, afirmou o candidato.
O senador licenciado também trouxe para o diálogo as qualidades de Eduardo Campos. “Ele tinha lastro. Tinha história. Fez uma carreira forjada nas dificuldades, mas sempre nas urnas, que adquiriu o diálogo nacional. Era um ator relevante fora de Pernambuco”, afirmou Armando, questionado o nível de exigência dos pernambucanos com o passar dos anos.
O candidato voltou a colocar em xeque a polêmica questão entre o perfil técnico e o político dos candidatos.
“Não desprezem o perfil político. Há uma diferença entre governança e gestão. A governança é a capacidade de definir rumos. Ter visão estratégica. Ainda que se tenha que monitorar. Gestão é algo que define o domínio de processos. É algo muito importante no Estado, mas a experiência indica que gestores existem em várias áreas. Mas político é algo que não tem ‘pronto na prateleira’. Não existe um processo de recrutamento para políticos”, disparou Armando contra o adversário, que foi sabatinado na sequência.
Bastante à vontade entre os pares, Armando agradou os empresários. Ele prometeu que, caso seja eleito, irá defender alianças com o setor privado tanto para obras de caráter econômico ou social.
Falou também em não oferecer isenção fiscal para novas empresas cuja produção seja semelhante à da indústria local, evitando, assim, concorrentes. A sintonia com a plateia era tanta que, a cada pergunta, o candidato era aplaudido.
“Uma aliança estratégica, não tem outro nome. Se não construírmos uma aliança estratégica do governo com o setor empresarial, nós não vamos poder enfrentar essa agenda que é extremamente sobrecarregada”, afirmou.
O petebista defendeu propostas para a área de educação, programas de incentivos e infraestrutura e ainda respondeu questões feitas pelos empresários nas áreas de qualificação, inovação e sustentabilidade.

Vereador quer segregar gays em uma ilha por 50 anos

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O vereador da cidade de Dourados (MS) Sérgio Nogueira (PSB) afirmou, nesta segunda-feira (15), que os homossexuais devem ser colocados em uma ilha por 50 anos. Apesar do seu posicionamento, o parlamentar, que é pastor evangélico, disse não ser homofóbico. As informações são da Rádio (4 FM Dourados.
'Não podemos passar a ideia de que o anormal é normal. Bota (sic) as pessoas que pensam assim numa ilha por 50 anos. Coloca essas pessoas numa ilha e depois de 50 anos volta para ver; não vai ter mais ninguém', declarou Nogueira, que presidente da Comissão de Assistência Social Câmara Municipal.
O vereador proferiu seu discurso após um convite para que assistisse a palestras contra a homofobia organizadas pela Secretaria Municipal de Assistência Social. 'Perguntaria para qualquer vereador se podendo ser adotado se optaria por ser adotado por uma família de homossexuais. Não sou a favor da homofobia. Quero colocar a população para refletir. Isso é contra os nossos princípios', disse. (Do Portal BR 247).

Corrupção: mais de mil denúncias contra prefeitos no TSE

 O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) terá que julgar nos próximos meses mais de mil denúncias em que prefeitos são acusados de abuso do poder econômico para se eleger, entre outras irregularidades. Boa parte deles obteve um segundo mandato nas urnas em 2012, revela Mônica Bergamo, em sua coluna na Folha de S.Paulo desta terça-feira.
Diz a colunista que o presidente do TSE, Dias Toffoli, exibe o número para exemplificar a necessidade de reforma política no país: ele defende o fim da reeleição para os municípios. Já para o cargo de presidente acha que a regra deve ser mantida. "Ela trouxe estabilidade ao país", afirma.
Toffoli defende ainda o veto à contribuição de empresas às campanhas e o limite de doação das pessoas físicas. "Nos EUA, um cidadão, rico ou pobre, pode doar até US$ 2.600 para cada candidato. Na França, 4.600 euros. No Brasil, pode contribuir com até 10% de seus rendimentos do ano anterior. Ou seja, quem ganha mais doa mais, o que gera uma distorção", afirma.

NÃO SABE O QUE QUER - Marina vai mudar de novo Programa de Governo

Marina muda programa de governo para o 2º turno
De Josias de Souza (Blog)
O programa de governo de Marina Silva sofrerá novos ajustes para o segundo turno da disputa presidencial, informou a coordenação da campanha nesta segunda-feira (15). Após encontro com empresários, o coordenador Walter Feldeman chamou a futura peça de “programa de governo 2.0.”
Curioso, muito curioso, curiosíssimo. Com 243 páginas, o programa de Marina gira ao redor de “seis eixos”. Na versão promocional, vieram à luz depois de ser “discutidos com vários setores da sociedade, em encontros em todas as regiões do país e em oficinas temáticas”.
A julgar pela forma como vem sendo mexido, o programa de Marina deve mesmo ser fruto de inusitadas discussões. Envolveram representantes surdos da coligação e pessoas mudas da sociedade. Ou vice-versa.
Diz-se que os novos ajustes tratarão do “setor produtivo''. Mais um pouco e o eleitorado será convencido de que Marina é a favor de tudo e absolutamente contra qualquer coisa.

Dilma na dança do passinho critica adversários no Rio

 A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, disse nesta segunda-feira (15) considerar um "escândalo" a proposta de seus adversários de reduzir o número de ministérios. Atualmente há 39 pastas no governo federal. A presidente conheceu as instalações da Cufa (Central Única de Favelas), sob o viaduto Negrão de Lima. Durante a visita, dançou com jovens numa das quadras do espaço, sobre um tablado quadriculado. Um dia antes, o candidato da oposição, Aécio Neves, havia feito o mesmo.
Durante evento na Cufa ela defendeu nominalmente a permanência das secretarias especiais dos Direitos Humanos, Igualdade Racial, Mulheres, Empreendedorismo e Aviação Civil – todas têm status de ministérios.
"Tem gente querendo acabar com esses ministérios", disse ela para uma plateia de cerca de 500 jovens. "Eu acho um verdadeiro escândalo querer acabar. Eu criei dois ministérios. Um da Aviação Civil, como consciência absoluta de que havia uma verdadeira revolução no transporte por aviões no Brasil. Saiu em 2003 de 33 milhões de passageiros por ano para 111 milhões. Ampliação de aeroporto no Brasil é uma exigência para a inclusão social no Brasil", disse Dilma, em entrevista.

Forças de Armando e Câmara marcam terreno no Estado

Pesquisa Ipespe mostra que Armando e Dilma têm maior inserção no Sertão do Estado. Câmara e Marina dominam nas demais

Do Diario de Pernambuco
 Nas disputas pelo governo de Pernambuco, Senado e Presidência da República, a pesquisa Ipespe, publicada ontem com exclusividade pelos Diários Associados, revelou a tendência do voto do eleitorado por região do estado. De acordo com o levantamento, o candidato do PSB na eleição estadual, Paulo Câmara, apresenta melhores resultados na Região Metropolitana, Zona da Mata e Agreste. O mesmo ocorre com Marina Silva, que disputa o Palácio do Planalto pelo PSB. Com o candidato do PTB, Armando Monteiro, e a presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição, os melhores percentuais estão concentrados no Sertão e no Sertão do São Francisco.

Quando a disputa é pelo Senado, o deputado federal João Paulo (PT) ganha na preferência do eleitorado (38%) da Região Metropolitana, enquanto o candidato da Frente Popular, o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB), obteve 23%. O socialista, no entanto, ganha força no Sertão do São Francisco e no Sertão, onde alcança o percentual de 45% e João Paulo, 24%.

O petista, que foi prefeito do Recife por dois mandatos, tem forte inserção junto ao eleitorado da capital, sendo esse um dos requisitos para ter o nome indicado para concorrer ao Senado pela coligação Pernambuco Vai Mais Longe, de Armando Monteiro. Já Fernando Bezerra comandou três vezes a cidade de Petrolina, no Sertão do São Francisco, região onde construiu sua trajetória política e tem base eleitoral. Na chapa majoritária da Frente Popular, ele entrou também para reforçar o nome de Paulo Câmara no interior.

Em Pernambuco, justiça eleitoral suspende 10 inserções de socialista na televisão

Foto: BlogImagem
O desembargador do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE), Marcelo Navarro, suspendeu 10 inserções do candidato Paulo Câmara (PSB) na televisão.
A decisão foi expedida na tarde desta segunda-feira (15).
No despacho, o magistrado explicou que Paulo Câmara foi beneficiado pelas propagandas de 15 segundos da candidata a deputada federal Edna Costa (PPL), exibidas na semana passada. Ao todo, Paulo Câmara vai perder 2 minutos e 30 segundos de filmetes.
Nos vídeos, alvos da solicitação de impugnação feito pela coligação Pernambuco Vai Mais Longe, ao invés da candidata Edna Costa pedir votos para a sua candidatura, ela dedicou as inserções exclusivamente para divulgar o candidato Paulo Câmara, que faz parte da sua coligação, a Frente Popular, e também para a candidata à Presidência da República, Marina Silva (PSB).
Na decisão, o desembargador Marcelo Navarro entendeu que, com as inserções já exibidas de Edna Costa, o candidato Paulo Câmara foi beneficiado com as propagandas e, por isso, não teria o direito de veicular outros 10 vídeos na televisão.
Caso a Frente Popular descumpra a determinação judicial, a coligação será multada em R$ 20 mil.
A Frente Popular também sofreu mais derrotas no TRE.
Nesta segunda, o tribunal regional determinou a suspensão de inserções de 30 segundos do candidato Paulo Câmara que traziam imagens externas, o que é vedado pela legislação eleitoral. Em caso de descumprimento da ordem judicial, a coligação Frente Popular pode ser multada em R$ 3 mil.
No domingo (14), o tribunal regional ordenou a suspensão de novas exibições de inserções do candidato a senador Fernando Bezerra Coelho (PSB). Os vídeos não apresentavam de modo legível os nomes dos suplentes do candidato. Também nesta situação, a coligação pode ser multada em R$ 3 mil em caso de descumprimento.

Leis sancionadas por Lyra na mira do TCE

Foto: Raul Buarque/SEI
Foto: Raul Buarque/SEI
Por Carolina Albuquerque, do Jornal do Commercio

Quatro leis recentemente sancionadas pelo governador João Lyra Neto (PSB) ensejaram um questionamento da Associação de Auditores de Pernambuco junto ao Tribunal de Contas (TCE). O grupo protocolou, semana passada, uma representação para investigar o “reenquadramento” de 646 servidores do Governo do Estado. As matérias beneficiam funcionários estaduais cedidos ou à disposição de quatro órgãos estaduais: Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe), Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Procuradoria Geral do Estado e Fundação de Aposentadorias e Pensões de Pernambuco (FUNAPE). Amanhã, o pleno do TCE define quem será o relator do caso.
As leis produzem casos curiosos: professor vira analista em gestão previdenciária, assistente de trânsito vira assistente em gestão previdenciária, jornalista vira analista administrativo suplementar de procuradoria, agente de polícia vira analista suplementar de regulação e fiscalização de serviços públicos. Isto é, uma pessoa fez concurso para profissão “x” e, de uma hora para outra, passa a ocupar permanentemente função “y”, sem que tenha participado por uma seleção pública para tal fim. Pensadas ainda na gestão do ex-governador Eduardo Campos, as leis complementares de número 274 e 275 são de 30 de abril; as 283 e 284 de 6 de junho.
Além de criar novos quadros permanentes, as leis criam os respectivos Planos de Cargos, Carreiras e Vencimentos para as funções instituídas. Sendo assim, os servidores, antes cedidos e, por isso, ocupando função de forma temporária, ganham o status de definitivo, incorporam as gratificações aos salários e tem, portanto, o direito de se aposentar com a nova remuneração. Exemplo: um professor da Rede Estadual de Ensino ganha, no mínimo, R$ 1.698 por 40 horas trabalhadas semanalmente. Esse professor, cedido à PGE como analista administrativo suplementar de procuradoria, passou, por lei, a receber um valor-base de R$4.696,95, que pode chegar a R$6.156,76.
Após aguardar e não receber qualquer explicação sobre o caso, o presidente da Associação de Auditores de Pernambuco, Antônio Gomes, decidiu provocar o TCE para que o órgão investigue se existe inconstitucionalidade. “Essa solução de natureza administrativa é, no mínimo, questionável. Pois como pode uma pessoa ter feito concurso para uma função e, por uma transposição, ocupar outra? O concurso público é sempre o caminho mais adequado, pois garante a isonomia. Se havia a necessidade de criar cargos, por que não fazer concurso? Abrir para todo e qualquer cidadão? Algum temor?”, critica.
O auditor evita classificar a “solução administrativa” de “trem da alegria”, expressão usadas quando políticos criam leis para facilitar o acúmulo de algum beneficio ou para empregar parentes, amigos ou aliados. “Não vamos falar ainda de trem da alegria. Pois existe toda uma análise jurídica”, pontua o presidente.