terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Racionamento chega a Garanhuns, 1 dia por 8


Imagem: Reprodução internetAté o final do ano passado os reservatórios que abastecem Garanhuns, estavam com seus limites considerados satisfatórios. No entanto, nos últimos dois meses os níveis baixaram muito, devido a falta de chuvas e ao calor intenso, houve grande evaporação, além do alto consumo, provocando a redução dos níveis de maneira muito rápida.

Em conversa com o Jornal Crer em Pernambuco, o Gerente Regional da Compesa em Garanhuns, Igor Galindo, nos deu mais detalhes da atual situação, já alertando para o incício de racionamento preventivo a partir da próxima segunda, dia 06 de fevereiro.

O nível do reservatório do Cajueiro estava até o momento da entrevista, em 30 de janeiro, com 62% da sua capacidade (em torno de 9 milhões de metros cúbicos). A barragem de Mundaú estava com 80% e, a mais crítica, Inhumas, com apenas 7% da sua capacidade. Inclusive, a retirada de água desta última, foi totalmente suspensa. Ficando em funcionamento os reservatórios de Cajueiro e Mundaú, garantindo o abastecimento.

O racionamento terá um rodízio de um dia com água e oito sem abastecimento. Mesmo que não ocorra chuvas para retomar os níveis nos reservatórios de maneira a garantir o fim do racionamento, estas duas barragens garantem água até o mês de dezembro.

Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Climas - Apac, devem ocorrer chuvas em nossa região nos meses de março e abril.

Sai do sistema em Garanhuns o volume calculado para abastecimento, além deste município, as seguintes localidades: Angelim, São João, Palmeirina, Poço Cumprido e Olho D'água dos Góis, Estes locais também terão o sistema de rodízio adotado preventivamente.

Polêmica

Várias denúncias ocorreram nas redes sociais de que caminhões pipas estavam retirando dos reservatórios de Garanhuns, um enorme volume sem autorização. Questionado sobre isto, o Gerente Regional da Compesa, Igor Galindo, nos disse que providências foram adotadas para regularização destes caminhões pipas. "Alerto aos pipeiros particulares que a retirada de água dos reservatórios só podem ocorrer com autorização da Compesa, que detém a propriedade destas barragens". O gerente lembra ainda que o flagrante não autrizado pode resultar na apreensão do caminhão pipa.

Toda retirada de água nos reservatórios pelos caminhões pipas, somam apenas 1% de toda capacidade produzida de água tratada, não comprometendo o sistema de abastecimento em Garanhuns e nas demais localidades citadas.

Por Beto Duran

Acidente em Garanhuns: pneus estavam em mau estado de conservação

De acordo com a Policia Civil, o ônibus desceu a rodovia em alta velocidade no momento em que perdeu o controle

Rádio Jornal

Foto: Cortesia

A Polícia Civil investiga o acidente que aconteceu na tarde dessa segunda-feira (30) na BR 424, em Garanhuns, no Agreste do Estado, onde um ônibus escolar transportava pessoas de Capoeiras para fazer tratamento na “Suíça Pernambucana”. A fatalidade deixou um morto e outros feridos.

Segundo a Policia Civil, o ônibus desceu a rodovia em alta velocidade no momento em que perdeu o controle. Ainda de acordo com a PC e a Polícia Rodoviária Federal, os pneus apresentavam mau estado de conservação o que pode ter sido a principal causa do acidente.

Em nota, a prefeitura de Capoeiras afirmou que o veículo que normalmente leva pacientes para Garanhuns está em manutenção, por esse motivo o ônibus escolar foi utilizado para transportá-las.

Segundo a assessoria do Hospital da Restauração, no Derby, região central do Recife, o estado de saúde de três pessoas é estável e estão sendo acompanhadas por neurologistas. Mas ainda não há previsão de alta. 13 adultos e duas crianças estão no Hospital Dom Moura, em Garanhuns. Eles estão em observação e a maioria deve ser liberada na tarde desta terça-feira (31).

Lei do Farol passa a vigorar nas PEs da RMR nesta quarta

Sinalização em rodovias estaduais que cortam a Região Metropolitana do Recife já está concluída

JC Online

Fiscalização passa a vigorar em rodovias estaduais da RMR
JC Imagem

Depois do período de uma semana de blitz educativa, a partir desta quarta-feira (1º de fevereiro), entra em vigor nas rodovias estaduais da Região Metropolitana do Recife (RMR) a "Lei do Farol", nome popular para a Lei Federal nº 13.290/2016, que obriga os motoristas a trafegarem com o farol aceso durante o dia. A correta sinalização das estradas, que era o ponto condicional para começar a ser aplicada, já está concluída, de acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

Até então, no Estado, a lei estava sendo aplicada apenas nas rodovias federais - as BRs. Nas PEs, a lei, que chegou a vigorar durante um breve período de julho de 2016, estava suspensa  na Região Metropolitana em decorrência da grande quantidade de críticas sobre a falta de sinalização nas estradas: muitas delas, por estarem em trecho urbano, não eram reconhecidas como tal pela população. Reflexo desse desconhecimento, em apenas um dia de fiscalização, o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) chegou a aplicar 79 multas em apenas um dia

São exemplos clássicos a PE-15, que há trechos que se confundem com a Avenida Pan Nordestina, em Olinda; e a PE-005, conhecida popularmente como Avenida Doutor Belmino Correia, em Camaragibe. Em rodovias estaduais fora da RMR, no interior do estado, segundo fontes extra oficiais, a regra só estava valendo em locais sinalizados

Lei polêmica

A Lei do Farol começou a vigorar em 8 de julho de 2016. De lá pra cá, chegou a ser suspensa em todo território nacional em setembro. Em 20 de outubro, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região liberou a cobrança de multas nas rodovias. 

Importante ressaltar: quem for flagrado, agora em qualquer tipo de rodovia, trafegando sem o farol baixo aceso durante o dia, está cometendo infração média, passível de multa no valor de R$ 130,16 e quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Manifestantes fizeram o coro de ‘Fora Temer’ e enfrentaram forte esquema de segurança em Serra Talhada

Durante a sua visita a Serra Talhada, para inaugurar a unidade do Campus do IF Sertão, o presidente Michel Temer foi recebido com protesto por parte dos movimentos sociais e do PT local. Segundo os organizadores estiverem presentes caravanas vindas de mais de 20 cidades da região do Pajeú e Sertão Central. Entres os movimentos estavam presentes a Fetape, MST, CUT e o movimento estudantil. O ato ainda contou o reforço dos  vereadores serra-talhadenses Sinézio Rodrigues e Manoel Enfermeiro do PT.

Além de protestar contra a presença de Temer, os manifestantes trouxeram cartazes e faixas contra a reforma da previdência e da educação, muitos deles diziam que o presidente estava se apropriando de uma obra deixada pela sua antecessora, Dilma Roussef. Durante o movimento foram ditas palavras de ordem como: ‘Fora Temer’. ‘Temer, você não é bem vindo aqui’ e Fora golpistas! Alguns manifestantes ainda ensaiaram gritos de volta Lula.

CHOQUE E FORÇA NACIONAL 

O grupo que inicialmente era pequeno nas primeiras horas da manhã, logo foi crescendo com a chegada de várias caravanas.

À medida que aumentava o número de manifestantes, a preocupação da segurança presidencial também aumentava e começaram a colocar grandes de proteção para isolar os manifestantes, e em dando momento, recorreram à presença da tropa de choque para inibir os ânimos dos mais exaltados, apesar disso não houve confronto, apenas bate boca.

Já no final do evento a equipe presidencial, temendo um encontro da comitiva de Temer com os manifestantes, acionou a Força Nacional de Segurança, que chegou a se posicionar por duas vezes na porta da instituição de ensino.

Apesar da gritaria, a visita de Temer terminou de forma pacifica, no entanto, o presidente teve que ver e ouvir, tanto na chegada, como na saída, palavras e cartazes de reprovação ao seu governo. Farol de Notícias

Empresa investigada pela PF doou 1,5 milhão para campanha de Paulo Câmara

Outros 2,3 milhões foram distribuídos entre 21 candidatos de diversos partidos, com uma média de R$ 109 mil por candidato

Por: Do FolhaPE*

Governador Paulo CâmaraFoto: Flávio Japa e Raquel Melo/FolhaPE

*Com informações de Branca Alves, do Blog da Folha

Investigada como suspeita de financiar a compra do avião Cessna envolvido no acidente fatal de Eduardo Campos, a Lidermac Construções fez, apenas em 2014, doações de R$ 3,8 milhões para campanhas políticas. Deste montante, 1,5 milhão favoreceu o PSB e a campanha do governador Paulo Câmara, escolhido por Eduardo Campos para disputar o governo de Pernambuco. Os outros 2,3 milhões foram distribuídos entre 21 candidatos de diversos partidos, com uma média de R$ 109 mil por candidato.

A investigação que culminou na Operação Vórtex, deflagrada na manhã desta terça-feira (31), apontou que as doações a campanhas políticas aumentaram de forma exponencial ao longo dos últimos anos. Em 2006, foram doados R$ 30 mil. Em 2008, o valor caiu para R$ 3 mil. Em 2010, o montante chegou a R$ 270 mil. Em 2012, esse valor chegou a R$ 1,4 milhão. Em 2014, as doações alcançaram os 3,8 milhões.

Dinheiro da compra de avião saiu de empresa investigada


Magno Martins

Parte do dinheiro utilizado para a compra do avião do então candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB), que morreu em 2014, partiu da nova empresa investigada pela Polícia Federal na operação Vórtex, deflagrada hoje. O superintendente da PF informou que não revelaria o nome da companhia, nem dos sócios levados para depor na sede do órgão, mas o blog apurou que se trata da empresa Lidermac Construções, pertencente aos empresários Gerson, Gláucio e Rodrigo Carneiro Leão.

Segundo as investigações, esta companhia repassou R$ 159.910 para a Câmara & Vasconcelos, empresa identificada como sendo apenas de fachada na Operação Turbulência. Este exato valor foi repassado, dois dias depois, para a empresa dona do avião que vitimou o ex-governador de Pernambuco.

“O que chamou a nossa atenção foram os valores fracionados e transferências com apenas dois dias de diferença. O terceiro ponto é a conta da Câmara & Vasconcelos, que era usada para lavagem de dinheiro, como se quisesse mascarar quem estava fazendo aquela transferência”, apontou a delegada Andrea Pinho.

Ao investigar mais a fundo a empresa, a Polícia Federal resolveu levantar dados dos sócios e os seus contatos. Foi visto, então, que as doações a candidatos e partidos políticos em anos de campanha aumentaram exponencialmente. "Chama a atenção as doações que essa empresa fez para campanhas eleitorais, a evolução de 2006 a 2014. Se em 2006 eram da ordem de R$ 30 mil, de 2014 em torno de R$ 3,8 milhões para deputados e partidos", detalhou o superintendente.

Dos R$ 87,5 milhões em contratos com o governo do Estado, entre os anos de 2010 a 2016, R$ 75 milhões foram registrados durante o período que o ex-governador esteve no poder. "Estamos levantando a procedência desses contratos, tem contratos com outras instituições. Não quer dizer que esses contratos seja irregulares", destacou Diniz.

A relação dessa empresa com doações para políticos também está sendo apurada pela PF. "Outras questões demonstrarem estranheza. Essa empresa, ao longo dos anos, tem recebido por intermédio de contratos firmados com o governo estadual muitos recursos para várias obras e serviços. Isso também será objeto de levantamento. A suspeita é que a empresa tenha uma relação muito próxima com partidos políticos e dirigentes. Vamos ver ainda se houve uma forma de retribuição em doações de campanhas", afirmou.

As doações de campanha ocorreram entre os anos de 2006 a 2014. Em 2006 foram R$30 mil, 2008 (R$ 3mil), 2010 (R$ 270 mil), 2012 (R$1 milhão) e 2014 (R$3,856 milhões). Foram apreendidos documentos, comprovantes de depósito, HDs e mídias em geral. O material recolhido será analisado e as informações cruzadas com os dados da Operação Turbulência.

Dos quatro sócios que tiveram mandado de condução coercitiva emitidos, três já foram ouvidos. De acordo com a delegada, o quarto não estava no Recife, mas já se comprometeu em se apresentar às autoridades.

Vórtex

A Operação Vórtex é originada na Operação Turbulência, que investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e de ter financiado a campanha do ex-governador. A investigação mais recente analisa, principalmente, uma empresa identificada, mas não alvo dos policiais anteriormente.

Ao todo, foram emitidas dez ordens judiciais, sendo seis mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Todos os conduzidos coercitivamente são sócios desta empresa, segundo a PF.

As buscas foram feitas nos bairros de Boa Viagem e Pina, na capital pernambucana, e no município de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

Edilson diz que falência da Big Ben é ligada à Lava Jato

Leia Já

Nesta segunda-feira (30), o deputado estadual Edilson Silva (Psol), em entrevista ao Leiaja.com, contou que “amigos” da área farmacêutica afirmaram que a falência da Rede Big Ben estaria ligada ao Banco BGP, que teria “caído” após envolvimento na Operação Lava Jato.

“Eu já tinha ouvido falar nisso no Pará. Levantei essa especulação porque há muitas farmácias no Recife. Não é possível que o mercado seja tão grande para a quantidade de farmácias. É uma farmácia da mesma empresa, praticamente, em frente da outra. Eu não sei se essas empresas recebem algum tipo de incentivo, sei que gera emprego, mas é estranho ter tantas em uma cidade. É uma epidemia. No Uruguai, em Montevidéu, para conseguir encontrar uma eu tive que andar um pouco”, contou. 

Mais cedo, ele já tinha publicado na sua página do Facebook uma mensagem sobre o assunto sugerindo que outras farmácias da capital pernambucana poderia estar envolvidos em esquemas corruptos. “É difícil acreditar que as farmácias no Recife vivam apenas da venda de remédios. É muita farmácia. Tem muita gente hipocondríaca e muita medicina vinculada à indústria farmacêutica, mas mesmo assim é demais”, escreveu.

Para o deputado, os desdobramentos da Lava Jato são imprevisíveis e definiu a operação como “um buraco sem fim”. 

“É um processo muito profundo, onde há variáveis. Há questões de natureza política e vícios jurídicos. Existe um núcleo de investigação muito disposto, na Justiça Federal de Curitiba, que foram desdobrando as delações. A prisão de Eike Batista e a metodologia da delação faz com que seja um buraco sem fim. Eu, como parlamentar, quero que todos os casos sejam apurados e quem tiver que ir para a cadeia, que vá, e que o erário público seja ressarcido para fortalecer a democracia e não para o seu atrofiamento”, ressaltou.

Em dezembro de 2016, a reportagem do LeiaJá visitou unidades da drogaria em várias regiões do Recife. A situação encontrada foi praticamente a mesma: falta de remédios, algumas prateleiras de remédios vazias com previsão vaga ou ausente para reposição.

Na época, a suspeita levantada, divulgadas na revista Valor, era de que a situação da Big Ben estivesse relacionada ao processo de venda da marca.

Delações da Odebrecht devem forçar Temer a fazer reforma ministerial

Michel Temer em evento em Serra Talhada, Pernambuco. BETO BARATA/PR

Afonso Benites

El País 

A homologação das delações premiadas da empreiteira Odebrecht neste segunda-feira _mas sem a divulgação imediata de seu conteúdo_ iniciou um período de apreensão na gestão Michel Temer (PMDB). O Governo avalia que assim que começar a temporada de vazamentos dos acordos de colaboração com a Justiça, o presidente e seus auxiliares mais próximos avaliarão quais ministros citados no escândalo da Lava Jato terão condições de permanecer no cargo e quais terão de deixar as funções por causa da gravidade das acusações. Nos últimos meses, ao menos quatro deles já foram citados por delatores: Eliseu Padilha (Casa Civil), José Serra (Relações Exteriores), Gilberto Kassab (Cidades) e Moreira Franco (programa de privatizações). Todos negaram qualquer envolvimento em atos ilícitos.

A presidenta do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, homologou osacordos de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht, mas decidiu os manter sob sigilo nesta segunda. Inicialmente, havia a expectativa de que a presidenta suspendesse esse segredo judicial. Em tese, ela até poderia fazê-lo, mas geralmente essa suspensão só ocorre após um pedido formal do Ministério Público, o que não aconteceu ainda. Assessores do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, dizem que essa solicitação será feita "no momento oportuno". O próprio Janot já havia dito em dezembro que pediria ao Judiciário que as delações se tornassem públicas. A expectativa é que mais de uma centena de políticos de diversos partidos estejam entre os citados pela Odebrecht.

O levantamento do sigilo não segue um critério para todos os casos. Por exemplo, executivos da empreiteira Andrade Gutierrez assinaram um acordo em abril do ano passado e até agora, a maior parte deles, permanecesse secreta. Já em outros casos, como no do ex-senador Sergio Machado, o teor de sua delação foi suspenso quase um mês depois de assinada, isso porque ela vazou e acabou publicada pelo jornal Folha de S. Paulo em 23 de maio.O zelo da ministra em relação ao segredo judicial também leva em conta um posicionamento futuro do novo relator do caso, que deverá ser indicado até a próxima quinta-feira por meio de sorteio entre os atuais ministros do STF. Quem for o escolhido herdará todos os processos relacionados à operação Lava Jato que estavam sob a responsabilidade de Teori Zavascki, o ministro que morreu no último dia 19 em um acidente de avião. Só nesta Corte tramitam três ações penais e 40 inquéritos que envolvem mais de sessenta pessoas com foro privilegiado.

Contagem regressiva

Conforme fontes que circulam pela Procuradoria-Geral da República, a tendência é que nas próximas semanas, os sigilos sejam levantados, ainda que nem todos ao mesmo tempo. É esse um dos pontos que preocupam o Governo Temer. A cada notícia de envolvimento de membros da gestão peemedebista, uma nova crise é gerada. Por isso, a torcida no Planalto era para que a divulgação de todas as delações fossem feitas simultaneamente. Assim o impacto, inclusive sobre seus aliados do Congresso Nacional, seria diluído e o Governo não precisaria responder a uma denúncia por dia.

Oficialmente, quando questionado sobre a homologação das delações, Temer disse que a presidenta do STF seguiu um rito normal do processo. “Acho que a ministra, presidente Cármen Lúcia, até tinha pré-anunciado que muito possivelmente entre hoje e amanhã faria homologação. Acho que ela fez o que deveria fazer e nesse sentido fez corretamente”, afirmou a jornalistas em um evento no Pernambuco.

Enquanto aguarda os desdobramentos das delações,Temer e sua equipe analisam o nome do sucessor de Teori Zavascki. Cabe ao presidente fazer a nomeação e o indicado tem de ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. A intenção do Governo era de que o escolhido fosse apresentado logo após o STF decidir quem será o relator da Lava Jato. Mas pode ser que essa escolha demore um pouco mais por conta de uma indefinição da composição da CCJ do Senado. Até agora, não está claro como ela será formada.

Segundo fontes do Planalto, enquanto não houver essa decisão dos senadores, o presidente não apresentará nenhum nome ao Supremo. Ele quer que o tempo entre a indicação e a sabatina na comissão seja curto, para que o eventual futuro ministro não fique tanto tempo exposto aos “ataques da mídia”.