sexta-feira, 7 de abril de 2017

PRF restringe trânsito de veículos de carga em feriados





Portaria publicada na última terça-feira pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) restringe o trânsito de veículo de cargas nas rodovias federais durante os feriados de 2017. A medida não valerá para os estados do Acre, Amazonas e Roraima. Em Rondônia, só haverá restrição de circulação no período da Operação Fim de Ano.

De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União, a restrição abrangerá apenas trechos rodoviários de pista simples.

Os veículos de carga que descumprirem a determinação cometerão infração de trânsito e só poderão seguir a viagem após o término do horário de restrição.

A superintendência regional da PRF poderá flexibilizar a restrição em trechos e horários específicos, desde que com base em “fundamentos fáticos e técnicos”, e tendo comunicado a Coordenação-Geral de Operações.

Clique aqui para ver os horários e os feriados em que haverá restrição para a circulação dos veículos de carga. As informações são da Agência Brasil

Projeto obriga cartórios a notificarem transferências de veículos





A Câmara analisa o Projeto de Lei nº 7163/17, que obriga os cartórios a notificarem os Departamentos de Trânsito (Detrans) da transferência de propriedade de veículos. Pela proposta, os tabelionatos deverão informar num prazo máximo de 30 dias a venda do veículo através do reconhecimento das firmas do vendedor e do comprador, no Certificado de Registro de Veículo (CRV).

A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97), que atualmente prevê em seu artigo 134 que a notificação deve ser feita pelo proprietário que vendeu o veículo.

O autor da proposta, deputado Carlos Manato (SD-ES), afirmou que o objetivo é desburocratizar o processo de transferência de veículos junto aos Detrans. "Na hora que você vai no cartório e faz o documento de compra e venda, imediatamente você transfere para esse cartório essa condição", destaca o parlamentar.

"O cartório então tem 30 dias para entregar ao Detran esse documento. Fazer online para o Detran, dizendo que houve essa transferência. A partir daquele momento que você fizer no cartório, você já tira sua responsabilidade", acrescenta.

Eficácia

Para Carlos Manato, essa medida vai tornar o sistema de conferência de propriedade veicular muito mais eficaz, diminuindo as reclamações e recursos administrativos e judiciais relacionados a multas ou outros problemas com veículos já vendidos.

Tramitação

A proposta está apensada ao PL 3920/08, que tramita com outros 48 projetos que pretendem modificar o Código de Trânsito Brasileiro e cujo parecer está pronto para ser votado pelo Plenário.

Após decisão do STF, policiais civis de Pernambuco podem parar dia 28





Um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF) manter a ilegalidade de greves de servidores que trabalham na segurança pública em todo o País, a direção do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) convocou nesta quinta-feira (06) esses profissionais a participar de uma paralisação no próximo dia 28. A manifestação, marcada para a Praça do Derby, na área central da cidade, às 9h, está sendo organizada por centrais sindicais e é contra as reformas da Previdência e trabalhista, além da terceirização em todas as atividades das empresas, sancionado pelo presidente Michel Temer (PMDB) no último dia 31.

A decisão da Corte foi por 7 votos a 3, seguindo o ministro Alexandre de Moraes, considerando que os policiais desempenham atividade essencial à manutenção da ordem pública. O relator era o ministro Edson Fachin, que votou para que fosse garantido o direito de greve dos policiais civis, embora com restrições. O julgamento foi de um recurso extraordinário de Goiás, que questionou a legalidade de uma greve de policiais civis no estado.

O sindicato pernambucano considerou a decisão do Supremo “equivocada”. “Consideramos contraditória a censura ao direito à greve dos policiais civis, porque uma vez que é assegurado o direito à sindicalização, tira da categoria a possibilidade de decidir com autonomia seus próprios passos e instrumentos de mobilização. A greve é o último recurso que os trabalhadores e trabalhadoras dispõem para se fazerem ouvir, ainda mais quando os próprios governos viram as costas para as reivindicações e demandas dos mais diversos setores e categorias”, afirma um comunicado da entidade.

O comunicado usa como argumento a crise na segurança, que em Pernambuco é o principal calo do governador Paulo Câmara (PSB). Desde dezembro, o Estado vem registrando números recordes de homicídios, crimes medidos pelo Pacto pela Vida, programa que era vitrine do ex-governador Paulo Câmara (PSB). “É de conhecimento de todos os baixos salários dos agentes de segurança pública no Estado e no país, assim como também é consenso que não há solução para a segurança pública que não passe pela valorização desses profissionais”, diz o Sinpol.

O sindicato ainda afirmou que o STF foi além do seu papel e legislou sobre o tema. “Nesse momento, é importante que a sociedade entenda que não se trata apenas da retirada do direito à greve dos policiais, mas mais uma investida contra o conjunto das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros, que encontra respaldo nas propostas da reforma da Previdência, na terceirização irrestrita, na reforma trabalhista e no congelamento dos investimentos públicos”

Paulo Câmara encontra clima acirrado no Agreste





A segunda rodada do seminário Pernambuco em Ação realizada ontem (06), em Garanhuns, no Agreste, teve prestação de contas, assinatura de ordens de serviço e entrega de obras, mas também foi marcada por um embate entre os aliados do governador Paulo Câmara (PSB) e a oposição, simbolizada na figura do prefeito Izaías Régis (PTB), aliado do senador Armando Monteiro (PTB).

Inconformados com a decisão do prefeito de não recepcionar Paulo, aliados do governador acusaram o gestor municipal de agir com mesquinharia política. O próprio socialista, embora não tenha citado o nome de Izaías Régis, falou de falta de parceria da prefeitura.

"Infelizmente eu gostaria de ter dado a ordem de serviço (para construção de uma escola técnica) há mais tempo. Garanhuns não disponibilizou terreno para a gente construir de maneira mais rápida essa escola", declarou, em rádios locais.

A não cessão do terreno para a construção da escola técnica, aliás, foi mote de boa parte dos discursos contra o prefeito, mas as críticas foram além. "Quando um representante de uma cidade não vem, ele corta até um canal de interlocução. Quem vai dizer quais são os pleitos da região? A ausência não causa incômodo (no governo). Causa nele e na população de Garanhuns", enfatizou o secretário de Planejamento e Gestão, Márcio Stefanni.

O secretário estadual de Transportes, Sebastião Oliveira, foi mais duro. "O que sentimos é que a oposição está desnorteada, perdida, e que está querendo antecipar o pleito eleitoral haja visto a conduta deselegante, má educada e eleitoreira que o prefeito de Garanhuns tomou com o governo de Pernambuco. Ele não foi republicano, não teve institucionalidade. O governador sempre foi muito correto com as parcerias com qualquer prefeito".

Questionado pelo JC se endossava as declarações dos aliados, Paulo respondeu que governava para todo o Estado e que estava cumprindo uma agenda administrativa em Garanhuns.

PREFEITO

Izaías Régis enviou três secretários municipais e o vice-prefeito Haroldo Vicente (PSC) para representá-lo no evento, mas nenhum teve direito a discurso. A abertura do evento ficou a cargo da prefeita de Capoeiras, Neide Reino (PSB), que enfatizou que Paulo era sempre bem-vindo no Agreste.

Izaías Régis explicou a ausência. "Evidente que o evento tinha cunho eleitoreiro. Não poderia receber o governador para fazer elogios com as cobranças que o povo me pede para fazer", disse.

O prefeito rebateu a informação de que não se mobilizou para a construção de uma escola técnica. "Ofereci os dois melhores terrenos que tinha, mas foram rejeitados pelos técnicos da secretaria de Educação. Então, dei a sugestão de usarem um terreno que o Estado tinha e eles gostaram", assegurou.

Os aliados do governador também falaram que o prefeito de Garanhuns não dá ao Estado os créditos de obras feitas com recursos do FEM, programa do governo estadual. "Não inaugurei obras do FEM porque não penso pequeno e não vou ficar inaugurando poço artesiano e um pedaço de rua asfaltado", declarou.

Rômulo Arantes será um Jesus tatuado na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém?

Foto: Felipe Souto Maior/ Divulgação

 

Rômulo Arantes se prepara para viver Jesus pela primeira vez na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. O ator, que já está no no município de Brejo da Madre de Deus, em Pernambuco, ensaiando para o personagem, chama atenção pelo seu corpo repleto de tatuagens. E aí, vem o questionamento: teremos um Jesus diferente? a resposta é não. Em todos os dias de espetáculo o ator passará por uma “limpa” em seu corpo, com uma maquiagem que esconde os desenhos. O processo leva cerca de 40 minutos.

Essa não é a primeira vez que um atores tatuados precisaram dessa ajuda. Murilo Rosa, Fiuk, Igor Rickli e outros nomes também já tiveram que esconder suas marcas no corpo

Rômulo Arantes será um Jesus tatuado na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém?

Foto: Felipe Souto Maior/ Divulgação

 

Rômulo Arantes se prepara para viver Jesus pela primeira vez na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. O ator, que já está no no município de Brejo da Madre de Deus, em Pernambuco, ensaiando para o personagem, chama atenção pelo seu corpo repleto de tatuagens. E aí, vem o questionamento: teremos um Jesus diferente? a resposta é não. Em todos os dias de espetáculo o ator passará por uma “limpa” em seu corpo, com uma maquiagem que esconde os desenhos. O processo leva cerca de 40 minutos.

Essa não é a primeira vez que um atores tatuados precisaram dessa ajuda. Murilo Rosa, Fiuk, Igor Rickli e outros nomes também já tiveram que esconder suas marcas no corpo

Entre 50, Brasil tem 19 das cidades mais violentas do mundo

Brasil tem 19 cidades entre as mais violentas do mundo





Na décima posição em ranking de ONG mexicana, Natal é a cidade mais violenta do Brasil (Foto: Emmily Virgílio/Inter TV Cabugi)


 


País é o que tem o maior número de cidades no ranking mundial de 2016 divulgado por ONG que avalia violência em municípios com mais de 300 mil habitantes. Capital venezuelana aparece no topo da lista.


Por Deutsche Welle


O Brasil foi o país com o maior número de cidades entre as 50 mais violentas do mundo em 2016, segundo a lista divulgada nesta quinta-feira (07/04) pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal. O país possui 19 municípios no ranking.


Na décima posição no ranking, Natal é a cidade mais violenta do país, com 69,56 homicídios por 100 mil habitantes. O município é seguido por Belém e Aracaju.


A lista inclui ainda Feira de Santana (15º), Vitória da Conquista (16º), Campos dos Goytacazes (19º), Salvador (20º), Maceió (25º), Recife (28º), João Pessoa (29º), São Luís (33º), Fortaleza (35º), Teresina (38º), Cuiabá (39º), Goiânia (42º), Macapá (45º), Manaus (46º), Vitória (47º) e Curitiba (49º).


Com 130,35 homicídios por 100 mil habitantes, Caracas, na Venezuela, aparece no topo do ranking das mais violentas do mundo, seguida por Acapulco, no México, e San Pedro Sula, em Honduras. Segundo a ONG, a repetição da posição da capital venezuelana por dois anos seguidos confirma a crise criminal no país.


A lista da ONG é baseada no número de homicídios por 100 mil habitantes e analisa municípios com mais de 300 mil habitantes.


1.       Caracas (Venezuela) – 130,35 homicídios/100 mil habitantes


2.       Acapulco (México) – 113,24


3.       San Pedro Sula (Honduras) – 112,09


4.       Distrito Central (Honduras) – 85,09


5.       Victoria (México) – 84,67


6.       Maturín (Venezuela) – 84,21


7.       San Salvador (El Salvador) – 83,39


8.       Ciudad Guayana (Venezuela) – 82,84


9.       Valencia (Venezuela) – 72,02


10.   Natal (Brasil) – 69,56


11.   Belém (Brasil) – 67,41


12.   Aracaju (Brasil) – 62,76


13.   Cape Town (África do Sul) – 60,77


14.   St. Louis (EUA) – 60,37


15.   Feira de Santana (Brasil) – 60,23


16.   Vitória da Conquista (Brasil) – 60,10


17.   Barquisimeto (Venezuela) – 59,38


18.   Cumaná (Venezuela) – 59,31


19.   Campos dos Goytacazes (Brasil) – 56,45


20.   Salvador e RMS (Brasil) – 54,71


21.   Cali (Colômbia) – 54,00


22.   Tijuana (México) – 53,06


23.   Guatemala (Guatemala) – 52,73


24.   Culiacán (México) – 51,81


25.   Maceió (Brasil) – 51,78


26.   Baltimore (EUA) – 51,14


27.   Mazatlán (México) – 48,75


28.   Recife (Brasil) – 47,89


29.   João Pessoa (Brasil) – 47,57


30.   Gran Barcelona (Venezuela) – 46,86


31.   Palmira (Colômbia) – 46,30


32.   Kingston (Jamaica) – 45,43


33.   São Luís (Brasil) – 45,41


34.   New Orleans (EUA) – 45,17


35.   Fortaleza (Brasil) – 44,98


36.   Detroit (EUA) – 44,60


37.   Juárez (México) – 43,63


38.   Teresina (Brasil) – 42,84


39.   Cuiabá (Brasil) – 42,61


40.   Chihuahua (México) – 42,02


41.   Obregón (México) – 40,95


42.   Goiânia e Aparecida de Goiânia (Brasil) – 39,48


43.   Nelson Mandela Bay (África do Sul) – 39,19


44.   Armenia (Colômbia) – 38,54


45.   Macapá (Brasil) – 38,45


46.   Manaus (Brasil) – 38,25


47.   Vitória (Brasil) – 37,54


48.   Cúcuta (Colômbia) – 37,00


49.   Curitiba (Brasil) – 34,92


50.   Durban (África do Sul) – 34,43

Izaias explica porque não recepcionou Governador

  


 As razões do boicote de Izaías 

Blog do Magno


Numa conversa, ontem, com este blogueiro, o prefeito de Garanhuns, Izaías Régis (PTB), explicou os motivos que o levaram a não recepcionar o governador Paulo Câmara (PSB), que passou o dia na cidade inaugurando obras, dando novas ordens de serviços e coordenando, por fim, o seminário “Pernambuco em ação”. Aos que o acusam de mal-educado e de ter pisado na bola, o trabalhista afirma que não passou por cima da chamada liturgia do cargo. “Não fui para não ser acusado de ter me apropriado de um evento do Governo para fazer cobranças e desabafos”, enfatizou.


“Se tivesse participado do seminário, poderia ter constrangido o governador, que não trata bem Garanhuns”, acrescentou. Régis reclama que nem nas parcerias celebradas com o município o Estado vem cumprindo as suas obrigações. Ele cita, por exemplo, o acordo para colocar em operação a unidade avançada do Samu, que atende não apenas Garanhuns e mais dez municípios da região, representando, hoje, um grande sorvedouro de recursos para os cofres municipais.


Pelo modelo, a União entra com 50% e os 50% restantes são rateados entre o Estado e o Município. Mas o Estado, segundo ele, não vem repassando a sua parte, levando o município a cobrir praticamente os restantes dos 50%. “Há um atraso de 17 meses, no valor mensal de R$ 62,5 mil. Na prática, isso representa R$ 1,062 milhão”, afirma. Outro programa em atraso, segundo ele, é o da Farmácia Básica, algo em torno de R$ 1,3 milhão. “Deste passivo, o Governo nos repassou apenas R$ 64 mil”, diz ele, com a ressalva de que teve que entrar com um processo judicial.


“Isso é uma vergonha, uma desmoralização”, assinalou. O prefeito disse, ainda, que, embora o Governo do Estado tenha espalhado placas informando que tem obras em Garanhuns, as poucas que existem, como um campo de futebol no parque Euclides da Cunha, a pavimentação de dois bairros e o calçamento em dois distritos, com recursos do FEM, o fundo de apoio aos municípios, estão paradas porque o Estado não repassa o dinheiro.


Pelas contas do prefeito, o que entrou de fato nos cofres da Prefeitura, já com a devida prestação ao Estado, representa um valor de R$ 2,7 milhões referentes ao primeiro FEM. “O segundo não está sendo cumprido e por isso mesmo as obras estão paradas”, ressaltou. Quanto às declarações do governador, de que o município se negou a fazer a doação de um terreno para construção da Escola Técnica, o prefeito afirmou que ofereceu uma área no parque de exposições, que era do Estado e foi doada ao município.


“No nosso patrimônio mobiliário não havia um terreno dentro das exigências colocadas pelos técnicos do Estado, chegamos a negociar o terreno do parque, mas as negociações não avançaram”, afirmou. O prefeito disse, por fim, que cobraria do governador o que classificou de caos na segurança pública. “Garanhuns sedia um dos maiores batalhões da PM no Estado e não há um só soldado nas ruas para fazer a segurança da população”, afirmou.


Por fim, o prefeito disse que sabia que haveria reação dos seus adversários no município se viesse a fazer um pronunciamento tão duro em cima dos pontos que antecipou ao blog. “O governador fala em reforçar o policiamento com mais 1,5 mil PMs, mas já estão indo para reserva mais de dois mil soldados”, destacou, para alfinetar. “Estamos diante de um Governo desastroso e tudo isso não iria soar bem aos ouvidos dos aliados governistas em nosso município”.