terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Prefeita de Capoeiras Neide Reino emite nota sobre acidente com ônibus de Capoeiras

A prefeitura de Capoeiras na pessoa da Prefeita Neide Reino, junto aos seus secretários municipais vem a público agradecer a todos os que direta ou indiretamente auxiliaram no resgate das vítimas do grave acidente ocorrido na tarde de ontem.

Agradecimento especial aos municípios que prontamente disponibilizaram suas ambulâncias, a V GERES, aos profissionais de saúde, que saíram de seus consultórios ou retornaram de viagens para ajudar no socorro às vítimas, aos órgãos do Governo do Estado, Polícias, Corpo de Bombeiros e em especial ao Hospital Regional Dom Moura que não mediram esforços em ajudar.

Estamos dando toda a assistência necessária às vítimas e aos seus familiares e aguardamos as investigações das causas do acidente, para posteriormente tomarmos as providências cabíveis


Lamentamos muito o ocorrido que vitimou 21 pessoas, sendo internas 16 no Hospital Regional Dom Moura, e transferidas 03 para o Hospital da Restauração, em Recife e 01 para o Hospital Regional do Agreste, em Caruaru. Infelizmente 01 das vítimas veio a óbito no local. Permanecem internadas 10 pessoas, das quais: 07 no HRDM, 02 no HR e 01 no HRA, todos estáveis sem risco de morrer. Os demais, 10 pessoas, já tiveram alta hospitalar.
Prestamos nossas condolências aos familiares do Sr. José Nildo Avelino Barros, vítima fatal, e nos solidarizamos, dando total apoio no que precisar de nós, seja como instituição ou como pessoas.

Por fim, informamos que o transporte estava sendo feito pelo ônibus escolar devido o veículo que transporta os pacientes da hemodiálise encontrar-se em manutenção, porém amanhã o mesmo estará retornando às viagens normalmente.

Sem mais, colocamo-nos a disposição.

Lucineide Almeida da Silva

Prefeita de Capoeiras/PE.

À espera de chuva, Agreste sofre com "pior seca do século"

Governo promete investimentos, mas perspectivas são nada animadoras para a região. Segundo a APAC, a situação deve piorar

Alexandre Cunha - Leia Já

Chão rachado onde antes fluía água. Registro feito na Barragem do Bitury, em Belo JardimAlexandre Cunha/LeiaJáImagens

"Tinha peixe, muitos pescadores vinham pra cá. Olhe lá os barcos encostados. Aqui era cheio de plantio: coentro, alface, feijão, milho. Agora? Agora vamos esperar por Deus". Sob o sol impiedoso do Agreste pernambucano, o agricultor José Rodrigues Tavares, 70 anos, observava da sua casa a Barragem do Bitury, em Belo Jardim. Seca, completamente seca. No relato de quem, há mais de 30 anos, é vizinho do local, há um misto de melancolia e esperança por dias melhores.

A pior seca do século, como tem sido considerada por muitos, atingiu de maneira devastadora os municípios agrestinos. Desde 2012, todos os anos chove menos que o esperado na região. Dezenas de barragens entraram em colapso, como Bitury e Pedro Moura Júnior, em Belo Jardim, e a principal do Agreste, Jucazinho, no município de Surubim. "Muita gente tá começando a sair daqui. Indo pra Petrolina, pra um bocado de canto. A crise tá séria e é pra todo mundo", lamenta José Rodrigues ao comentar sobre os moradores locais. 

Sem água nas torneiras, a população fica à mercê de carros-pipa e poços artesianos. Nivaldo Francisco Lins, nascido em Belo Jardim há 56 anos, trabalha como distribuidor de galões de água na cidade. "É de cortar o coração. Situação dramática. É a pior (seca) de todos os tempos e isso já era para (o Governo) ter cuidado há muito tempo". 

Embed:

A ausência de recursos básicos impacta diretamente a criação de animais e muitos perecem. Nas proximidades de São Caetano, carcaças e ossadas de cavalos eram o reflexo do cenário preocupante na região. O racionamento de água é cada vez mais rigoroso. Nesta segunda-feira (30), a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) confirmou um novo calendário de abastecimento para quatro cidades do Agreste: João Alfredo, Bom Jardim, Orobó e Surubim. Estas duas últimas passarão a ter um rodízio de dois dias com água e 24 sem. A medida é para preservar o pouco de água restante na Barragem de Pedra Fina.

Bilhões investidos, obras arrastadas 

Lançada em 2004, a homérica obra de transposição do rio São Francisco segue em câmera lenta. Em agosto do ano passado, o governo federal lançou o Plano Novo Chico e prevê, até 2028, investimentos de mais de R$ 10 bilhões. O projeto afeta a vida dos moradores do Sertão e Agreste de Pernambuco. Nesta segunda (30), o presidente Michel Temer veio ao estado para inaugurar a terceira estação de bombeamento do Eixo Leste da obra, na cidade de Floresta.

Antes da transposição, o governo de Pernambuco promete acelerar os serviços da Adutora do Agreste, iniciada em 2013, cujo orçamento total é de R$ 1,4 bilhão. De acordo com a Compesa, dos 420 quilômetros da adutora, quase 300 estão prontos (cerca de 70%). Interligada à do Agreste, a Adutora do Moxotó também ganhará celeridade nas obras, segundo o governo do Estado. São R$ 100 milhões em investimentos e uma previsão de entrega para março de 2018. 

José Rodrigues relembra com nostalgia como a barragem era

Alexandre Cunha/LeiaJáImagens

×

5 / 21

Há ainda R$ 60 milhões destinados ao Sistema do Pirangi, que deve levar água do município de Catende, na Mata Sul, para a Barragem do Prata, em Bonito, beneficiando dez cidades do Agreste. Entre outras obras em andamento estão a da Adutora do Siriji (R$ 33 milhões investidos), a recuperação da Barragem de Jucazinho (R$ 53 milhões), a transposição do Rio Serinhaém (R$ 2,1 milhões) e a ampliação no abastecimento de água de Limoeiro (R$ 1,6 milhão).

Não há previsão de melhora

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC) oficializará a previsão para os municípios do agreste no mês de março. De antemão, o Gerente de Meteorologia e Mudanças Climáticas do órgão, Patrice Oliveira, explicou que as perspectivas não são as melhores. 

"Nós teríamos que ter um ano muito chuvoso para melhorar a situação. Coisa que em 2017 não vai acontecer. Não temos parâmetro algum que diga que será um ano chuvoso". De acordo com Oliveira, tanto a agricultura como os recursos hídricos continuarão a sofrer o impacto da longa estiagem na região. 

Genro de ministro do TCU é levado para depor na Operação Vórtex


Empresário Rodrigo Leicht Carneiro Leão é casado com a filha do ministro José Múcio

Mateus Coutinho e Fausto Macedo

PF na Operação Vórtex. Foto: Divulgação

Deflagrada nesta manhã para investigar mais uma empresa que estaria envolvida na compra do avião que se acidentou com o então candidato a presidente Eduardo Campos (PSB), morto em 2014,  a Operação Vórtex levou para depor coercitivamente o empresário Rodrigo Leicht Carneiro Leão, genro do ministro do Tribunal de Contas da União José Múcio. A informação foi confirmada ao Estado por fontes ligadas à investigação.

Desdobramento da Operação Turbulência, que revelou um esquema de lavagem de dinheiro que teria abastecido o caixa 2 das campanhas de Campos em 2010 e 2014, a Operação Vórtex apura os crimes de corrupção, direcionamento de licitação e lavagem de dinheiro envolvendo uma nova empresa que teria movimentado dinheiro com as companhias utilizadas na compra da aeronave.

Rodrigo Carneiro é um dos sócios da empresa Lidermac Construções, que possui contratos com o governo de Pernambuco e com vários municípios no Estado, e casado com a filha do ministro do TCU. Além dele, a operação cumpre outros três mandados de condução coercitiva contra os outros três sócios da Lidermac.

A investigação ocorre em primeira instância e não há nenhuma acusação contra José Múcio, que possui prerrogativa de foro e só pode ser investigado, eventualmente, por instâncias superiores.

Ao todo, 30 policiais federais foram as ruas nesta terça para cumprir 10 ordens judiciais em Pernambuco, sendo 6 mandados de busca e apreensão (4 no bairro de Boa Viagem, 1 no Pina e 1 em Jaboatão dos Guararapes) e 4 mandados de condução coercitiva (todos no bairro de Boa Viagem).

A investigação da Vórtex partiu da análise das contas das empresas envolvidas na compra da aeronave e identificou que uma das companhias investigadas na Operação Turbulência teria sido utilizada apenas como conta de passagem, pois recebeu valores de outra empresa dois dias antes de realizar a compra do avião. Esta outra empresa, que repassou os valores, ainda não havia sido investigada.

Deflagrada em junho de 2016, a Operação Turbulência identificou uma rede de empresas de fachada, inclusive as envolvidas na compra do avião, que teriam sido usada para lavar cerca de R$ 600 milhões. A investigação começou a partir da dificuldade em identificar o dono da aeronave após o acidente e agora avança sobre uma nova empresa que, segundo a PF, possui contratos milionários com o governo de Pernambuco e teria movimentado dinheiro no esquema.

“Ao investigar mais a fundo a empresa remetente dos recursos, verificou-se que ela possui contratos milionários com o governo do Estado e que suas doações a campanhas políticas aumentaram de forma exponencial ao longo dos últimos anos, notadamente para o partido e candidatos apoiados pelo ex-governador do estado, Eduardo Campos”, diz a nota divulgada pela PF.

O nome da operação é uma referência ao jargão aeronáutico, vórtex (ou vórtice), que é o nome dado ao movimento de massas de ar em formato de redemoinho ou ciclone que geralmente precede a turbulência.

Turbulência. Deflagrada em 2016 a partir das investigações sobre o verdadeiro proprietário do avião Cesna Citation que se acidentou em Santos (SP) durante a campanha eleitoral de 2014, a Operação Turbulência revelou uma rede de empresas usadas para lavar dinheiro e abastecer o suposto caixa 2 das campanhas de Eduardo Campos (2010) e Marina Silva (2014), pelo PSB.

Com o avanço das investigações, ao menos três empresários envolvidos na compra da aeronave e apontados como líderes do esquema, João Lyra, Apolo Santana e Eduardo Bezerra Leite decidiram por colaborar com as autoridades e assinaram um acordo de delação premiada. Na denúncia oferecida pelo MPF contra 18 pessoas envolvidas no caso, o MPF apontou que os três empresários lideravam o grupo criminoso que lucrava com “a prática de agiotagem”, lavagem de dinheiro proveniente de superfaturamento de obras públicas e pagamento de propina para agentes públicos. Embora essa primeira denúncia tenha sido arquivada, a investigação prossegue em Pernambuco.

Estado apurou que além dos fatos envolvendo o avião, João Lyra negociou com os investigadores o detalhamento de todas as transações financeiras realizadas por seu grupo cujos valores são oriundos de superfaturamento de obras públicas e de esquemas envolvendo empreiteiras e o governo de Pernambuco.

Embora a operação Turbulência tenha origem na queda do avião, a PF compartilhou informações com a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e com o grupo de investigadores da Procuradoria-Geral da República. Para chegar aos verdadeiros proprietários do jatinho, a PF mapeou uma teia de empresas de fachada supostamente utilizadas para lavar e escoar dinheiro oriundo de obras públicas para campanhas políticas. Foram investigados repasses da Camargo Corrêa e da OAS que teriam origem em desvios praticados em obras da Petrobras em Pernambuco e na transposição do Rio de São Francisco.

PF deflagra operação contra doador de Eduardo Campos e do PSB


Estadão

Operação Vórtex, nova etapa da Turbulência, apura mais uma empresa que estaria envolvida na compra do avião que caiu com o então candidato a presidente Eduardo Campos, em 2014

Fabio Serapião, Fábio Fabrini, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

Eduardo Campos à frente do jato Cessna. Foto: René Moreira/Estadão

A Polícia Federal em Pernambuco deflagrou nesta manhã, por volta das 6h, a Operação Vórtex,  um desmembramento da Operação Turbulência, para investigar mais uma empresa que estaria envolvida na polêmica compra do avião Cessna Citation que caiu com o então candidato a presidência em 2014, Eduardo Campos (PSB), morto no acidente aéreo.

Nesta etapa são investigados os crimes de corrupção, direcionamento de licitação e lavagem de dinheiro envolvendo essa empresa. Deflagrada em junho de 2016, a Operação Turbulência identificou uma rede de empresas de fachada, inclusive as envolvidas na compra do avião, que teriam sido usada para lavar cerca de R$ 600 milhões. A investigação começou a partir da dificuldade em identificar o dono da aeronave após o acidente e agora avança sobre uma nova empresa que, segundo a PF, possui contratos milionários com o governo de Pernambuco e teria movimentado dinheiro no esquema.

Ao todo, 30 policiais federais cumprem 10 ordens judiciais em Pernambuco, sendo 6 mandados de busca e apreensão (4 no bairro de Boa Viagem, 1 no Pina e 1 em Jaboatão dos Guararapes) e 4 mandados de condução coercitiva (todos no bairro de Boa Viagem).

A investigação partiu da análise das contas das empresas envolvidas na compra da aeronave e identificou que uma das companhias investigadas na Operação Turbulência teria sido utilizada apenas como conta de passagem, pois recebeu valores de outra empresa dois dias antes de realizar a compra do avião. Esta outra empresa, que repassou os valores, ainda não havia sido investigada.

“Ao investigar mais a fundo a empresa remetente dos recursos, verificou-se que ela possui contratos milionários com o governo do Estado e que suas doações a campanhas políticas aumentaram de forma exponencial ao longo dos últimos anos, notadamente para o partido e candidatos apoiados pelo ex-governador do estado, Eduardo Campos”, diz a nota divulgada pela PF.

O nome da operação é uma referência ao jargão aeronáutico, vórtex (ou vórtice), que é o nome dado ao movimento de massas de ar em formato de redemoinho ou ciclone que geralmente precede a turbulência.

Turbulência. Deflagrada em 2016 a partir das investigações sobre o verdadeiro proprietário do avião Cesna Citation que se acidentou em Santos (SP) durante a campanha eleitoral de 2014, a Operação Turbulência revelou uma rede de empresas usadas para lavar dinheiro e abastecer o suposto caixa 2 das campanhas de Eduardo Campos (2010) e Marina Silva (2014), pelo PSB.

Com o avanço das investigações, três empresários envolvidos na compra da aeronave, João Lyra, Apolo Santana e Eduardo Bezerra Leite decidiram por colaborar com as autoridades e negociar um acordo de delação premiada.

Estado apurou que além dos fatos envolvendo o avião, João Lyra negociou com os investigadores o detalhamento de todas as transações financeiras realizadas por seu grupo cujos valores são oriundos de superfaturamento de obras públicas e de esquemas envolvendo empreiteiras e o governo de Pernambuco.

Embora a operação Turbulência tenha origem na queda do avião, a PF compartilhou informações com a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e com o grupo de investigadores da Procuradoria-Geral da República. Para chegar aos verdadeiros proprietários do jatinho, a PF mapeou uma teia de empresas de fachada supostamente utilizadas para lavar e escoar dinheiro oriundo de obras públicas para campanhas políticas. Foram investigados repasses da Camargo Corrêa e da OAS que teriam origem em desvios praticados em obras da Petrobras em Pernambuco e na transposição do Rio de São Francisco.

Na denúncia oferecida pelo MPF contra 18 pessoas envolvidas no caso, o MPF apontou que os três empresários lideravam o grupo criminoso que lucrava com “a prática de agiotagem”, lavagem de dinheiro proveniente de superfaturamento de obras públicas e pagamento de propina para agentes públicos. Embora essa primeira denúncia tenha sido arquivada, a investigação prossegue em Pernambuco.

Desdobramento da “Operação Turbulência” atinge em cheio esquema milionário comandado pelo PSB em PE

A Polícia Federal em Pernambuco deflagrou na manhã de hoje, por volta das 6h, a Operação Vórtex, que é um desmembramento da Operação Turbulência. No jargão aeronáutico, vórtex (ou vórtice) é o nome dado ao movimento de massas de ar em formato de redemoinho ou ciclone que geralmente precede a turbulência. O alvo é o esquema criminoso que tria desviado mais de R$ 100 milhões para as campanhas do ex-governador Eduardo Campos e do PSB.

É que, ao analisar as contas bancárias das pessoas físicas e jurídicas utilizadas para a compra do avião CESSNA CITATION prefixo PR-AFA, envolvido no acidente fatal do ex-governador e então candidato à Presidência Eduardo Campos, observou-se que os valores transferidos por uma das empresas investigadas na Operação Turbulência lhe haviam sido na verdade repassados, dois dias antes, por uma terceira empresa, que ainda não havia sido alvo da investigação original. A exatidão do montante e o curto lapso temporal envolvido nas duas transações sugerem, assim, que a conta investigada na Operação Turbulência tenha sido mera conta de passagem.

Ao investigar mais a fundo a empresa remetente dos recursos, verificou-se que ela possui contratos milionários com o governo do Estado e que suas doações a campanhas políticas aumentaram de forma exponencial ao longo dos últimos anos, notadamente para o partido e candidatos apoiados pelo ex-governador do estado, Eduardo Campos.

Nesta fase da investigação, 30 policiais federais estão dando cumprimento a 10 ordens judiciais, sendo 6 mandados de busca e apreensão (4 no bairro de Boa Viagem, 1 no Pina e 1 em Jaboatão dos Guararapes) e 4 mandados de condução coercitiva (todos no bairro de Boa Viagem).

Os eventuais crimes que estão sendo investigados são: corrupção artigo 333 do Código Penal, direcionamento de licitação artigo 90 lei 8666/93, lavagem dinheiro artigo 1º da lei 9613/9

Ricardo Antunes

PF cumpre quatro mandados de condução coercitiva em desdobramento da Operação Turbulência

Alvo da Operação Vortex é empresa que possui contratos milionários com o governo do Estado

Por: Portal Folha pe

Avião Cessna envolvido no acidente fatal do ex-governador e então candidato à Presidência Eduardo CamposFoto: Edson SIlva/Folhapress/Arquivo

Seis mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva foram cumpridos pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (31) dentro da Operação Vortex, que é um desmembramento da Operação Turbulência.

De acordo com a PF, ao analisar as contas bancárias das pessoas físicas e jurídicas utilizadas para a compra do avião Cessna envolvido no acidente fatal do ex-governador e então candidato à Presidência Eduardo Campos, observou-se que os valores transferidos por uma das empresas investigadas na Operação Turbulência lhe haviam sido na verdade repassados, dois dias antes, por uma terceira empresa, que ainda não havia sido alvo da investigação original.

Os investigadores apontam ainda que a exatidão do montante e o curto lapso temporal envolvido nas duas transações sugerem que a conta investigada na Operação Turbulência tenha sido mera conta de passagem e que a empresa remetente dos recursos possui contratos milionários com o governo do Estado. Também foi observado que suas doações a campanhas políticas aumentaram de forma exponencial ao longo dos últimos anos, notadamente para o partido e candidatos apoiados pelo ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Agências bancárias de São Vicente Férrer explodidas

Explosão nas agências do Banco do Brasil e posto do Bradesco de São Vicente Ferrer, por volta das 02:30 de hoje. Informações que entre 10 a 12 elementos fortemente armados que estavam em um veículo aparentando uma Hilux prata, praticaram o fato, onde efetuaram disparos no local e se evadiram sentido Natuba-PB, através de estradas vicinais. No momento do crime o efetivo local estava realizando rondas em localidades próximas e, ao serem informados seguiram para o local, porém os elementos haviam se evadido



Agências bancárias são alvos de explosões em São Vicente Ferrer

Voz do Planalto
Um dia depois que a Polícia Civil apresentou os detalhes da prisão de uma quadrilha acusada de explodir caixas eletrônicos e bancos em Pernambuco e da Paraíba, os ladrões voltaram a agir na madrugada desta terça- feira (31). No município de São Vicente Ferrer o alvo da investida foram a agência do Banco do Brasil e do posto do Bradesco.

De acordo com o comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar Romolo Lamenha, 10 a 12 homens fortemente armados, com roupas pretas, utilizaram uma caminhonete e três motos para realizar o assalto.

O grupo chegou ao Centro de São Vicente Ferrer por volta das 3h da madrugada. Eles foram até o posto de combustíveis do Loteamento Padre Nazareno, na entrada da cidade, e pegaram oito pessoas que esperavam transporte para o trabalho. Elas foram colocadas na caçamba da caminhonete e levadas para ser usadas como escudo humano em caso de tiroteio.

No Banco do Brasil eles explodiram o cofre e no posto de atendimento do Bradesco os caixas eletrônicos.  A quadrilha efetuou vários disparos com armas de grosso calibre no local, eles espalharam grampos nas estradas durante a fuga e se evadiram sentido Natuba, na Paraíba, através de estradas vicinais.

A área das agências encontra-se isolada pela Polícia Militar enquanto aguarda a perícia. As vítimas foram liberadas e não ficaram feridas.






Fim de semana violento no Estado: 53 homicídios e 41 assaltos a ônibus

As investidas aos ônibus ocorreram no Grande Recife e os homicídios aconteceram na RMR e no interior. Crimes foram registrados nas últimas 72 horas

Rádio Jornal

Foto: Acervo/ JC Imagem

A violência em Pernambuco está cada vez maior. Nas últimas 72 horas, foram registrados 41 assaltos a ônibus e 53 homicídios, incluindo um duplo e um triplo homicídio. 

Nas últimas 72 horas, 41 ônibus foram assaltados na Região Metropolitana do Recife. Em janeiro, já são 313 ônibus alvos de assaltos e em janeiro do ano passado, foram 175 investidas criminosas. Em dezembro de 2016, que foi o mês com mais assaltos, foram 217 ações criminosas.

Os assaltos ocorreram na capital pernambucana, em Olinda e Jaboatão dos Guararapes. Só em Olinda, foram sete ônibus alvos de assaltantes. 
 

Homicídios 

Nas últimas 24 horas, 20 homicídios foram registrados em Pernambuco, sendo 10 no interior e 10 na Região Metropolitana do Recife. Já no período das últimas 72 horas, 53 pessoas foram assassinadas do Estado, 29 no interior e 24 no Grande Recife. 

O destaque foi para um caso na Rua Mamede Coelho, no bairro de Dois Unidos, na Zona Norte do Recife, duas pessoas morreram e duas pessoas ficaram feridas. O crime aconteceu na noite desse domingo e os suspeitos, ainda desconhecidos, metralharam as quatro pessoas que estavam em um carro, modelo gol de cor cinza. 

Um casal morreu na hora. Daniel Frutuoso de Farias, 41 anos, e Carolaine Gomes da Silva, 45 anos não resistiram aos ferimentos. Já Igor Valentino Candido da Silva e Marcos Vitor Ferreira Pinheiro foram encaminhados para a UPA do Passarinho e estão no Hospital da Restauração. 

Segundo informações, as vítimas haviam saído de uma festa no bairro da Piscina e foram atingidas pelos criminosos. A motivação ainda é desconhecida. 

Triplo homicídio

Em Araçoiaba, a polícia registrou um triplo homicídio cometido nesse domingo, por volta das 19h. Seis homens com rostos cobertos com camisas, cercaram uma casa e lá tinham três casais. 

Os suspeitos libertaram as mulheres e mataram apenas os homens. As vítimas foram identificadas como Genilson Candido de Oliveira, 18 anos, Danilo José Silva de França, 20 anos, e Josafá Justino da Silva, 17 anos. 

Os criminosos foram mortos a tiros, golpes de facas e pauladas. As vítimas do triplo homicídio estariam envolvidas em roubos de motos. Próximo ao local do crime, foram encontradas várias peças de motos roubadas. Os corpos estão no Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro. 

L