sábado, 21 de janeiro de 2017

Para 83% dos brasileiros, morte de Zavascki não foi acidente

Jordana Martinez

Uma enquete nas redes sociais promovida pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra que 83% dos brasileiros não acreditam que a morte do ministro do STF e relator da Lava-Jato Teori Zavascki foi acidente.

Apenas 15% acreditam em fatalidade, enquanto 1,3% não soube ou não quis responder.

O post teve milhares de curtidas e compartilhamentos. Foram ouvidos 2.800 brasileiros maiores de 16 anos. A pesquisa foi realizada a partir de questionário online com usuários de internet entre os dias 19 e 20 de janeiro de 2017. Tal amostra representativa do território nacional atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de 2% para os resultados gerais.

 

Teoria da conspiração

Logo que foi confirmada a morte do ministro,  as redes sociais foram tomadas por “teorias da conspiração” e questionamentos sobre o destino da operação. Até mesmo juízes e delegados questionaram as circunstâncias da morte.

Zavaski havia interrompido as férias no início do ano para dar seguimento aos processos da operação. Ele voltou do recesso para analisar a delação premiada de 77 executivos da Odebrecht. Delações que seriam homologadas nas próximas semanas.

Delegado da Lava Jato

Até mesmo o delegado da Polícia Federal, Marcio Adriano Anselmo, um dos principais investigadores da Operação Lava Jato no Paraná, questionou as circunstâncias do acidente: “a morte do ministro Teori Zavascki “na véspera da homologação da colaboração premiada da Odebrecht, deve ser investigada a fundo”. Na página que mantém no Facebook, o delegado ainda afirmou que o “acidente”, escrito entre aspas, é o prenúncio do fim de uma era. Segundo Márcio Anselmo, o ministro “lavou a alma do STF à frente da Lava Jato”. O delegado da PF também escreveu que Teori Zavascki surpreendeu a todos pelo extremo zelo com que suportou todo esse período conturbado. Juiz da corte desde 2012, ele era responsável pelos casos da Lava Jato que envolvem pessoas com foro privilegiado, como congressistas e ministros.

Associação dos Juízes Federais

O presidente da Ajufe, Roberto Veloso, divulgou nota em que diz estar consternado “com a prematura morte” de Teori Zavascki e cobrou investigação sobre a queda do avião.

“Os juízes federais brasileiros estão consternados com a prematura morte do ministro Teori Zavascki. O Supremo Tribunal Federal e o Brasil perdem um magistrado culto, sério, honesto e cumpridor de seus deveres. Diante das altas responsabilidades a ele atribuídas, em especial a condução dos processos da Lava Jato no STF, é imprescindível a investigação das circunstâncias nas quais ocorreu a queda do avião em que viajava.”

Movimentos sociais

No Facebook, movimentos sociais questionam se a queda do avião realmente foi acidental.

“O PLANO CRIMINOSO DE PODER SAIU GANHANDO. A morte do relator dos processos na Lava Jato é um duríssimo golpe para a operação. Agora a Lava Jato terá que esperar a nomeação de um novo ministro por parte de Michel Temer. Será que queimaram o arquivo?”, questiona o post da página Avança Brasil Maçons

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Filho de Teori diz que recebia ameaças por telefone

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PAULA SPERB
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PORTO ALEGRE (RS)

Por causa da "gravidade das coisas" e das "pessoas envolvidas" nas delações da Lava Jato, o ministro Teori Zavascki, 68, andava preocupado. É o que contou à Folha o seu filho mais novo, o advogado Francisco Zavascki, 37.

Teori estava prestes a homologar as 77 delações da Odebrecht, o maior acordo de colaboração da Lava Jato, quando morreu em um acidente de avião na última quinta-feira (19).

As revelações de funcionários da construtora envolvem figuras importantes da política nacional, de diversos partidos. O presidente Michel Temer (PMDB) foi citado 43 vezes no relato já divulgado de Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da empreiteira.

Antes da queda do avião de Teori, a família já temia pela segurança porque ameaças não eram raras, especialmente para os familiares do ministro.

"Era uma coisa que realmente preocupava a gente e ele [Teori] também", disse Francisco. Leia trechos da entrevista concedida nesta sexta-feira (20).

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Folha - Seu pai demonstrava estar muito envolvido com o trabalho, por causa da delação da Odebrecht?
Francisco Zavascki - Ele tirou uns dias de férias em que se propôs a não falar de trabalho. Agora já tinha dado por encerradas férias e já estava com a cabeça no trabalho, já estava preparando a homologação.

Ele estava preocupado com o resultado? Estava confiante?
O que ele me comentou é que estava muito preocupado pela gravidade das coisas que ele tinha tido conhecimento nas delações e pelas pessoas envolvidas.

Ele citava nomes ou te contava detalhes?
Não. Ele sempre foi muito reservado e eu sempre fiz questão de não querer saber muito para quando me perguntassem, eu não precisasse mentir. Eu não sabia mesmo.

Circulou na internet um comentário seu postado em uma rede social dizendo que "se algo acontecesse a sua família vocês já sabem onde procurar". Seu pai comentou sobre receber ameaças nesse período?
A gente teve várias coisas assim [ameaças], como mensagem por rede social, e-mail, telefone e tal. De receber ligação, de tudo.

As ameaças eram diretamente para seu pai ou para a família?
Pra gente era mais, especialmente. É muito chato. Era uma coisa que realmente preocupava a gente e ele também, pelos interesses todos envolvidos [na Lava Jato]. A gente ficou bastante preocupado.

Em 2016, um grupo ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) colocou faixas no prédio do seu pai, chamando-o de traidor, e bateram panelas enquanto o chamavam de "bolivariano". Ele ficou abalado?
Não. Mas a gente ficou preocupado de alguém fazer uma bobagem. Sobre o protesto em si, quer protestar, protesta. Mas as pessoas não entenderam naquele momento o que é que estava sendo realmente decidido [Teori determinou que o juiz Sérgio Moro enviasse ao STF as investigações da Lava Jato que envolviam o ex-presidente Lula]. O protesto em si não teve problema. O medo era de alguém fazer justiça com as próprias mãos, né.

Sobre o acidente, o que você acha que aconteceu?
[Suspiro] Não tenho nenhum dado para dizer que não foi acidente. Tem que ser investigado, muito seriamente, mesmo. A família está convocando todo mundo a acompanhar, especialmente vocês da imprensa que tem um papel fundamental que tem sido exercido ao longo desse período. Convocando todas as instituições que puderem colaborar para que não se tenha dúvidas sobre o que aconteceu, seja lá o que aconteceu. A gente não tem "acho isso ou aquilo". Até porque seria leviano a gente começar a dizer uma coisa ou outra nesse momento.

Como seu pai usava o tempo livre em Porto Alegre?
Ele encontrava os amigos. Geralmente, no sábado, tinha almoço com os filhos e netos. Aproveitava para sair do circuito de Brasília quando vinha para cá, dava uma "desligada" e conseguia ficar mais quieto. Também tinha a confraria dos amigos dele, se encontravam em uma churrascaria. A confraria é composta por boa parte da "velha guarda" dele aqui de Porto Alegre, do tempo da faculdade. Tudo gente jovem de cabelo branco [risos].

Como era a convivência dele com os netos?
Ele adorava. Fazia muito brincadeira come eles, ficavam brincando. No período da praia [antes do acidente], ia para a praia com eles. Estavam em Xangri-lá [litoral norte gaúcho]. Até no Whatsapp [escrevia]: "vamos para a praia, vamos para a piscina!". Estavam sempre juntos. Ele era muito presente, procurava estar junto.

Joel Rodrigues/Folhapress

21.mai.2014: sessão do STF para julgar o poder de investigação do Ministério Público. Em 2014, com a deflagração da Lava Jato pela PF e a consequente menção a políticos com foro privilegiado por delatores, Teori passou a ser o relator da corte da maior investigação sobre corrupção da história do país

Fiat convoca recall de 113 mil Punto e Linea

Fiat detectou problemas no eixo traseiro dos veículos

Fiat detectou problemas no eixo traseiro dos veículos
Divulgação

Os proprietários dos modelos da Punto e Linea, da Fiat, fabricados entre 2009 e 2012, devem ficar atentos. A marca está convocando um recall de 113.512 unidades, somando os dois modelos, por problemas no eixo traseiro desses carros.

A Fiat divulgou que existe a possibilidade de existência de uma trinca na borda da travessa do eixo traseiro dos veículos envolvidos. A falha pode provocar problemas simples, como ruído excessivo, pelo contato do pneu com a proteção plástica interna da carroceria, até o desalinhamento do volante, prejudicando a condução do veículo, principalmente em rodovias. Em casos extremos, segundo a fabricante, a falha potencializa o risco de acidentes.

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A Fiat pede que a partir do próximo dia 31 de janeiro, os proprietários do hatch Punto e sedã Linea, envolvidos no recall, agendem seu comparecimento a uma das concessionárias Fiat para que seja providenciada, gratuitamente, a inspeção e, se necessária, a substituição completa do eixo traseiro de seus veículos. Não há prazo para encerramento deste recall, os carros podem ser reparados sem limite de prazo para comparecimento às concessionárias. O tempo estimado para o reparo é e cerca de quatro horas e meia, podendo variar.

Como o número do chassis dos veículos listados para recall não é sequencial, é necessário checar o registro do carro para conformar se o veículo faz parte do recall. Esta e outras informações podem ser obtidas através da central de serviços ao cliente Fiat, pelo telefone 0800 707 1000 ou por consulta no website www.fiat.com.br

Armando recebe prefeitos e promete destravar obras


Magno Martins

Um grupo de prefeitos e vices de municípios do Sertão pernambucano solicitou, hoje, a ajuda do senador Armando Monteiro (PTB) para retomar obras hídricas que estão paralisadas na região. Os gestores pediram apoio para, junto aos ministérios, em Brasília, destravar o andamento das benfeitorias, de modo a levar mais água para a população sertaneja o mais breve possível. Armando propôs fazer um levantamento das obras que estão atrasadas e buscar soluções junto ao governo federal. O encontro foi articulado pelo deputado estadual Augusto César (PTB).

Segundo o senador Armando Monteiro, o encontro serviu para definir diretrizes que vão orientar a articulação com o governo federal e também para informar adequadamente as emendas e captação de recursos para os municípios. “Fizemos uma ação cooperativa, que vai se traduzir em conquistas para os municípios”, afirmou o líder petebista.

Participaram da audiência os prefeitos de Tabira, Sebastião Dias (PTB); de Santa Maria da Boa Vista, Humberto Mendes (PTB); Águas Belas, Luiz Aroldo (PT); e Paranatama, Valmir do Leite (PSB); além dos vice-prefeitos de Salgueiro, Doutor Chico (DEM); de São José do Belmonte, Antônio de Alberto (PHS); e de Serra Talhada, Márcio Oliveira (PSD).

Para o prefeito Sebastião Dias, a preocupação do senador com a falta de água na região é a mesma dos gestores. “Além da carência de água, o senador também está preocupado com as obras inacabadas. São obras de asfaltamento, construção das barragens nos municípios, assistência dos carros-pipa para abastecer as comunidades rurais”, afirmou o petebista. “Saímos daqui com uma grande esperança de que o senador, perante o governo federal, vai resolver essas questões ", completou.

O deputado Augusto César fez uma avaliação positiva da reunião dos prefeitos com o senador Armando Monteiro. “Vamos, juntamente com o senador, aos ministérios para destravar e alavancar os projetos que estão paralisados na região”, disse o parlamentar

O fogo amigo de Paulo Câmara

Rebeldia – Dois dos três deputados da bancada estadual do PSD – Álvaro Porto e Romário Dias – incomodam mais o governo Paulo Câmara que o próprio líder da Oposição, Sílvio Costa Filho (PRB), que tem tido uma postura “light”. Porto e Dias são independentes e não seguem a cartilha do líder Rodrigo Novaes.

Chove em 104 municípios do Ceará


Nas últimas 24 horas, o Estado do Ceará registrou chuvas em 104 municípios. Segundo dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a maior precipitação registrada foi de 94.0 mm no município de Senador Sá.  A cidade de Pires Ferreira registrou 83.0 mm e Morrinhos 73.0 mm.

Governo do Estado do Ceará

Em Fortaleza, das 7:00 de ontem (19) às 7:00 de hoje (20), A Funceme registrou chuva apenas no posto da Messejana, com 7.8 mm, e Pici, com 5.6 mm.

Ao longo do dia, chuva em todas as regiões do Ceará.

Previsão para o dia 21/01/2017

No decorrer do dia, nebulosidade variável com possibilidade de chuvas na faixa litorânea, serra da ibiapaba e sul do estado. Nas demais regiões, nebulosidade variável.

Previsão para o dia 22/01/2017

No decorrer do dia, nebulosidade variável com chuva em todas as regiões cearenses.

10 maiores chuvas por Municípios no dia (150 postos com chuva de 162 informados)

Senador Sá (Posto: Salao) : 94.0 mm

Pires Ferreira (Posto: Pires Ferreira) : 83.0 mm

Morrinhos (Posto: Morrinhos) : 73.0 mm

Crateús (Posto: Santa Terezinha) : 73.0 mm

Martinópole (Posto: Martinopole) : 63.0 mm

Mombaça (Posto: Fazenda Iemem) : 58.0 mm

Itarema (Posto: Itarema) : 58.0 mm

Ipueiras (Posto: Matriz) : 57.0 mm

Camocim (Posto: Camocim) : 55.0 mm

São Gonçalo Do Amarante (Posto: Sede) : 53.2 mm

Investigacoes contra Paulo Câmara e Geraldo Julio por supostas irregularidades na Arena estava com Teori no STF

Ministro do STF era o relator do inquérito que investigava as denúncias sobre a Arena Pernambuco

JC Online

Paulo Câmara e Geraldo Julio negam o superfaturamento na construção da Arena de Pernambuco
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

O ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, morto nesta quinta-feira (19) em acidente aéreo junto com outras quatro pessoas, em Paraty, no Rio de Janeiro, além de ser o relator da Lava Jato, ele também estava à frente da investigação de uma suposta participação do governador Paulo Câmara e do prefeito Geraldo Julio, ambos do PSB, em ilicitudes no superfaturamento da Arena de Pernambuco. As informações vieram à tona pela revista IstoÉ, em novembro do ano passado.

À época, os nomes dos socialistas vieram à tona após a revista IstoÉ ter acesso a documentos despachados pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Segundo a publicação, o deputado federal Tadeu Alencar (PSB) e o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) também são citados.

À reportagem, Paulo Câmara, Geraldo Julio e Tadeu Alencar negam o superfaturamento na construção da Arena. 

FAIRPLAY

O caso é proveniente da Operação Fairplay, deflagrada no ano passado pela Polícia Federal em Pernambuco, mas foi tratado no Supremo como mais um desdobramento da Lava Jato. Os investigadores constataram indícios do envolvimento de autoridades com foro privilegiado. Por isso, remeteram em agosto o material ao STF.

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Segundo informações da publicação, Paulo Câmara tem foro privilegiado, mas o caso está sendo analisado no STF por conta da presença de um senador e um deputado federal. O procurador-geral da República pediu a manutenção de uma única investigação sobre os quatro políticos no Supremo e o desmembramento à primeira instância para apurar envolvimento de empresários. 

O caso, então, estava sob a relatoria do ministro Teori Zavascki, no STF, e a cargo da Justiça Federal de Pernambuco, que estava apurando o envolvmento de empresários no esquema. No supremo, tudo segue em sigilo

Relembre outros nomes da história política recente do Brasil que morreram em quedas de aeronave

Ulysses Guimarães

Foto: internet

FolhaPE

A queda do avião em que estava o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, na tarde desta quinta-feira (19), relembrou outros acidentes aéreos de pessoas públicas que tinham alguma ligação com o mundo da política na história recente do Brasil. Zavascki era relator da Operação Lava Jato no STF e peça fundamental no julgamento.

A morte de Marcos Freire também chocou o mundo político, em 1987. O então ministro da Reforma Agrária, que era um dos personagens mais influentes da política pernambucana, também foi vítima de um acidente aéreo, aos 56 anos. O jatinho em que viajava pelo governo de José Sarney caiu no sul do Pará.

Em 1968, Freire foi eleito prefeito de Olinda, mas renunciou após o Ato Institucional nº 5, do governo militar, que cassou seus direitos políticos. Em maio de 1970, se tornou deputado federal e defendeu a convocação da Assembléia Nacional Constituinte, a anistia para os cassados e banidos pelo regime militar, a eleição direta em todos os níveis, a reforma agrária e o fim da censura. Na década de 80, chegou a disputar eleição para o governo de Pernambuco, mas não foi eleito.

No início da década de 1990, um acidente aéreo mudou a história política do País. O voo que levava o deputado Ulysses Guimarães (PMDB) de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, para São Paulo, caiu no mar em 12 de outubro de 1992. Também estavam no helicóptero que caiu no mar a esposa de Ulysses, Mora Guimarães, o ex-senador Severo Gomes e a esposa e o piloto. O corpo de Ulysses Guimarães nunca foi encontrado.

Em 13 de agosto de 2014, em plena campanha presidencial, outro acidente aéreo tirou a vida do ex-governador de Pernambuco e então candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB). O Cessna em que estava o socialista caiu em um bairro residencial de Santos, em São Pa7lo. O candidato tinha agenda de campanha no local. 

Além de Eduardo Campos, estavam na aeronave outras seis pessoas, entre assessores e tripulação. Com a sua morte, a vice Marina Silva (Rede) foi escolhida para encabeçar a chapa do PSB.