domingo, 19 de março de 2017

Ciro Gomes diz que prefere Bolsonaro a Doria; prefeito rebate

Ex-ministro chamou prefeito de São Paulo de "farsante"

Por Da redação



João Doria respondeu prontamente às acusações de Ciro, a quem chamou de "desequilibrado" (Reprodução/Facebook)

Ciro Gomes (PDT) bateu boca publicamente com o prefeito de São Paulo, João Doria(PSDB), neste sábado. O ex-ministro e pré-candidato à presidência da República em 2018 chamou Doria de “farsante” e disse que votaria em Jair Bolsonaro em uma hipotética disputa contra o empresário tucano.

“Prefiro mil vezes, discordando de tudo como eu discordo do Bolsonaro, um cara como ele do que um farsante como o Dória. Se apresentar como ‘não político’ tendo sido chefe da Embratur no governo Sarney e tendo enriquecido bastante fortemente com dinheiro público dos governos do PSDB. Você tem obrigação de informar os seus leitores com isso. Isso é grave”, afirmou o ex-ministro, em entrevista após convenção nacional do PDT.

Ciro disse sentir “vergonha” da gestão de Doria que, segundo ele, é baseada em “factoides e papo furado”.  Na entrevista, Ciro também disparou contra o presidente Michel Temer (PMDB), a quem chamou de “canalha”. “Esse governo está propondo tudo contra o povo. E eles querem isso aí. Por quê? Porque está no meio da Lava Jato. Esse é um governo de canalhas, isso afirmo categoricamente, chefiado por um canalha, um governo de canalha, de ladrões, de marginais que conheço há mil anos”, afirmou o ex-ministro.


Resposta – Horas depois, João Dória rebateu as declarações. “Ciro Gomes, além de desrespeitoso com a população de São Paulo, confirma sua instabilidade emocional e desequilíbrio político”, disse o prefeito de São Paulo via assessoria.

O nome do prefeito de São Paulo passou a ser cogitado para ser o candidato do PSDB à Presidência em 2018 após pesquisas revelarem boa avaliação da sua gestão. Além disso, há entre os tucanos uma avaliação de que, com o avanço da Operação Lava Jato sobre outros pré-candidatos tucanos ao Palácio do Planalto, como o senador Aécio Neves (MG), Dória seria o nome do partido com mais chances de ser eleito presidente da República.

(com Estadão Conteúdo)

Saúde do São Francisco e falta de obras adicionais são entraves à transposição



FABIO VICTOR
EDUARDO KNAPP
ENVIADOS ESPECIAIS AO NORDESTE

Eduardo Knapp/Folhapress

Fim de tarde no canal da transposição do eixo Leste do rio São Francisco, no município de Sertania, em Pernambuco

Enquanto o governo Temer alardeia a chegada da água da transposição às primeiras cidades do Nordeste, hidrólogos e estudiosos do semiárido nordestino apontam quatro entraves principais para que a transposição funcione: a debilidade atual do rio São Francisco para suprir a nova demanda; a ausência ou precariedade de obras complementares para fazer a água dos canais chegar às torneiras; a prioridade ao agronegócio, em detrimento do abastecimento humano; e o temor quanto ao furto de água dos canais, algo recorrente em projetos na região.

Um ponto crucial é saber se a vazão captada do São Francisco, por autorização da ANA (Agência Nacional de Águas), prejudicará a bacia do rio. Hoje, por causa da seca, ela é de 26,4 m³ por segundo, mas em época de cheia poderá chegar a 127 m³/s.

O governo argumenta que a retirada não afetará o manancial. O engenheiro agrônomo João Suassuna, 64, pesquisador da Fundaj (Fundação Joaquim Nabuco) especialista em semiárido, discorda. "O São Francisco tem problemas hidrológicos sérios e não tem volume para abastecer a transposição. É um rio de múltiplos usos, responsável por 95% da energia gerada no Nordeste, irriga uma área de 340 mil hectares."

Segundo Suassuna, a fronteira agrícola de Mapitoba (Maranhão, Piauí, Tocantis e Bahia) é outra ameaça ao rio. "Os produtores de soja estão exaurindo as águas de subsolo dessa região, do aquífero Urucuia, o que já está interferindo nas vazões de base do são Francisco, que alimentam o leito do rio."

Assim como Suassuna, o hidrólogo João Abner, 63, professor titular aposentado da UFRN, crê que a prioridade de uso da água será do agronegócio, diferentemente do que afirma o governo, para quem a primazia é para o abastecimento humano.

"Os canais foram dimensionados para uma vazão quatro vezes maior do que a outorgada. E a expectativa de desenvolvimento pregada largamente por todos os políticos vai pressionar sempre por aumento de vazão para atender o agronegócio. Os Estados da região estão com grandes projetos em andamento baseados na vazão máxima. Esse é o maior conflito do projeto", diz Abner.

Secretário de recursos hídricos de Pernambuco até janeiro passado, o engenheiro José Almir Cirilo, doutor em recursos hídricos e professor titular da UFPE, discorda dos colegas sobre o prejuízo ao rio. "Os 26 m³/s são vitais e representam apenas 1% da vazão média do São Francisco. Mesmo na crise atual que também afeta a bacia do rio, é uma retirada insignificante", defende.

Mas Cirilo aponta outro problema, a pendência de obras complementares para que a água chegue às torneiras. Ele cita o caso do do Ramal do Agreste, canal que captará água da transposição em Sertânia para abastecer 68 cidades pernambucanas a partir da chamado Adutora do Agreste. "Esse projeto está pronto há pelo menos dois anos, o governo federal licitou há um ano e até hoje não determinou o início da obra, que vai se estender por no mínimo quatro anos."

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, diz que o governo federal ampliou os repasses ao governo de Pernambuco para a obra e que a Adutora do Agreste deve começar a operar em sete meses.

Barbalho lembrou que as obras adicionais cabem aos governos estaduais e disse que, ao assumir, o atual governo agiu para agilizar os repasses. "É fato que as obras estruturantes deveriam estar prontas no momento da passagem da água. Por isso, em maio passado, quando assumimos, chamamos os governos dos Estados e as empresas envolvidas com a transposição e perguntamos qual a capacidade de execução para antecipar os cronogramas. Terminamos o ano colocando dinheiro na conta do governo de Pernambuco."

O ministro frisou, entretanto que "desde o primeiro momento o compromisso principal [do governo] é com o caminho das águas" e que, graças à situação crítica de abastecimento em Campina Grande (PB), que receberá água da transposição a partir de Monteiro (PB), havia pressa para concluir o trecho leste.

Segundo Helder Barbalho, Monteiro e Sertânia já estão abastecidas com água da transposição. No caso da cidade paraibana, a informação é contestada pelo Ministério Público Federal. "A água da transposição enche os reservatórios, mas a companhia de saneamento precisa distribuir essa água. Em Monteiro, esse sistema não existe em toda a zona urbana e inexiste na zona rural", disse a procuradora federal Janaína Andrade de Sousa.

"Na minha casa não chegou água. Ontem fiz uma escova num salão e tive que comprar água mineral. Sempre levo duas garrafas de água para frequentar um salão de beleza", contou a procuradora.

Dois outros moradores de Monteiro relataram nesta sexta (17) à reportagem que na véspera começou a chegar um pouco de água em suas casas. Um morador de Sertânia disse que nada mudou e que continua a tomar banho de cuia com água comprada de caminhão-pipa.



FISCALIZAÇÃO

Morador de Juazeiro (BA), às margens do São Francisco, o filósofo e teólogo Roberto Malvezzi, assessor da Comissão Pastoral da Terra e de movimentos sociais, diz que o atual estado do rio não é compatível com a transposição. "A reprodução de peixes é afetada, porque não há mais a inundação das lagoas marginais. Isso impacta diretamente a vida de milhares de pescadores que viviam dessa pesca. Sem falar na cunha salina que penetrou o rio e está inviabilizando os mananciais de água doce da foz. Não que a transposição seja a causa desses problemas, mas pode agravá-los. A causa é o desmatamento do Cerrado."

Órgão que se opôs à transposição enquanto o projeto foi debatido, o CBHSF (Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco) diz que "agora, quando quase R$ 10 bilhões já foram investidos, essa polêmica perdeu o foco político, muito embora historicamente vá se manter ainda por um longo período". O CBHSF atenta para a importância de se fiscalizar a vazão autorizada pela ANA (Agência Nacional de Águas) e cobra o engajamento dos Estados que passarão a receber água do rio.

FolhapressO caminho do São Francisco pelos canais da transposição

"A entrada em funcionamento do eixo Leste da transposição representa mais uma demanda expressiva de água em contexto de grave crise hídrica e ambiental na própria bacia e calha do São Francisco, onde as vazões a jusante dos principais reservatórios (Três Marias e Sobradinho) estão sendo reduzidas drasticamente para contornar os efeitos dramáticos da seca de cinco anos. Em tais circunstâncias, as condições da outorga deverão ser estritamente observadas", afirma o presidente do CBHSF, Anivaldo Miranda.

"Por outro lado, o fato das bacias receptoras do Nordeste Setentrional receberem as águas do São Francisco torna-as, a partir de agora, e a seus Estados também (Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba) responsáveis pela gestão das águas sanfranciscanas tanto para o bônus como para o ônus, ou seja, todos que usam águas do rio São Francisco devem se obrigar a um engajamento de fato e não apenas retórico, com o uso racional dessas águas, com as restrições impostas à administração da crise hídrica que afeta o próprio rio São Francisco e com o Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica que até agora, em termos práticos, ainda não saiu do papel."

O Ministério da Integração lançou em outubro um programa de revitalização da bacia, batizado de Novo Chico, no qual diz que vai investir R$ 7 bilhões, que prevê a recuperação de nascentes e matas ciliares, tratamento de esgoto ao longo da bacia e educação ambiental, entre outras medidas.



Com visita à Transposição, Lula testa sua força no Nordeste e lança pré-candidatura

Petista participa de agenda na cidade de Monteiro (PB), acompanhado de aliados e da ex-presidente Dilma Rousseff, para "reinaugurar" as obras da Transposição, iniciadas em 2007

Por: Sávio Gabriel - Diario de Pernambuco

Petista utilizará a reforma da previdência e a Transposição para se fortalecer politicamente no país, acreditam especialistas. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Sete anos após deixar a presidência da República, Lula desembarca no Nordeste para “reinaugurar” aquele que é considerado o principal legado de seu governo para a região: a Transposição do Rio São Francisco. O simbolismo do ato, que acontece uma semana após a inauguração oficial realizada pelo presidente Michel Temer (PMDB), vai muito além da disputa pela paternidade da obra - que, vale salientar, chega ao décimo ano de execução sem estar totalmente concluída - e ganha tons eleitorais. O ato deste domingo na cidade paraibana de Monteiro poderá ser o pontapé para a pré-candidatura do petista à presidência em 2018.

A agenda do líder máximo do PT contará com a presença de aliados, incluindo a ex-presidente Dilma Rousseff. Representantes pernambucanos da sigla, a exemplo do senador Humberto Costa, do presidente do partido no estado, Bruno Ribeiro, do ex-prefeito do Recife, João Paulo, entre outros, também estarão presentes. “Para nós é muito importante que ele circule o país, porque é parte do que temos denunciado: no tempo em que ele era governo, houve um ciclo de mudanças, porque pessoas e regiões mais pobres foram incluídas no orçamento”, afirmou Bruno. 

Mas o fato é que Lula não goza do mesmo prestígio de outrora, apesar de liderar as pesquisas de intenção de voto. O desgaste da imagem do partido e do próprio político, devido aos desdobramentos da operação Lava-Jato e do impeachment de Dilma, podem atrapalhar os planos de voltar ao poder. “Ele está colocando o bloco na rua para ver a temperatura nas ruas e saber se verdadeiramente houve perda de densidade eleitoral. A intenção é saber a resposta social”, analisou o cientista político da Universidade Católica de Pernambuco, Thales Castro. De acordo com ele, é comum os atores políticos fazerem essas movimentações com uma certa antecedência das eleições. “Inclusive, a pré-candidatura dele pode ser reconsiderada, já que não sabemos quais os impactos que a Lava-Jato vai causar nos próximos meses”, ponderou.

 “Lula está pavimentando uma candidatura que tende a ser competitiva, mas não necessariamente vitoriosa”, observou Isaac Luna, cientista político do Centro Universitário da Faculdade dos Guararapes. Na avaliação dele, o recall político que o petista ainda possui no Nordeste tende a favorecê-lo entre os eleitores da região, e apenas um impedimento jurídico poderia mudar os planos do petista. “Como os impactos da Lava-Jato estão atingindo todos os partidos, ninguém vai poder utilizar essa questão (Lava-Jato) contra ele”, disse, acrescentando que o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que já se coloca como candidato em 2018, e uma possível candidatura do prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), que vem sendo ventilada, são outros fatores que podem ameaçar as intenções do ex-presidente de retornar ao Palácio do Planalto.

Presidente nacional do PCdoB, a deputada federal Luciana Santos considera justa a visita de Lula para reinaugurar parte da obra. “Afinal, ele está defendendo um legado dele. É verdade que essa obra foi idealizada desde os tempos do império e quem pagou foi o povo, mas se Lula não tivesse a vontade política, ela não existiria”, afirmou. Apesar de estar presente no ato, ela deixou claro que o partido terá candidatura própria em 2018. “Queremos deixar mais claro para o público que, apesar termos sido parte do governo, temos opinião própria sobre alguns pontos.”

Caravanas
A Central Única dos Trabalhadores em Pernambuco (CUT-PE) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST-PE) estão organizando caravanas até a cidade de Monteiro, que sairão de municípios vizinhos e também do Recife. “A vinda dele é muito importante para estabelecer a verdade e inaugurar uma obra que foi sonhada por muitos anos pelos nordestinos”, pontuou Carlos Veras, presidente da CUT-PE. “Nossa ida será no sentido de valorizar o período histórico (da inauguração), ao mesmo tempo que nos colocamos contra o golpe e queremos efetivamente a volta de Lula”, acrescentou Jaime Amorim, coordenador do MST-PE.

Discurso
Durante o périplo que pretende fazer pelo país, o ex-presidente Lula já sinalizou que pretende fazer uma ofensiva às medidas adotadas pelo presidente Michel Temer, especificamente à reforma da Previdência.  “Estou disposto a voltar a ter 35 anos, estou disposto a andar por esse país, alertando o povo brasileiro sobre o que está em jogo”, disse o petista na útima segunda-feira, durante o Congresso Nacional dos Trabalhadores Rurais.

O discurso, aliado à alta rejeição que a proposta tem encontrado na sociedade, pode fortalecer ainda mais a pavimentação de uma candidatura e, na avaliação de especialistas, é politicamente pensado. “Da mesma forma acontecerá no Nordeste, onde ele vai utilizar a questão da diminuição dos programas sociais, como o Bolsa Família, Fies e Prouni. Tudo o que foi positivo durante os governos dele estará no discurso”, disse Isaac Luna, acrescentando que tal estratégia poderá, inclusive, reaproximar setores da classe média que se afastaram do petista nos últimos anos. “O medo de não se aposentar lá na frente pode fazer com que Lula seja visto como a salvação”.

“Isso é uma forma de capitalização política por meio das centrais sindicais. Mostrar os desmandos da atual gestão, enfraquecê-la e amputar qualquer sucessor  (à presidência) que possa emergir do atual governo é uma iniciativa prevista nas estratégias de longo e médio prazo”, disse Thales Castro. Para ele, a discussão em torno da paternidade da transposição certamente permanecerá até 2018

Por que Lula e Dilma vão à inauguração popular da transposição do São Francisco?



Ex-mandatários estarão neste domingo em Monteiro, na Paraíba, onde receberão maior honraria do parlamento do Estado

Juntos, Lula e Dilma foram responsáveis pela construção de mais de 86% da obra (Foto: Ricardo Stuckert) 

Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff estarão neste domingo (19) em Monteiro, na Paraíba, para participar da “Inauguração Popular da Transposição do São Francisco: A celebração das águas”. Na mesma ocasião, receberão da Assembleia Legislativa da Paraíba a “Medalha Epitácio Pessoa”, a mais importante honraria do parlamento estadual. Os deputados estaduais decidiram por conceder a medalha ao ex-presidente em uma votação que foi de 26 a zero em favor da entrega do prêmio, e cinco abstenções.

Mas por que, se a transposição está sendo concluída agora, durante o governo de Michel Temer, são Lula e Dilma os que são lembrados e homenageados ao fim da empreitada?

É porque foi Lula o único presidente da República que tirou do papel a gigantesca obra, pensada para reduzir os problemas gerados pela seca no sertão nordestino, que era planejada desde os tempos do Império. E porque foi Dilma quem deu continuidade ao projeto ao suceder Lula na presidência. De fato, no exato dia em que o Senado Federal votava relatório do processo que visava afastar a presidenta legitimamente eleita, dia 6 de maio do ano passado, Dilma visitava as obras da transposição em Cabrobó (PE), e certamente teria concluído a empreitada não tivesse sido apeada do poder por políticos que fingiam estar combatendo a corrupção.

Afinal, com investimento previsto de R$ 9,6 bilhões do Orçamento da União, o projeto de integração do São Francisco teve, até abril de 2016, R$ 7,95 bilhões executados. Isso significa que nada menos do que 86,3% da obra estavam concluídos até abril do ano passado, quando havia 10,3 mil trabalhadores nos canteiros das obras. 

Um projeto desta importância, envergadura e complexidade, só poderia ter sido encampado por uma administração que de fato valoriza a economia, a cultura e povo do Nordeste brasileiro. Outros presidentes chegaram a esboçar planos para tirar a obra do papel, mas nunca passaram disso.

O último a tentar foi Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), do PSDB. O estudo do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, do governo federal) “Histórico da construção do projeto da Transposição do rio São Francisco” relata: “A partir de 1995, no decorrer dos dois mandatos presidenciais de Fernando Henrique Cardoso, novas versões do projeto foram apresentadas, entre elas uma da equipe da Secretaria Especial de Políticas Regionais, uma do Ministério da Integração Nacional (MI) e outra da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (CODEVASF). Por motivos diferentes, nenhum desses projetos foi levado adiante.”

Mas, com Lula, o projeto foi adiante. E, com Dilma, não tivesse sido a presidenta eleita retirada do cargo antes do período previsto na legislação eleitoral, a obra teria sido concluída. Agora, as águas do "Velho Chico" estão começando a irrigar o sertão.

A obra de transposição do São Francisco é um feito único e histórico no Brasil. Os aquedutos que somam 477 quilômetros de extensão vão garantir abastecimento a 12 milhões de habitantes que vivem em 390 municípios dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. 

O povo desses estados sabe quem são os responsáveis por este feito sem precedentes. Eles estarão lá neste domingo, para celebrar com a população os frutos de seus imensos esforços

Homicídio na BR - 423 em Lajedo


Um homem foi assassinado na madrugada deste domingo (19), em Lajedo, no Agreste pernambucano. Marcos Freire de Oliveira, de 42 anos, saia de uma festa no Povoado Olho D’água dos Pombos, junto com a companheira, quando na rodovia BR-423, o casal foi abordado por dois elementos armados que obrigaram Marcos a parar a moto que conduzia, e foram logo atirando sem da tempo dele reagir. Marcos foi atingido no peito, não resistiu e veio a óbito no local, a companheira dele foi atingida na perna, ela foi socorrida para o Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, segundo informações não corre risco de morrer. De acordo com informações de populares, a vítima fatal era uma pessoa de muitos amigos e ninguém sabe o que pode ter motivado o seu assassinato, até o momento a polícia não tem pistas dos autores do crime. O corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife, a delegacia de Lajedo investiga o caso.

Fonte: AgresteViolento

Consumidores com receio de comprar carne no Recife



A falta de informação sobre quais marcas estão comprometidas causa dúvidas na hora da compra


JC Online


Nas gôndolas dos supermercados do Recife produtos investigados pela PF continuam expostos
Foto: Marcela Balbino/JC

“Alô, qual a carne posso levar? Qual a marca que disseram que estava estragada?”. O diálogo por telefone era entre uma consumidora e o esposo em um supermercado no Recife. As dúvidas com a falta de informaçãos transpareciam na hora da escolha e ela acabou levando peixe ao invés da carne vermelha.


O sentimento é reflexo imediato da operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal anteontem, que atingiu os maiores frigoríficos do País e levantou suspeitas sobre o pagamento de propina a fiscais do Ministério da Agricultura para liberar produtos estragados e com certificados sanitários adulterados.

A reportagem do JC percorreu três supermercados de redes diferentes e os produtos das marcas envolvidas na investigação – JBS, dona da marcas Friboi, Seara e Big Frango, e a BRF, à frente da Sadia e da Perdigão – continuavam expostos nas gôndolas.

Segundo os gerentes das lojas, que conversaram com a reportagem sob a condição de não terem os nomes divulgados, não foi repassada nenhuma orientação sobre a retirada dos produtos. Eles acreditam que a fiscalização dos órgãos de controle deve aumentar a partir da segunda-feira.

No setor de embutidos a desconfiança é ainda maior e alguns clientes faziam várias perguntas para os funcionários antes da compra. A aposentada Severina Alves, 64 anos, preferiu não arriscar e levou peixe ao invés da charque.

“Eu fiquei com medo, vou pensar antes e depois vou comprar. Vou ver quais estão liberadas. Por ora, comprei peixes e ovos. Fiquei com medo ao ver a cor da carne, a qualidade”, disse ela, acrescentando que uma das favoritas na hora da feira era a charque da Friboi.

A professora Hilda Santos, 59 anos, percorria o setor de frios de um supermercado na Zona Norte e olhava os preços e as marcas dos itens. Ela passou pelas carnes, pegou e preferiu levar o frango.

“Não sou a maior fã de carne e agora é que vou ficar um tempo sem comprar mesmo. São muitas marcas envolvidas e, às vezes, você compra e não vê claro o nome da empresa”, afirmou. “É um absurdo, indiretamente eles são assassinos por fazerem isso. Eles brincam com a saúde dos outros”, criticou.

A solução encontrada pela administradora Fátima Cabral, 60 anos, foi procurar uma marca que não estava citada na investigação da Polícia Federal. “Vi a lista e tentei comprar uma que não tivesse sido citada, porque não quero deixar de comer carne”, comentou. 

CADÊ INFORMAÇÃO?

A falta de explicações sobre as marcas investigadas e os malefícios que podem trazer à saúde do consumidor também se estende para os órgãos de controle. Nos sites dos órgãos nacionais de fiscalização, como o da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não há qualquer referência sobre os casos.

A operação Carne Fraca investiga 30 empresas, incluindo fornecedoras de grandes frigoríficos. Suspeita-se que elas estavam envolvidas em organização criminosa formada por fiscais agropecuários federais e as próprias empresas que, entre outros atos ilícitos, colocam à venda nas gôndolas dos supermercados carnes podres maquiadas com ácido ascórbico, um produto potencialmente cancerígeno.

No âmbito nacional, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) orientou seus associados a dar prioridade à “qualidade e à segurança na comercialização dos alimentos vendidos em todas as lojas do Brasil”.

Caravanas saem de todo o Nordeste e hotéis lotam por conta de visita de Lula e Dilma



O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), disse estar impressionado com o engajamento e a mobilização da população

Por: Portal FolhaPE 

Lula e DilmaFoto: José Cruz / Agência Brasil


No dia que antecede a visita do ex-presidente Lula (PT) a Monteiro, na Paraíba, onde irá percorrer trecho da Transposição do Rio São Francisco, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), disse estar impressionado com o engajamento e a mobilização da população de todo Nordeste para o ato deste domingo (19). O petista afirma que há caravanas saindo de todo o Nordeste e até de outras regiões. Há ainda a notícia de que, tanto no município que vai sediar o evento, como em cidades vizinhas, já há dificuldade de encontrar hospedagem na região.

O senador foi um dos que encabeçaram a proposta de trazer o ex-presidente ao Nordeste para reforçar a paternidade da obra. O líder da oposição também organizou a sua própria caravana. Segue para o evento numa van junto com senadores Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), e José Pimentel (PT-CE), a deputada federal Luciana Santos (PCdoB), deputado estadual do Ceará, Elmano Freitas (PT), além dos ex-ministros Carlos Gabas e Miriam Belchior. 

O ex-presidente Lula deve ir a Monteiro acompanhado da também ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Governadores de vários estados do Nordeste também participarão do ato. A expectativa é de que os ex-presidentes desembarquem em Campina Grande às 11h. De lá, seguem até um trecho da obra, em Monteiro. Após a visita, eles irão em carreata até o centro da cidade, ondem devem discursar

sábado, 18 de março de 2017

Deputado Marinaldo destina 1 milhão para Itaquitinga

O deputado federal Marinaldo Rosendo (PSB) destinou 1 milhão de reais para a cidade de Itaquitinga na Mata Norte do Estado. Os recursos serao aplicados na reestruturação da rede de serviços da atenção  básica de saúde e ainda foram alocados recursos para Pavimentação e construção de avenidas. "tenho feito do nosso mandato uma tribuna em defesa da Mata Norte e do fortalecimento das ações integradas que ajudam o nosso Estado a se desenvolver. Tenho certeza de que o Prefeito Dr Geovani está conduzindo Itaquitinga no rumo certo e nos estamos aqui na Câmara Federal para ajudar a cidade em tudo aquilo que for necessário. " frisou Rosendo.