segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Bebê com duas cabeças nasce no México

A identidade dos pais e o nome do bebê não foram divulgados pela imprensa nem pelo governo mexicano 
Foto: Reprodução/Vídeo

NE10

De acordo com o jornal La Prensa, um bebê com duas cabeças nasceu na última sexta-feira (6), no munícipio de Ciudad Juárez, no México. A informação foi divulgada pelo Instituto de Seguro Social Mexicano. 

Após o nascimento, um vídeo curto foi divulgado nas redes sociais. A identidade dos pais e o nome do bebê não foram divulgados pela imprensa. A anomalia das duas cabeças difere dos gêmeos siameses, pois há apenas um corpo. Ela se dá devido a um problema no desenvolvimento do embrião de gêmeos, que acabaram sendo fundidos

A venda de automóveis despencou


A venda de veículos voltou a despencar em 2016, como vem ocorrendo desde 2013, após o recorde de 3,8 milhões de carros licenciados em 2012. Com isso, depois de seis anos de crescimento anabolizado por financiamentos e incentivos fiscais, o país acumula quedas sucessivas até chegar este ano ao correspondente às vendas de 2004, em torno da metade do pico histórico.

Do mesmo jeito que anunciaram a queda do ano passado, os capitães da indústria alegam que a retração acabou e 2017 deve ter um "pequeno crescimento". A previsão para 2016 foi corrigida no meio do ano para uma "pequena queda" e o resultado final foi de -20%.

No Brasil, retração na venda de automóveis é sempre vista com pessimismo por um vício de autoridades e analistas: desde os anos 1950, quando as montadoras se instalaram no país, o mercado de automóveis vem sendo tratado como principal termômetro do desenvolvimento da nossa economia. Por esse viés, se o número de carros vendidos cai, devemos nos preocupar.

Para quem pensa desse jeito, é bom se preparar para más notícias: as coisas só vão piorar, o fundo do poço não chegará nem mesmo quando a economia brasileira voltar a crescer. A gravíssima recessão que vivemos, provocada pelos desmandos na gestão econômica no segundo mandato de Lula e no primeiro de Dilma, gerou uma desaceleração acentuada na demanda por carros no país, mas a tendência internacional é de queda estrutural e permanente: o carro virou um mico, perdeu a imagem de liberdade, está associado a imobilidade, à paralisia; é apontado como "o pior investimento do mundo" pelos melhores consultores; se tornou sinônimo de insustentabilidade, poluição e aquecimento global.

Leão Serva - Folha de S.Paulo

MEC contratará auditoria externa para gestão petista


O Ministério da Educação vai contratar uma auditoria externa para avaliar a eficiência e os gastos de programas da pasta.

Estão na mira a Universidade Aberta do Brasil, o Programa de Bolsas de Iniciação à Docência e o Projovem, que dá auxílio financeiro para que pessoas de 18 a 29 anos concluam o ensino fundamental.

O ministério estima que as ações que passarão pela reavaliação consumam cerca de R$ 1 bilhão por ano.

A ideia é ver se o custo delas compensa o retorno obtido.  

(A informação é de Natuza Nery, na coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta segunda-feira)

Governo torrou 750 milhões em diárias, somente em 2016

FARRA COM O DINHEIRO DO POVO

2016: GOVERNO TORROU R$ 750 MILHÕES EM DIÁRIAS

HÁ DEZENAS DE SERVIDORES QUE GANHARAM MAIS DE R$100 MIL EM 2016 SÓ COM AS DIÁRIAS

HÁ DEZENAS DE SERVIDORES QUE GANHARAM MAIS DE R$100 MIL EM 2016

Apesar da crise econômica e de mais de 12 milhões de trabalhadores desempregados, o governo federal distribuiu mais de R$ 747 milhões em diárias a servidores, autoridades e “colaboradores eventuais” em 2016. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lidera a lista com os dez maiores “diaristas” do ano passado. Cada um recebeu, em média, R$ 145,4 mil, além dos salários e de outros benefícios.

Os cerca de R$60 milhões pagos por mês em diárias seriam suficientes para contratar 64.171 desempregados pagando um salário mínimo.

Jangley Bahia Costa, da Anvisa, foi o grande campeão no quesito com R$ 177.286,90 recebidos no ano, ou R$ 14.773,90 por mês em diárias.

No primeiro governo Dilma (2011-2014) foram mais de R$ 3,5 bilhões distribuídos a “cumpanhêros”. Em 2015, foram outros R$ 700 milhões.

Em 2010, último do ex-presidente réu Lula, o governo federal pagou R$1,08 bilhão em diárias. Recorde absoluto que já completa seis anos.

Empossados, novos prefeitos nomeiam a parentada

PARENTADA BEM NA FOTO

A prefeita de Vilhena (RO), Rosani Donadon, nomeou cinco familiares

Na pequena Montadas, cidade de 5.000 habitantes no agreste da Paraíba, quem tem o sobrenome Souza pode se considerar um felizardo.

Na gestão de Jonas de Souza (PSD), que acaba de tomar posse na prefeitura, sete dos nove secretários têm o mesmo sobrenome do prefeito. Todos parentes: a mulher, três irmãos, um tio e dois primos.

"É meu nome que está em jogo. Busquei pessoas capacitadas em quem eu realmente confio", justifica Souza.

Assim como ele, outros prefeitos recém-empossados nomearam parentes para assumir secretarias. Por ser considerada uma nomeação política, a prática é permitida, de acordo com súmula do STF (Supremo Tribunal Federal).

As nomeações para a chefia de pastas aconteceram em cidades de médio porte, como Mossoró (RN) e Itabuna (BA), e em municípios menores. E contemplaram sobrenomes tradicionais da política, como os Rosado (RN) e os Donadon (RO).

Ex-governadora do Rio Grande do Norte entre 2011 e 2014, Rosalba Ciarlini Rosado (PP) assumiu a prefeitura de Mossoró nomeando parentes em 4 das 14 secretarias.

Carlos Eduardo Ciarlini Rosado virou secretário-chefe do Gabinete Civil e Lorena Ciarlini Rosado assumiu a pasta de Desenvolvimento Social. Ambos são filhos da prefeita.

Também foram contemplados parentes de outros políticos da família. Lahyre Rosado Neto, filho da ex-deputada Sandra Rosado, prima da prefeita, assumiu a pasta de Desenvolvimento Econômico. Para a Agricultura, foi nomeada Katherine Rosado, mulher do deputado federal Beto Rosado, sobrinho de Rosalba.

Em Rondônia, o clã Donadon vive situação semelhante em Vilhena, com a posse de Rosani Donadon (PMDB), mulher do ex-prefeito Melquisedeque Donadon.

A família ficou conhecida nacionalmente depois de Natan Donadon (então no PMDB), cunhado da nova prefeita, se tornar o primeiro deputado federal preso no exercício do mandato, em 2013. Ele responde por peculato.

O outro cunhado, Marcos Donadon, está foragido da Justiça desde abril de 2016 sob acusação de peculato. Mesmo assim foi um dos principais financiadores da campanha de Rosani, com uma doação de R$ 12 mil.

Ao tomar posse, a prefeita nomeou parentes para 5 das 16 secretarias da sua gestão. Dois deles são irmãos de seu marido: Raquel Donadon assumiu a Educação e Josué Donadon, a secretaria de Obras. Também ganhou uma vaga o irmão da mulher de Marcos Donadon, Rogério Medeiros, na Agricultura.

Outros dois secretários são parentes da própria prefeita: a irmã Ivete Pires assumiu a pasta de Integração Governamental e o sobrinho Sérgio Nakamura, a Fazenda.

Folha de S.Paulo – João Pedro Pitombo e José Marques

Mais uma ambulância para Itaquitinga

Complementando a primeira semana de Governo o prefeito Dr. Geovani entregou mais uma ambulância para o povo de Itaquitinga. A uma semana atrás a situação do município era desoladora, veículos sucateados, cidade entregue ao lixo, agora com apenas 1 semana de administração o prefeito enfrenta a crise com trabalho e ação, antes já havia chegado caçamba, caminhão coletor e outra ambulância, de maior porte, os plantões médicos regularizados, assim como os medicamentos, Itaquitinga agora caminha a passos largos para o desenvolvimento.



TCE-PE investiga irregularidades de transição em 80 das 184 cidades

Municípios enfrentam descontinuidade em serviços de saúde, coleta de lixo e transporte escolar. Cerca de 60% das denúncias têm relação com pagamento de servidores.

Por G1 PE

Servidores de diversas cidades não recebem salários desde novembro, em Pernambuco

O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) está investigando possíveis irregularidades de transição de gestões em 80 das 184 prefeituras do estado. Por causa de desses problemas, municípios enfrentam descontinuidades em serviços de transporte escolar, coleta de lixo e atendimento em unidades de saúde, por exemplo.

De acordo com o presidente do tribunal, Carlos Porto, cerca de 60% dessas denúncias têm relação com a falta de pagamento de servidores. “O grande problema é o salário de dezembro. Muitos gestores acabaram pagando o 13º, para cumprir os prazos, e deixaram os vencimentos do mês para a atual administração, uma vez que o vencimento ocorre no dia 10”, observou.

As investigações e problemas na transição entre administrações será um dos temas do IV Seminário de Novos Gestores Municipais, que será realizado na terça-feira (10) na sede do TCE-PE, na área central do Recife. No dia 24, é a vez de um encontro semelhante com os presidentes de câmaras de vereadores.

Durante o evento, segundo o presidente Carlos Porto, o tribunal terá a oportunidade de abordar questões de grande importância para as administrações municipais. “Teremos especialistas para trará de saúde educação e licitações”, comentou.

Em outubro, moradores reclamavam já de salários atrasados em Gameleira

Contabilidade
No seminário, será apresentado aos participantes o Índice de Convergência Contábil dos Municípios (ICCpe). É um estudo feito pelo Tribunal de Contas para verificar até que ponto os órgãos públicos cumprem o que determina a lei em relação ao processo de divulgação de informações contábeis e orçamentárias em suas prestações de contas.

O diagnóstico tem como objetivo aferir o nível mínimo dessas informações, que permite garantir fidelidade aos fenômenos orçamentários, financeiros e patrimoniais das transações escrituradas pelos segmentos de contabilidade dos órgãos fiscalizados pelo TCE, tomando como base as prestações de contas de 2015.

Nordeste enfrenta maior seca em 100 anos

Receio dos sertanejos do semiárido é de que se repita o ocorrido em janeiro passado, quando a chuva veio forte, 'sangrou' açudes, mas durou só duas semanas

Estadão Conteúdo

De 2012 a 2015, o Nordeste registrou prejuízos de R$ 104 bilhões com a seca
Foto: ABr

Com voz desanimada, Valdecir João da Silva, de 53 anos, conta os cadáveres do seu pequeno rebanho que não resistiu à fome, à falta de água e às doenças causadas pela desnutrição. Em uma área afastada da pequena casa onde vive com a família, ele juntou 12 animais mortos ao longo dos últimos meses. De alguns, restam os ossos. De outros, mais recentes, os corpos inchados. "Morreram de fome", resume ele, que prefere deixá-los aos urubus a enterrá-los. Ele tenta salvar os 20 animais que restam com mandacaru, a planta símbolo do Nordeste. "Ração não dá para comprar, pois está muito cara. O saco de milho que custava R$ 18 há dois anos hoje sai por R$ 65."

No sertão de Petrolina, quinta maior cidade de Pernambuco, não choveu por 11 meses. Em meados de dezembro, caiu uma chuva forte, mas logo parou. O receio dos sertanejos do semiárido é de que se repita o ocorrido em janeiro passado, quando a chuva veio forte, "sangrou" açudes, mas durou só duas semanas.

"Plantei 60 quilos de milho e de feijão, mas não choveu mais e perdi tudo. Não deu nem palha", diz Josilane Rodrigues, de 25 anos, enquanto expõe 11 ovelhas em uma feira em Dormentes, a 130 km de Petrolina. Quer vendê-las, mesmo a preço baixo, por não ter como alimentá-las.

"Vou vender a qualquer preço porque não quero voltar com eles", afirma Francisco Agostinho Rodrigues, de 64 anos, que levou à feira 23 de seus 60 animais. "A gente vende algumas para dar de comer às outras". A feira semanal de Dormentes reúne, em média, 3,6 mil animais e atrai compradores da região e de outros Estados. Em tempos bons, tudo é vendido. Agora, em razão da crise e da seca, o número de animais expostos caiu à metade e muitos voltam para casa por falta de interessados, diz João Batista Coelho, da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária

Após cinco anos seguidos de volume de chuvas abaixo da média histórica, a seca do semiárido já é considerada a maior do século. A região inclui Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e o norte de Minas Gerais e conta com cerca de 23 milhões de habitantes. 

Água

Grandes reservatórios do Nordeste - com potencial de armazenar mais de 10 bilhões de litros de água - operam, em média, com 16,3% da capacidade, porcentual que era de 46,3% há cinco anos. Dos 533 reservatórios da região monitorados pela Agência Nacional de Águas (ANA), 142 estão secos.

Segundo Raul Fritz, da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), "não se via seca tão severa para um período consecutivo desde 1910", quando dados sobre as chuvas passaram a ser coletados. O Ceará é o Estado em pior situação. Seus reservatórios têm apenas 7% da capacidade armazenada. Nos últimos cinco anos, choveu em média 516 milímetros no território, enquanto a média mínima é de 600 milímetros. "E o Ceará é o retrato do que ocorre nos demais Estados", diz Fritz.

Vários rios e açudes também secaram. Muitos moradores, inclusive em grandes cidades, só têm acesso à água fornecida por caminhões-pipa bancados pelos governos federal e estaduais.

De 2012 a 2015, o Nordeste registrou prejuízos de R$ 104 bilhões com a seca. O valor equivale a quase 70% das perdas em razão desse fenômeno em todo o Brasil, segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM). Os valores de 2016 ainda não foram contabilizados.

Em Pernambuco, onde boa parte dos 185 municípios está em situação de emergência, a perda chega a R$ 1,5 bilhão só na pecuária. O rebanho bovino, formado por 2,5 milhões de cabeças em 2011, diminuiu em 554 mil cabeças no ano passado.

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Ainda que caprinos e ovinos tenham sofrido com a estiagem, como os do criador Silva, o rebanho cresceu por ter substituído o gado, que é menos resistente à seca. O número de cabras, bodes e cabritos passou de 1,9 milhão para 2,4 milhões em quatro anos. O de ovinos saltou de 1,8 milhão para 2,4 milhões.

Pouca chuva

Na região rural de Acauã (PI), primeira cidade a ser beneficiada pelo programa Fome Zero junto com Guaribas, em 2003, Hortêncio Francisco Rodrigues, de 78 anos, conta que, até 2012, tinha 20 cabeças de gado, mas hoje tem quatro: "Praticamente mandei colocar no caminhão e levar; vendi baratinho, pois ninguém queria."

Agora se dedica à criação de 150 ovelhas e cabras, que são mais resistentes e comem plantas da caatinga, como mandacaru, angaroba e palma, que também começam a escassear em algumas regiões do Nordeste.

Rodrigues ficou contente com a chuva de dezembro, mas ressalta que "chuvinha pouca não conta". Desde então, o sol voltou a ser "o mais quente da vida", como define ele. 

De sorriso fácil, Rodrigues afirma que o valor recebido da aposentadoria é que tem ajudado a manter parte das despesas da casa, principalmente com os remédios da esposa Luzia, de 79 anos Com seis filhos (dos quais dois já morreram), um número de netos que perdeu a conta e 31 bisnetos, ele diz que parte da família deixou o sertão. Alguns migraram para São Paulo, "à caça de emprego". Apesar das secas constantes, umas mais duras, outras menos, não pensa em ir embora. "Nasci aqui e só saio envelopado", brinca.

O vizinho José Teixeira de Macedo, de 64 anos, já viveu da plantação de algodão nos anos 80, mas perdeu tudo por causa da praga de bicudos. Participou de frentes de trabalho na grande seca de 1983 e agora cria ovinos e planta milho e feijão quando chove. Diz que, sem a aposentadoria, tudo estaria muito mais difícil. Ele e um dos filhos cuidam da roça e também não pensam em abandonar o sertão. Já a neta, Samara, de 16 anos, pretende mudar-se para uma cidade maior e estudar Administração. "Não vou morar aqui; vejo o sofrimento dos avós e dos pais e não quero isso".

'Seguro bode'

O agrônomo e criador de caprinos e ovinos em Acauã (PI), Cândido Roberto de Araújo, de 49 anos, comprou um rebanho com 122 animais por R$ 50 cada. Em períodos normais, sairia por cerca de R$ 200, calcula ele. "Estavam todos magros e tive de engordá-los para revender para o abate". Na região predomina a criação de animais para abate ou produção de leite. 

Araújo reclama da falta de um programa governamental voltado à atividade. O que tem disponível é o Seguro Safra, empréstimo subsidiado para quem perde a produção agrícola. "Precisamos é de um Seguro Bode", diz, referindo-se ao animal cuja carne está entre as mais consumidas pela população local.

Antonio Felipe de Souza, de 60 anos, tem 80 cabeças de gado leiteiro. Após perder 20 animais, em 2012 e 2013, passou a plantar capim, irrigado com água de um poço que construiu com verba do Bolsa Estiagem. Seu irmão Norberto não obteve o crédito e, de 100 vacas, perdeu 80. Junto com familiares, Souza produz doce de leite e peta (biscoito de polvilho) e vende na região. "Dá para sobreviver", diz. Segundo a Cooperativa de Produtores de Afrânio (PE), a produção de leite caiu de 11 mil litros por dia em 2012 para 3,4 mil litros. O preço também caiu. "O que a gente vende não dá nem para as despesas", diz Fortunato Rodrigues, de 74 anos. Vender o animal não é solução. "O preço da arroba está lá embaixo e quem vende não consegue repor o gado". 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.