quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Mulher morre depois de fazer lipoaspiração em Petrolina

De acordo com a médica que cuidou do procedimento, todos os exames foram feitos em Uilma Almeida, antes da lipoaspiração

Rádio Jornal

Foto: Reprodução/Facebook

Uilma Almeida Fontes, 37 anos, da cidade de Cabrobó, no Sertão, morreu após passar por uma lipoaspiração em um hospital particular de Petrolina, no Sertão. A morte foi confirmada as 19h desta terça-feira (10). De acordo com informações da médica, Uilma Almeida faleceu vítima de morte subida. 

A irmã da vítima, Iraneide Almeida dos Santos, disse que incialmente a médica responsável pela lipoaspiração, identificada como Betânia informou a morte. “Quando a médica entrou em contato comigo, doutora Betânia, ela me falou que tinha tido uma complicação, no início ela não quis nos falar o que era. A mim ela disse que ela entrou na cirurgia... 40 minutos depois deu essa parada cardíaca e ela tentou reanimar e não conseguiu, mas falou primeiro que ela estava sendo assistida por três médicos... A uma amiga nossa ela falou: não, eu fiz a cirurgia e quando eu botei ela de “banda” na maca para colocar a cinta eu percebi que ela estava vindo a óbito”, detalhou.   

A médica explicou que todos os exames necessários foram realizados por Uilma Almeida antes do procedimento. O sepultamento acontecerá nesta quinta-feira (12) no Cemitério Antigo de Cabrobó. 

Lipoaspiração 

processo de extração de gorduras superficiais, por punção e aspiração a vácuo, pela introdução subcutânea de uma cânula através da qual a matéria gordurosa é aspirada e retirada

Família Ricardo realizou seu 3° Encontro anual

Em um clima de grande descontração, saudade e reencontros a "Família Ricardo" do Município de Correntes realizou no último domingo o 3° Encontro da Família, desta feita na Fazenda Macuca, ao som de Tuxinha e Banda. Mais uma vez a família mostrou união, com a presença de pessoas de várias gerações, de várias partes do Brasil como De Alagoas: União dos Palmares, São José de Laje, Minador Do Negrão, Palmeira dos índios, Vicosa, Chã Preta, de Pernambuco: Correntes, Lagoa do Ouro, Garanhuns, Itaquitinga, Caruaru e
Recife, além de representantes do Tocantins, e São Paulo.
- Esse ano superamos todas as expectativas, vinheram mais de 300 parentes de diversas cidades, de diversas idades, isso mostra o quanto nossa família e unida e valoriza suas raízes, Frisou Jadiana Ricardo, uma das organizadoras, fica agora a expectativa para o 4° Encontro em 2018, que promete muitas emoções. Segue fotos do evento.




















quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Submetralhadoras, granadas e até fuzil americano para combater quadrilhas de bancos


Armas de grosso calibre serão usadas para combater quadrilhas de roubo de bancos no Estado.

O Batalhão de Radiopatrulha que está sendo preparado para combater as quadrilhas especializadas em explosões e arrombamentos de caixas eletrônicos em Pernambuco receberam nesta semana um verdadeiro arsenal de armamentos de guerra. Há submetralhadoras, fuzil 556 (usado pelo Exército Americano), granadas, entre outras armas de grosso calibre. Escudos e coletes à prova de bala também foram adquiridos para dar mais segurança aos policiais.

“Com esse armamento temos a certeza que iremos combater de igual para igual os grupos que praticam as investidas aos bancos no Estado”, afirmou o comandante da Radiopatrulha, coronel Walter Benjamim.

Na semana passada, a Polícia Militar também anunciou a criação de uma “tropa de elite” para reprimir esses crimes a bancos. Será criado o “Rondas Ostensivas Roberto Pessoa” (Rocrop). O grupo contará com 176 policiais remanejados de outras unidades. O reforço foi anunciado no dia em que caixas eletrônicos da Secretaria Estadual de Educação foram explodidos.

Estatísticas

Balanço da Secretaria de Defesa Social apontou que, no ano passado, 15 quadrilhas desse tipo de crime foram desarticuladas. No total, 110 criminosos foram presos, envolvidos com roubos com uso de maçaricos, explosivos e até assaltos a carros fortes. No mesmo período também foram indiciadas322 pessoas.

Homicídio no Centro de Garanhuns


Por volta das 02h30 de hoje (11.01.2017), 02 elementos não  identificados, que estavam em uma moto de dados não informados, assassinaram com disparos de arma de fogo, na pracinha da Rua Capitão Tomaz Maia, Centro de Garanhuns, JACKSON LOPES DA SILVA, 21 anos, residia na Rua Antônio Dias de Souza, Bairro Jardim Petrópolis, Garanhuns e trabalhava no estacionamento de motos na Avenida Santo Antonio, Centro de Garanhuns.

Policia Militar realizou o isolamento da área e acionou a  Policia Civil, que após realizar o levantamento cadavérico o corpo foi encaminhado ao IML de Caruaru.

Arlete Santos

Assaltos a ônibus nos 10 primeiros dias de 2017 supera período de 2016

Do dia primeiro até 10 de janeiro de 2017, 89 assaltos a ônibus foram registradas. São 14 investidas a mais do que no mesmo período de 2016

Rádio Jornal

Foto: Acervo/ JC Imagem

Em dez dias no ano já foram registrados 14 assaltos a mais a ônibus, na Região Metropolitana do Recife, em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da editoria de polícia da Rádio Jornal. Do dia primeiro até 10 de janeiro de 2017, 89 investidas foram registradas e só de segunda (9) para terça-feira (10) foram 14 assaltos, no Grande Recife.

Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco, Benilson Custódio, em 2016 foram contabilizados quase dois mil assaltos a coletivos. De acordo com Benilson, um dos motivos para esse aumento de violência nos ônibus é a operação padrão dos policiais militares e a ausência de ações do Governo do Estado.

Entre os locais em que mais foram registrados assaltos a ônibus estão os bairros de Olinda, como explica Benilson Custódio.

Resposta da Polícia Militar

Por meio de nota, a Polícia Militar esclarece que está trabalhando, com o lançamento ordinário e apoio dos batalhões especializados, a exemplo da Radiopatrulha e CIPCães, para coibir os assaltos a ônibus. 

Ainda de acordo com o comunicado, esse trabalho preventivo da PM resultou, no ano de 2016, em 42 mil abordagens a coletivos, com 92 pessoas conduzidas às delegacias, e a apreensão de 36 armas, entre revólveres e facas.

Deputados de Alagoas querem lagosta, camarão, picanha na chapa e rosquinha húngara




Assembleia Legislativa do Estado que detém o pior IDH do País abriu sessão pública durante recesso de Natal e Ano-Novo para coletar valores de buffet a fim de garantir quitutes e delícias para os eventos da Casa

Assembleia Legislativa de Alagoas. Foto: Assembleia Legislativa de Alagoas

A Assembleia Legislativa de Alagoas abriu durante o recesso do Natal e Ano-Novo sessão pública para registro de preços de serviços de buffet para eventos da Casa durante um ano. Lagosta, coquetel de camarão com uvas, picanha na chapa e casquinha de siri se destacam no cardápio para almoços, jantares e coquetéis. Para o café da manhã poderá ser oferecido um sortido cesto de pães, ao todo oito tipos – francês, brioche, leite, integral, doce, italiano, sírio e pão de batata com queijo -, além de frios, petit four, pão de queijo, biscoito, rosquinha húngara, croissant, casadinho e, ainda, tortas.

Documento

VEJA A ÍNTEGRA DOS CARDÁPIOS   PDF

A Diretoria de Comunicação da Assembleia confirmou ‘uma segunda chamada para o pregão’. O Poder Legislativo afirma que, no entanto, ‘o contrato não prosperou por falta de homologação da presidência da Casa’. A desistência não havia sido incluída no Diário Oficial até esta terça-feira, 10.

O aviso de licitação foi publicado no Diário Oficial de 14 de dezembro. Foto: Reprodução

Alagoas tem o pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do País. Duas cidades alagoanas estão na lista das 50 com pior Índice de Desenvolvimento Humano.

A Assembleia tem 31 deputados. Segundo o edital, a contratação do buffet vai ‘atender às necessidades da Assembleia Legislativa de Alagoas’.

O pregão da Assembleia, que em seu portal na internet se autointitula ‘A voz do povo’, separou a contratação em dois lotes: uma cota principal com dois tipos de café da manhã (um para 500 pessoas e outro para mil), um coffee break (4 mil pessoas), um coquetel (1,1 mil pessoas), um brunch (1,1 mil pessoas), um lanche box (1,5 mil pessoas) e dois tipos de almoço (um para 500 e outro para mil pessoas). A cota reservada tem dois tipos de jantar – um para 500 pessoas e outro para mil pessoas).

Em um dos cardápios do café da manhã há oito tipos de pães (francês, brioche, leite, integral, doce, italiano, sírio e pão de bata com queijo), frios, petit four (pão de queijo, biscoito, rosquinha húngara, croissant, casadinho) e tortas.

Para o coquetel, os deputados escolheram patês, pães e finger food (2 tipos a escolher dentre bacalhau, pão sírio com carne de sol ao molho de queijo montanhês, camarão crocante, brie gratinado com mel de ervas e pão sueco, damasco com cream cheese, mini-risoto de queijo, sururu e tartar de atum).

Para o almoço dos eventos, a Assembleia estabeleceu saladas, arroz e pratos principais com dois tipos de carne a escolher: filé mignon à soberana (grelhado, molho com cogumelo, batatas noisetes e abacaxi caramelado), frango xadrez (filés de frango cortados em cubos, cebola, pimentão verde e vermelho, amendoim ou castanha de caju e ketchup), lombo ao molho de laranja, peixada ao molho de tomate com pirão, moqueca de peixe, fritada de sururu, picanha na chapa, salmão, lagosta ao molho de queijo, coquetel de camarão com uvas, caldeirada, pituzada, massunim.

No cardápio há, ainda, variedades de arroz, feijão (caseiro ou tropeiro), massa, acompanhamento (farofa, purê de macaxeira), sobremesas e bebidas sem álcool.

Segundo o edital, a contratação do buffet vai ‘atender às necessidades da Assembleia Legislativa de Alagoas’.

“A realização de certame licitatório para futura e eventual contratação visa a atender, quando necessário, aos participantes de eventos institucionais, promovidas pela Assembleia Legislativa de Alagoas, onde a mesma constitui-se, além de uma necessidade, em uma comodidade para atendimento de situações de última hora, em que, costumeiramente tem-se que enfrentar questões logísticas organizacionais e de suprimentos que um buffet atende com mais agilidade e correção”, diz o termo de referência da licitação.

De acordo com a tomada de preço, o buffet deverá disponibilizar ‘serviço de garçom, gerente de buffet, para o fornecimento de cafés da manhã, almoços, jantares, coffee break, brunch, coquetéis’ e, proporcional ao número de participantes do evento, ‘bandejas de inox ou prata, travessas, jarras térmicas, louças, copos de vidro ou acrílico descartável, toalha de tecido, talheres de metal e guardanapos de papel de primeira qualidade, guardanapos de tecido de material’.

“Quando solicitado o fornecimento, a empresa beneficiária deverá providenciar o buffet de acordo com os tipos de cardápio discriminados pelo órgão na ata de registro de preços”, estabelece a Assembleia.

“Quando o evento for realizado por mais de um dia consecutivo, o fornecedor beneficiário não poderá, em hipótese alguma, repetir o cardápio ou utilizar alimentos do dia anterior. Na hipótese de evento realizado em um único dia, o fornecedor beneficiário deverá variar o cardápio nos períodos da manhã e tarde.”

No documento, a Assembleia registra que a tomada de preços ‘constitui uma ferramenta capaz de conferir à Administração uma formação de banco de preços de fornecedores, não implicando em obrigação efetiva de sua aquisição/prestação de serviços’. As contratações, segundo a Casa, ‘serão feitas de acordo com as necessidades e conveniência do órgão’.

A tomada de preço estabelece que o custo da licitação deve ser estimado ‘em valor unitário (por cabeça), haja vista a falta de exatidão da quantidade de pessoas convidadas para os eventos realizados pelos órgãos participantes, conforme demonstrado em mapa de preço’.

A Casa alagoana registra que a ‘entrega dos materiais e a realização dos serviços serão efetuadas no local de realização dos eventos indicados pela Assembleia’, em até 3 horas de antecedência. No caso de almoço, jantar, coquetel, ‘deverá a equipe estar uniformizada e preparada para o evento’.

“A Assembleia poderá solicitar substituição de funcionários do buffet que estejam trabalhando em eventos sempre que este não se enquadrarem com padrão do evento ou quando não tiverem qualificação técnica necessária”, define a Assembleia.

COM A PALAVRA, A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE ALAGOAS

Houve, sim, uma segunda chamada para o pregão, mas o contrato não prosperou por falta de homologação da presidência da Casa.

Diretoria de Comunicação do Poder Legislativo de Alagoas

Por economia, TCE-PR propõe fusão de municípios com menos de 5.000 habitantes

Rafael Moro Martins

Um estudo realizado pelo TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná) propõe fundir os municípios com menos de 5.000 habitantes no Brasil, como "forma de melhorar a prestação dos serviços públicos à população e promover economia de recursos".

Segundo o documento, cidades com população inferior a 5.000 habitantes "tendem a não apresentar condições mínimas para prestar os serviços básicos ao cidadão –como saúde e educação".

O Brasil tem, atualmente, 5.570 municípios. Desses, 1.301 possuem menos de 5.000 moradores. No caso específico do Paraná, 96 das 399 localidades estão nessa linha de corte.

"No mínimo metade dos municípios paranaenses tende a apresentar dificuldades estruturais em relação à sua administração pública", afirma o TCE-PR no estudo.

"A fusão representaria um ganho de escala, com o aumento da população, além da redução de cargos políticos, aumento da poupança dos cofres públicos, maior independência financeira e dinamismo econômico municipal", afirma o estudo do TCE-PR.

Não está claro, porém, de que forma a fusão de municípios seria feita. O documento foi enviado ao Tribunal de Contas de União. 

Baixo IDH

"As evidências indicam que os movimentos emancipatórios, tanto no Brasil quanto no Paraná, não foram equitativamente distribuídos entre as diferentes escalas municipais. Pelo contrário, os movimentos foram concentrados na criação de municípios com baixo contingente populacional", afirma o documento.

O estudo destaca o FPM (Fundo de Participação dos Municípios), do governo federal, como uma das justificativas para a fusão."Ao privilegiar excessivamente os municípios de pequena população, o FPM pode ter induzido um comportamento estratégico por parte de muitos municípios, que se subdividiram para elevar suas receitas per capita. Infelizmente, a partir dos exames empreendidos neste trabalho, os resultados comparativos entre o IDHM [Índice de Desenvolvimento Humano dos Município] no âmbito dos 10% de municípios mais populosos e 10% menos populosos do Estado do Paraná robustecem a hipótese de que micro e pequenos municípios são geralmente caracterizados por níveis mais baixos de desenvolvimento humano integrado, tanto em termos absolutos como relativos", prossegue o texto.

"Não há como se conceber ideia do surgimento de município que não tenha capacidade de arrecadar seus tributos, isto é, que não possua receita própria. (...) Identifica-se sobre a questão da escala municipal um verdadeiro dilema entre, de um lado, democracia e, de outro, eficiência econômica", argumenta o estudo.

Não está claro, porém, de que forma seria possível fazer a fusão de municípios.

O presidente do TCE-PR, Ivan Bonilha, apresentará detalhes do estudo em entrevista coletiva marcada para esta quarta-feira (11).

Devido à seca, moradora de PE deixa de comprar comida para ter água

Reajuste do valor da água nos caminhões-pipa tem prejudicado população. Preço de 1 mil litros varia de R$ 40 a R$ 70; há um ano, valia a metade.

Do G1 Caruaru com a TV Asa Branca

A falta de água tem afetado diretamente os moradores de 28 municípios do interior de Pernambuco, onde as barragens secaram. Para ter o produto em casa, a população tem duas opções: as cisternas coletivas ou os caminhões-pipa. Neste último, o preço da água sofreu reajuste, devido a dificuldade de se encontrar água. Por causa desse aumento, a dona de casa Paula Silva, moradora de Belo Jardim, no Agreste, diz que "deixa de comprar uma coisa pra comer para comprar água".

Nos municípios do Agreste do estado - que enfrentam a seca há seis anos -, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) instalou cisternas coletivas, o que torna grande a concorrência pela água. Os moradores de Belo Jardim, por exemplo, dizem que vão de três a quatro vezes por dia na cisterna para conseguir uma boa quantidade de água.

Barragem de Belo Jardim, no Agreste de PE, entrou
em colapso (Foto: Reprodução/TV Globo)

Quem não tem paciência para adquirir o produto nas cisternas coletivas, compra água de caminhão-pipa. O preço de 1 mil litros tem variado de R$ 40 a R$ 70. Há um ano, valia a metade.

Mesmo pagando mais, ainda é preciso esperar a disponibilidade dos caminhoneiros. "A gente pede com cinco, e com oito dias é que eles vêm entregar. A demanda é muito grande", ressalta a servidora pública Viviane Silva Barbosa.

Também em Belo Jardim, havia um reservatório utilizado como fonte de abastecimento. No local, os motoristas de caminhão-pipa chegavam, estacionavam e enchiam os caminhões de água. Agora, a água que estava na cisterna secou.

A saída dos caminhoneiros tem sido buscar água em fontes cada vez mais distantes. José Maria, por exemplo, percorre todos os dias 54 quilômetros entre os municípios de São Bento do Una e Garanhuns, no Agreste do estado, para encher os tonéis. A despesa com combustível aumentou e ele repassou os custos para os clientes. "Senão fica ruim da gente trabalhar", disse.

Sobre a falta de água, o ambientalista João Domingos fala sobre um dos motivos que levou os reservatórios a secarem. "A retirada exagerada [de água], sem as condições para a reposição, [é o que ] está levando [as barragens] ao colapso", alertou.