segunda-feira, 3 de abril de 2017

Temer tem reprovação de 91% dos eleitores pernambucanos, diz pesquisa da Uninassau

Foto: Lula Marques/ Agência PT


jamildo

A segunda parte da pesquisa de opinião do Instituto Uninassau questionou os eleitores pernambucanos sobre a crise econômica e o efeito sobre as eleições de 2018, no plano nacional e local.

Nada menos que 91% desaprova a gestão de Temer, em linha com as pesquisas nacionais divulgadas pelo CNI-Ibope, mas em um patamar ainda mais elevado.

A rejeição elevado ao cacique do PMDB ajuda a explicar as razões para os socialistas tentarem sempre manter distância do presidente.

A íntegra do levantamento será publicada na edição do Jornal do Commercio, nesta segunda-feira.

Quem mais odeia Temer?

As mulheres desaprovam o presidente Temer mais (92%) do que os homens (90%).

Pelo corte de renda, quanto mais rico mais desaprova. Para quem ganha acima de 5 salários mínimos a rejeição chega a 96% dos entrevistados.

Por grau de instrução, a desaprovação ocorre dos menos letrados para os mais letrados, simbolizando que a reforma da Previdência preocupa a classe média. É de 94% a reprovação entre as pessoas com nível superior. Entre as pessoas com apenas a terceira série fundamental a desaprovação cai para 88%, ainda elevada.

Pelo critério da idade, a desaprovação é maior no grupo de pessoas entre 35 a 44 anos.

Por região, os dados da pesquisa mostram que o sertão do São Francisco lidera a rejeição, com 96% dos entrevistados desaprovando o vice de Dilma que virou presidente. Antes desta região, aparece o Agreste, com um índice de 93%.

No Recife, a desaprovação atinge 88% dos entrevistados.

A situação econômica

A situação econômica pode ser citada como explicação para a elevada rejeição de Temer, neste momento.

o governo Federal ou o próprio presidente Temer são apontados, pelos entrevistados, como responsáveis pela crise econômica no Brasil.

Os entrevistadores da Uninassau perguntaram de quem era a culpa da crise no Brasil. A maior parte dos entrevistados (43,9%) afirmou que era Temer. Em segundo lugar, apareceu a resposta dos políticos, de um modo geral (para 23,8%).

Para outros 11,3% dos entrevistados, a culpa da crise no Brasil era dos governos ou governantes.

“(Depois do impeachment) a crise migrou para o colo de Temer”, diz o professor Adriano Oliveira, coordenador geral da pesquisa da Uninassau.

Amostra em todo o Estado

Para pesquisar as demandas de Pernambuco e o humor dos eleitores, o Instituto Nassau ouviu 2.014 pessoas (o padrão destes levantamentos de opinião é 1,5 mil pessoas), em todo o Estado de Pernambuco.

A amostra foi coletada no Recife, Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste, Sertão e sertão do São Francisco.

A pesquisa foi realizada nos dias 23 e 24 de março

Prefeito de Juazeiro-BA inaugura escola com o nome de menina assassinada em Petrolina-PE

Uma escola municipal de educação infantil foi inaugurada no último fim de semana pelo prefeito de Juazeiro-BA, Paulo Bomfim. A unidade escola, localizada no bairro São Geraldo, foi batizada com o nome da menina Beatriz Angélica Mota, assassinada no final de 2015 a facadas em um tradicional colégio de Petrolina. A solenidade contou com a participação dos pais de Beatriz, Sandro Romilton e Lúcia Mota, bem como os irmãos da garota.


O prédio, onde antes funcionava a Escola Aprígio Duarte, recebeu uma reforma, ampliação e climatização para atender cerca de 200 estudantes da educação infantil. A adequação serve para o desenvolvimento integral da criança nos seus primeiros anos de vida, com salas pedagógicas, cozinha, refeitório, banheiros, pátio coberto, parque infantil, entre outros espaços.

Ação da PF e receita apreende mercadorias e prende suspeita

AÇÃO CONJUNTA DA POLÍCIA FEDERAL E RECEITA FEDERAL APREENDE MERCADORIAS IMPORTADAS E PRENDE UMA SUSPEITA

A Polícia Federal em Pernambuco em ação conjunta com a Receita Federal, prendeu em flagrante na tarde do dia 29/03/2017 por volta das 15h, uma brasileira, divorciada, vendedora de 39 anos, natural de Olinda/PE e residente na Imbiribeira-Recife/PE-(possui antecedentes criminais: já foi processada em 2013 pela prática do crime de Descaminho).

A prisão da suspeita aconteceu dentro da “Operação Contumaz” deflagrada pela Polícia Federal e Receita Federal através de um Mandado de Busca e Apreensão expedido pela 36ª Vara da Justiça Federal quando a investigada desembarcou em São Paulo-Guarulhos e pegou um outro voo com destino ao Recife/PE por supostamente estar trazendo produtos importados os quais teriam sidos encomendados por seus clientes sem o devido recolhimento do imposto.

A ação teve seu desfecho final quando os policiais federais e auditores a abordaram quando ela estava chegando em sua residência e após uma busca em sua mala encontrou-se diversos perfumes, óculos, relógios, camisas e bolsas femininas de grifes. Ao ser encontrada as mercadorias importadas a equipe também encontrou em seu apartamento num dos cômodos o qual era utilizado como loja para exposição, cerca de 70 unidades de mercadorias ilícitas (óculos, perfumes, bolsas, relógios) todos também desacompanhados de documentação fiscal de importação. As mercadorias foram retidas pela Receita Federal para fins de instauração de um processo administrativo fiscal, as quais totalizaram aproximadamente R$ 65 mil reais.

Terminado os trabalhos investigativos a suspeita recebeu voz de prisão em flagrante foi informada dos seus direitos e garantias constitucionais e levada para a sede da Polícia Federal no Cais do Apolo, onde acabou sendo autuada pela prática do crime contido no artigo 334 § 1º incisos III e IV do código penal (descaminho: não recolhimento do pagamento de imposto devido de mercadoria trazida de outros país –  caso seja condenada poderá pegar penas que variam de 1 a 4 anos de reclusão.  Após a autuação foi arbitrada uma fiança no valor de R$ 10 mil reais, onde após pagamento a suspeita foi liberada onde vai responder pelo crime em liberdade.

Em seu depoimento a vendedora informou que viajou para Miami/EUA na companhia de amigos no dia 22/03/2017 com o objetivo de assistir aos Jogos do MIAMI TENIS OPEN e o festival de música eletrônica do DAVID GUETA e fez compras no valor 3 mil dólares no cartão de crédito porque administra comercialmente um perfil no Instagram há mais de 2 anos para a venda de tais mercadorias faturando em média R$ 10 mil reais.


Agreste Violento

domingo, 2 de abril de 2017

Bahia e Sport avançam e semifinais da Copa do Nordeste terão clássicos estaduais



Equipes enfrentam Vitória e Santa Cruz, respectivamente, na próxima fase

Estadão Conteúdo

As semifinais da Copa do Nordeste terão dois dos principais clássicos do futebol brasileiro. Bahia e Sport superaram Sergipe e Campinense, respectivamente, nas quartas de final. Agora, velhos rivais ficarão frente a frente: Bahia x Vitória e Sport x Santa Cruz.


As semifinais começam a ser disputadas somente no final de semana dos dias 22 e 23 deste mês. Os jogos de volta acontecem na quarta-feira seguinte, no dia 26. Vitória e Sport fazem o jogo de ida em casa, no Barradão e Ilha do Retiro, respectivamente. As voltas serão na Arena Fonte Nova e no Arruda.

Foto: Williams Aguiar|Sport

Diego Souza marcou golaço para o Sport

O Bahia passou pelas quartas de final sem grandes sustos. Após ganhar por 4 a 2, em Aracaju, o clube baiano bateu o Sergipe por 3 a 0, na Arena Fonte Nova, em Salvador. O volante Edson, duas vezes, e o atacante Edigar Júnio marcaram os gols da vitória do time baiano.

O Sport sofreu mais. Após perder por 3 a 1 em Campina Grande (PB), o time pernambucano venceu pelo mesmo placar o Campinense, no estádio da Ilha do Retiro, no Recife. O atacante Rogério e o meia Diego Souza, duas vezes, marcaram os gols da vitória. Fernando Pires anotou o de honra. Nos pênaltis, os donos da casa levaram por 4 a 2.

Confira a rodada de volta das quartas de final da Copa do Nordeste:

Sábado

Vitória-BA 1 x 0 River-PI (ida - 3 x 2)

Santa Cruz-PE 1 x 0 Itabaiana-SE (ida - 1 x 0)

Domingo

Sport-PE 3 (4) x (2) 1 Campinense-PB (ida - 1 x 3)

Bahia-BA 3 x 0 sergipe-se (ida - 4 x 2)

Nordeste em emergência: histórias de uma seca sem fim



Em 5 anos, quase 80% das cidades da região decretam emergência ou calamidade por seca. G1 conta o que os habitantes de cada um dos nove estados do Nordeste fazem para sobreviver.

Por G1



Nordeste enfrenta seca de cinco anos; moradores enfrentam perda de safra e mortes de animais (Foto: Alan Tiago Alves/G1)

Gado morrendo. Barragens sem uma gota de água. Rio virando mar. É tanta secura que até os cactos estão sentindo. Para quem passa despercebido pelo interior do Nordeste, o horizonte seco e monocromático pode parecer o mesmo de sempre, mas um segundo olhar revela os açudes vazios, a terra rachada e as carcaças dos animais.


É a seca. Mas não uma seca qualquer. Desde 2012, a região passa por poucas chuvas, perdas de safras e baixa vazão de água nos rios, e está caminhando para o sexto ano seguido de estiagem severa em 2017.


Neste período, quase 80% das cidades do Nordeste decretaram estado de emergência ou de calamidade por seca ou por estiagem pelo menos uma vez, segundo levantamento feito pelo G1 com base em dados do Ministério da Integração Nacional. Em quatro dos nove estados da região, o percentual de cidades com decretos é superior a 90% nestes cinco anos.


No Piauí, com alarmantes 98,2%, apenas quatro cidades não entraram em emergência. Já no Ceará, as precipitações estão tão baixas que a Fundação Cearense de Metereologia e Recursos Hídricos (Funceme) crava: é a pior seca da história do estado. "É uma seca agrícola, uma seca hidrológica. A água que entra nos reservatórios não é suficiente para repor as necessidades das pessoas", afirma Eduardo Martins, presidente da fundação.


O Monitor de Secas, um programa que acompanha as condições de seca no Nordeste com o apoio de instituições como a própria Funceme, mostra que, em fevereiro de 2017, as chuvas conseguiram abrandar a gravidade da situação em relação a meses anteriores, principalmente em estados mais ao norte, como o Maranhão. Mas o mapa segue majoritariamente vermelho intenso, indicando a existência de seca extrema e excepcional em grande parte do Nordeste.




Comparação de mapa de seca do Nordeste entre janeiro e fevereiro (Foto: Divulgação/Monitor de Secas)

Um fraco La Niña no final do ano passado trouxe a expectativa de chuva em 2017, mas, segundo o professor Humberto A. Barbosa, coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a temperatura da superfície do Pacífico equatorial encontra-se em elevação desde janeiro, o que pode indicar novos períodos de seca pela frente.


“Essa característica oceânica indica possibilidade de ocorrência de El Niño, fenômeno diretamente ligado às secas no Nordeste brasileiro. Embora as projeções não sejam consensuais, as tendências indicam que, no período de abril a junho, o El Niño possivelmente influenciará no clima do Nordeste brasileiro, ocasionando mais secas”, afirma.


E, segundo Eduardo Martins, se as condições metereológicas desfavoráveis continuarem, as preocupações dos especialistas já se deslocarão para a fase chuvosa de 2018.


"É um problema contínuo. Tem que ter uma visão de médio e longo prazo. Não tem que pensar só no atendimento naquele momento. A gente pode ser surpreendido", afirma. "Precisamos pensar em um programa de eficiência ligado à água, para ter transferências entre reservatórios, para diminuir os percentuais de perda. Também é preciso trabalhar mais com culturas de ciclo curto, que não são tão vulneráveis ao clima. Além disso, há uma ausência de esforço de comunicação com a população para diminuir o desperdício. Na região litorânea, com grandes cidades, as pessoas não percebem a gravidade da situação."


Mas o que os números e os estudiosos não mostram, apenas indicam, é o sofrimento do povo do semiárido nordestino, que enfrenta com força, resiliência e, muitas vezes, com desespero, as consequências da seca.


G1 mostra, em uma série de reportagens, uma pequena amostra da realidade vivida por esse povo - e as muitas saídas que encontra para conseguir sobreviver. Confira as histórias, contadas em cada um dos nove estados do Nordeste brasileiro.


Alagoas



Mar tem avançado sobre as águas do Rio São Francisco, forçando os ribeirinhos a navegar rio acima para conseguir estocar garrafões de água potável (Foto: Jonathan Lins/G1)

Morar à beira do Rio São Francisco poderia ser considerado um privilégio por pescadores, mas um fenômeno conhecido como salinização tem provocado uma mudança na rotina de ribeirinhos de Piaçabuçu, em Alagoas. A seca fez a hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia, reduzir a vazão ao menor nível da história. Com menos água no leito do rio, o reflexo é sentido na foz do São Francisco, onde o mar avança cada vez mais, tornando salgada a água doce. Por conta disso, os ribeirinhos navegam até seis horas para levar água potável para casa.



Bahia



Seu Antônio alimenta com mandacaru os animais em Feira de Santana, no interior da Bahia (Foto: Alan Tiago Alves/G1)

De um lado, o solo árido não permite que as plantações vinguem; de outro, animais debilitados por fome e sede se reduzem a carcaças. É nesse cenário que seu Antônio, de 70 anos, cuida do único cajueiro que sobreviveu à estiagem e dos mandacarus, que servem de alimento para seus animais. Não muito longe dali, Bernadete, de 46 anos, também é um dos mais de 4,1 milhões afetados pela seca no estado. Para conseguir manter os cinco filhos vivos, usou a água suja e esverdeada de um tanque durante meses. "Tem gosto de pé de animal", diz.


Ainda no interior da Bahia, a estiagem transformou o polo mundial de sisal em um "cemitério verde" e acabou com o sustento de muita gente. É o caso de Zé Maria, que há décadas vive da sua roça. É com nostalgia, porém, que, agora, percorre o solo ressecado pela falta de chuva. "Quando entra a seca, acaba tudo."





Ceará



Sem produção por causa da seca, Francisco de Assis levou meses para juntar R$ 100 para fazer um suposto seguro. (Foto: André Teixeira/G1)

Além de perder as plantações e sofrer com a falta de água, a população do Ceará ainda enfrenta outro problema: golpes que desviam serviços, benefícios e verbas que iriam para os flagelados pela pior seca do estado em 100 anos. Depois de penar com a família para conseguir poupar, Francisco de Assis de Freitas, de 55 anos, entregou R$ 100 para um homem que dizia ser do governo e que faria um seguro de safra. Depois de entregue o dinheiro, porém, o homem sumiu. Já Maria Fernandes da Silva entregou R$ 30 para um suposto agente do Bolsa Família que prometia aumentar o benefício. "Ele enganou mais de 15 pessoas com esse cadastro", lamenta.



Maranhão



Nível dos rios aumentou após chuvas amenizar a seca no Maranhão (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Depois de ter seca considerada extrema em mais da metade do seu território, o Maranhão encontrou alívio com as chuvas dos primeiros meses de 2017. Por ter parte do seu bioma na região amazônica e precipitações mais generosas, o Maranhão foi o estado com menos cidades com decreto de calamidade ou emergência por causa da seca que atinge o Nordeste nos últimos cinco anos.



Paraíba



Vila da Ribeira, distrito de Cabaceiras, está em processo de desertificação (Foto: Reprodução/Lapis/INSA)

Além da seca, que já vem afligindo os paraibanos há cinco anos, outro problema ameaça o solo e a vegetação do estado. Só que, desta vez, o processo é irreversível. A Paraíba é o estado brasileiro mais afetado, proporcionalmente, pela desertificação - processo de degradação ambiental que torna as terras inférteis e improdutivas. Isso faz com que a população ocupe novos territórios em busca de sobrevivência. Pesquisadores apontaram que, desde 2010, a seca tem contribuído para a expansão das áreas susceptíveis à desertificação.



Pernambuco



Seca castiga os canaviais da região da Zona da Mata de Pernambuco (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

O pernambucano Roberval Germano, de 39 anos, só tem um desejo: a chegada da chuva. Vivendo da cana durante toda sua vida, ele reza para que a seca que castiga os canaviais da região da Zona da Mata não seja capaz de cessar a sua única fonte de renda. A situação é a mesma no Agreste do estado, onde o agricultor Luiz Carlos Silva, que sempre sustentou a família com plantações de milho e feijão, não sabe mais o que fazer. "Não tem água. Não tenho onde plantar", diz, lamentando o solo seco e rachado que predomina na barragem de Jucazinho há meses.


O casal Manoel e Maria Gercília apenas não compartilha as angústias de Roberval e Luiz Carlos por causa da instalação de um sistema, o bioágua, que reaproveita a água usada no chuveiro e na pia da cozinha para irrigar suas plantas. Em meio à secura, eles produzem acerola, goiaba, banana, pinha e romã.





Piauí



Sertanejos lucram com poços particulares no semiárido do Piauí (Foto: Catarina Costa/G1 PI)

Com reservatórios secos, a população de Pio IX sofre as consequências da estiagem. Na zona rural, o abastecimento das cisternas é feito por caminhões-pipa, que demoram dois meses para retornar a uma localidade. Por isso, os moradores pagam R$ 1 por um balde de água e até R$ 130 por uma carrada (cerca de 8 mil litros) para conseguir sobreviver. Enquantos uns sofrem, porém, outros sertanejos lucram com poços particulares. As vendas estão tão favoráveis que o empresário Aldemar Arrais pretende abrir um clube com piscinas. "Nem vejo lucro, mas uma opção de lazer para a população de Pio IX, que sofre tanto com a falta de água", diz.



Rio Grande do Norte



Francisca Ferreira depende de uma moradora do bairro que tem poço e revende água (Foto: Thyago Macedo / G1)

Pela primeira vez na história, Natal passa por um racionamento de água. O rodízio atinge cerca de 70% dos 350 mil habitantes da Zona Norte da cidade, a região mais populosa da capital. “Nunca vivemos uma coisa dessas, a gente não tem água”, diz dona Francisca Ferreira, de 65 anos. Moradora de uma casa simples, ela depende de uma vizinha que tem um poço e revende água. O racionamento a obriga a escolher o dia que lavará roupa, o dia que tomará banho e o dia que terá água potável para beber.



Sergipe



Ribeirinhos apelam para a fé para tentar melhorar a situação da seca (Foto: Haleph Ferreira)

No Baixo São Francisco, a seca mexe com a rotina dos ribeirinhos, que pouco a pouco acompanham o desaparecimento de importantes reservas hídricas. Se a natureza dá sinais de cansaço, a fé entra como último recurso para amenizar o sofrimento. O jovem Haleph Ferreira resolveu fazer uma oração às margens da Lagoa Salomé, pedindo a intercessão de Nossa Senhora Aparecida para mudar o cenário da seca. Com a água baixando, os peixes estão morrendo.



Nova rebelião na Funase de Vitória termina com 3 socioeducandos mortos



No último dia 24, a mesma unidade Case de Vitória registrou a morte de outro socioeducando carbonizado após uma rebelião e a fuga em massa de 33 internos


JC Online



Três socioeducandos foram mortos neste domingo (2)
Foto: Divulgação

Uma nova rebelião, dentro do período de uma semana, foi registrada no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), da Funase, em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata. De acordo com informações da Polícia Militar, neste domingo (2), três socioeducandos morreram asfixiados após o início da confusão provocada entre grupos rivais.


Ainda conforme a PM, a rebelião teria sido iniciada durante a tarde. Um dos grupos teria quebrado os cadeados que fecham os portões que dividem os blocos e invadido a área onde estava o grupo contrário. Três jovens, que, de acordo com a polícia, fariam parte do grupo que foi atacado, morreram asfixiados após a queima de colchões e demais objetos no local.

No último dia 24, a mesma unidade Case de Vitória registrou a morte de outro socioeducando carbonizado após uma rebelião e a fuga em massa de 33 internos. Em Pernambuco, as unidades da Funase já contabilizam números assustadores de episódios violentos envolvendo os infratores apreendidos. Em menos de 15 dias, esse é o terceiro caso com morte em Cases e o quarto com fuga nas unidades que deveriam ressocializar os menores de idade que cometem algum tipo de infração criminal.

Revista

Logo após o motim deste domingo, a Polícia Militar realizou uma revista nos corredores do Case e encontrou diversas armas brancas. A situação no local já foi controlada e os corpos dos internos recolhidos pelo Instituto de Medicina Legal (IML).

Chuva alivia o calor em Angelim

CHUVA SINAL DE ALÍVIO EM ANGELIM-PE





Nos últimos meses Angelim vem sofrendo calor e altíssima temperatura. No entanto, neste domingo 02/04 a população sentiu-se um pouco aliviada e esperançosa com a chuva que caiu por volta das 10h. A previsão é de mais chuvas nos próximos dias. O céu continua encoberto, nublado por nuvens escuras e pesadas. 


Mesmo assim o prenúncio é da estiagem continuar e nas primeiras precipitações o angelinense costuma dizer que vem aí o período da seca verde, isto é, o pasto aparece, a vegetação fica verde, porém sem nenhum tipo de lavoura.



A prefeitura municipal no longuíssimo período de seca, tem abastecido a população rural com o caminhão-pipa enchendo as cisternas.

A esperança maior dos agrestinos de Angelim era que chovesse no dia 19 de março dia de São José, padroeiro do município o que não aconteceu. Segundo a crença popular neste dia chovendo, o ano será de muita fartura.

Aqui, qualquer chuva que cai por mais tímida que seja, o agricultor vai logo para o campo (roçado) preparar a terra para o plantio. Agora é caminho da roça plantar sua semente, esperar por mais chuva e no mês de junho ter o lucro da lavoura. Esperamos que isso realmente aconteça, para alegria de todos

Canadá se transforma em destino dos pernambucanos

Cursos são até 30% mais barato em relação à Europa e EUA, além do novo programa de isenção em vistos para brasileiros

Por: Vitor Nascimento

Manuela Cavalcanti (foto) investiu no Canadá para aprender francês. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação.
Estudar em outro país é um sonho para qualquer pessoa que deseja, não só conhecer culturas diferentes, como se especializar em alguma área ou até residir por lá. Com a política de imigração imposta pelo Donald Trump, os Estados Unidos está, aos poucos, deixando de ser o país dos sonhos para alguns estudantes. Quem ganhou com isso foi o Canadá, que hoje é o destino mais procurado pelos pernambucanos por ser mais em conta para um intercâmbio. Segundo a Wide Intercâmbio, localizada no Recife, o país desbancou a concorrência da Irlanda, Austrália, Inglaterra e EUA.

O CEO da 'Canadá Sem Fronteiras', Emerson Fernandes, destaca que o custo dos cursos no país é 30% mais barato que em outros lugares da Europa ou até dos EUA. "As instituições são mais receptivas, o processo de aplicação não é burocrático e, dependendo do programa escolhido, o aluno ainda tem a oportunidade de estágio remunerado e até mesmo um visto de trabalho após formado", explica.

Além das facilidades econômicas, o governo canadense anunciou que, a partir de 1º maio deste ano, muitos brasileiros poderão entrar no país sem precisar de visto. Mas essa liberação só vai valer para pessoas que tenham sido residentes temporários do Canadá nos últimos dez anos ou que possuam um visto válido de não imigrante dos Estados Unidos. Para quem está dentro dessas opções, é preciso ainda solicitar uma Autorização Eletrônica de Viagem (eTA). O requerimento em questão deve ser preenchido e custa C$ 7 (dólares canadenses), e está eletronicamente ligada ao passaporte do viajante, além de ser válida por cinco anos ou até que o passaporte expire. Aqueles que não se enquadram nesses critérios ainda precisa solicitar um visto de visitante para viajar ao Canadá.

Para a gerente de marketing da BLI Canadá, escola de línguas em Montreal, Kalli Moraes, o aperfeiçoamento da língua e o investimento em intercâmbio são de ganhos pessoais e profissionais. Segundo Kalli, os custos podem se adequar a cada estudante. "Deve ser levado em conta o custo de vida local. Por exemplo, Montreal é uma da cidades mais baratas do Canadá e isso faz uma enorme diferença no preço final do intercâmbio. Além disso, pode ser feito um parcelamento de acordo com as possibilidade financeiras de cada um, e quem tem até 35 anos pode utilizar a passagem aérea estudante da Air Canadá, que significa uma economia de 15%”, explica. Além disso, a qualidade de vida é um atrativo. Montreal, conhecida como a capital cultural do Canadá, desbancou Paris e passou a liderar o ranking de melhores cidades para estudantes do mundo (QS Best Student Cities 2017).

É por conta desse custo-benefício que o gerente de logística, Edson Júnior, 35 anos decidiu investir em um intercâmbio. Foram cinco anos de planejamento para essa ida ao Canadá. "Além dos custos serem menores, principalmente em relação a outros países, eu fiz algumas reservas e preparei uma poupança, paguei o curso antecipadamente, hospedagem, passagens e o visto. Ao todo, gastei cerca de R$ 9 mil". Para Edson, o desejo de ficar em definitivo no Canadá, junto com a sua família, vai se realizar até o fim do ano. "O meu objetivo é utilizar essa experiência para o meu planejamento de vida, que é morar por lá. Eu quero me adaptar ao mercado, não no começo, mas depois conseguir me firmar com um emprego dentro da minha área", pontua.

Já a ideia de Márcia Fernanda Nunes, 40, gerente de recursos humanos e psicóloga, foi de aproveitar as últimas férias fazendo um intercâmbio. Por isso ela aperfeiçoou o inglês, escolhendo o Canadá pelo mesmo motivo que outros estudantes: os custos mais em conta. "Antes, eu pretendia em ir aos Estados Unidos ou Londres. Mas o custo-benefício pesou e, por isso, decidi mudar de ideia e investir nessa viagem", explica. A estudante de jornalismo Manuela Cavalcanti, 19, investiu em um intercâmbio de seis meses para o Canadá disposta aprender uma nova lígua: o francês. Mas essa escolha se deu, principalmente, pelo suporte do seu irmão, que reside no Canadá. "Meu irmão foi um ano antes de mim, pra saber como era, e depois eu consegui ir. Além disso, na época que eu fui, o dólar americano estava em alta, já o canadense estava mais em conta. Então, isso me ajudou bastante, mesmo que depois eu tenha gastado um pouco a mais do que devia", afirmou.

Mesmo com uma diferença de preço mínima, o Canadá, segundo a Wide Intercâmbio, ficou em segundo lugar no que se relaciona aos preços, que incluem o curso de inglês, a taxa da escola e a acomodação durante o período. Por exemplo, quatro semanas (um mês) na Irlanda custa em média R$ 4.200, já no Canadá, esse preço fica em torno de R$ 4.900. Muito mais em conta do que os EUA, que com a alta do dólar, aumentou o preço para intercâmbio, chegando a R$ 7.100,00, pelas mesmas quatro semanas