terça-feira, 11 de abril de 2017

Ex-prefeito do Cabo desconhece doações irregulares


Magno Martins


O ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho Vado da Farmácia, que teve o nome incluído na relação de políticos beneficiados por doações irregulares feitas pela empreiteira Odebrecht, negou que tenha recebido qualquer recurso de forma ilícita para sua campanha eleitoral em 2012. Segundo ele, todas as doações foram feitas legalmente, de acordo com a legislação, e as contas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. O ex-prefeito enfatizou que não tem nada a temer e se coloca à disposição da Justiça para fazer os esclarecimentos necessários.


De acordo com Vado, em 2012, o coordenador da sua campanha e o responsável pela arrecadação de recursos foi o atual prefeito do Cabo de Santo Agostino, Lula Cabral (PSB), também seu “padrinho” político naquela eleição. “Se houve, de fato, alguma doação ilícita eu desconheço. Quem quiser tirar a dúvida basta perguntar a quem denunciou se alguém manteve contato comigo ou me entregou algum dinheiro. Não tenho nada a temer, estou absolutamente tranquilo quanto a isso”, rebateu Vado da Farmácia.


Humberto diz que aguarda conclusão de inquérito

Em nota enviada, há pouco, à Imprensa, o senador senador Humberto Costa (PT), incluido na lista dos 108 políticos autorizados para invetigação na operação Lava Jato, disse que espera a conclusão de inquérito aberto há mais de dois anos pelo STF, e para o qual a Polícia Federal, segundo ele, já se manifestou em favor do arquivamento. Disse que vai aguardar ter acesso aos novos documentos para reunir as informações necessárias à sua defesa. "O senador, que já abriu mão de todos os seus sigilos, se coloca, como sempre o fez, à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários", conclui a nota


Aécio diz que vai “desmascarar mentiras”




Os senadores Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, e Romero Jucá (RR), presidente do PMDB, são os políticos com o maior número de pedidos de abertura de inquérito feitos pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, com cinco cada um, segundo informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.


Por meio de nota, o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, diz considerar importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações e afirma que "assim será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta".


O senador Romero Jucá (RR), presidente do PMDB, afirma em nota que sempre esteve e sempre estará à disposição da Justiça para prestar qualquer informação. "Nas minhas campanhas eleitorais sempre atuei dentro da legislação e tive todas as minhas contas aprovadas", afirmou o senador.


A bancada do PSDB na Câmara também emitiu nota, na qual "reafirma sua confiança na Justiça e nas instituições. O fim do sigilo das investigações permitirá que os citados exerçam plenamente o direito de defesa e que a verdade, enfim, prevaleça". Os deputados tucanos afirmam que "é fundamental, todavia, que o trabalho das instituições não paralise o país. Há uma agenda de reformas pendente no Congresso e elas são cruciais para a reativação da economia e a geração de emprego"


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Delatores dizem que Jarbas recebeu 700 mil em Caixa 2

O deputado federal Jarbas Vasconcelos

O deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) recebeu R$ 700 mil em seu caixa 2 na campanha para o governo de Pernambuco em 2010, segundo os delatores da Odebrecht Benedicto Junior, ex-presidente da construtora do grupo, e João Antônio Pacífico Ferreira, diretor da empresa.

Segundo os delatores, os recursos foram enviados a Vasconcelos pelo departamento de operações estruturadas da Odebrecht, que cuidava do pagamento de propina e verba para campanhas. Vasconcelos, dizem os delatores, aparecia no sistema com o apelido de "Viagra".

O despacho do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fachin aponta que o programa que a Odebrecht usava para contabilizar pagamentos ilícitos cita que o valor entregue a Vasconcelos foi de R$ 2 milhões, mas não há explicações sobre a divergência de informações.

Fachin diz que, antes de determinar a abertura de eventual inquérito, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve se pronunciar sobre a eventual extinção do delito, já que Vasconcelos tem 74 anos e a partir dos 70 a prescrição de um ilícito é contada pela metade do tempo. A pena máxima para caixa 2 é de cinco anos, com prescrição em 12 anos.

Com a idade de Vasconcelos, a pena estaria prescrita em 2016, já que a ilicitude ocorreu em 2010, segundo o Código Penal.

Em nota, o deputado Jarbas Vasconcelos afirma que as doações da Odebrecht foram declarados e aprovados pela Justiça Eleitoral. "Todos os valores estão disponíveis inclusive no site do Tribunal Superior Eleitoral de forma clara e transparente", diz o texto.

Folha de SP

Homem ver bandidos levarem sua quarta moto em cinco meses no Agreste

HOMEM TEM A QUARTA MOTO TOMADA POR BANDIDOS EM MENOS DE CINCO MESES NO AGRESTE DE PERNAMBUCO




Na segunda-feira (11) um homem prestou queixa na delegacia, vítima de mais um assalto em Santa Cruz do Capibaribe. O popular, que não terá seu nome revelado, relatou que o assalto aconteceu na parte da tarde (por volta de 17h30) no bairro Rio Verde quando dois criminosos, que estavam em uma moto Fan, de cor preta, se aproximaram e o renderam quando ele estava na porta de sua casa.

 
 

Um fato que chama a atenção é que o homem relatou que essa seria a quarta moto que lhe teria sido tomada de assalto em menos de cinco meses, sendo três do modelo Bros e uma do modelo Fan. Ele fez seu desabafo quanto ao caso:

“Está ruim a situação em Santa Cruz do Capibaribe, pois ninguém não pode usar mais nada. Tem que se pegar a maleta e ir morar em outro canto. Partir para outra cidade porque não tem como trabalhar aqui, comprar mais nada. Ando pelo Rio Grande do Norte, em todo estado por aí e não vejo isso, essa insegurança. Aqui ninguém pode mais possuir nada, usar um relógio… Um dia desse, tomaram relógio, celular, dinheiro e agora, mais uma moto. Como está difícil essa insegurança; o problema é sério” – disse.

O homem disse que, devido à violência, já teria “se acostumado” a agir em situações assim e completou.

“Fui vítima de vários assaltos e sei como reagir… Sou um cara tranquilo e já me acostumei. Peço a Jesus na hora e eles não mexem comigo. Me deixando vivo, podem levar todos os pertences” – frisou.

Informações Ney Lima

Deputado acusa PMS de rasgar cartazes contra Governador


Foto: Roberto Soares/Alepe​

O presidente da Comissão de Cidadania, Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Edilson Silva (PSOL), solicitou, nessa segunda-feira (10), à Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) a abertura de uma investigação contra dois servidores da Casa Militar do Estado. De acordo com o deputado, os servidores foram flagrados em um vídeo arrancando e rasgando cartazes de críticas ao governador Paulo Câmara (PSB), durante sua passagem no último sábado (8), no município de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste do Estado.

















Edilson postou em suas redes sociais o vídeo que registra o momento em que dois homens descem de um veículo em direção aos manifestantes, recolhem os cartazes e jogam no chão. Ao assistir as imagens, o parlamentar confirmou que o episódio ocorreu com militantes do PSOL da cidade.
De acordo com o deputado, também foi identificado que o veículo utilizado na ação é da Casa Militar e considerou o episódio como um ato de “censura política”. “A democracia foi diminuída durante a passagem de Paulo Câmara na cidade”, criticou.
Além do pedido de abertura de investigação, Edilson Silva encaminhará um documento ao corregedor-geral, Antônio de Pádua e vai solicitar ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que apure o desvio de função dos servidores na ação (Promotoria de Patrimônio) e a restrição ao direito de protesto dos cidadãos (Promotoria de Direitos Humanos).
“Além de entrarmos com o documento na Corregedoria, também iremos solicitar investigação do MPPE pelo desvio de função desses militares. Não é possível que a Casa Militar, órgão que atua na segurança do governador, haja no exercício de polícia política. Isto é mais um episódio de censura política. É inadmissível”, disparou o psolista.

Oficial que deu ordem para PM atirar em estudante já responde por outro crime na Justiça


Raphael Guerra

Estudante foi baleado por tiro de borracha, a mando de um oficial da PM, e arrastado em Itambé. Foto: Reprodução/TV Jornal


O capitão da Polícia Militar de Pernambuco Ramon Tadeu da Silva Cazé, oficial investigado por dar a ordem para que o soldado Ivaldo Batista de Souza Júnior atirasse no estudante Edvaldo Alves dos Santos, de 22 anos, durante um protesto em Itambé, já responde a processo por outro crime. O capitão é acusado de fazer uso de documento falso. O crime faz parte do artigo 315, do Código Penal Militar. As informações foram obtidas com exclusividade pelo Ronda JC.


O processo contra Ramon foi aberto em 2014, mas ainda segue em tramitação na Justiça Militar. Sem desfecho algum. De acordo com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o caso está em fase de audiências, com ouvidas de testemunhas. Os detalhes são mantidos em sigilo. Em 2008, o policial militar também respondeu outro processo na Justiça, mas o caso foi arquivado a pedido do Ministério Público de Pernambuco.

Mesmo respondendo a processo na Justiça, o oficial continuava nas ruas e comandando operações, como o protesto de moradores de Itambé que pediam mais segurança para a cidade da Mata Norte. Em um único dia, segundo os cidadãos, pelo menos 15 assaltos foram registrados. Cansados, foram nas ruas cobrar ações do Poder Público. Raivosos, os PMs não só atiraram em um estudante como o arrastaram sem piedade. E nessa terça-feira (11), ospernambucanos amanheceram em choque com a notícia de que a vítima morreu, após 25 dias internado em um hospital.


Investigações

Agora, Ramon e os outros dois policiais envolvidos na ação desastrosa que resultou na morte do estudante também devem responder pelo homicídio. O caso está sob investigação na Delegacia de Itambé, na Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) e também há um procedimento administrativo aberto pelo Comando da PM.

Os três policiais estão fora das ruas, mas continuam trabalhando com atividades administrativas.

MPPE se pronuncia

“O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) lamenta o falecimento de Edvaldo da Silva dos Santos, e informa que acompanha de perto os dois inquéritos, um deles instaurado pela Polícia Militar e o outro pela Polícia Civil, que investigam as causas e os responsáveis pela morte da vítima. O MPPE ainda instaurou, em 24 de março de 2017, um Procedimento de Investigação Criminal que apura as supostas ameaças que familiares de Edvaldo vêm sofrendo por parte de policiais militares.”